Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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E. Piccinin & S. F. Pascholati

A goiabeira é planta originária da América do Sul, pertencente à família Myrtacea, a qual inclui eucalipto, jambo, pitanga, jaboticaba, araçá, além de outras espécies selvagens. O cultivo comercial da goiaba tem sido feito, principalmente, visando a industrialização, embora o cultivo de mesa desta fruta tenha aumentado nos últimos anos.


BACTERIOSE - Erwinia psidii Rodrigues Neto et al.

A doença foi relatada em 1982, ocorrendo em plantios de goiaba nas regiões de Valinhos e Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo. Esta doença encontra-se disseminada em São Paulo nas regiões de Mogi das Cruzes, Campinas, Registro, Itariri, Valinhos, Santa Mercedes, Pindamonhangaba, Jacareí, Auriflama e Santa Isabel. A importância da bacteriose está praticamente restrita aos locais de ocorrência da mesma, onde pode ocasionar grandes prejuízos por inviabilizar a produção dos frutos.



Sintomas - Surgem nas brotações jovens que começam por exibir murcha, evoluindo para mudanças na coloração das folhas, as quais adquirem tom avermelhado, distribuído irregularmente sobre o limbo foliar. A seguir, ocorre bronzeamento e escurecimento das folhas e de ramos do ponteiro. As nervuras adquirem tonalidade marrom e também evoluem para a seca. De um modo geral, a infecção não progride para as folhas e ramos mais velhos, restringindo-se assim à região dos ponteiros, ocasionando sintomas de “seca dos ponteiros”.

Nos ramos próximos ao ponteiro seco, pode-se observar, através de corte transversal, um ligeiro escurecimento da medula, muitas vezes acompanhado de destruição dos tecidos. Em infecções muito severas, quando ramos novos são comprimidos, ocorre o escorrimento de líquido claro e denso. Ramos, frutos e folhas afetados pela bactéria não se desprendem da planta.

As flores e os frutos jovens também são afetados, ficando escurecidos, secando e tornando-se mumificados. Em geral, acompanham os sintomas de “seca dos ponteiros”, sendo possível também a ocorrência de frutos mumificados sem a observação de sintomas nos ramos e folhas. Plantas afetadas pela bacteriose, ainda que severamente, não chegam a morrer, porém, o prejuízo causado pela perda dos frutos é bastante grande.

Etiologia - Erwinia psidii está incluída no grupo “amylovora” de bactérias. A penetração do patógeno ocorre através de aberturas naturais nos botões florais ou através de ferimentos provocados por tratos culturais, insetos ou injúrias naturais.

Esta bactéria é beneficiada por condições de temperatura e umidade elevadas, sendo a água importante agente disseminador do patógeno, principalmente em viveiros e dentro de uma mesma área, pela prática de irrigação. A disseminação a longas distâncias é feita principalmente por mudas infectadas, as quais são contaminadas principalmente via enxertia, pelo uso de material propagativo infectado, ferramentas de poda ou ferimentos.



Controle - Deve-se basear principalmente no impedimento da chegada e/ou estabelecimento da bactéria nos locais de cultivo de goiabeira, visto a disseminação ocorrer principalmente por mudas. Para tanto deve-se utilizar apenas mudas sadias. Cuidados especiais devem ser tomados com a água de irrigação, principalmente quando em uma mesma região existir mais de um produtor. Como a poda de condução ou desbrota pode servir como agente de disseminação da bactéria dentro da própria cultura, sugere-se a desinfecção de ferramentas de poda a cada mudança de planta, em solução de hipoclorito de sódio na proporção de 1 parte de hipoclorito para 3 partes de água, ou solução de amônia quaternária. Visto que o hipoclorito é um produto oxidante, o operador deve usar luvas, o mesmo ocorrendo para a amônia quaternária. Sugere-se também a limpeza e lubrificação das ferramentas de corte com óleo, pois os produtos podem oxidar as mesmas. A poda deve ser efetuada obrigatoriamente em períodos que não exista orvalho ou água livre sobre as plantas, nas horas mais quentes do dia. Na ocasião da poda, deve-se remover todo e qualquer ramo infectado por fitopatógenos e conduzir a copa de modo a permitir bom arejamento da mesma. Após a poda, recomenda-se a pulverização com fungicidas cúpricos e os ramos podados devem ser imediatamente queimados. Em plantas afetadas pela bactéria, recomenda-se a remoção total dos ramos ou frutos mumificados, podando-os pela base ou o mais distante possível dos locais com sintomas.

Pulverizações preventivas com fungicidas cúpricos podem ser efetuadas. No caso de pomares já infectados, a aplicação de fungicidas deve ser feita a cada 15 dias, lembrando que quando os frutos da goiabeira atingem 3 cm de diâmetro, os mesmos são sensíveis ao cobre. Os ferimentos que surgirem durante o cultivo devem ser protegidos com pasta cúprica. Apenas o oxicloreto de cobre está registrado para uso contra a bacteriose.

Com relação a variedades resistentes, foi observada maior tolerância de variedades de polpa branca em relação às de polpa vermelha.

A adubação nitrogenada mostra-se como fator importante na predisposição da planta à bactéria, por permitir a presença de tecidos tenros por períodos mais longos e, conseqüentemente, mais sensíveis a injúria, o que beneficia a penetração do patógeno. O uso de quebra-ventos auxilia na redução das injúrias causadas à planta, sendo, portanto, recomendado.


FERRUGEM - Puccinia psidii Wint.

A ferrugem é uma das principais doenças da goiabeira.



Sintomas - Podem aparecer tanto em plantas jovens, ainda no viveiro ou em plantas adultas, onde seus efeitos são bastante severos. O início da doença caracteriza­se pelo surgimento de pequenas pontuações amareladas, pulverulentas e que podem ser perfeitamente observadas nos tecidos jovens de folhas, ramos, botões florais ou frutos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões evoluem até coalescerem, ocupando grandes porções do tecido vegetal, podendo ocorrer o encarquilhamento de ramos e a presença de lesões corticosas, onde antes era encontrada a massa pulverulenta de coloração amarelada. Nas folhas, as lesões são circulares e de coloração marrom ou palha. Nos botões florais e frutos, onde os danos em geral são mais severos, as lesões mostram-se necróticas, de coloração negra. Nos pontos anteriormente cobertos pelos urediniósporos, pode-se observar a presença de fissuras. E importante salientar que as fissuras provocadas nos frutos permitem a infecção de patógenos secundários, como por exemplo Colletotrichum gloeosporioidese Rhizopus sp. As lesões provocadas nos frutos ficam restritas à região da casca não atingindo a polpa.

Etiologia - P. psidii caracteriza-se por afetar plantas da família Myrtaceae e somente infectar tecidos jovens ou em desenvolvimento. A presença de pontuações de coloração amarelada são sinais, que correspondem aos soros urediniais, constituídos de milhares de urediniósporos. Os soros urediniais têm formato circular e atingem de 0,2 a 0,3 mm de diâmetro, sendo muito comum a coalescência dos mesmos, recobrindo boa parte ou totalmente o órgão infectado. Os urediniósporos apresentam variações quanto a forma, as quais podem ser piriformes (em sua grande maioria), esféricas ou ovais e apresentam equinulações em toda a volta dos mesmos. Seu tamanho situa-se entre 10x20 a 15x25 mm. O vento é seu principal agente de disseminação.

A ferrugem da goiaba é uma doença tipicamente policíclica, ocasionando vários surtos da doença em um mesmo ano agrícola, bastando a presença de tecidos jovens. O processo de infecção por parte do fungo ocorre em geral através dos urediniósporos, que necessitam condições de escuro, umidade relativa maior ou igual a 90% e pelo menos 8 horas de temperaturas entre 18 e 250C. Após a infecção, as condições de umidade elevada não são mais necessárias e a temperatura ideal situa-se entre 20 e 250C. Nesta fase, a luz também não exerce mais nenhuma influência.



Controle - A utilização de variedades resistentes ainda não é possível devido ao desconhecimento da existência das mesmas. A variedade “Guanabara”, considerada resistente à ferrugem, apresenta comportamento variável no campo, o que indica a possibilidade da existência de raças fisiológicas.

A utilização de plantios com maior espaçamento, além de podas de condução que permitam um maior arejamento do interior da copa das plantas, auxilia a minimizar os efeitos da doença. É recomendada a poda em períodos que permitam a vegetação e frutificação fora dos meses de inverno. O plantio da goiabeira em regiões que apresentem baixa umidade relativa e/ou inverno pouco pronunciado, pode dificultar o surgimento da doença.

O controle químico da ferrugem da goiabeira é complicado, uma vez que ainda não há fungicidas sistêmicos registrados para a cultura. A aplicação de fungicidas cúpricos, de ação preventiva, deve ser feita apenas até os frutos atingirem 3 cm de diâmetro. Dentre os fungicidas registrados, com ação protetora, citam-se os seguintes ingredientes ativos: oxicloreto de cobre, óxido cuproso, calda bordalesa, hidróxido de cobre e oxicloreto de cobre mais zinco. Entre os que estão sendo submetidos a registro, citam-se: fungicidas protetores - enxofre e fungicidas a base de zinco; sistêmicos e curativos - tebuconazole, triadimenol, triadimefon e triforine.
ANTRACNOSE - Glomerella cingulata (Stoneman) Spauld. & Schrenk (Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Penz. & Sacc.)

A antracnose, também denominada mancha chocolate da goiabeira, é uma doença secundária, sendo problema em cultivos de goiaba para a indústria e em pomares mal conduzidos. A doença é importante em condições de produção onde os agricultores utilizam sacos de papel ou plástico para a proteção dos frutos, gerando uma câmara úmida artificial, favorável ao patógeno. Também pode ter alguma importância em pós-colheita.



Sintomas - Os sintomas nas folhas e frutos são caracterizados por áreas de formato mais ou menos circulares e de coloração escura. Em condições de umidade elevada é possível observar sinais do patógeno de coloração alaranjada, que corresponde à matriz mucilaginosa onde estão os conídios. Nos frutos, onde os sintomas são mais severos, pode-se observar o surgimento de pequenas manchas circulares de coloração marrom, que aumentam de tamanho e tornam-se deprimidas. As lesões podem coalescer, formando uma grande mancha de formato irregular. Os frutos também podem apresentar sintomas de podridão, ocorrendo um escurecimento a partir do pedúnculo, que pode atingir a fruta por completo em decorrência da penetração do patógeno pelo botão floral.

Etiologia - Colletotrichum gloeosporioides, tem como fase sexuada Glomerella cingulata, que ainda não foi constatada no Brasil. Caracteriza-se pela formação de acérvulos com setas, com conídios hialinos e unicelulares, protegidos por uma massa mucilaginosa de coloração laranja. Essa matriz protege os conídios contra o dessecamento e inibe a germinação dos mesmos, além de ter importância na infecção e adesão do patógeno sobre o hospedeiro.

A infecção do hospedeiro pelo fungo pode ser direta, com a formação de apressórios, os quais podem ficar latentes até um momento mais favorável à infecção e à colonização. A penetração também pode ocorrer via ferimentos, especialmente nos frutos. A temperatura ideal para que ocorra a infecção situa-se entre 22 e 250C. Em geral, a podridão dos frutos processa-se em frutos maduros.



Controle - É feito basicamente com medidas culturais de poda e plantio em espaçamentos que permitam um bom arejamento de todas as plantas. Deve-se evitar a cobertura dos frutos com sacos de papel ou plástico. Manutenção das condições de limpeza das plantas, com podas de todos os ramos com sintomas de pragas e ou doenças, limpeza do pomar e queima imediata de todos os resíduos, além de aplicação de fungicidas cúpricos, visando reduzir o inóculo da área, são medidas que contribuem no controle da doença.

Quando possível, evitar a colheita de frutos muito maduros. Não existem fungicidas registrados para o uso na cultura da goiaba para o controle da antracnose, porém, estão em fase de registro benomyl, mancozeb, tiofanato metílico e tebuconazole.


OUTRAS DOENÇAS

Mosaico Amarelo - Provavelmente causado por um Caulimovirus, esta doença foi detectada no município de Monte Aprazível (SP). Caracteriza-se por sintomas fortes de mosaico amarelo.

Murcha Bacteriana - Ocasionada por Pseudomonas sp., foi identificada em Mogi das Cruzes em 1979, e não mais relatada. Os sintomas são muito semelhantes aos de Erwinia psidii e o controle pode ser efetuado da mesma forma.

Cancro - O fungo Botryosphaeria dothidea, agente causal da doença, foi relatado pela primeira vez em 1978, no Estado do Rio de Janeiro, onde mostrava-se patogênico ao abacateiro, cacaueiro, tangerina poncã, laranja pêra e a própria goiabeira. Em 1984, foi novamente encontrado em uma variedade desconhecida de polpa vermelha no município de Auriflama, na região de Araraquara no Estado de São Paulo. Os sintomas são caracterizados por lesões elípticas, acompanhadas de depressões e rachaduras nos ramos e lenho. Por tratar-se de um patógeno secundário, o mesmo somente tem importância na presença de ferimentos ou em pomares com deficiência nutricional.

Mancha Foliar - Causada pelo fungo Phyllosticta guajavae Viegas, caracteriza-se por apresentar lesões necróticas de coloração marrom ou parda, com formato e tamanho variados. Em ataques mais severos do patógeno, pode ocorrer crestamento e seca das folhas.

Antracnose Maculada - Causada por Sphaceloma psidii Bit & Jenk, apresenta também sintomas de manchas foliares, onde as lesões não têm forma definida. Os sintomas nas folhas caracterizam-se por manchas de coloração cinza na face superior e marrom ou parda na face inferior. A doença não ocasiona nenhum dano econômico e não oferece nenhum risco em pomares bem tratados.

Verrugose - Embora não se tenha ainda conhecimento do agente causal, a doença vem causando prejuízos da ordem de 100% na produção em plantios de goiaba para uso industrial. Em ataques severos, os frutos podem ficar totalmente deformados, depreciando-os para a comercialização. Os sintomas iniciais envolvem o aparecimento de manchas aquosas, com tonalidade verde-escura nos frutos com aproximadamente 1 mm de tamanho. A doença afeta frutos em início de desenvolvimento até que estes alcancem de 2 a 3 cm de diâmetro, embora também possa atingir frutos em fase de desenvolvimento, antes do ponto de maturação. Os locais onde as lesões se originaram sofrem uma reação de cicatrização da própria planta e em seguida tornam-se necrosados. Os pontos de cicatrização exibem consistência dura e tamanho variado. Se medidas sanitárias de poda, limpeza e pulverizações com fungicidas cúpricos forem seguidas, dificilmente esta doença ocasionará algum dano.

Nematóides - Em geral, os sintomas não são observados no início do ataque, sendo somente percebidos quando a doença encontra-se quase em estádio final. Os sintomas típicos envolvem desfolha, murcha, queda na produção de maneira bastante acentuada, clorose de nervuras e deficiências nutricionais, entre outros. Diversos nematóides ocorrem em cultivos de goiaba no Brasil. Entre eles citam-se: Meloidogyne incognita raça 2, Basiria sp., Dolichodorus sp., Helycotilenchus dibystera, Macroposthonia onoensis, Peltamigratus sp., Rotylenchulus reniformis, Xiphinema sp. e Xiphinema vulgare. O controle deve ser feito preferencialmente com mudas em perfeito estado sanitário, além da condução de análises nematológicas na área antes de ser instalado o plantio. Uma vez instalado o problema na área, o controle dos nematóides torna-se muito difícil, visto a goiabeira ser uma cultura perene, o que dificulta a aplicação de técnicas de manejo visando a redução da população do patógeno.
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DOENÇAS DO GRÃO-DE-BICO

(Cicer arietinum L.)

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