Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas



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BIBLIOGRAFIA

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DOENÇAS DE FRUTEIRAS DA AMAZÔNIA


S. M. Véras, M. I. P. M. Lima &

L. Gasparotto

Nos últimos anos, o cultivo de algumas frutíferas nativas da Amazônia, tais como cupuaçu, araçá-boi e pupunheira tem despertado grande interesse econômico. Com o adensamento das plantas para exploração comercial ou para atividades de pesquisas, começaram a surgir problemas relacionados a doenças que, em alguns casos, exigem medidas de controle.


CUPUAÇU - Theobroma grandiflorum (Willd ex Spreng) Schum

Planta da família Sterculiaceae, com porte arbóreo de 15 a 20 m em estado silvestre, chegando a atingir 6 a 10 m de altura quando cultivada. Seu fruto é uma baga drupácea, elipsóide ou oblonga, com casca dura, lenhosa, de coloração marrom escura e coberta de pêlos ferrugíneos. A polpa é brancacenta ou amarelada, de sabor ácido e agradável. E uma das frutas mais apreciadas da região. Sua polpa é utilizada na produção de sucos, sorvetes, geléias, iogurtes, compotas, cremes, licores, tortas, etc. De suas sementes produz-se o chocolate denominado cupulate.


VASSOURA-DE-BRUXA - Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer

Atualmente, é a doença mais relevante economicamente, pois reduz drasticamente a produção de frutos, podendo causar perdas totais. Sua incidência é elevada em plantios na Amazônia.



Sintomas - A enfermidade afeta órgãos da planta em ativo crescimento, como brotações, flores e frutos. Nas brotações de mudas e plantas adultas, ocorrem os sintomas de superbrotamento característicos da doença. Inicialmente, devido à hipertrofia do tecido afetado, há engrossamento do caule bem como emissão abundante de brotações laterais (vassouras verdes - Prancha 36.1), cujas folhas apresentam, em sua maioria, crescimento reduzido. Nesta fase, a brotação infectada apresenta coloração marrom-clara que se destaca em relação ao verde da copa. Posteriormente, há seca do ramo doente, cujo aspecto característico é aquele que deu nome à moléstia. Nas mudas, as vassouras verdes são observadas cerca de dois meses após a semeadura. Nas vassouras verdes de plantas adultas, na época de floração, verifica-se abundante emissão de botões florais, com posterior aborto das flores. Nos frutos jovens, há paralisação do crescimento e mumificação. Quando a doença afeta os frutos em fase adiantada de desenvolvimento, observam-se lesões escuras na casca, que correspondem internamente à região de apodrecimento da polpa, a qual passa da coloração creme normal para marrom. Geralmente, não ocorre apodrecimento da semente.

Etiologia - O agente etiológico da doença pertence à classe Basidiomycetes, ordem Agaricales e família Agaricaceae. O fungo é endêmico da região amazônica e, além do cupuaçu e do cacaueiro (T cacao L.), pode também causar danos a outras espécies dos gêneros Theobroma, Herrania e Bixa.

Nos tecidos hipertrofiados verdes, o fungo apresenta-se na forma parasítica sem formar grampos de conexão. Na fase saprofítica presente nos tecidos mortos, contudo, há formação destas estruturas. Nessa fase, sob condições alternadas de dias de chuva seguidos de dias ensolarados, ocorre a produção de basidiocarpos com basídios e basidiósporos em folhas, ramos e frutos secos. Os basidiocarpos são róseo-claros com 5 - 2,5 mm de diâmetro (Prancha 36.2). Os basídios são hialinos, clavados a fusóides e apresentam quatro esterígmas e basidiósporos hialinos, oblongos a elipsóides, medindo 9-12,5 x 4,5-6 mm. Os basidiósporos são disseminados pelo vento e responsáveis pela infecção de tecidos em ativo crescimento. Em campo, a enfermidade passa a ser problema sério a partir do terceiro ano após o plantio. As condições ambientais favoráveis ao patógeno são temperatura e umidade relativa elevadas e precipitação anual acima de 1500 mm.



Controle - A doença deve ser controlada através da remoção das vassouras verdes e/ou secas, cerca de 15 - 20 cm abaixo do local do superbrotamento. Este material deve ser removido da área e incinerado. A época recomendada para a remoção das vassouras são os meses de julho a setembro, ou seja, antes do início do período chuvoso. Nesse intervalo deve-se remover, preferencialmente, as vassouras secas para evitar a produção de basidiocarpos.
MORTE PROGRESSIVA DO CUPUAÇU - Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff. & Maubl. (= Botryodiplodia theobromae Sacc.)

A doença foi primeiramente constatada em áreas experimentais no Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Ocidental. Não é considerada de grande importância, podendo, no entanto, levar a planta à morte quando o ataque é muito severo.



Sintomas - A colonização do fungo se dá nos tecidos internos da planta. Com o progresso da doença ocorre deformação dos tecidos e, em seguida, exposição do lenho. O secamento total da planta se dá em torno de uma semana em plantios jovens, sendo que em plantios adultos este secamento é, inicialmente, verificado em alguns galhos.

O secamento parcial ou total é observado em estágio avançado da doença quando há o andamento por necrose da região afetada do caule, podendo levar a planta à morte.



Etiologia - O agente etiológico da doença é o fungo Lasiodiplodia theobromae (Botryodiplodia theobromae), pertencente à classe Deuteromycetes, ordem Sphaeropsidales e família Sphaeropsidaceae. O fungo forma picnídios escuros, contendo conídios unicelulares e bicelulares. Os unicelulares são hialinos, de parede dupla, com citoplasma granuloso, enquanto os bicelulares são marrom-escuros, de superfície estriada ou lisa, dependendo do estágio de maturação dos mesmos. O patógeno, que também afeta outras culturas, como seringueira e cacaueiro, requer, para seu desenvolvimento, temperaturas superiores a 300C e umidade relativa entre 80-90%.

Controle - Deve-se evitar ferimentos durante os tratos culturais. Em plantas já doentes, os ramos atingidos devem ser eliminados, cortando-os 15 - 20 cm abaixo das áreas necrosadas. Em se tratando de galhos ou mesmo caules com lesões pequenas, deve-se retirar o tecido necrosado e, em lesões grandes, remover parte do tecido morto, fazendo uma raspagem superficial até 10 cm ao redor da lesão. O corte e raspagem devem ser seguidos pelo pincelamento de uma pasta contendo 20 g de benomyl ou 30 g de tiofanato metílico, 20 ml de óleo vegetal, 400 g de cal hidratada e 600 ml de água. As plantas devem ser novamente inspecionadas 20 a 30 dias após tal tratamento, repetindo­-o se necessário.
OUTRAS DOENÇAS

Antracnose - Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Sacc. - A doença caracteriza-se por lesões foliares pequenas, em grande número, tomando todo o limbo foliar.

Queima do Fio - Pellicularia koleroga Cooke - Verifica-se o secamento de folhas e ramos que ficam parcialmente recobertos por rizomorfas do fungo.

Mancha Parda - Rhizoctonia sp. Kühn. Há ocorrência de lesões irregulares de coloração marrom-escura e halo amarelado em folhas maduras (Prancha 36.3) e lesões marrom-claras em folhas novas, com deformação do limbo foliar.

Desfolhamento - Phomopsis sp. (Sacc.) Bubák. O sintoma principal é o aparecimento de manchas circulares de coloração esbranquiçada, parda ou avermelhada, podendo ocorrer a queda do tecido lesionado.

Mancha Foliar - Calonectria sp. de Not (Cylindrocladium kyotensis Morgan). - Os sintomas característicos são manchas foliares, geralmente grandes, de tonalidade pardo-clara.

Podridão de Raiz ou Podridão Vermelha - Ganoderma philipii (Bres. & P. Henn.) Bras. - Afeta o sistema radicular cujos sintomas reflexos compreendem o amarelecimento parcial da copa, que se generaliza com o passar do tempo, seca dos folíolos, queda das folhas e morte súbita da planta.

Requeima - Phytophthora sp. de Bary. - Tem sido observada apenas em viveiros, onde verifica-se a queima do caule tenro e das folhas.
PUPUNHEIRA - Bactris gasipaes Kunt

O cultivo desta palmácea vem assumindo grande importância econômica. Na região Norte, os frutos - muito ricos em carboidratos, cálcio, ferro, fósforo, vitamina A e proteínas - são consumidos in natura ou na forma de bolos e sorvetes. Atualmente, em vários estados do Brasil, a pupunheira vem sendo explorada para produção de palmito devido à sua precocidade, capacidade de perfilhamento, altos rendimentos e adaptação a condições adversas.


PODRIDÃO NEGRA - Ceratocystis paradoxa (De Seynes) Moreau (Thielaviopsis paradoxa (De Seynes) Hoehn)

Esta doença tem sido constatada na Costa Rica e na região Norte do Brasil, sendo causada por Ceratocystis paradoxa, normalmente encontrado na forma imperfeita (Thielaviopsis paradoxa). Uma vez que os frutos são muito procurados por pássaros e insetos, os ferimentos causados por estes facilitam a infecção do patógeno, que provoca podridão dos mesmos com perdas de até 5% da produção. Se tais frutos não forem removidos, a evolução da doença pode afetar todo o cacho.

Inicialmente, os frutos infectados apresentam uma podridão do epicarpo. Em estágios avançados da doença, entretanto, observa-se um micélio negro desenvolvendo-se externa e internamente, com esporulação do patógeno sobre o tecido necrosado, caracterizando-se uma podridão negra cujo odor assemelha-se ao do fruto do abacaxi.

Como medida de controle, recomenda-se a inspeção de todos os cachos colhidos e remoção dos frutos doentes.


ANTRACNOSE - Colletotrichum gloeosporioides (Penz) Sacc.

O agente causal desta doença, Colletotrichum gloeosporioides, ataca diversas culturas como mangueira, citros e cajueiro. A enfermidade é detectada em frutos e folhas de plantas enviveiradas estressadas por falta d’água ou de nutrientes. As manchas foliares são irregulares e com margens bem definidas. Quando o ataque é severo, pode causar seca total das folhas. Os frutos afetados apresentam enrugamento e mudança na textura e cor da epiderme, esta passando de verde-amarela para tons mais claros seguido de enegrecimento. As lesões são deprimidas e recobertas por uma massa de esporos de coloração rósea. Uma semana após o aparecimento dos sintomas, surgem pontuações negras, consistindo de setas dos acérvulos do patógeno. Semelhante à podridão negra, os ferimentos causados por pássaros e insetos facilitam a maior incidência da doença que, em alguns casos, tem atingido até 10% dos frutos.

Em condições de viveiro, recomendam-se as seguintes medidas de controle: a) propiciar condições de umidade e nutrição adequadas; b) remover as folhas doentes; e) fazer 2 a 3 pulverizações de benomyl (0,5g/l). Para frutos, proceder como indicado no controle de C. paradoxa.
SÍNDROME DA QUEDA DE FRUTOS

A queda precoce dos frutos, ainda de origem desconhecida, é considerada um fator limitante à produção. A doença ocorre em três fases. Inicialmente, ocorre a queda dos frutos imaturos, até 20 dias após a abertura da inflorescência, quando 50% da produção pode ser afetada. Durante o segundo mês de desenvolvimento do fruto, então, ocorre nova, porém pequena queda. Nas últimas semanas antes da maturação completa dos frutos, geralmente, verifica-se mais uma queda, com menor intensidade. As perdas podem ser totais em algumas plantas e, em alguns anos, chegam a atingir 90% de toda a produção. Trabalhos desenvolvidos até o presente indicam que o problema pode estar associado a causas de origem fisiológica.


ARAÇÁ-BOI - Eugenia stipitata Mc.Vaugh

O araçá-boi pertence à família Mirtácea. Arbusto que atinge até 2 m de altura, apresenta como fruto uma baga volumosa, esférica, pesando até 420 g. Sua casca é verde-pálida ou amarela quando madura, sendo aveludada ao tato. A polpa é mole e sucosa, brancacenta e de sabor ácido. Tem sido aproveitada para produção de sucos, sorvetes e cremes.


FERRUGEM - Puccinia psidii Wint.

Nos órgãos infectados, as manchas são necróticas, circulares e de tamanho variado. Cerca de 10 dias após a inoculação, surgem pústulas urediais de cor amarelo-ouro. As lesões podem coalescer causando deformações no limbo foliar e frutos. Em botões florais e frutos muito pequeno, ocorre necrose e queda. Em todos os casos, as manchas ficam recobertas por massa pulverulenta de uredósporos.

Nos frutos em fase final de desenvolvimento, as lesões são escuras, circulares, deprimidas e profundas. Nas folhas velhas, as lesões são necróticas, de formatos variados, com halo clorótico. Verifica-se alta produção de teliósporos bicelulares de tamanho variado. Tanto em folhas como em frutos, pode haver infecções secundárias por C. gloeosporioides, acelerando o apodrecimento de frutos.

A incidência da doença é elevada no período chuvoso e ausente no período de seca, mesmo sob a alta umidade relativa da Amazônia. Pelo fato do araçá-boi ser multiplicado por sementes, dentro de um mesmo plantio observam-se variações de resistência entre plantas.


OUTRAS DOENÇAS

Além da ferrugem, que causa danos relevantes durante o período chuvoso, tem ocorrido, esporadicamente e sem grande reflexo econômico, ataques por C. gloeosporioides e Phytophthora sp., causando, respectivamente, antracnose e podridão de frutos.






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