Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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DOENÇAS DAS PLANTAS ORNAMENTAIS

P. Caldari Junior, J. C. de Freitas & J. A. M. Rezende


DOENÇAS DA AZALEIA - Rhododendron sp.
Mancha e Murcha de Cylindrocladium - Cylindrocladium spp. A doença manifesta-se na forma de podridão de estacas, ramos (Prancha 57.1) e raízes, ocasionando também manchas, murcha de folhas e flores e desfolhamento. Manchas foliares são necróticas, circundadas por halo clorótico. Nas flores, são escuras e necróticas (Prancha 57.2). Em plantas mais velhas que sofreram algum tipo de estresse, como replante ou falta de água, a doença também manifesta-se como murcha e podridão radicular. Nesse caso, feixes vasculares dos ramos e hastes apresentam típica descoloração marrom.

A doença é causada por várias espécies do gênero Cylindrocladium, principalmente C. scoparium, C. floridanum, C. theae e C. crotalariae. Estes deuteromicetos, que correspondem à fase anamórfica do ascomiceto Calonectria (exceto C. scoparium), são agentes causais de “damping-off”, podridões de raiz e estacas e manchas foliares em diversas espécies vegetais (ver capítulo sobre doenças do eucalipto). A incidência da doença é maior sob temperaturas elevadas (27-320C).

Damping-Off” - Pythium sp. e Thanatephorus cucumeris (Rhizoctonia solani Kühn). O sintoma típico é o apodrecimento de tecidos das estacas na região de contato com o substrato, o que ocasiona o tombamento das mesmas.

Os agentes causais de “damping-off” são os fungos Pythium sp. e Rhizoctonia solani. Pythium é um oomicetos que possui hifas cenocíticas bem desenvolvidas de coloração branca. Possui zoósporos biflagelados, produzidos em vesículas que se originam de esporângios, formados a partir de esporangióforos. Esse patógeno causa “damping-off’ ou podridão radicular em ampla gama de hospedeiros, sendo parasita facultativo. Na ausência do hospedeiro, pode sobreviver em restos de cultura ou permanecer no solo numa forma dormente (oósporo). Sua disseminação dá-se através de solo ou substrato e água contaminados com o fungo.



Rhizoctonia solani é caracterizado pelo rápido desenvolvimento e alta patogenicidade às plantas ornamentais e por exibir apenas crescimento micelial castanho, sem produção de esporos. Seu micélio típico apresenta, quando observado sob microscópio óptico, ramificações em ângulo de 90º. Sobrevive no solo ou no substrato na forma de estrutura de resistência denominada escleródio.

Podridão de Raízes - Phytophthora spp. Plantas afetadas apresentam raízes escurecidas e necrosadas. Em função dos danos no sistema radicular, surgem sintomas reflexos na parte aérea, na forma de murcha e clorose das folhas, culminando com a morte das plantas, principalmente das mais novas. Com a evolução da doença, ocorre o escurecimento dos vasos do xilema e do floema. Plantas mais velhas podem se recuperar, caso ocorra drenagem do substrato.

O agente causal é o fungo oomiceto do gênero Phytophthora, que causa podridão radicular em diversas espécies vegetais. Esse gênero tem basicamente o mesmo ciclo vital de Pythium, diferindo apenas na fase de formação dos zoósporos, que em Phytophthora são diferenciados diretamente nos esporângios. As condições ideais para sua ocorrência são temperatura ao redor de 24-300C e presença de filme de água sobre tecidos vegetais.



Morte de Ponteiros - Phytophthora spp. O sintoma típico da doença é a presença de folhas do ponteiro com lesões de forma circular, aquosas e de coloração marrom, evoluindo em direção à região do pecíolo, ao longo da nervura principal. Folhas atacadas geralmente permanecem ligadas aos ramos. Em folhas maduras, o sintoma típico é a necrose do tecido em torno da nervura principal do pecíolo, em direção à ponta da folha, na forma de “V” invertido. O ponteiro fica com coloração marrom e tende a morrer. Para etiologia, vide podridão de raízes.

Mofo Cinzento - Botrytis cinerea Pers. ex Fr. O sintoma típico compreende podridão escura de folhas e flores. Sob condições favoráveis de alta umidade relativa e temperatura amena, é comum observar a presença de massa de micélio, conidióforos e conídios do fungo. Flores afetadas morrem e caem. Plantas expostas a algum tipo de estresse ambiental (grandes variações na temperatura e na umidade relativa), dano mecânico ou excesso de adubação nitrogenada, ficam mais suscetíveis ao patógeno.

O agente causal é o deuteromiceto B. cinerea, que apresenta conidióforos septados, conídios hialinos, ovóides, que aparecem agrupados em massa de coloração marrom-acinzentada típica. Colônias do fungo crescendo cm meio de cultura batata­-dextrose-ágar são inicialmente brancas, tornando-se marrons após a formação dos conídios. Sob condições desfavoráveis, pode haver formação de estruturas de resistência denominadas escleródios. Pode sobreviver saprofiticamente em restos de cultura. Conídios são facilmente carregados pelo vento e correntes de ar, promovendo a disseminação do patógeno. As condições ideais para a ocorrência da doença são temperaturas entre 24-280C durante os dias e entre 5-150C durante as noites, além de umidade relativa acima de 60 %. Para a germinação dos conídios, é necessário que haja uma lâmina de água sobre o tecido vegetal.



Mancha-das-Flores - Ovulinia azaleae Weiss. Pétalas de flores afetadas apresentam, inicialmente, pequenas manchas encharcadas, de aspecto viscoso que, com a evolução da doença, aumentam em tamanho, causando a deterioração dos tecidos que ficam com coloração marrom-clara. Flores afetadas secam rapidamente. A doença é causada pelo fungo Ovulinia azaleae, ascomiceto da ordem Helotiales. Conídios do fungo são ovóides e hialinos, com 60x35 mm e presença de célula de disjunção em suas bases. Escleródios podem ser formados. A disseminação ocorre por respingos de água, insetos e vento. A doença é favorecida por temperatura e umidade relativa elevadas e pela presença de água livre sobre os tecidos.
DOENÇAS DO CRAVEIRO - Dianthus caryophyllus L.
Murcha Bacteriana - Pseudomonas caryophylli (Burkh.) Starr & Burkh. Sintomas iniciam-se com o aparecimento de folhas de coloração verde-acinzentada, passando a amarelas. Concomitantemente, ocorre murcha repentina dos ponteiros ou ramos, seguida pela seca das folhas e morte das plantas. Na região externa da haste ocorre necrose e desintegração dos tecidos lesionados. Internamente, os vasos adquirem coloração amarela, passando posteriormente para marrom. O sistema radicular mostra-se necrosado, permanecendo no solo quando a planta é arrancada.

A doença é causada pela bactéria Pseudomonas caryophylli. É gram-negativa, baciliforme, móvel (lofotríquia, com mais de um flagelo polar), reação oxidase positiva e negativa e aeróbia estrita. Quando cresce em ágar-nutritivo, produz colônias brancas acinzentadas. Dissemina-se através de solo e água contaminados.



Mancha Aquosa - Pseudomonas woodsii (Eru. Smith) Stevens. Folhas e cálices afetados apresentam lesões deprimidas, ovais, com bordos aquosos, de coloração parda, podendo coalescer em condições de alta umidade. As folhas gradualmente amarelecem, podendo cair. Existindo alta umidade relativa, pequenos grânulos acinzentados (exsudação bacteriana) podem aparecer sobre lesões e estômatos. A doença evolui a partir das folhas baixeiras, ocorrendo tanto em campo como em estufas. Para etiologia, vide murcha bacteriana.

Murcha de Fusarium - Fusarium oxysporum (Schlecht) f. sp. dianthi. (Prill. & Del.) Snyd. & Hans. Essa doença pode acometer plantas de craveiro em qualquer estádio de desenvolvimento. Plantas jovens ficam retorcidas e murchas, devido ao ataque do fungo em seus brotos. Plantas em estádios mais adiantados de desenvolvimento também apresentam murcha, acompanhada por descoloração foliar, inicialmente verde-pálida e depois amarela. O sistema vascular mostra-se descolorido. A doença é favorecida por altas temperaturas, umidade elevada no solo e ferimentos no sistema radicular. O causador da doença é o fungo deuteromiceto Fusarium oxysporum f. sp. dianthi. Caracteriza-se por crescimento micelial geralmente de coloração branca a arroxeada. Produz microconídios, macroconídios e clamidósporos. Os últimos atuam como estrutura de sobrevivência do patógeno em restos de cultura no solo. Sua disseminação dá-se através de solo e água de chuva ou irrigação contaminadas e com a movimentação no preparo do solo para o plantio. Esse fungo é capaz de sobreviver em temperaturas entre 0-350C, sendo o ótimo entre 26-280C.

Podridão da Haste - Fusarium roseum Snyd & Hans. Plantas afetadas apresentam-se amarelecidas e murchas, com lesões escuras na linha do solo que desenvolvem-se de dentro para fora do caule. As raízes mostram-se totalmente enegrecidas e apodrecidas. Sobre as lesões no caule aparecem sinais do fungo constituídos por micélio e conídios de coloração rósea. Não ocorre descoloração de vasos. A doença é causada por Fusarium roseum, morfologicamente semelhante a F o. f.sp. dianthi.

Ferrugem - Uromyces dianthi Niesl. Sintomas aparecem em folhas, inicialmente na forma de lesões cloróticas, evoluindo para pústulas, que exibem uredósporos de coloração avermelhada ou alaranjada, podendo chegar a 0,5 cm de comprimento. Sintomas podem ser observados em ambas as faces das folhas (Prancha 57.3), nas hastes e nos cálices florais. Ocorre com maior freqüência durante períodos de baixa temperatura. U. dianthi é um fungo parasita obrigatório, basidiomiceto da ordem Uredinales. Uredósporos podem ser disseminados pelo vento ou por meio da água de irrigação.

Mancha de Heterosporium - Heterosporium echinulatum (Berk) Cke. Folhas, hastes e sépalas apresentam lesões circulares, inicialmente brancas, passando a marrom-claro com halo escuro. Com a evolução da doença, as lesões apresentam pontuações escuras no centro, dispostas em círculos concêntricos, que são frutificações do fungo. Plantas severamente afetadas exibem morte de folhas e hastes quebradas nos pontos lesionados. O causador da doença é o fungo Heterosporium echinulatum. Dissemina-se por respingos de água e vento e sobrevive em restos de cultura.

Mofo-Cinzento - Botrytis cinerea Pers. ex. Fr. Flores afetadas exibem pétalas com lesões aquosas de coloração marrom, que podem secar ou exibir massa de coloração marrom-acinzentada composta de estruturas do fungo (micélio e conídios). Ataques em botões florais impedem sua abertura. Sintomas também podem aparecer nos pedúnculos das flores. Para etiologia, vide doenças da azaléia.

Podridão do Colo - Thanatephonus cucumeris (Rhizoctonia solani Kühn). Os primeiros sintomas aparecem na forma de lesão necrótica na região do colo da planta e murcha da parte aérea. Com o tempo, há o amarelecimento das folhas e o estrangulamento do caule. Sobre a lesão aparece micélio do fungo de coloração marrom. Para etiologia, vide doenças da azaléia.

Murcha de Sclerotium - Sclerotium rolfsii Sacc. Plantas afetadas apresentam murcha e lesão necrótica na haste ao nível do colo. Sobre a região afetada pode-se notar crescimento micelial cotonoso, branco, e a presença de escleródios do fungo, inicialmente brancos e posteriormente marrons, redondos, do tamanho de sementes de repolho. Plantas severamente afetadas geralmente morrem. A doença é causada pelo fungo Sclerotium rolfsii, caracterizado por possuir hifas septadas, finas, de coloração branca e escleródios. Sobrevive saprofiticamente em restos de cultura, na forma de micélio e escleródio, podendo esta última perdurar por cinco anos ou mais. A disseminação ocorre por meio da água de chuva ou irrigação e através de solo ou substrato contaminados. A doença é favorecida por alta umidade, teor elevado de matéria orgânica no substrato e por temperaturas elevadas, acima de 260C.

Mancha de Alternaria - Alternaria dianthi Stev. & Hall. Plantas afetadas exibem sintomas em folhas, hastes e, ocasionalmente, nas flores. Nas folhas, ocorrem lesões pequenas, púrpuras, evoluindo em tamanho e exibindo seu centro de coloração pardo-acinzentada, onde pode-se visualizar massas pulverulentas de esporos do fungo de coloração negra. Folhas podem exibir sintomas em ambas as faces, sendo as baixeiras as mais afetadas. Hastes são infectadas geralmente na região nodal, onde aparecem lesões de coloração marrom-escura. Folhas e hastes severamente atacadas tendem a secar, apresentando aspecto palheáceo. O fungo causador dessa doença é o deuteromiceto Alternaria dianthi. Sua reprodução dá-se através da formação de conídios a partir da hifa, os quais são piriformes, escuros, grandes e multicelulares, com septos longitudinais e transversais. Dissemina-se através do vento e respingos de água. Necessita de filme de água sobre os tecidos do hospedeiro para a germinação dos conídios e posterior infecção. Sobrevive saprofiticamente em restos de cultura.
DOENÇAS DO CRISÂNTEMO - Dendranthema morifolium (Ramat) Tzelev.
Tospovirus do Crisântemo - Tospovirus. Sintomas característicos são lesões cloróticas e necróticas nas folhas e necrose nas hastes (Prancha 57.4). Em alguns casos, a flor também mostra lesões necróticas e tende a curvar-se para baixo. O agente causal pertence ao gênero Tospovirus, família Bunyaviridae. E isométrico, com cerca de 80 nm de diâmetro, e apresenta envelope lipoprotéico envolvendo sua capa protéica. Sua disseminação dá-se através de espécies de tripes do gênero Frankliniella. A relação vírus-vetor é do tipo persistente e o vírus é adquirido pelo inseto na fase de ninfa.

Viróide - “Chrysanthemum stunt viroid” (CSVd). Esse viróide causa o subdesenvolvimento da planta acompanhado de clorose foliar. Dependendo da variedade, pode também causar redução no tamanho do limbo foliar e das flores, perda de coloração da planta, murcha e morte de folhas.

Mancha Bacteriana - Pseudomonas cichorii (Sw.) Stapp. Caracteriza-se por manchas puntiformes necróticas, normalmente irregulares ou ligeiramente arredondadas, com diâmetro entre 1-2 mm. Estas manchas geralmente se desenvolvem sobre o limbo foliar ou nas margens das folhas mais velhas. Sob alta umidade, podem coalescer, formando grandes áreas necróticas. Sob condições de seca, as manchas tornam-se endurecidas e zonadas, com o centro levemente deprimido. Infecções nas hastes, apesar de menos freqüentes, também ocorrem. Quando a bactéria incide sobre botões florais ou flores abertas, estes tornam-se apodrecidos e morrem. Pseudomonas cichorii é uma bactéria gram-negativa, baciliforme, com mobilidade conferida por flagelos lofotríquios. Quando cultivada em meio de cultura, produz colônias circulares de coloração branca. E disseminada principalmente através de água de irrigação e respingos de chuva. Existem relatos da penetração da bactéria por meio de ferimentos provocados pela alimentação e oviposição da mosca minadora (Liriomyza trifolii - Díptera: Agromyzidae), porém, não há relatos dessa natureza no Brasil.

Podridão Mole ou Podridão Bacteriana do Talo - Erwinia chrysanthemi Burk., McFadden & Dimock. Sintomas típicos de podridão geralmente localizam-se na parte mediana do talo e possuem coloração castanha. Sintoma reflexo dá-se na forma de murcha inicialmente de folhas e posteriormente de toda a parte aérea, chegando a causar a morte da planta. O odor fétido exalado de plantas infectadas por Erwinia é um sinal característico para a diagnose. Essa doença é beneficiada por temperaturas elevadas e alta umidade. A disseminação da bactéria dá-se por mudas procedentes de matrizes contaminadas, que muitas vezes não apresentam sintomas evidentes, especialmente se as condições climáticas forem de temperaturas amenas e umidade baixa. Outras formas de disseminação são água de irrigação contaminada, ferramentas de trabalho e mãos de trabalhadores que estiveram em contato com material vegetal contaminado. Alguns insetos, como a mosca saprófita “fungus gnat”, podem disseminar a bactéria. A doença ocorre sob temperaturas elevadas, sendo o ótimo para o desenvolvimento da bactéria entre 30-350C.

A doença é causada por Erwinia chrysanthemi. Esta bactéria caracteriza-se como bastonete reto e móvel graças a seus flagelos peritríquios. É gram-negativa, anaeróbia facultativa, capaz de provocar podridão mole em tecidos vegetais de várias espécies ornamentais por atividade de suas enzimas pectinolíticas. Como essa bactéria é oportunista, aproveita-se de um estado de debilidade da planta, como ferimentos por exemplo, para iniciar a infecção.



Lesões dos Bordos da Folha - Pseudomonas marginalis (Brown) Stevens. O principal sintoma dessa bacteriose é o aparecimento de lesões escuras ao longo do bordo das folhas, podendo ser confundido com doença abiótica.

Galha da Coroa - Agrobacterium tumefaciens (Sm. & Towns.) Conn. Uma vez que a bactéria A. tumefaciens é habitante dos solos, os sintomas geralmente ocorrem na região do colo ou raízes das plantas, manifestando-se como tumores ásperos irregulares ou arredondados, com diâmetro bastante variável, podendo ir de 0,5 cm a vários decímetros. Quando novas, as galhas apresentam coloração palha clara e textura relativamente macia. A medida que envelhecem vão escurecendo e apresentam-se mais lignificadas e ásperas. Com a absorção de água e nutrientes comprometida, a planta fica amarela, subdesenvolvida e acaba definhando até morrer. Agrobacterium tumefaciens é gram-negativa, possui flagelo polar e apresenta colônias circulares de coloração esbranquiçada a creme em meio de cultura. A infecção é facilitada por ferimentos no tecido vegetal.

Ferrugem Branca - Puccinia horiana P. Henn. Sintomas iniciam-se com o aparecimento de pequenas manchas amareladas na parte superior das folhas, enquanto que na parte inferior surgem pústulas esbranquiçadas (Prancha 57.5). Em alguns casos também podem aparecer na página superior do limbo foliar. O diâmetro das pústulas é bastante variável. Ataques severos levam à distorção nas folhas, que murcham, secam e caem. Sob condições muito favoráveis ao fungo, podem aparecer sintomas semelhantes no pedúnculo e cálice floral. Sintomas geralmente são observados 7 a 10 dias após o início da infecção. O basidiomiceto Puccinia horiana desenvolve-se melhor em condições amenas de temperatura, entre 6-260C, com ótimo entre l7-240C, e alta umidade. Propágulos desse fungo são facilmente disseminados através do vento e correntes de ar, e um único foco da doença é capaz de causar problemas em cultivos vizinhos.

Mofo-Cinzento - Botrytis cinerea Pers. ex Fr. Há basicamente três categorias de sintomas provocados por Botrytis cinerea em crisântemos: a) podridão de órgãos florais, quando o fungo infecta flores já abertas, causando o aparecimento de pequenas manchas puntiformes nas pétalas, que aumentam de tamanho e acabam tomando grande parte da flor na forma de manchas aquosas escuras. Quando incide sobre botões florais, impede sua abertura, inviabilizando totalmente a comercialização; b) podridão de estacas, onde ocorre podridão escura coberta por estruturas cinzentas do patógeno; c) mancha foliar, menos comum que os anteriores, mas que pode causar prejuízos se não for controlada. Sobre as folhas aparecem grandes manchas necróticas de coloração castanha acinzentada, que iniciam-se na periferia e caminham em direção à nervura central do limbo foliar. São bastante características por serem aquosas e cobertas de micélio cinzento do fungo. Para etiologia, vide doenças da azaléia.

Manchas Foliares - Alternaria sp., Septoria chrysanthemi e Ascochyta chrysanthemi Stev. Lesões de Alternaria são pardas e de bordos escuros bem definidos, crescendo em forma concêntrica. Manchas provocadas por Ascochyta são irregulares e apresentam coloração marrom. Geralmente iniciam-se nas bordas ou pecíolos, caminhando para o interior do limbo. Lesões de Septoria são inicialmente amareladas, evoluindo para coloração escura. São visíveis nas duas faces da folha e podem tomar todo o limbo.

Sintomas, que aparecem inicialmente nas folhas inferiores e mais velhas, estendem-se para as superiores à medida que a doença evolui. Quando o ataque se dá nas flores, causa escurecimento e apodrecimento, o que inviabiliza a comercialização. Os patógenos são favorecidos por temperaturas elevadas, entre 20-280C, porém são capazes de se desenvolver sob amplo espectro de temperaturas, desde que haja umidade relativa acima de 80%.



Oídio - Erysiphe cichoracearum De Candolle (Oidium chrysanthemi). Sinal do patógeno compreende micélio branco-acinzentado, cotonoso, que desenvolve-se sobre toda a parte aérea da planta, especialmente nas folhas, tanto na face superior quanto inferior do limbo. Com a evolução da doença, as folhas tornam-se pardas e podem secar, causando grande dano à cultura.

O ascomiceto Erysiphe cichoracearum apresenta como anamorfo Oidium chrysanthemi, sendo esta a fase que ocorre sob nossas condições. Caracteriza-se por apresentar conídios elípticos, hialinos, crescendo em cadeia sobre conidióforos curtos, não-ramificados, produzidos por micélio externo às células vegetais. O patógeno é favorecido por clima relativamente seco e temperaturas elevadas.



Murcha de Fusarium - Fusarium sp. A doença pode manifestar-se imediatamente após o plantio, sendo comum em viveiros. Durante cerca de 8 dias após o início da infecção observa-se murcha irreversível de toda a parte aérea das plantas. Nesse estádio, o sistema radicular da planta já está totalmente destruído. Em plantas adultas, a doença é menos severa. Folhas baixeiras mais velhas são as primeiras a serem infectadas, tornando-se amareladas e murchas. Com a evolução da doença, sintomas aparecem nas folhas superiores das hastes. Observa-se que quando os sintomas da parte aérea são perceptíveis, normalmente a doença já está bastante avançada e os vasos descoloridos. Cortando-se uma haste transversalmente é possível observar pontos escuros ou mesmo toda a região vascular comprometida. Para etiologia, vide doenças do cravo.

Murcha de Verticillium - Verticillium albo-atrum Reinke & Berth. Sintomas iniciam-se com a murcha das folhas baixeiras das plantas, que aos poucos adquirem coloração castanha. Enquanto a planta está na fase vegetativa, o patógeno não se desenvolve totalmente e os sintomas mantêm-se incipientes. Quando a planta entra na fase reprodutiva, o fungo desenvolve-se mais ativamente, invadindo tecidos vasculares, folhas e flores, ocasionando sintomas mais severos. As folhas tornam-se amareladas e bronzeadas, com os bordos curvos, e posteriormente secam. Plantas afetadas apresentam nanismo generalizado. Flores tornam-se pequenas e pálidas.

O deuteromiceto Verticillium albo-atrum apresenta micélio hialino, septado, ramificado, com presença de conídios simples, hialinos, ovóides e unicelulares. Desenvolve-se preferencialmente sob temperaturas entre 18-240C. Seu crescimento é praticamente nulo a temperaturas superiores a 300C. É bastante dependente de alta umidade e pode permanecer no solo por vários anos, na forma de microescleródios.



Podridão de Estacas - Pythium mamillatum Meurs, P nostratum Hendrix & Papa e Phytophthora spp. Estacas apresentam sintomas de podridão aquosa enegrecida. Podem aparecer na região infectada estruturas brancas cotonosas, correspondentes ao micélio dos fungos. Pode haver estrangulamento do colo da planta, ocasionando sua morte rápida. Para etiologia, vide doenças da azaléia.
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