Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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J. Bleicher



ESCALDADURA DA FOLHA DA AMEIXEIRA - Xylella fastidiosa Wells et al.

Sintomas - Em cultivares mais suscetíveis, como Santa Rosa e Qzark Premier, os sintomas típicos da doença ocorrem em plantas de 2 a 3 anos de idade. Os sintomas nas folhas manifestam-se a partir de janeiro até a queda das mesmas, na forma de leve clorose nos bordos da folha, que evolui para necrose. As áreas necróticas avançam para o interior do limbo foliar e assumem uma cor cinzenta ou marrom-escura. Sintomas típicos aparecem em qualquer ponto da planta, em ramos de mais de 1 ano. Não é comum a ocorrência de sintomas em ramos novos. Nas plantas mais atacadas, ocorre queda precoce das folhas e queda na produção. Com a evolução da doença, ramos atacados secam a partir do ápice. A bactéria dissemina-se no hospedeiro e, dependendo da suscetibilidade do cultivar, toda a planta seca.

Etiologia - Xylella fastidiosa é o agente causal da doença. A bactéria não é flagelada, não forma esporos, mede 0,3 a 0,9 μm de diâmetro e 1 a 5 um de comprimento e é habitante do xilema. Cresce bem sob temperatura de 20-250C e pH 6,7-7,0. As colônias, inicialmente, são brancas ou esverdeadas, circulares, eventualmente com margens rugosas, e podem ser vistas uma a duas semanas após o isolamento.

As plantas matrizes são a fonte de inóculo primário. A disseminação a longas distâncias é feita, principalmente, através de material de propagação, como borbulhas, garfos e estacas. Dentro do pomar, a doença é transmitida por cigarrinhas. Os vetores podem transmitir o patógeno indistintamente para pessegueiro e ameixeira.



Controle - O uso de cultivares resistentes é o método que menos afeta o custo de produção. No Brasil, o cultivar “amarelinha” tem certa resistência a esta doença. A produção de material livre da bactéria pode ser feita com termoterapia e cultura de meristema. Este material deverá ser plantado em áreas isentas de escaldadura e isoladas de 6utras plantas frutíferas de caroço. No tratamento químico tem sido preconizado o uso de antibióticos do grupo da tetraciclina. Pulverizações foliares semanais na dose de 500 a 1000 ppm têm dado bons resultados. Plantas com necrose generalizada devem ser erradicadas e queimadas.
BACTERIOSE DO PESSEGUEIRO - Xanthomonas campestris pv. pruni (Smith) Dye

Sintomas - A doença ocorre em folhas, ramos e frutos. Nas folhas, aparecem inicialmente pequenas manchas angulares, que tornam-se púrpuras ou pretas, com bordos angulares e geralmente rodeadas de um halo verde-amarelado, típico da doença. Em seguida ocorre a formação de uma camada de abscisão e o tecido afetado desprende-se. As manchas são pequenas, de 1 a 5 mm de diâmetro, mas podem coalescer e formar uma grande área. Folhas muito atacadas caem. Na face inferior das manchas mais velhas observam-se pequenas escamas secas, que correspondem ao exsudato bacteriano.

A infecção nos ramos pode resultar em dois tipos de cancro: os de verão, localizados nos entrenós e formados após a infecção da primavera, e os de primavera, localizados nas gemas e nos entrenós, decorrentes de infecção de outono, visível apenas na primavera seguinte. Sintomas no fruto são manchas pequenas, circulares e pardas, que tornam-se escuras, deprimidas e provocam rachaduras na epiderme. Freqüentemente elas são circundadas por halo verde-claro.



Etiologia - A bactéria é móvel, monotríquia, medindo 0,4-1,7 m de comprimento e 0,2-0,8 m de largura. E gram-negativa, aeróbia e forma colônias amarelas em meio de cultura.

A infecção pode ocorrer durante o período de crescimento vegetativo em folhas, ramos do ano e frutos. Condições favoráveis à infecção são temperatura moderada, chuvas freqüentes, porém suaves, acompanhadas de ventos fortes e neblina. No outono, a penetração dá-se pelo ferimento provocado pela abcisão foliar. A disseminação a curtas distâncias é feita pela água. A longas distâncias, os principais meios de disseminação são mudas, borbulhas e frutos, além de insetos.



Controle - Como existe uma correlação direta entre o vigor da planta e os danos de bacteriose, uma das medidas para o controle da doença é a nutrição equilibrada das plantas. Nos viveiros, deve-se usar gemas de plantas sadias para enxerto e isolar os plantios de pessegueiro, ameixeira e damasqueiro. Novos pomares devem ser instalados em lugares protegidos dos ventos dominantes.

A calda bordalesa é um bactericida razoavelmente eficiente. Seu uso é indicado no outono, na queda das folhas. A mistura de oxicloreto de cobre e mancozeb é igualmente eficiente. No Sul do Brasil recomendam-se dois tratamentos: após 25% e 75% da queda de folhas. Oxitetraciclina, sulfato de estreptomicina e terramicina mais sulfato de estreptomicina apresentam bom controle da bacteriose na folha e no fruto. A aplicação de antibióticos é feita em intervalos de 15 dias, iniciando-se após a queda das pétalas até a pré-colheita.


PODRIDÃO PARDA - Monilinia fructicola (Wint) Honey (Monilia fructicola), Monilinia laxa (Aderhold & Ruhland) Honey

As podridões de frutos de caroço são causadas por duas espécies de fungos do gênero Moniiin ia. A podridão parda americana é ocasionada pela espécie Monilinia fructicola e a européia, por Monilinia laxa, infectando mais especificamente a cerejeira. Cultivares de nectarina são muito suscetíveis a M. fructicola.



Sintomas -Na primavera, capulhos florais infectados ficam pardacentos e morrem com rapidez. Em alguns casos, botões infectados são cobertos pela frutificação do fungo, apresentando aspecto de mofo. Sob condições de alta umidade, o fungo pode avançar pela flor até o pedúnculo e penetrar no ramo, resultando no desenvolvimento do cancro do ramo. A medida que a infecção progride, o cancro pode anelar o ramo ou galho, causando murcha e morte da parte terminal.

O ataque em frutos ocorre próximo à maturação. Sintomas iniciais são pequenas manchas pardacentas, com encharcamento nos tecidos vizinhos (Prancha 59.1). A mancha aumenta rapidamente, ocupando todo o fruto que, em condições úmidas, fica coberto de frutificações acinzentadas e densas do patógeno (Prancha 59.2). O fruto sofre uma desidratação violenta e torna-se mumificado. Cultivares de casca fina são mais suscetíveis ao ataque.



Etiologia Monilinia fructicola forma apotécios com ascos cilíndricos, de 150 x 10 pm e ascósporos hialinos, elípticos, de 6 a 15 μm x 4 a 8 μm. Os conídios de Monilia fructicola são limoniformes, elípticos, medindo de 15 a 25 x 8 a 14 μm.

Nas nossas condições, onde a ocorrência da fase perfeita é rara, o inóculo primário é constituído de conídios formados em cancros de ramos. Frutos mumificados, quando persistem na planta ou quando cobertos de terra, não produzem apotécios, mas podem produzir conídios. A penetração dá-se basicamente pelos órgãos florais. Conídios formados em capulhos florais e ramos são disseminados por vento, água e insetos, atingindo os frutos, nos quais podem penetrar diretamente pela cutícula ou por pequenos ferimentos. A colonização do fruto maduro é rápida, formando micélio inter e intracelular.

Epidemias de podridão parda sempre ocorrem em tempo chuvoso. A temperatura ótima é de 250C e o período de infecção exige um mínimo de 18 horas a 100C e de 5 horas a 250C.

Controle - Medidas de profilaxia são importantes para o controle eficaz da podridão parda. Como a doença é causada por um fungo capaz de hibernar em órgãos afetados, uma das medidas de controle consiste na poda de limpeza de inverno, com a eliminação de ramos doentes, capulhos florais e frutos mumificados, que devem ser queimados. A adubação mineral deve ser equilibrada, pois excesso de nitrogênio e déficit de potássio favorecem a doença.

Em regiões onde a podridão parda é problema sério, deve-se iniciar o tratamento químico quando as sépalas estão se tornando visíveis, no estádio D. A pulverização seguinte deve ser feita no estádio G, na queda das pétalas. O número destes tratamentos é reduzido sempre que as condições climáticas não forem favoráveis à ocorrência da podridão parda. Sendo o estigma a parte da flor mais suscetível à infecção, as pulverizações devem se realizar no período em que a maioria dos estigmas estiverem recém-expostos. Os produtos químicos indicados para estes tratamentos são: triforine, vinclozolin, iprodione, flusilazol e benzimidazóis.

Pulverizações pré-colheita são realizadas aos vinte e um, catorze e sete dias antes da colheita. Os produtos recomendados nesta época são: benzimidazóis, triforine, vinclozolin, iprodione e flusilazol. O controle de insetos deve ser feito desde o início do desenvolvimento dos frutos até a colheita.

No tratamento de pós-colheita devem ser observadas as seguintes normas: evitar o manuseio de frutos infectados, pois as mãos contaminadas podem disseminar o fungo para frutos sadios; utilizar para colheita recipientes novos ou tratados; as caixas já usadas devem ser lavadas e tratadas com cloro, hipoclorito de sódio ou cloehexidina. Deve-se fazer o saneamento das áreas onde os frutos são manuseados e resfriar os frutos logo após a colheita. No tratamento químico, recomenda-se mergulhar os frutos em uma suspensão de fungicida, durante um minuto. Alguns fungicidas usados são benomyl, thiabendazole, triforine e iprodione.


CRESPEIRA - Taphnina deformans (Burk.) Tulasne

É uma das principais doenças do pessegueiro na Europa e nos Estados Unidos. É importante quando a brotação ocorre sob condições úmidas e frias. Cultivares de pêssego de polpa amarela são mais suscetíveis à crespeira que os de polpa branca.



Sintomas - A doença desenvolve-se sobretudo nas folhas de ramos do ano e raramente nos frutos. No princípio da primavera, quando as folhas são muito tenras, observa-se engrossamento e hipertrofia de parte do limbo, que crispa-se parcial ou totalmente em espiral, na parte inferior (Prancha 59.3). Quando o ataque é precoce, a crespeira manifesta-se sobre os brotos, originando folhas pequenas que persistem na árvore até secarem. Folhas muito jovens ficam amareladas ou esbranquiçadas. Se o ataque é tardio, o enrugamento é parcial e ocupa pequena porção do limbo foliar, distribuído desigualmente na folhagem. Neste caso, o tecido torna-se arroxeado e a epiderme superior cobre-se de pó branco, constituído pelas frutificações do fungo, os ascos.

Etiologia - O asco maduro é clavado, medindo de 17 a 37 μm por 7 a 15 μm, com 8 ascósporos ovais de 3 a 7 μm de diâmetro. O patógeno sobrevive por meio de micélio, nos ramos e brotos, ou esporos (ascósporos e conídios) que permanecem sobre a planta. O patógeno penetra diretamente pela cutícula, desde o inchamento das gemas e se estabelece no parênquima como micélio intercelular. À medida que as folhas ficam mais velhas, tornam-se mais resistentes. Temperaturas mínima, máxima e ótima para o crescimento do patógeno são, respectivamente, 100C, 300C e 200C.

Controle - Os tratamentos devem ser realizados antes da brotação quando o cálice estiver descoberto (estádio C). Os produtos recomendados são a calda bordalesa, oxicloreto de cobre, óxido cuproso, thiram, zineb, captan e dithianon. Deve-se ter cuidado no uso dos produtos à base de cobre, visto que são fitotóxicos ao pessegueiro. Também é recomendado o uso de fungicidas cúpricos no outono, após a queda das folhas, ou durante o inverno. Entretanto, este tratamento é menos eficiente que o primeiro. Nenhum cultivar é imune à crespeira, porém alguns como Redhaven e cultivares originários deste têm alguma resistência à doença.
FERRUGEM - Tranzschelia discolor (Fuckel) Tranzschel & Litv.

Esta doença provoca desfolha precoce, podendo resultar em floração no outono. A queda prematura das folhas debilita a planta, prejudicando produções futuras.



Sintomas - Sintomas típicos são manchas angulares, amarelas, pequenas, na face superior das folhas (Prancha 59.4), que correspondem a pústulas arredondadas, recobertas de massa pulverulenta de esporos, na face inferior. Pequenas pústulas podem ser formadas nos ramos no início da primavera.

Etiologia - O fungo T discolor é macrocíclico e heteróico, apresentando freqüentemente três tipos de esporos: aeciósporos, uredósporos e teliósporos. O estádio aecial ocorre sobre Anemone coronaria e os telial e uredinial sobre espécies cultivadas de Prunus. No Brasil, uredósporos que permaneceram em ramos da árvore durante o inverno são responsáveis pela infecção primária. Uredósporos de T. discolor germinam em ampla faixa de temperatura (80C a 380C), mas a faixa mais favorável é 18-260C.

Controle - O controle químico é indispensável em locais favoráveis à ocorrência da doença enquanto não se dispuser de cultivares resistentes. Pulverizações outonais e tratamentos de inverno podem diminuir o inóculo inicial da doença. De uma maneira geral, aconselha-se quatro tratamentos espaçados de quinze dias durante o verão, geralmente na pós-colheita. Os fungicidas indicados para o controle da doença são: mancozeb, captan, thiram, dithianon, triforine e tebuconazole.
CHUMBINHO - Wilsonomyces carpophilus (Lév.) Adaskaveg, Ogawa & Butler (sin. Stigmina carpophila, Coryneum beyeninckii, Clasterosponium carpophilum).

Esta doença, conhecida na Europa e nos Estados Unidos como “shot-hole”, foi descrita pela primeira vez na França, em 1843. A doença encontra-se disseminada em todas as regiões onde se cultivam plantas frutíferas de caroço de clima temperado.



Sintomas - Na flor, formam-se pequenas lesões circulares púrpuras, com centro claro, no cálice e na corola. Nos ramos, os primeiros sintomas manifestam-se na forma de pequenas manchas deprimidas, castanho-roxas, com bordos de cor mais intensa. Nas folhas, formam-se pequenas áreas circulares, nitidamente delimitadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. A princípio, as manchas apresentam coloração amarela, passando para roxa-avermelhada, pela formação de antocianina, e depois para marrom-avermelhada. As manchas podem ser isoladas ou não. Ao redor da região afetada forma-se uma camada de abcisão que limita a infecção e o tecido afetado se destaca e cai, deixando perfurações nas folhas.

Etiologia - O fungo persiste em gemas infectadas e lesões nos ramos. Os esporos não são facilmente desalojados pelo vento, havendo necessidade de chuva para serem disseminados. Há necessidade de 24 horas de alta umidade para haver infecção. O patógeno penetra diretamente através da cutícula, nunca através dos estômatos. As lesões aparecem após cinco dias a 200C.

Controle - Como medida profilática aconselha-se a destruição dos ramos infectados. Deve-se dar cuidado especial às pulverizações outonais. Recomenda-se o tratamento com calda bordalesa a 2% ou oxicloreto de cobre a 1% na queda das folhas. Aplicações na primavera (estádio C) com captan, zineb, thiram ou mancozeb são recomendadas para a proteção de brotos e flores.
NEMATOSE - Meloidogyne incognita (Kofoid & White) Chitwood

Dos vários nematóides encontrados na rizosfera de rosáceas, um dos mais importantes, pelos danos diretos que causa, é Meloidogyne incognita. E a espécie mais comum no pessegueiro.



Sintomas - Raízes parasitadas mostram galhas, descolamento do córtex, paralisação do crescimento da ponta da raiz e rachaduras. Na parte aérea, podem ser observados os seguintes sintomas: murcha durante o período mais quente do dia, declínio vegetativo, queda prematura das folhas, queda na produção e sintomas de deficiências minerais.

Etiologia - As fêmeas localizam-se no interior das raízes, onde depositam os ovos. Destes eclodem larvas migrantes ou infestantes, as quais permanecem na mesma planta ou ganham o exterior. Vagando pelo solo, as larvas penetram em raízes de plantas vizinhas tornando-se sedentárias. Logo após penetrar nas raízes, as larvas passam a alterar sua forma, engrossando e adquirindo a forma de uma salsicha, denominada de larva parasita. O desenvolvimento prossegue e a larva das fêmeas adquire a forma de pêra. Além da movimentação ativa das larvas, este parasita pode ser disseminado por solo aderente às ferramentas agrícolas e águas de enxurradas e de irrigação. A longas distâncias, a disseminação dá-se por material vegetal infectado.

Controle - Recomenda-se o plantio de Crotalaria spectabilis como cultura intercalar, funcionando como “armadilha” para este nematóide. Em viveiros, o solo deve ser fumigado antes do plantio. O uso de porta-enxertos resistentes como o Yunnan, de origem chinesa, o Shalil, de origem indiana, o Bokhara, de origem russa, e o Nemaguare de origem Sul Africana, também é recomendado.
OUTRAS DOENÇAS

Cancro de Valsa - Leucostoma cinctia (Fr. :Fr.) Hóhn (sin. Valsa cinctia, anamorfo Leucocytospora cinctia (Sacc.) Hóhn, sin. Cytospora cinctia), Leucostoma persoonii Höhn (sin. V. leucostoma, anamorfo L. leucostoma (Pers.) Höhn, sin C. leucostoma). Vários patógenos estão associados a cancros em ramos de plantas frutíferas de clima temperado. Estes patógenos penetram principalmente por ferimentos causados pela poda e outros tratos culturais. Plantas com nutrição equilibrada, bem podadas, em espaçamento adequado e com tratamentos fitossanitários regulares são menos suscetíveis aos patógenos causadores de cancros. O cancro de valsa é causado por dois fungos relacionados, Leucostoma cinctia e L. persoonii. Forma cancros ovais, que geralmente circundam gemas, onde é comum a ocorrência de picnídios. Conídios são disseminados por chuva e vento. A infecção ocorre através de ferimentos naturais ou mecânicos. Injúrias causadas pelo frio predispõem a planta à doença. Alta umidade é requerida para a germinação dos conídios. A principal medida de controle é evitar o estresse da planta. Deve-se evitar o plantio em áreas de pomares velhos com histórico de cancros.

Cancro de Fusicoccum - Phomopsis amygdali (Del.) Tuset & Portilla (sin. Fusicoccum amygdali). A ocorrência de gomose é comumente associada a P. amygdali, embora não represente diagnóstico seguro. Picnídios com pigmentação escura são produzidos na superfície do cancro. Os conídios são hialinos, unicelulares e fusóides. P. amygdali causa a seca dos ponteiros, podendo também ocasionar manchas em folhas e podridão dos frutos. O controle recomendado é o mesmo do cancro de valsa.

Sarna - Cladosporium carpophylum Thuem. Ocorre principalmente no pessegueiro. No fruto, formam-se pequenas manchas pardo-escuras com cerca de 1 a 2 milímetros de diâmetro, espalhadas pela superfície do órgão afetado, sendo, porém mais comuns e numerosas na proximidade da inserção do pedúnculo. Cinco a sete dias após a queda das pétalas, o fungo encontra condições favoráveis para seu desenvolvimento sobre o fruto, havendo necessidade de semanas para o aparecimento das lesões. O ciclo, via de regra, ocorre uma só vez durante o desenvolvimento do fruto. Como umidade elevada favorece a infecção, recomendam-se boa abertura da planta, com arqueamento correto, e poda de ramos que causam o sombreamento. A aplicação de thiram, captan ou folpet, quatro a seis semanas após a queda das pétalas também é recomendada.

Podridão Mole - Rhizopus stolonifer (Erhenb.:Fr.) Vuill. É uma podridão importante para pessegueiro e nectarineira. Rhizopus stolonifer causa podridão mole e aquosa na polpa do fruto e produz esporos em abundância na sua parte externa. Os esporos de R. stolonifer só penetram no tecido através de ferimentos. A temperatura ótima para seu crescimento está entre 150C e 230C. Umidade elevada é indispensável para a infecção, que pode ocorrer nos frutos ainda no pomar, se as condições forem favoráveis. Frutos devem ser armazenados cm câmaras frigoríficas e tratados em pré e/ou pós-colheita com dicloran ou iprodione.

Podridão Branca - Armillaria mellea (Vahl:Fr.) P. Kumm. A doença ocorre preferencialmente em pessegueiro e cerejeira. Plantas infectadas apresentam folhagem com coloração roxa e queda acentuada de folhas. Entre a casca e o lenho observa-se micélio duro, branco, em forma de leque. No câmbio, na base do tronco, formam-se rizomorfos de coloração parda, que se alastram a pequena distância no solo. Em plantas em estádio avançado de declínio, são formados basidiocarpos amarelados. Armillaria mellea sobrevive vários anos em raízes mortas, em troncos e raízes de culturas diversas. Plantas atacadas devem ser queimadas.
BIBLIOGRAFIA
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Anderson, H.W. Diseases of fruit crops. New York, McGraw-Hill Book Co., 1956. 501 p.

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Boneti, J.I.S. & Katsurayama, Y. A sarna da macieira. Florianópolis, Empasc S.A., 1988. 39 p. (Boletim Técnico, 44).

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A cultura do pessegueiro. Pelotas, EMPBRAPA/CNFCT, 1984. 156 p.

Penteado, S.R. Fruticultura de clima temperado em São Paulo. Campinas, SP, Ed. Fundação Cargill, 1986. 173 p.

Piza, J.C.T. & Braga, F.G. Cultura do pessegueiro. Campinas, Ed. Cati/Secretaria da Agricultura /ST, 1970. 144p. (Boletim Técnico, 29).

Sutton, T.B. & Jones, A.L. Diseases of tree fruits. Michigan, USA, Cooperative Extension Service, 1984. 59 p.

Wood, G.A. Virus and virus-like diseases of pome fruits and Stone fruits in New Zealand. Nova Zelândia., Ed. DSIR, 1979. 87 p. (Bulletin, 226).

DOENÇAS DA SERINGUEIRA

(Hevea brasiliensis (Willd. ex Adr. de Juss.) Muell. & Arg.)

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