Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




старонка36/70
Дата канвертавання25.04.2016
Памер3.82 Mb.
1   ...   32   33   34   35   36   37   38   39   ...   70

BIBLIOGRAFIA

Alconero, R.; Hoch, J.G. Incidence of pea seedborne mosaic virus pathotypes in the US National Pisum Germplasm Collection. Annals of Applied Biology 114:311-315, 1989.

Bhardwaj, C.L.; Sharma, B.K.; Jamwal. R.S. Effect of dates of sowing and frost protection on the incidence of bacterial bligth in pea. Indian Phytopathology 45:221-222, 1992.

Bittencourt, C. & Oliveira, C. Patogenicidade e virulência de Rhizoctonia solani em ervilha no Distrito Federal. Fitopatologia Brasileira 9:559-605, 1984.

Bittencourt, C.; Oliveira, C.; Reifschneider, F.J.B.; Tateishi, N.Y. Levantamento de doenças de ervilha (Pisum sativum L.) no Distrito Federal. Fitopatologia Brasileira 10:185-194, 1985.

Café Filho, A.C.; Lopes, C.A.; Dusi, A.N.; Reifschneider, F.J.B.; Charchar, J.M. Principais doenças da ervilha no Brasil e seu controle. Informe Agropecuário 14:38-45, 1989.

Carner, J.; July, J.R.; Vicente, M. Características de um rhabdovirus isolado de plantas de ervilha (Pisum sativum L.). Summa Phytopathologica 2:264-270, 1976.

Costa, A.F. Doenças causadas por vírus em hortaliças leguminosas. Informe Agropecuário 17:75-85, 1995.

Dusi, A.N.; Nagata, T.; Iizuka, N. Ocorrência do “Pea seed-borne Mosaic Virus” no Brasil. Fitopatologia Brasileira 19:219-223, 1994.

Dusi, A.N.; Zambolim, EM.; Gama, M.C.I.S.; Ávila, ªC.; Giordano, L.B.; Santos, J.R.M. Ocorrência caracterização do vírus do mosaico do pepino (CMV) em ervilha. Fitopatologia Brasileira 17:286-291, 1992.

Grondeau, C.; Ladonne, E; Fourmond, A; Poutier, F.; Samson, R. Attempt to erradicate Pseudomonas syringae pv. Pisi from pea seeds with heat treatments. Seed science and Technology 20:515-520, 1992.

Guimarães, A.L. & Santos, J.R.M. Nota preliminar sobre o controle químico do oídio (Oidium sp.) em ervilha (Pisum sativum). Fitopatologia Brasileira 16:138-140, 1991.

Hagerdon, D.J. Compendium of pea diseases. St. Paul, APS Press. 1984. 57 p.

Huang, H.C.; Kokko, E.G.; Yanke, L.J. Phillipe,R.C. Bacterial supression of basal pod rot and end tot of dry peas caused by Sclerotinia sclerotiorum. Canadian Journal of Microbiology 39:227-233, 1993.

Kapoor, AS. & Singh, D. Varietal resistance of pea to white rot. Plant Disease Research 7:89-90, 1992.

Ligat, J.S. & Randles, J.W. An eclipse of pea seed-borne mosaic virus in vegetative tissue of pea following repeated transmission through the seed. Annals of Applied Biology 122:39-47,1993.

Lin, M.T.; Santos, A.A.; Kitajima, E.W. Host reactions and transmission of two seed-borne cowpea viruses from Central Brazil. Fitopatologia Brasileira 6:193-203, 1981.

Lopes, C.A. & Reifschneider, F.J.B. Pathogenicity of Cylindrocladium clavatum to pea, a new host and preliminary evaluation of its virulence. Plant Disease 66:951-953, 1982.

Paula Junior, T.J.; Silva, M.B.; Vieira, R.F. Doenças causadas por bactérias em hortaliças leguminosas. Informe Agropecuário 17:72-73, 1995.

Paula Junior, T.J.; Silva, M.B.; Vieira, R.F. Doenças causadas por fungos em hortaliças leguminosas. Informe Agropecuário 17:63-71, 1995.

Pita, A.H.C.; Reifschneider, F.J.B.; Giordano, L.B.; Cordeiro, C.M.T. Tratamento de sementes para o controle de rizoctoniose. Fitopatologia Brasileira 11:645-647, 1986.

Salgado, CL, Doenças da ervilha (Pisum sativum L.). In: Galli,F. (Coord.). Manual de Fitopatologia. São Paulo: Agronômica Ceres, 1980. v.2: Doenças das Plantas Cultivadas. p.270-274.

Santos, J.R.M.; Charchar, M.J.; Nasser, L.C.B. Levantamento de patógenos que afetam ervilha irrigada no Distrito Federal. Fitopatologia Brasileira 15:98-99, 1990.

Santos, J.R.M.; Reifschneider, F.J.B. Doenças e patógenos descritos em ervilha. Fitopatologia Brasileira 15:238-243, 1990.

Santos, J.R.M.; Reifschneider, E.J.B.; Giordano, L.B.; Cobbe, R.V. Doenças da ervilha (Pisum sativum L.). Brasília: EMBRAPA-CNPH, 1991.39 p. (EMBRAPA-CNPH. Documentos, 7).

Santos, M.A. & Ferraz, S. Doenças causadas por nematóides em hortaliças leguminosas. Informe Agropecuário 17:74-75, 1995.

Sivapalan, A. Effects of impacting rain drops on the growth and development of powdery mildew fungi. Plant Pathology 42:256-263, 1993.

Tu, J.C. Management of white mold of white beans in Ontario. Plant Disease 73:28 1-285, 1989. Wang, D. & Maule, A.J. Ëarly invasion as a determinant in pea of the seed transmission of pea seed­borne mosaic virus. Journal of General Virology 73:1615-1620, 1992.

Wang, D.; Woods, R.D.; Cockbain, AI.; Maule, A.J.; l3iddle, A.J. The susceptibility of pea cultivars to pea seed-borne mosaic virus infection and virus seed transmission in the UK. Plant Pathology 42:42-47, 1993.
DOENÇAS DO EUCALIPTO

(Eucalyptus spp.)

T. L. Krugner & C. G. Auer



TOMBAMENTO DE MUDAS OU “DAMPING-OFF” - Cylindrocladium candelabrum Viégas (C. scoparium Morgan), C. clavatum Hodges & May, Rhizoctonia solani Kühn, Pythium spp., Phytophthora spp., Fusarium spp.

Com o emprego de técnicas de formação de mudas que desfavorecem sua ocorrência, como o caso de semeadura direta em tubetes suspensos, o tombamento passou a ser uma doença de importância limitada em viveiros de eucalipto e outras essências florestais. No caso de sementeiras efetuadas para obtenção de mudas para posterior repicagem ou para obtenção de mudas de raiz nua, a tendência de ataques mais severos é maior comparada à semeadura direta em recipientes. A doença acarreta redução no número de mudas.



Sintomas - O tombamento afeta sementes em germinação, destruindo-as (pré­emergência), e plântulas recém-emergidas, atacando tecidos tenros e suculentos (pós­emergência). No caso do eucalipto, sintomas do tombamento de pós-emergência são semelhantes àqueles de outras plantas. O sintoma típico da doença caracteriza-se pela ocorrência de uma lesão na região do colo da mudinha, a qual pode se estender a alturas variáveis no hipocótilo, com aspecto encharcado de início e depois adquirindo coloração escura. A destruição dos tecidos acaba provocando o tombamento da mudinha e sua morte. Murcha, enrolamento e seca dos cotilédones e das primeiras folhas verdadeiras podem ser notados como sintomas secundários, dependendo da idade e do tamanho das mudas.

E comum a ocorrência da doença em reboleiras, especialmente em canteiros novos, semeados a lanço. Nestas reboleiras encontram-se, com freqüência, mudinhas em todos os estádios de desenvolvimento da doença a partir das primeiras afetadas no centro. Em canteiros de recipientes e mesas de tubetes onde se efetua a semeadura direta, a doença tende a ocorrer esparsamente. Isto se deve às distâncias que separam as mudas de um recipiente para outro, o que dificulta a disseminação do patógeno.



Etiologia - Os principais fungos causadores de tombamento ou “damping-off” são habitantes do solo onde podem sobreviver saprofiticamente ou através de estruturas de repouso como escleródios (Rhizoctonia), microescleródios (Cylindrocladium) (Fig. 33.2D), clamidósporos (Fusarium) e oósporos (Phytophthora e Pythium).

Propágulos dos fungos causadores de tombamento são disseminados através de água de chuva ou irrigação, vento ou partículas do solo aderidas a implementos agrícolas. Zoósporos de Phytophthora e Pythium podem se locomover ativamente a curtas distâncias em filmes de água no solo. A penetração dos fungos no hospedeiro dá-se diretamente através das paredes celulares da epiderme da raiz ou hipocótilo com a subseqüente invasão do micélio nos tecidos da planta que acabam por serem degradados pela ação de enzimas e/ou toxinas.

De modo geral, temperaturas favoráveis para o crescimento das plantinhas são as mesmas para o desenvolvimento da doença, embora a ocorrência de temperaturas suficientemente baixas para retardar a germinação das sementes e o crescimento das plântulas pode aumentar a incidência da doença pelo fato de induzir as plântulas a um período mais prolongado de suscetibilidade. Fungos causadores de “damping-off” variam bastante quanto às temperaturas ótimas para crescimento. C. candelabrum, por exemplo, tem seu ótimo de crescimento ao redor de 280C, enquanto que certas espécies de Pythium têm seu ótimo a temperaturas bem mais baixas. Em viveiros localizados em regiões do país onde existem variações sazonais marcantes, principalmente com respeito à temperatura, a época de semeadura pode ter efeito na ocorrência de “damping-off” ao retardar o crescimento das plantas e favorecer o desenvolvimento de fungos que preferem temperaturas mais baixas.

Quanto à umidade, a presença de solos úmidos e alta umidade relativa do ar são condições que favorecem a ocorrência do tombamento. A composição do substrato também afeta a ocorrência da doença. Seu conteúdo em matéria orgânica pode, por exemplo, servir de fonte de inóculo dos patógenos. Por outro lado, pode conter também organismos antagônicos aos patógenos, como Trichoderma spp. Sua textura, entre outros efeitos, regula a umidade e a aeração do mesmo. A fertilidade do solo pode influir sobre o “damping-off’, principalmente com respeito ao nitrogênio. Fertilização pesada com nitrogênio predispõe as mudinhas ao ataque dos patógenos, uma vez que prolonga o período de suscetibilidade das mudas, fazendo-as mais tenras por mais tempo. Com respeito à densidade das mudas, quanto mais denso for o estande, maior será a incidência do “damping-off’.



Controle - Medidas culturais de controle incluem o emprego de sementes, substrato e água de irrigação livres de inóculo dos patógenos, cobertura do solo do viveiro com brita ou material similar, desbaste das plântulas germinadas o mais cedo possível, “roguing” das plantas doentes e mortas, fertilização das mudas sem excesso de nitrogênio, emprego de substratos que permitam boa drenagem e controle da freqüência da irrigação.

O controle químico pode ser realizado mediante fumigação do substrato com produtos de amplo espectro biocida, como brometo de metila e dazomet, e aplicação de fungicidas, sensu strictu. Devido ao alto custo, periculosidade no manuseio e impacto ambiental, a fumigação deve ser evitada. Deve-se ressaltar, no entanto, que tal tratamento é o único que funciona eficientemente para substratos contendo certos patógenos como Cylindrocladium e Fusarium, que são pouco sensíveis à maioria dos fungicidas comuns e apresentam estruturas altamente resistentes à ação destes produtos. O emprego dos fungicidas pode, por sua vez, ser efetuado através de rega ou pulverizações sobre o substrato e/ou mudas, em intervalos que variam conforme a necessidade. Tais tratamentos funcionam principalmente como protetores, mas também podem ter efeito erradicante. Para o controle de Pythium e Phytophthora recomenda­se metalaxyl e para Rhizoctonia, uma combinação de captan com um ditiocarbamatos (maneb, zineb ou thiram) ou com PCNB ou iprodione. Para o caso de tombamento causado por Cylindrocladium ou Fusarium pode-se empregar benomyl, juntamente com captan ou thiram. Uma alternativa ao controle químico para desinfestação do substrato é o uso de calor que pode ser aplicado de duas formas: aquecimento com vapor produzido em caldeira (80-900C por 7 a 8 horas) ou solarização.

O emprego de medidas biológicas de controle pode ser feito diretamente por meio da infestação do substrato com linhagens ou espécies eficientes de Trichoderma, fungo antagonista da maioria dos patógenos de solo. De forma indireta, pode ser executado através da escolha de substratos ricos em matéria orgânica que contenham naturalmente propágulos deste e de outros antagonistas.
PODRIDÃO DE RAIZ - Phytophthora spp., Pythium spp.

O eucalipto, de um modo geral, não apresenta, no Brasil, problemas de podridão de raiz em condição de campo, mas é comum sua ocorrência em viveiros com sistema de tubetes. Condições desfavoráveis para o crescimento das mudas, como a presença de substrato de má drenagem, que condiciona alta umidade e aeração inadequada, poderá predispor as raízes à infecção por fungos patogênicos presentes no substrato como Phytophthora spp. e Pythium spp. Basicamente, o controle deve ser feito de forma similar ao do tombamento.


PODRIDÃO DE ESTACAS - Cylindrocladium spp., Rhizoctonia solani Kühn, Fusarium spp., Botryosphaeria ribis Grossenb. & Duggar (sin. Botryosphaeria dothidea (Moug. & Fr,) Ces & de Not) e Colletotrichum sp.

Sintomas - A podridão á bem característica, tratando-se de uma lesão escura que progride da base para o ápice da estaca. Pode ocorrer na região da junção estaca/ substrato ou em porções superiores da estaca. A lesão avança sobre os tecidos, induzindo a morte das gemas, impedindo o enraizamento e escurecendo a estaca por completo.

Sobre as lesões podem ser encontradas frutificações branco-cristalinas de Cylindrocladium ou peritécios marrom-avermelhados da sua fase teleomórfica, esporodóquios de Fusarium, pontuações escuras (picnídios) de B. ribis ou acérvulos de Colletotrichum com ou sem sua massa alaranjada de esporos.



Etiologia - Esta doença pode ser causada por várias espécies de fungos pertencentes aos gêneros Cylindrocladium, Fusarium e Rhizoctonia. No caso de Cylindrocladium são relatadas as espécies C. clavatum, C. parasiticum Crous, Wingf. & Alfenas e C. candelabrum. Botryosphaeria ribis e Colletotrichum sp. são também fungos constantemente encontrados em associação com a podridão. O inóculo é trazido para a casa-de-vegetação no solo ou substrato dos recipientes, na forma de conídios e/ ou fragmentos de hifas ou estruturas de resistência dos fungos. Salpiques de solo aderidos a folhas e hastes das estacas trazidas do campo também são eficientes como fonte de inóculo, assim como a água de irrigação previamente infestada. Outras fontes de inóculo podem ser as brotações sem sintomas, com infecção latente por patógenos secundários no jardim clonal, como B. ribis e Colletotrichum sp., e que se manifestam posteriormente na casa-de-vegetação após o estresse provocado pela estaquia.

Controle - Medidas de controle recomendadas visam a redução ou eliminação de inóculo através de métodos químicos, físicos e culturais, como no caso do tombamento. Adicionalmente, deve-se efetuar tratamento das estacas com hipoclorito de sódio e/ou fungicidas, tratamento das caixas e recipientes com hipoclorito de sódio e fungicidas e limpeza total da casa-de-vegetação, após uma ou duas safras de estacas, empregando-se hipoclorito de sódio e sulfato de cobre.
MOFO CINZENTO - Botrytis cinerea Pers.

Sintomas -Trata-se de uma doença que ocorre no Sul e Sudeste do Brasil. Ataques mais severos ocorrem em canteiros com alta densidade de mudas e sob condições de alta umidade e temperaturas amenas. A doença afeta tecidos jovens da parte aérea das mudas, causando a morte do ápice ou até mesmo da muda toda, especialmente de mudas jovens. Os sintomas iniciam-se por um enrolamento das folhas seguido de seca e queda das mesmas (Prancha 33.1). Comumente, aparece cobrindo as partes afetadas um crescimento acinzentado formado por micélio, conidióforos e massa de conídios do fungo.

Etiologia - O agente causal, B. cinerea, que ataca várias outras culturas, é um patógeno facultativo que vive saprofiticamente no solo e sobrevive na forma de escleródios ou micélio dormente. Sua disseminação dá-se principalmente pelo transporte dos conídios pelo vento.

Controle - O controle da doença poderá ser feito mediante redução da densidade das mudas, fertilização sem excesso de N, eliminação de plantas doentes e de folhas infectadas caídas. O controle químico pode ser feito com pulverizações de thiram, maneb, captan, acetato de trifenil estanho, iprodione ou vinclozolin. O uso de benomyl somente poderá ser feito juntamente com algum dos princípios ativos citados, pela existência de estirpes já resistentes ao mesmo.

MURCHA VASCULAR - Pseudomonas solanacearum E. E Smith.

Esta doença, encontrada nos Estados do Amazonas, Bahia, Minas Gerais e Pará, é uma das poucas doenças bacterianas registradas em espécies florestais no Brasil. As espécies E. pellita, E. deglupta, E. pilularis, E. resinifera, E. tereticornis e E. urophylla (juntamente com seus híbridos comerciais) mostraram-se suscetíveis à doença. Ocorre em áreas recém-desmatadas reflorestadas com eucalipto, iniciando-se em árvores jovens com cerca de dois meses de idade.



Sintomas - Sintomas observados no campo são conseqüência da infecção sistêmica da planta pela bactéria. As folhas tornam-se cloróticas, com seca brusca e posterior queda devido ao bloqueio dos vasos de xilema. A doença é facilmente caracterizada pelos sinais apresentados, através do corte dos troncos das árvores. O xilema apresenta-se escurecido (Prancha 33.2) e, após alguns minutos, começa a exsudar pus bacteriano. O teste confirmativo da presença da bactéria pode ser feito através do corte transversal da haste com suspeita de murcha e sua imersão em água. Em poucos instantes, pode ser observada a corrida bacteriana na água, a partir dos vasos de xilema colonizados.

Etiologia - A bactéria associada à murcha vascular é P solanacearum Biovar 1. Existem, entretanto, consideráveis diferenças entre isolados quanto à patogenicidade. Esta bactéria vive no solo, em restos de matéria orgânica de matas e em plantas nativas hospedeiras. Sua penetração nas raízes da planta dá-se por aberturas naturais ou ferimentos. Uma vez no interior das raízes, dirige-se para o sistema vascular da planta, colonizando o xilema. A bactéria ataca fumo, solanáceas nativas e cultivadas, como tomate e pimentão, e bracatinga.

Controle - Recomenda-se o plantio de espécies/procedências tolerantes ou resistentes. Outras medidas são: uso de mudas sadias, com sistema radicular bem formado, e plantio de mudas sem o afogamento do colo e dobramento das raízes.
CANCRO DE CRYPHONECTRIA - Cryphonectria cubensis (Bruner) Hodges.

O cancro do eucalipto é considerado uma das doenças mais importantes da cultura. A doença ocorre desde o Estado de Santa Catarina até a Região Amazônica. E uma doença que ocorre praticamente em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo, onde o eucalipto foi introduzido. As temperaturas mais baixas da região sul do continente americano parecem limitar sua ocorrência.

A doença pode causar prejuízos quantitativos e qualitativos, notadamente em áreas onde a doença ocorre com maior incidência e severidade (costa do Espírito Santo, Vale do Rio Doce, Minas Gerais, e em certas áreas do Estado de São Paulo). A morte ou o tombamento pelo vento de árvores atacadas chega a ocorrer em proporções elevadas em áreas plantadas com espécies mais suscetíveis, causando reduções significativas no rendimento volumétrico. A madeira afetada, por sua vez, além de ter seu valor prejudicado para uso em serraria, também tem seu rendimento em celulose reduzido. Além disso, a brotação de tocos atacados também poderá ser prejudicada. Outro prejuízo é a morte de tocos de jardins clonais, que interfere no programa de produção de mudas por estaquia.

Sintomas - O cancro do eucalipto é uma doença que tipicamente só ocorre em plantações. Começa a se manifestar a partir do quinto mês de cultivo onde, até mais ou menos um ano, causa, com freqüência, a morte das plantas por estrangulamento do colo. Estas morrem de forma esparsa na plantação, geralmente em baixa proporção. Arvores recém-mortas caracterizam-se pela coloração palha de sua folhagem, resultante do secamento geral da copa. Este, por sua vez, é decorrente do desenvolvimento de uma lesão que estrangula o colo da planta através de um corte superficial da casca onde se observa um escurecimento que contrasta com a coloração clara dos tecidos sadios (Prancha 33.3). Este escurecimento pode se estender internamente até o câmbio e às vezes até o lenho e verticalmente até 30 cm acima do nível do solo. É comum ocorrer arroxeamento ou bronzeamento generalizado da folhagem, refletindo deficiência nutricional, seguido por murcha generalizada da folhagem e morte da planta. A morte de árvores com mais de 1 ano de idade por estrangulamento do colo, sem a manifestação externa de sintomas nesta região, também pode ocorrer. Esta manifestação da doença, no entanto é rara. Frutificações do fungo (picnídios e peritécios) são produzidas freqüentemente na superfície da casca da região do colo lesionado, na forma de pontuações negras, salientes e pontiagudas.

Um outro tipo de sintoma, em árvores de idade superior a um ano, ocorre geralmente na região do colo da planta ou ainda nas partes mais altas do tronco. Caracteriza-se por fendilhamento de casca associado geralmente ao seu intumescimento. E resultante do desenvolvimento da lesão na parte externa da casca, sem atingir o câmbio e o lenho. Com isto, a planta continua a produzir tecido de casca, forçando a parte atacada a romper-se em tiras ou trincas. Frutificações do fungo comumente aparecem na superfície da casca na área lesionada. E um tipo de sintoma bastante comum, embora tenha pouco significado econômico uma vez que não está envolvido com a região do câmbio e do lenho da planta. Esta continua a se desenvolver normalmente sem sofrer maiores danos aparentes.

Outro sintoma bem característico é aquele que culmina com a formação de um cancro típico no tronco da árvore. Este sintoma aparece inicialmente na forma de uma depressão na casca. Quando em desenvolvimento, a área lesionada contrasta-se com a área de tecido sadio por sua coloração escura (Prancha 33.3). O cancro típico aparece com a delimitação do desenvolvimento da lesão através da formação de um tecido caloso contornando a lesão. A medida que o calo desenvolve-se, os tecidos da área lesionada secam e tendem a romper em fitas, podendo expor o lenho. Na superfície da casca lesionada formam-se, com freqüência, frutificações do agente causal. A região do lenho ligada à área lesionada fica escura, com o alburno inativo, sujeita à ação de forças mecânicas. E comum, em áreas onde a severidade da doença é alta, a ocorrência de árvores tombadas pela ação do vento. As dimensões atingidas pelos cancros típicos variam bastante, dependendo entre outros fatores, do nível de suscetibilidade da árvore e das condições ambientais, especialmente temperatura e umidade. Em certas áreas, para certas procedências de E. grandis e E. saligna, verifica-se a ocorrência de cancros bastante compridos que estendem-se desde a base do tronco até quase o ponteiro da árvore. A circunferência do tronco também é variavelmente afetada. Com freqüência são observadas árvores com tronco quase anelado pelo cancro e que, apesar disso, continuam vivas, embora tendam a ser dominadas pelas árvores adjacentes.

Cancros dos tipos superficial e típico descritos acima, geralmente se formam na base do tronco, embora sejam encontrados com freqüência em várias alturas no tronco das árvores. Neste caso, aparecem comumente ao redor do ponto de inserção de um galho seco ou desramado, por onde provavelmente o patógeno penetrou.

O sintoma de gomose também pode aparecer associado aos tecidos afetados pela doença, especialmente em E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.

Etiologia - C. cubensis cresce bem em meio BDA, onde apresenta uma taxa de crescimento micelial máxima na faixa de 28 a 320C. A temperatura parece ser o fator básico que governa a distribuição geográfica do patógeno. Não se conhece hospedeiros nativos do fungo que serviriam de fonte primária de inóculo para o desenvolvimento da doença, mas acredita-se que sejam mirtáceas nativas. Não se conhece também os mecanismos de sobrevivência do patógeno e as formas de inóculo primário que ocorrem antes da introdução do eucalipto.

O fungo produz dois tipos de frutificações: picnídios e peritécios. Picnídios são formados na superfície da casca, geralmente dispersos. São completamente superficiais ou com somente a base imersa no substrato, piriformes e negros quando maduros (Fig. 3311 A). Os conídios são hialinos, unicelulares, elípticos, medindo 2,5-4,0 x 1,8-2,2 μm. Sob condições de alta umidade, estes são liberados dos picnídios na forma de cirros de coloração castanho-amarelada. A fase anamórfica tem sido denominada Endothiella sp.

Os peritécios geralmente se formam nas mesmas áreas onde são formados os picnídios, mas mais tardiamente que aqueles. Dependendo do tipo de casca, os peritécios podem ser encontrados isolados e dispersos, agrupados, ou em filas nas fendas da casca. As bases dos peritécios são geralmente imersas no substrato, de forma globosa e coloração escura. Os pescoços apresentam-se externamente à superfície da casca, com comprimento variando de 1 a 2 mm (Fig. 33.1B). Sob condições de alta umidade podem atingir até 5 mm ou mais de comprimento. São também escuros quando maduros. Os ascos são unitunicados, cilíndricos, fusóides, com anel apical refringente numa das extremidades e oito ascósporos. Os ascósporos são hialinos, bicelulares, cilíndricos a ovais.

A penetração do fungo deve ser por ferimentos, por rachaduras naturais de casca e pelos pontos de inserção de ramos com o tronco.



Figura 33.1

Controle - O uso de populações resistentes é, até o momento, a única medida viável de controle. Tal medida deverá ser empregada nas áreas onde o risco de perdas é maior, ou seja, nas regiões com temperatura e umidade favoráveis ao desenvolvimento da doença. Material genético resistente poderá ser obtido em dois níveis básicos: interpopulacional e intrapopulacional. No primeiro, são escolhidas as espécies e procedências que apresentam maior resistência. Duas das espécies mais plantadas no Brasil, E. grandis e E. saligna apresentam, de um modo geral, baixa resistência ao patógeno. Por outro lado, os níveis de resistência nestas espécies variam em função das procedências empregadas, especialmente em E. grandis. Dentre as espécies resistentes, E. urophylla é a mais recomendada para fins de celulose. A qualidade da madeira para determinados fins, a capacidade de rebrota e o rendimento volumétrico podem limitar o uso de espécies imunes (E. paniculata, E. robusta, E. citriodora, E. camaldulensis, E. microcoris, E. tereticornis e E. pilularis).

Em termos intrapopulacionais, a espécie E. grandis é a que oferecem as melhores perspectivas para exploração da resistência. Esta é feita através de seleções de árvores fenotipicamente resistentes em povoamentos com alta incidência da doença e avaliação de sua resistência através do teste de progênies. Outro método que vem sendo empregado é a produção de híbridos vigorosos e resistentes de E. grandis e E. urophylla, propagados vegetativamente através de estaquia.


Figura 33.2
DOENÇA ROSADA - Phanerochaete salmonicolor (Berk & Br.) Jul.

A doença rosada ou rubelose é típica de áreas tropicais úmidas, onde afeta também outras espécies arbóreas como citros, seringueira e cacaueiro. No Brasil, foi constatada nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, afetando diversas espécies de eucalipto, entre elas, E. camaldulensis, E. saligna e E. urophylla e seus híbridos. Raramente causa danos sérios no Brasil, apesar de acarretar altos índices de mortalidade e danos variados em outros países como Costa Rica, Índia e Zaire.



Sintomas - A doença é inicialmente observada na forma de pústulas esparsas, de coloração rosada, sobre a superfície de ramos e do tronco. A partir destas pústulas desenvolve-se um micélio de mesma cor que circunda as partes atacadas. O fungo causa necrose nos tecidos da casca e no câmbio, podendo também atacar o lenho. Em conseqüência, ocorre um estrangulamento dos ramos ou tronco. Os tecidos morrem e as folhas ligadas às áreas afetadas amarelecem e secam. De modo geral, no entanto, as lesões ocorrem nos ramos em regiões altas da copa, o que provoca brotações na parte inferior não afetada. Isso pode deformar as árvores e afetar seu crescimento. O fungo produz também corpos frutíferos resupinados na superfície das áreas afetadas, formando um himênio membranoso, macio, de cor rosa-salmão.

Etiologia - P. salmonicolor, anteriormente conhecido como Corticium salmonicolor (Berk. & Br.), é facilmente isolado em meio de cultura, crescendo moderadamente em BDA. Neste meio, apresenta crescimento máximo na faixa de 24-270C. Pode produzir dois tipos de esporos: conídios e basidiósporos. A fase imperfeita não foi constatada no Brasil. Os basidiósporos são hialinos, lisos, piriformes a elipsóides, medindo 8-11 x 8-9,8 μm. São formados a partir de basídios subclavados, com 2-4 esterigmas cada. Inoculações com esporos têm fracassado, sendo mais comum o emprego de micélio obtido em ágar ou em pedaços de casca de Hevea spp. para reprodução de sintomas da doença.

A doença tende a ocorrer epidemicamente em faixas de idade do hospedeiro específicas. No Estado de Pernambuco, a doença foi constatada em plantios de E. camaldulensis de 1,5 a 2,5 anos de idade, manifestando-se extremamente danosa aos 2,5 anos de idade. Na Índia, adquire nível epidêmico a partir do terceiro ano. Nos locais onde a doença foi constatada no Brasil, a precipitação anual está ao redor dos 2.000 mm ou mais, sendo as temperaturas médias anuais em torno de 23-240C. Mostra ser assim uma doença tipicamente de áreas tropicais úmidas.



Controle - No caso do eucalipto, pelas proporções de ocorrência da doença, o controle não tem sido empregado. Caso a doença torne-se importante, mesmo em plantios experimentais, recomenda-se a remoção e queima periódica de galhos afetados, pulverizações com calda bordalesa ou outros fungicidas cúpricos e a exploração da resistência genética.
MANCHA DE CYLINDROCLADIUM - Cylindrocladium candelabrum Viégas, C. ilicicola (Hawley) Boedjin & Reitsma, C. parasiticum (Crous, Wingf. & Alfenas), C. pteridis Wolf e C. quinqueseptatum Boedjin & Reitsma.

A ocorrência de manchas foliares em viveiros de mudas e em plantações de eucalipto á bastante comum. No entanto, dificilmente causa prejuízos sérios. A mancha de Cylindrocladium é uma doença característica de plantios, mas pode ser encontrada em viveiros. Tem sido observada desde 1973 em diferentes regiões do Brasil, desde a Amazônia até os estados do Sul. Esta doença foi constatada em mais de 15 espécies de eucalipto, sendo E. urophylla, E. citriodora, E. cloeziana e E. grandis (algumas procedências) as mais suscetíveis. Danos mais sérios têm ocorrido nos Estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Região Amazônica, geralmente em épocas chuvosas, quando ocorre desfolha intensa das plantas atacadas. No entanto, a morte de plantas devida à doença não tem sido observada. Mesmo intensamente atacadas, as plantas recuperam-se com a emissão de novas folhas nos meses que se sucedem ao ataque. A colonização e desfolha reduzem a área fotossintética e o crescimento das plantas. Em condições ótimas de temperatura e umidade, espécies de Cylindrocladium podem causar murcha, seca e morte de brotações de eucaliptos, especialmente de E. grandis.



Sintomas - Manchas associadas a Cylindrocladium spp. têm forma, tamanho e coloração variáveis, dependendo da espécie de Eucalyptus e de Cylindrocladium e das condições ambientes (Pranchas 33.4 a 33.5). Desfolha intensa pode ocorrer, afetando grande proporção da copa das árvores. Os brotos não são atingidos, o que permite a recuperação das plantas quando as condições ambientes voltam a ser desfavoráveis à doença. Ramos também podem ser atacados pelo patógeno, onde aparecem lesões necróticas escuras, recobertas, com freqüência, por um crescimento esbranquiçado, constituído por conidióforos e conídios do patógeno (Fig. 33.2A). Nas folhas, as frutificações são encontradas com maior freqüência na sua face inferior.

Etiologia - Esta doença é causada por fungos do complexo Cylindrocladium. Em viveiros, duas espécies foram constatadas em associação com a doença: C. candelabrum e C. ilicicola. A espécie C. scoparium tem sido comumente relatada no Brasil em associação com manchas foliares. Recentemente, no entanto, estudos taxonômicos indicaram que esta espécie deve ser tratada como C. candelabrum, já descrita anteriormente no Brasil. Conídios de C. candelabrum são cilíndricos, hialinos e unisseptados, medindo 29-39 x 3-5 μm (Fig. 33.2C). A forma das vesículas, estruturas ligadas aos conidióforos através de uma estipe, é outra característica utilizada para diferenciação de espécies de Cy1indrocladium. Vesículas de C. candelabrum são geralmente elípticas ou ovais (Fig. 33.2B). C. ilicicola apresenta também conídios cilíndricos, hialinos, mas com 1 a 3 septos, predominando os com 3 septos, e medindo 47-77 x 5,0-7,5 μm em BDA. As vesículas são semelhantes às de C. candelabrum. O fungo desenvolve a fase perfeita cm meio de cultura e nas plantas afetadas. Esta caracteriza-se pela produção de peritécios de coloração laranja a vermelho, ascos clavados e ascósporos com 1 a 3 septos. A fase perfeita do fungo foi identificada como Calonectria pyrochroa (Desm.) Sacc.

Em plantações, as espécies constatadas foram C. candelabrum, C. ilicicola, C. parasiticum, C. pteridis e C. quinqueseptatum. C. parasiticum, que também causa manchas em folhas de mogno (Swietenia macrophylla) na Região Amazônica, apresenta conídios cilíndricos, hialinos, com 1 a 3 septos, predominando os com 3 septos, medindo e 47-76 x 4,5-5,9 μm em BDA. Suas vesículas são globosas a subglobosas. Esta espécie produz fase peritecial em meio de cultura ou nos tecidos do hospedeiro, a qual foi identificada como Calonectria ilicicola Boedjin & Reitsma. Os peritécios são de coloração laranja a vermelho, os ascos clavados e os ascósporos uni a triseptados, com predominância dos uniseptados, medindo 27-55 x 4,0-7,7 μm. C. pteridis apresenta conídios cilíndricos, hialinos, uniseptados, medindo 45-101 μm e é caracterizado por uma vesícula clavada. C. quinqueseptatum, que ataca também fruta-do-conde (Annona squamosa), pinha (A. reticulata) e cravo da Índia (Syzigium aromaticum), diferencia-se das outras espécies pelas dimensões e número de septos de seus conídios. Estes medem 75-106 x 5-7 μm, com 1 a 7 septos, sendo a maioria com 5-6 septos. Esta espécie produz também a fase perfeita, tanto nas plantas afetadas como em meio de cultura. Trata-se de Calonectria quinqueseptata Figueiredo & Namekata, que forma peritécios ovóides e elipsóides, alaranjados e castanho-avermelhados. Seus ascos são clavados, os quais contêm 8 ascósporos irregularmente dispostos. Estes são hialinos, curvos, com 1 a 6 septos, medindo 30-80 x 4-7 μm.



Controle - O controle das manchas foliares causadas por Cylindrocladium sp. normalmente não é exigido no viveiro, quando as mudas são mantidas sob condições de bom arejamento, evitando-se o adensamento das mesmas. Pulverizações preventivas em viveiros de maior risco ou curativas em caso de ocorrência epidêmica da doença poderão ser efetuadas, empregando-se fungicidas cúpricos ou ditiocarbamatos alternados com benomyl.

Em campo, verifica-se boa recuperação das árvores atacadas, mesmo após passarem por períodos de até 6 meses com relativo grau de desfolhamento, não sendo necessárias medidas de controle químico. A melhor alternativa para controle desta doença em plantações seria a exploração da variabilidade genética, empregando-se espécies/procedências mais resistentes. Dentre as espécies mais plantadas atualmente, E. cloeziana, E. citriodora, E. urophylla e E. grandis são as mais suscetíveis, enquanto que E. saligna, E. maculata, E. torelliana e E. microcorys têm se revelado as mais resistentes.


FERRUGEM - Puccinia psidii Winter

Esta doença tem ampla distribuição geográfica no Brasil, afetando diversas espécies de mirtáceas nativas e cultivadas. Várias espécies de eucalipto são hospedeiras do fungo, entre elas E. citriodora, E. cloeziana, E. grandis, E. obliqua, E. pilularis e E. saligna. Os danos podem ser consideráveis, dependendo do local, manejo silvicultural e da espécie/procedência utilizada. A doença ocorre em viveiros e plantações.



Sintomas - Os sintomas da doença ocorrem inicialmente nos tecidos jovens de folhas e caule ainda em desenvolvimento. Começam por pontuações cloróticas que se transformam em pústulas ou soros, onde se expõem, com o rompimento da epiderme, massas pulverulentas de urediniósporos (uredósporos), de coloração amarelo-ouro (Prancha 33.6). Estas pústulas podem coalescer, recobrindo a superfície das brotações do eucalipto quando o ataque é intenso. Em conseqüência, os tecidos afetados morrem e secam, adquirindo coloração negra, como se fossem queimados. Dependendo das condições ambientais, a planta pode reagir, emitindo novas brotações. Com o desenvolvimento das folhas e do caule, a massa amarela de esporos desaparece dando lugar a lesões salientes, rugosas, de coloração marrom. Nas folhas, estas lesões aparecem dispersas em ambas as faces do limbo e às vezes sobre a nervura principal. São comumente delimitadas por um halo escuro, arroxeado. Nos ramos, a característica verrugosa das lesões torna-se bastante típica. Como o ataque se dá antes das folhas completarem seu desenvolvimento, estas freqüentemente acabam ficando deformadas.

Árvores altamente suscetíveis podem ter seu crescimento comprometido pela doença, sofrendo um enfezamento quando severamente atacadas. Estas plantas podem ser dominadas pelas adjacentes que, menos afetadas ou sãs, continuam crescendo normalmente. Plantas que não são dominadas pelas vizinhas acabam se recuperando. A partir do segundo ano, a doença dificilmente causa prejuízos sérios.



Etiologia - P psidii produz eciósporos uredinóides, urediniósporos, teliósporos e basidiósporos. O.s uredósporos, que são formados durante a fase favorável ao desenvolvimento do fungo, apresentam forma variável, predominando os globosos, elípticos, piriformes e angulosos, medindo 14-20 x 18-27 μm. São equinulados e apresentam epispório hialino. Os teliósporos são de ocorrência mais rara, formando-se sob condições desfavoráveis ao patógeno, freqüentemente nos mesmos soros onde se formam os uredósporos. São bicelulares, de forma variável, predominando os elípticos e oblongo-ovais. A ferrugem pode ter como fonte primária de inóculo mudas ou plantios jovens de eucalipto ou mirtáceas nativas hospedeiras deste fungo.

Ataques mais severos ocorrem em mudas e plantios jovens, com 3-12 meses de idade, sob condições ambientais favoráveis. A ocorrência de temperaturas moderadas e elevados índices de umidade relativa do ar são os fatores críticos que condicionam ataques mais severos. Períodos noturnos de molhamento foliar iguais ou acima de 8 horas e temperaturas entre 15 e 250C são condições altamente favoráveis à infecção.



Controle - As perdas que ocorrem pela redução temporária do crescimento e desaparecimento das plantas mais suscetíveis, aparentemente não compensam os gastos com aplicações de fungicidas no campo. No caso de ataque intenso no viveiro, o controle químico com fungicidas é eficiente. Mancozeb, oxicloreto de cobre, triadimenol, diniconazole ou triforine são os produtos recomendados.

O desenvolvimento de um programa de melhoramento genético através de seleção é uma alternativa recomendável para o controle da ferrugem no campo. E. camaldulensis, E. pellita, E. urophylla, E. torelliana e E. citriodora apresentam alta resistência.


OÍDIO - Oidium sp.

Várias espécies de eucalipto são atacadas por Oidium sp., em viveiros, casa-de­vegetação e campo. Em E. citriodora, o ataque deste fungo tem sido mais freqüente e importante, até o estádio fenológico adulto. A doença também tem sido observada em ro viveiros de E. dunnii.



Sintomas - Brotações e gemas são preferencialmente atacadas e, quando não morrem, dão origem a folhas de limbo enrugado, afilado e geralmente com uma metade as mais estreita do que a outra. O ataque sucessivo às brotações resulta em superbrotamento (Prancha 33.7), com perda da qualidade da muda. No campo, o sintoma toma maior importância pela perda da dominância apical, comprometendo a formação de um fuste reto para a produção de postes e mourões. Recobrindo as partes afetadas, ocorre, com freqüência, crescimento esbranquiçado, pulverulento, constituído por micélio e estruturas reprodutivas do patógeno, típico dos oídios (Prancha 33.7).

Etiologia - É comum citar-se Oidium eucalypti Rostr. como sendo o agente causal da doença, porém nenhum estudo crítico, no Brasil, apresentou o correto nome. Até o momento, a fase teleomórfica não foi encontrada em condições brasileiras. Oidium sp. é um parasita obrigatório que apresenta micélio estendido na superfície do hospedeiro. Das hifas são emitidos haustórios para dentro das células epidérmicas para a retirada de nutrientes. As hifas também emitem conidióforos eretos e hialinos. Os conídios são produzidos em cadeia basipetal, hialinos, oblongos a ovais, unicelulares, com dimensões que variam de 13-20 a 21-36 μm.

A doença dissemina-se facilmente através do contato entre plantas doentes e sadias ou pelo vento e respingos de chuva. A incidência do oídio em eucalipto é mais freqüente na época de estiagem.



Controle - Em viveiro, o oídio pode ser controlado com a aplicação de benomyl mais enxofre molhável. No campo, o oídio é importante na folhagem juvenil de E. citriodora. Com a troca desta folhagem pela adulta, a doença não ocorre mais, o que dispensa medidas de controle. A existência de indivíduos sadios ou pouco afetados em áreas altamente infestadas indica a possibilidade do uso da variabilidade genética para seleção de material resistente.
COMPLEXOS ETIOLÓGICOS

Este grupo de doenças refere-se a problemas causados por um ou mais fatores abióticos, geralmente condições ambientes adversas, seguida da ação de patógenos secundários ou oportunistas que completam o processo patogênico. O cancro de Botryosphaeria e a seca de ponteiros dos eucaliptos do Vale do Rio Doce (SPEVRD) são doenças que podem ser enquadradas neste grupo.


CANCRO DE BOTRYOSPHAERIA - Botryosphaeria ribis Grossenb. & Duggar (sin. B. dothidea (Moug. & Fr.) Ces. & de Not) (anam. Dothiorella sp. ou Fusicoccum sp.) e Botryosphaeria rhodina (Cooke) von Arx (sin. Physalospora rhodina Cooke) (anam. = Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff. & Maubl.)

O cancro de Botryosphaeria é uma doença de ocorrência comum em áreas de solo arenoso no Estado de São Paulo, afetando principalmente plantios de Eucalyptus citriodora. Pode determinar sérios prejuízos, especialmente nos plantios destinados à produção de postes.



Sintomas - Sintomas típicos da doença ocorrem em plantios jovens, até cerca de 2 anos de idade. Consistem no desenvolvimento de lesões necróticas nos tecidos do caule, ao longo do tronco e nos ramos, manifestando-se inicialmente pelo escurecimento dos tecidos da casca e do lenho (Prancha 33.8). Dependendo da reação da planta, a lesão pode ser delimitada pelo desenvolvimento de calo cicatricial, formando cancros típicos, ou se desenvolver em toda a circunferência do caule, resultando em secamento da parte superior da copa e, comumente, quebra do fuste pelo vento na altura da região lesionada. Apesar de normalmente haver recuperação da árvore com a emissão de novos brotos a partir da área abaixo da lesão, ocorre bifurcação do tronco e sua conseqüente deformação. É comum também a formação de bolsas de quino, tanto na casca como no lenho, que ao extravasar seu conteúdo, acarretam o aparecimento de uma gomose típica (Prancha 33.8). Esta gomose, associada ou não aos cancros no tronco, pode continuar ocorrendo em árvores mais velhas, até o final do ciclo da cultura. O acúmulo de goma e sua petrificação no lenho podem causar prejuízos adicionais durante o tratamento preservativo das toras, dificultando a absorção de produtos químicos.

Etiologia - Duas espécies de Botryosphaeria têm sido constantemente associadas às lesões: B. ribis e B. rhodina, esta última mais conhecida pela sua fase anamórfica. Estes fungos, que são considerados parasitas fracos ou saprófitas em um grande número de plantas em todo mundo, tiveram sua patogenicidade demonstrada através de inoculações artificiais por ferimento. No caso de E. citriodora, baixas concentrações de boro nas folhas (< 10-15 ppm) foram correlacionadas com maior incidência e severidade da doença, tanto em condições de campo como em condições controladas de casa-de-vegetação. A ocorrência sazonal de déficit hídrico, muito comum nas áreas de cultivo de E. citriodora, deve ser também fator predisponente que pode atuar diretamente sobre a fisiologia da planta, tornando-a mais suscetível à infecção por estes fungos, ou indiretamente, determinando uma menor disponibilidade de boro no solo e sua menor absorção pelas raízes.

Os dois fungos são facilmente isolados em meio de cultura, ambos caracterizados por seu micélio vigoroso, inicialmente de coloração cinza-claro e posteriormente adquirindo tonalidade mais escura. A distinção entre as duas espécies é feita pelas características de suas estruturas reprodutivas, facilmente encontradas na superfície da casca morta do hospedeiro. Botryosphaeria ribis produz ascomas estromáticos, negros, esparsos, solitários ou botrióides. Os ascos são clavados, bitunicados, contendo 8 ascósporos hialinos, unicelulares, ovóides, medindo 17-23 x 7-10 μm. A fase anamórfica é caracterizada pela formação de picnídios estromáticos, solitários ou botrióides, globosos e ostiolados. Os conídios (macroconídios) são fusóides, hialinos, medindo 17-25 x 5-7 μm. Produz também microconídios (espermácias) hialinos, alantóides, com dimensões de 2-3 x 1 μm. Botryosphaeria rhodina raramente é encontrada na sua fase teleomórfica, sendo caracterizada pelas suas estruturas de reprodução assexuada. Seus picnídios são simples ou compostos, freqüentemente estromáticos, ostiolados. Os conídios são inicialmente hialinos, unicelulares, de parede espessa, subovóides ou oblongo-elipsóides, com base truncada. Quando maduros, os conídios são uni septados, marrom-escuros, estriados longitudinalmente, medindo 18-30x 10-18 μm.



Controle - Medidas específicas de controle da doença ainda não existem, pois requerem um maior conhecimento sobre os fatores que afetam seu desenvolvimento, principalmente condições edáficas e climáticas. De um modo geral, no entanto, recomenda-se que sejam adotadas medidas silviculturais que minimizem os efeitos aos fatores do estresse a que as plantas podem ser submetidas, como o emprego de fertilização equilibrada com macro e micronutrientes, especialmente boro. De grande importância também deve ser o emprego de material genético mais adaptado às condições dos sítios de cultivo, através da escolha das melhores procedências e da seleção de indivíduos superiores como árvores matrizes para obtenção de sementes.
SECA DE PONTEIROS DO EUCALIPTO DO VALE DO RIO DOCE - SPEVRD

A seca de ponteiros do eucalipto do Vale do Rio Doce (SPEVRD) é um dos principais problemas do eucalipto no Brasil. Ocorre nos Estados de Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Paraná. Este problema tem sido constatado desde 1974, porém somente na década de 80 começou a se intensificar. A doença ocorre principalmente em E. grandis, procedente de Zimbabwe e Coff’s Harbour.

A SPEVRD manifesta-se pela seca das porções apicais dos ramos e galhos, atingindo geralmente todas as árvores nos locais de maior severidade. Os danos provocam a redução do crescimento das árvores, no ano de ocorrência do surto, a perda de tocos de árvores cortadas severamente afetadas, a morte de árvores, variável segundo a espécie, de até 15 %, e a perda de dominância apical em condições de ataque severo. No geral, a doença causa queda na produtividade em madeira.

Sintomas - A doença ocorre na copa de árvores, tendo como principal sintoma a ocorrência de lesões nas inserções de galhos com a haste terminal e nos pontos de inserções dos ramos e dos pecíolos de folhas. O surgimento dos sintomas é rápido e incide sobre praticamente todas as árvores da plantação, no local do surto, com elevado número de lesões por árvore.

Com o tempo, as lesões podem anelar o órgão, causando a morte ou secamento da parte distal, a partir do local anelado. O andamento é mais freqüente em ramos finos. Não ocorrendo o anelamento, surgem cancros no local lesionado, circundados por calos, com posterior brotação ou não. A quantidade de lesões com anelamento determina a severidade da doença em determinada porção da copa. Algumas espécies de eucalipto têm por característica o ataque nos terços medianos e apicais da copa, outras, na copa toda e, nas mais tolerantes, uma baixa incidência no terço apical. Outro sintoma é a recuperação de plantas fortemente atacadas pela formação de tufos de brotações nos ápices lesionados. Exsudação de goma nas lesões pode ocorrer como sintoma secundário, principalmente em E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.



Etiologia - As condições de ocorrência da SPEVRD apontam para uma origem abiótica, em função do tipo de desenvolvimento do problema e pela ausência de um patógeno associado. Isolamentos de patógenos têm revelado Botryosphaeria ribis, Colletotrichum gloeosporioides, Coniella fragariae, Pestalotiopsis spp., outros fungos saprófitas ou ausência de microrganismos. Como patógenos secundários, alguns dos fungos mencionados podem participar do anelamento de galhos e ramos afetados. Provavelmente, algumas variáveis ambientais, ainda desconhecidas, estão causando distúrbios fisiológicos que estariam predispondo ao ataque de patógenos secundários.

A incidência da SPEVRD depende da idade da plantação, do ano e do local. A severidade varia com a espécie ou procedência plantada, idade ou sítios, relacionados ou não com a variação do tipo de solo. A doença incide principalmente em meados do verão e do outono. Os mais importantes aspectos do ciclo da doença são: a) ausência de SPEVRD no primeiro ano de plantio (pode ocorrer em plantios efetuados em julho/agosto, com o pico da doença no verão seguinte); b) o estádio de tolerância dos plantios à SPEVRD, que começa a partir do quarto ano; c) brotações de tocos com mais de 1 m de altura apresentam SPEVRD em baixo nível, com secamento esparso de galhos e ramos; d) vários plantios estabelecidos no Vale do Rio Doce, em sítios propícios à doença, podem passar a fase de suscetibilidade, quando for ano de baixa incidência da SPEVRD na região.



Controle - O controle desta doença deve ser feito com o plantio de procedências ou clones de eucalipto tolerantes. Como tolerante entende-se uma árvore que, em locais e épocas de surto elevado da doença, apresenta-se sadia ou levemente atacada. O melhoramento genético pode ser tentado, porém a variação da incidência e severidade, em função do ano e sítio, dificulta a seleção. Tolerância tem sido observada em E. torelliana, possivelmente em E. grandis (procedência Atherton), E. pellita (procedência Helenvalle) e E. saligna.
OUTRAS DOENÇAS

Várias outras doenças foram recentemente relatadas no Brasil, afetando a parte aérea das plantas. São diferentes manchas foliares e a queima das folhas por Rhizoctonia.



Manchas Foliares - Alternaria tenuissima (Kuntze & Pers.) Wiltsire, Aulographina eucalypti (Cooke & Massee) Arx & Muller, Cercospora eucalypti Cooke & Massee, Coniella fragariae (Oud.) Sutton, Mycosphaerella spp., Phaeoseptoria eucalypti (Hansf.) Walker, Trimmatostroma excentricum Sutton & Ganapathi. - A mancha de Alternaria em folhas de eucalipto, no Brasil, tem sido constatada em viveiros de E. grandis em Minas Gerais. Lesões são formadas na face superior das folhas, inicialmente vermelho-arroxeadas a marrom-avermelhadas, irregularmente circulares, de 0,5 a 3 mm de diâmetro e depois ficam maiores (1 a 6 mm de diâmetro), algumas irregularmente alongadas, com porção central amarelo-clara, contornadas por marcantes halos periféricos relativamente estreitos, marrom-avermelhados. A doença ocorre principalmente em folhas mais velhas. A. tenuissima é facilmente isolado em BDA. Apresenta conidióforos marrom-claros, simples ou ramificados, septados, com uma ou várias cicatrizes conidiais. Produz conídios simples ou em curtas cadeias acropetálicas, obclavados e elípticos, afinando-se para formar um bico, de até metade do comprimento do esporo, onde se observa uma ou mais cicatrizes, parede externa geralmente lisa, marrom-clara, com 2-7 septos transversais, e vários septos longitudinais ou oblíquos (até 6), com ou sem constrição nos septos e medindo 19-49 x 8,7-16,6 μm.

A mancha de Aulographina tem sido encontrada freqüentemente em campo no Sudeste brasileiro em E. tereticornis, E. camaldulensis, E. saligna e E. urophylla. As lesões são marrom-escuras e pretas e ligeiramente coriáceas quando observadas nas faces do limbo. São irregularmente circulares ou alongadas quando sobre a nervura principal. Em geral, ocorrem de uma a poucas manchas por folha, atingindo até 20 mm de diâmetro cada. Caracteristicamente observa-se uma forte calosidade quando a mancha forma­se sobre a nervura principal. A. eucalypti ataca também pecíolo, pedúnculos, ramos finos e galhos das espécies hospedeiras, onde produz lesões marrom-escuras, fortemente coriáceas ou calosas com trincas, especialmente transversais. As manchas são geralmente encontradas em folhas adultas ou senescentes. Nestas últimas, encontram-se frutificações, na forma de pequenos picnídios negros, e pseudotécios marrom-escuros ou negros. Estes são superficiais, alongados, curvos ou ramificados, com 1-2 mm de comprimento, com abertura em forma de fenda. Possui ascos clavados, bitunicados, interparafisados, com oito ascósporos, medindo 25-40 x 11-14 μm. Os ascósporos são irregularmente bisseriados, hialinos, desigualmente bicelulares, com constrição no septo, medindo 11-13 x 2,5-4 μm.



C. eucalypti foi relatada em associação com manchas pequenas, de coloração marrom-avermelhada que também podem coalescer, destruindo grande parte do limbo foliar. A doença pode ser encontrada nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, tanto em mudas de E. grandis e E. cloeziana como em árvores de E. dunnii, E. camaldulensis, E. tereticornis e E. citriodora.

A mancha de Coniella pode ser encontrada em algumas espécies de eucalipto, lesionando folhas em condições de campo. A partir do ponto inicial da lesão formam-se halos concêntricos, estreitos, de coloração escurecida. Os halos são fileiras relativamente curvas de frutificações do patógeno. Este fungo produz sintomas associados a Cylindrocladium ou isoladamente, quando as folhas recebem ferimentos, notadamente em E. grandis. C. fragariae cresce e esporula bem em BDA. Produz grande quantidade de picnídios nas manchas em ambas as faces da folha. Os picnídios são imersos a rompentes, irregularmente globosos, uniloculares, com ostíolos circulares relativamente planos. Os conídios são esféricos a elipsoidais, com base truncada, oliváceos a marrons e medem 7,5-11 x 5,5-7,5 μm. A fase teleomórfica não é conhecida.

A mancha de Mycosphaerella, dependendo da espécie fúngica e hospedeira, geralmente ocorre nas folhas maduras do terço basal das copas. A doença pode apresentar dois sintomas básicos: o primeiro como mancha anelar-coriácea, marrom, mais escura de um lado da folha e mais clara no outro, encontrada em E. camaldulensis, E. phaeotricha, E. grandis, E. saligna e E. tereticornis. O segundo tipo, menos freqüente, tem sintoma de larga área necrótica, marrom-clara a amarelada, necrosada e multiponteada por pseudotécios rompentes, encontrado cm E. dunnii e E. deanei.

A mancha ou queima causada por Phaeoseptoria eucalypti ocorre em campo, porém é no viveiro que os danos são mais importantes. A doença inicia-se com lesões angulares, marrom-arroxeadas, dispersas em ambas as superfícies do limbo ou agrupadas em alguma porção deste. Posteriormente, são observados salpiques negros nos centros das lesões das superfícies inferiores que são deposições de cirros conidiais dos picnídios imersos do patógeno. As lesões podem coalescer, tomando parte ou todo o limbo, tornando-o necrosado e densamente recoberto de cirros conidiais. A desfolha acarretada pela doença, em condições de viveiro, pode ser intensa, deixando a muda com apenas dois pares de folhas. Picnídios são produzidos em ambas as superfícies do limbo foliar, com maior freqüência na superfície inferior. São imersos, globosos e ostiolados, exsudando longos cirros conidiais marrom-escuros a negros através dos ostíolos. Os conídios são marrom-claros a escuros, cilíndricos, retos ou ligeiramente curvos, lisos, multicelulares, com 2 a vários septos, medindo 40-60 x 4-6 μm.

A mancha de T excentricum tem sido encontrada em Minas Gerais e Bahia, em E. citriodora e E. maculata. Suas manchas são pequenas, irregularmente circulares (2-12 mm), semi-coriáceas, marrom-escuras a pretas, apresentando esporodóquios visíveis apenas sob binocular estereoscópica.

Queima de Folhas - Thanatephorus cucumeris (Frank.) Donk. (Rhizoctonia solani Kühn). A partir de 1986, em áreas tropicais brasileiras, uma queima de folhas de eucalipto em viveiro e campo passou a ser constatada, causada por linhagem epifítica de R. solani. Esta doença torna-se importante quando ocorre em jardins clonais e viveiros. O ataque do fungo é favorecido por intensas chuvas, no período de verão. O fungo coloniza a superfície de folhas e ramos, causando queima das partes recobertas. Rizomorfas creme-cinzas a amarronzadas, de até 2 mm de largura, surgem sobre os tecidos lesionados, formando uma teia que impede a queda de folhas mesmo após sua abscisão. Os escleródios são abundantes, relativamente eretos e alongados (<0,9 mm), cremes a amarronzados. O fungo desenvolve-se em BDA, porém cresce melhor em extrato de levedura suplementado com sais minerais. O controle é feito com o manejo da irrigação no viveiro e jardim clonal e, em casos extremos, pela aplicação de PCNB ou iprodione.

1   ...   32   33   34   35   36   37   38   39   ...   70


База данных защищена авторским правом ©shkola.of.by 2016
звярнуцца да адміністрацыі

    Галоўная старонка