Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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BIBLIOGRAFIA

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DOENÇAS DAS CUCURBITÁCEAS

(abóbora, abobrinha, chuchu, melancia, melão, moranga, pepino)

C. Kurozawa & M. A. Pavan



MOSAICOS

Diversas viroses, que se manifestam por mosaico, ocorrem em plantações de cucurbitáceas. Tais moléstias ocorrem em porcentagens elevadas, causando prejuízos à produção, pois as plantas atacadas produzem menos e os frutos produzidos são de qualidade inferior. No Brasil, já foram determinados sete vírus que podem causar sintomas de mosaico em cucurbitáceas: (a) o vírus do mosaico do mamoeiro - estirpe melancia (“Papaya ringspot virus - type W”); (b) o vírus do mosaico do pepino (“Cucumber mosaic virus”); (e) o vírus do mosaico da abóbora (“Squash mosaic virus”); (d) o vírus do mosaico da melancia - 2 (“Watermelon mosaic virus - 2”); (e) o vírus do mosaico amarelo da abobrinha-de-moita (“Zucchini yellow mosaic virus”); (f) o vírus da clorose letal da abobrinha (“Zucchini lethal chlorotic virus”); (g) o vírus da necrose da abóbora (provavelmente um Necrovirus).

Os vírus que ocorrem em cucurbitáceas não podem ser diferenciados entre si apenas por observação visual dos hospedeiros infectados, uma vez que todos causam sintoma do tipo mosaico. Portanto, nenhum método utilizado isoladamente é perfeitamente seguro, sendo aconselhável o uso de mais de um. Os vírus podem ser identificados por diversos métodos, tais como por hospedeiras diferenciais, sorologia, microscopia eletrônica e transmissão por vetor. As viroses mais comumente encontradas em cucurbitáceas estão descritas a seguir.
MOSAICO DA MELANCIA - “Papaya ringspot virus – type W” - PRSV-W

Dos vírus constatados em cucurbitáceas no Brasil, PRSV-W tem sido o principal associado com cucurbitáceas cultivadas. As perdas na produção causadas pelo PRSV­w já foram estimadas na cultura em vários países e a virose pode ser limitante na produção de diversas cucurbitáceas, principalmente quando a infecção ocorre no início do ciclo. O PRSV-W é comum em regiões tropicais.



Sintomas - PRSV-W infecta todas as cucurbitáceas. Os sintomas iniciais geralmente aparecem nas primeiras folhas infectadas, que mostram um amarelecimento entre as nervuras. Mais tarde, aparecem sintomas de mosaico e deformação de folhas. Plantas infectadas apresentam-se atrofiadas. Os frutos podem apresentar deformações e mudança de cor. Os sintomas variam com a patogenicidade do isolado e com a suscetibilidade do hospedeiro. Em variedades de abóbora rasteira (Cucurbita moschata), os sintomas são menos evidentes e às vezes passam despercebidos.

Etiologia - O vírus causador do mosaico da melancia foi inicialmente descrito como sendo uma estirpe do vírus do mosaico da melancia - 1 (“Watermelon mosaic virus - 1 - WMV- 1”). Após estudos comparativos do círculo de hospedeiras e sorologia foi reclassificado como sendo uma estirpe do vírus do mosaico do mamoeiro (“Papaya ringspot virus - type watermelon - PRSV-W”). É uma espécie do gênero Potyvirus, família Potyviridae. Possui RNA de fita simples e apresenta partículas alongadas e flexuosas de 780 nm de comprimento. Induz a formação de inclusões citoplasmáticas e amorfas do tipo “cata-vento”. É transmitido por 21 espécies de afídeos em 11 gêneros diferentes, de maneira não-persistente, e em inoculação mecânica com o extrato, mas não por semente. A gama de hospedeiros do PRSV-W é restrita às cucurbitáceas, mas, experimentalmente, alguns isolados podem causar infecção localizada em Chenopodium spp.

Controle - Redução desta virose pode ser efetiva no campo quando se utilizam, em pulverizações, óleo mineral e cobertura do solo com material repelente (palha de arroz, plástico prateado). Programas com aplicações de inseticidas podem ajudar na redução da disseminação do vírus no campo. Deve-se evitar o plantio perto de campos velhos de cucurbitáceas que tenham sido infectadas e adotar programas sanitários que incluem eliminação de ervas daninhas hospedeiras de vetores e eliminação de restos de cultura.

Sempre que possível, deve-se utilizar variedades resistentes ou tolerantes. Para a cultura do pepino são recomendados os cultivares Formosa, em que a herança da resistência está associada a três pares de genes recessivos e epistáticos, e Aodai, onde o controle genético é de natureza poligênica. Em abóbora, os cultivares Piramoita e Menina Brasileira e o híbrido Duda são tolerantes. No melão, os híbridos AF-522, Nice e Eldorado 300 são tolerantes. Na cultura da melancia, BT 8501 é fonte promissora, visando incorporação de tolerância em cultivares comerciais.


MOSAICO DA MELANCIA -2- “Watermelon mosaic virus 2” - WMV-2

WMV-2 é um vírus que tem sido encontrado no mundo todo, embora seja mais comum em regiões temperadas. No Brasil, foi encontrado em 1985, infectando naturalmente abobrinha na região de Campinas, SP. A partir de então não tem sido encontrado com freqüência.



Sintomas - Em geral, os sintomas causados por este vírus em cucurbitáceas são praticamente idênticos aos induzidos pelo PRSV-W. Este fato torna impossível a separação dessas duas viroses no campo, através da sintomatologia.

Etiologia - WMV-2, em termos gerais, apresenta as mesmas características estruturais e morfológicas de PRSV-W. Porém, são sorologicamente distintos e apresentam gama de hospedeiros diferenciais. PRSV-W infecta exclusivamente a família Cucurbitaceae enquanto que WMV-2 também infecta plantas das famílias Leguminosae, Euphorbiaceae e Chenopodiaceae.

WMV-2 é transmitido por afídeos (mais de 20 espécies), de maneira não­persistente. No Brasil, é eficientemente transmitido por Myzus persicae, Aphis gossypii e Uroleucon ambrosiae. E também transmitido por inoculação mecânica com o extrato, mas não através de sementes.

De maneira geral, pode-se utilizar como hospedeiras diferenciais para identificar WMV-2, Chenopodium amaranticolor, C. quinoa e Gomphrena globosa (lesão local); Cucurbita pepo e Phaseolus vulgaris “BT-2” (mosaico); Luffa acutangula (imune).

Controle - As medidas gerais de controle recomendadas para PRSV-W são também adotadas para WMV-2. Fontes de resistência para WMV-2 são encontradas em melancia introduzida da Nigéria, “Egusi” (Citrullus colocynthis), PI 494528 e PI 494532. Variedades locais de C. lanatus, da África, parecem possuir certo nível de tolerância.
MOSAICO DO PEPINO - “Cucumber mosaic virus” - CMV

O vírus do mosaico do pepino tem pouca importância por sua baixa ocorrência em todas as regiões produtoras.



Sintomas - Todas as cucurbitáceas são suscetíveis, embora raramente ocorra em melancia. Os primeiros sintomas aparecem em folhas jovens com epinastia. Estas folhas tornam-se mosqueadas, retorcidas, enrugadas e de tamanho reduzido. A planta apresenta internódios curtos, resultando em uma roseta. Frutos apresentam-se deformados, mosqueados, verrugosos e de tamanho reduzido. Se ocorrer infecção tardia, o desenvolvimento da planta pode não ser afetado, mas o fruto pode ser de qualidade inferior e deformado.

Etiologia - CMV pertence ao gênero Cucumovirus. Apresenta partículas isométricas, sem a presença de envelope, e diâmetro de 29 nm. E transmitido experimentalmente por inoculação mecânica. Na natureza, sua transmissão se dá por sementes e afídeos. Mais de 60 espécies de afídeos transmitem o vírus, mas Myzus persicae e Aphis gossypii são os mais importantes. CMV tem uma gama de hospedeiros muito vasta que inclui principalmente cucurbitáceas e solanáceas cultivadas ou ervas daninhas.

Plantas hospedeiras utilizadas na diagnose são: Chenopodium amaranticolor e C. quinoa (lesão local); Cucumis sativus, Lycopersicon esculentum, Nicotiana glutinosa, N. tabacum e Vigna unguiculata (invasão sistêmica com mosaico). Muitas estirpes do vírus são conhecidas.



Controle - Evitar plantios próximos a culturas suscetíveis; eliminar ervas daninhas hospedeiras em áreas cultivadas; controlar o inseto vetor com um programa de inseticidas efetivos. Os híbridos de pepino Runner, Colônia, Indaial, Itapema, Prêmio e Supremo apresentam resistência ao CMV.
MOSAICO DA ABÓBORA - “Squash mosaic virus” - SqMV

SqMV é mais freqüente no Distrito Federal e nas Regiões Norte e Nordeste.



Sintomas - A doença é muito importante em melão e abóbora, embora uma estirpe do vírus também infecte melancia. Observam-se clareamento e manchas cloróticas em folhas mais jovens, com formação de manchas verde-claras ou escuras, além de projeções irregulares marginais, resultante do retardamento do desenvolvimento dos tecidos entre as mesmas. Em folhas cotiledonares de pepino observam-se numerosas manchas circulares cloróticas e no primeiro par de folhas, manchas amareladas e nervuras claras, proeminentes e amareladas. As folhas apresentam-se aneladas, em forma de taça. Com o desenvolvimento da planta, as novas folhas apresentam pouco ou nenhum sintoma. Este fato dificulta a diagnose da doença algumas semanas após a inoculação do vírus. SqMV reduz significativamente o número de frutos por planta, retarda a maturação dos mesmos, mas não afeta o tamanho, peso e total de sólidos solúveis.

Etiologia - SqMV pertence ao gênero Comovirus, família Comoviridae e apresenta partículas isométricas com 30 nm de diâmetro. E transmitido por inoculação mecânica, mas não através do contato entre plantas. A transmissão por semente ocorre na proporção de ± 10 %. Não é transmitido por pólen. A transmissão por vetor ocorre através de coleópteros. As espécies vetoras constatadas são Diabrotica bivittula, D. speciosa e Epilachma cacica e a relação vírus-vetor é do tipo persistente. A multiplicação do vírus no vetor não foi relatada.

A gama de hospedeiros é pequena, a maior parte das plantas suscetíveis ao SqMV está entre as cucurbitáceas, com exceção de alguns gêneros das famílias Leguminosae, Umbelliferae e Hydrophyllaceae. A espécie Cucumis metuliferus, por ser imune, é sugerida como planta útil na diferenciação do SqMV das outras viroses de cucurbitáceas.



Controle - A doença é melhor controlada com a utilização de sementes livres de vírus. Variedades resistentes ou tolerantes não estão sendo avaliadas.
MOSAICO AMARELO DA ABOBRINHA-DE-MOITA - “Zucchini yellow mosaic virus” - ZYMV

O vírus do mosaico amarelo da abobrinha-de-moita foi recentemente detectado no Brasil. Na Europa, África, Austrália e nos Estados Unidos, este vírus provoca perdas severas em melão e melancia. Na América do Sul, não havia registros de sua ocorrência até 1992, quando foi comunicada a constatação de um isolado em melancia, em São Paulo, e em pepino, em Santa Catarina. Por se tratar de um problema sério em outros países, é bem provável que a disseminação desse vírus nas áreas produtoras de cucurbitáceas no país transforme-se num problema grave.



Sintomas - Todas as cucurbitáceas são suscetíveis. Folhas apresentam-se amareladas entre as nervuras principais, com severo mosaico e deformações. Há acentuada redução do desenvolvimento das plantas. Geralmente, plantas infectadas não produzem frutos ou produzem frutos malformados.

Etiologia - ZYMV é uma espécie do gênero Potyvirus, família Potyviridae. E transmitido com eficiência, de maneira não-persistente, principalmente por pulgões dos gêneros Aphis e Myzus. Não é transmitido por semente. Ervas daninhas e cucurbitáceas cultivadas são as principais fontes de inóculo do vírus. Espécies de plantas para diagnose são: Chenopodium amaranticolor, C. quinoa e Gomphrena globosa (lesão local sem infecção sistêmica); Cucumis meio e Cucurbita pepo (mosaico); Luffa acutangula (mosaico ou infecção latente); Lavatera trimestri (imune); Ramunculus sardous (infecção latente para alguns isolados).

Controle - A eliminação de ervas daninhas é uma prática eficiente na redução de fontes do vírus. O controle de afídeos com inseticidas é especialmente importante quando realizado nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura. A utilização conjunta de inseticidas, óleo mineral e coberturas refletivas (casca de arroz ou cobertura plástica), durante o desenvolvimento inicial da cultura, pode ser efetiva no controle, reduzindo a infecção. Fontes de resistência para este vírus são encontradas em Citrullus spp. e Cucumis melo.
MANCHA ANGULAR - Pseudomonas syringae pv. lachrymans (Smith & Bryan) Young, Dye & Wilkie

É uma doença importante na cultura de pepino, mas pode afetar outras cucurbitáceas. Em condições favoráveis, pode ocasionar grandes prejuízos, já que não existem variedades ou híbridos resistentes e os produtos recomendados no controle de outras doenças não apresentam boa eficiência a esta bacteriose.



Sintomas - Sua ocorrência é maior em pepino, onde afeta folhas, ramos, pecíolos e frutos. Nas folhas, inicialmente constatam-se áreas encharcadas, angulosas, limitadas pelas nervuras, sendo mais visíveis na face inferior do limbo, pela manhã. Posteriormente, as áreas afetadas tornam-se necrosadas, de coloração cinza e depois pardacenta, que podem coalescer e atingir extensas áreas. E comum verificar na periferia dessas lesões a formação de faixa de tecido amarelo e colonização dos vasos. A face inferior das lesões tem aspecto brilhante, devido à exsudação bacteriana. Nos frutos, os sintomas iniciais manifestam-se como pequenas áreas encharcadas que depois tornam-se necróticas. Ao serem cortados, este frutos apresentam extensas áreas internas necrosadas, que incluem o sistema vascular e as sementes. Numa fase mais avançada, os frutos são rapidamente destruídos, devido à podridão mole bacteriana, causada por Erwinia spp.

Etiologia - Pseudomonas syringae pv. lachrymans é gram-negativa, baciliforme e flagelada. Forma colônias circulares, brilhantes, lisas e esbranquiçadas. A bactéria é disseminada principalmente pelas sementes, localizando-se no hilo ou junto ao funículo, podendo sobreviver mais de 2 anos nessas condições. Sua disseminação pode ocorrer também através das águas de chuvas e irrigação, solos infestados, insetos, utensílios agrícolas e pelos operários nos trabalhos diários. Como plantas hospedeiras são citadas muitas cucurbitáceas, como a bucha e o melão-de-são-caetano, mesmo não apresentando sintomas, pois a bactéria pode sobreviver epifitamente na parte aérea das mesmas.

Condições que favorecem a ocorrência da doença são umidade elevada, com chuvas freqüentes ou orvalho, ou ainda condensação da água nos órgãos aéreos de plantas cultivadas sob plasticultura, e temperatura na faixa de 24 a 280C. A bactéria pode sobreviver em restos de cultura, estacas e mourões.



Controle - O controle desta bacteriose é feito preventivamente, uma vez que o controle químico é pouco eficiente depois que a doença se instala na cultura. Em condições de plasticultura, o manejo ambiental é feito de modo a evitar alta umidade junto às plantas, através de controle de abertura das cortinas laterais. As medidas de controle recomendadas são: tratamento de sementes com ácido lático a 2% por 20 minutos, seguido de lavagem com água; rotação de cultura, evitando-se plantio de pepino, melão ou melancia após qualquer cucurbitácea, durante 2 ou mais anos; evitar irrigação demasiada; adubação equilibrada, evitando excesso de nitrogênio; pulverizações preventivas, em épocas chuvosas, com fungicidas a base de cobre têm mostrado razoável eficiência no controle. Entretanto, é importante ressaltar que estes fungicidas são fitotóxicos às cucurbitáceas.
ANTRACNOSE - Colletotrichum gloeosporioides f. sp. cucurbitae (Berk et Mont) Menten et Kimati (sin. C. lagenarium)

A antracnose é uma doença muito importante não só pela freqüência com que incide como também pelos danos que causa às culturas de pepino, chuchu, melão e melancia. A incidência é relatada também em outras cucurbitáceas, mas raramente constata-se danos em abóbora.



Sintomas - As plantas podem ser afetadas em qualquer estádio de desenvolvimento e todos os órgãos aéreos são suscetíveis. Em pepino, chuchu e melão, os sintomas são muito semelhantes. Lesões nas folhas iniciam-se com encharcamento do tecido, seguido de necrose, resultando em mancha circular de cor parda e centro mais claro. O diâmetro das manchas pode variar de alguns milímetros a vários centímetros, podendo ou não apresentar halo amarelo (Prancha 29.1). Em folhas mais velhas, constata-se coalescência de manchas, resultando em extensas áreas necrosadas. Nas hastes e no pecíolo, as lesões são elípticas, deprimidas, de coloração variável de cinza a parda e, sob elevada umidade, podem apresentar-se recobertas de massa rosada, constituída de esporos do fungo. Nos frutos, os sintomas são elípticos a circulares, deprimidos e, num estádio mais avançado, recobertos de massa rosada (Prancha 29.2). Estes sintomas podem aparecer após a colheita.

Em abóbora, os sintomas nos frutos aparecem na forma de placas brancas superficiais. A colonização interna dos frutos só ocorre quando eles atingem a maturação. A podridão geralmente é seca e constata-se formação de acérvulos de cor preta na superfície das áreas afetadas.



Etiologia - O fungo produz acérvulos, mais facilmente visíveis nos frutos, onde apresentam coloração preta. Em ambiente de elevada umidade, os acérvulos formam massa rosada de esporos e quase sempre contêm setas pretas. Nas folhas, os acérvulos são formados nas nervuras, principalmente na face inferior, mas são dificilmente visíveis a olho nu. Os conídios são hialinos e medem 12-19 x 4-5,6 μm. As setas medem 60-70 x 4-6 μm. A fase perfeita raramente ocorre na natureza e corresponde ao ascomiceto Glomerella cingulata.

Cucurbitáceas cultivadas ou selvagens e sementes contaminadas são a principal fonte de inóculo. As sementes são as principais responsáveis pela introdução do fungo em novas áreas de cultivo. A disseminação da bactéria dentro da cultura é feita pela água. Condições de alta umidade e temperaturas de 21 a 270C são favoráveis ao desenvolvimento da doença. Acima ou abaixo dessa faixa de temperatura, a doença pode não se constituir problema devido a seu lento desenvolvimento.

O fungo apresenta grande variabilidade patogênica e já foram determinadas muitas raças fisiológicas, o que dificulta a obtenção de novas variedades e/ou híbridos resistentes. A determinação das raças fisiológicas do fungo é feita com variedades de pepino (Model, Pixie e Poinset), melancia (Charleston Gray), abóbora (Butternut) e melão (Edisto).

Controle - As medidas de controle recomendadas são: utilização de sementes sadias; destruição de restos de cultura e outras cucurbitáceas; rotação de culturas por 2 a 3 anos; emprego de variedades e/ou híbridos resistentes; pulverização com fungicidas protetores (mancozeb, chlorothalonil e cúpricos) ou sistêmicos (benomyl, tiofanato metílico, carbendazin e thiabendazol).

Nos cultivos em estufas plásticas, deve-se fazer manejo ambiental através do controle de irrigação, abertura e fechamento das laterais da estufa e ventilação interna.


CRESTAMENTO GOMOSO DO CAULE - Didymella bryoniae (Auersw) Rehn (sin. Mycosphaerella melonis (Pass.) Chiu & Walker)

É uma doença muito importante em cucurbitáceas, principalmente em melão, pepino e melancia. Nas regiões de clima úmido, esta doença limita o plantio de melão, mesmo em condições de plasticultura. Vem ocasionando elevados prejuízos nas Regiões Sudeste e Sul do Brasil.



Sintomas - O fungo ataca todos os órgãos aéreos da planta em qualquer estádio de desenvolvimento. Em mudas, o fungo provoca necrose na região do colo e seu tombamento. Nos cotilédones, provoca manchas necróticas circulares, que em pouco tempo destroem o órgão e atingem o caule da plântula. Ramos afetados apresentam-se encharcados, com exsudação de goma, coloração parda, passando a cinza e apresentando numerosos corpos de frutificação negros. Na maioria dos casos, a colonização circunscreve todo o caule, causando seca do ramo na região situada acima da lesão. É muito freqüente sintomas semelhantes nos pecíolos e nas gavinhas. Pode ocorrer morte de plantas quando a infecção ocorre no colo. Outros fungos, tais como Macrophomina phaseolina, Diaporthe melonis, Botryodiplodia theobromae, Fusarium oxysporum f. sp. melonis e Myrothecium roridum, podem causar sintomas semelhantes na região do colo das plantas e levar a uma diagnose incorreta da doença, principalmente em melão.

Os sintomas nas folhas são manchas pardas, circulares, cujo diâmetro pode variar de alguns milímetros a vários centímetros. Em estádio mais avançado, verificam-se numerosos pontos negros que são os corpos de frutificação do fungo.

Lesões nos frutos são pouco freqüentes. Quando ocorrem, são necróticas, circulares, pardacentas e profundas. O tecido afetado exsuda goma.

Etiologia - Didymella bryoniae é um ascomiceto, correspondendo na sua fase imperfeita ao gênero Phoma (sin. Ascochyta). O fungo sobrevive em restos de cultura, sementes e solo. Conídios e ascósporos são dispersos pela água, a curtas distâncias, e pelo vento, a longas distâncias.

Controle - As medidas de controle recomendadas são: rotação de culturas com plantas não pertencentes à família Cucurbitaceae; utilização de sementes certificadas e tratadas com fungicidas como thiram e captan; plantio em locais pouco úmidos e distantes de áreas que tenham sido ocupadas com cucurbitáceas.

Para o melão, o controle químico, freqüentemente, é ineficiente, principalmente em condições de alta umidade e temperatura, embora experimentalmente a aplicação de benomyl e iprodione, via solo, tenha apresentado bons resultados. Os genótipos PI 140471 e Anô n0 2 podem ser utilizados como fontes de resistência em programa de melhoramento de melão.


MÍLDIO - Pseudoperonospora cubensis (Berk et Curtis) Rostowzew

É uma doença muito comum e importante em melão, pepino, melancia e abóbora, mas pode afetar outras cucurbitáceas cultivadas ou selvagens. A presença de um filme de água nas folhas e temperatura amena a baixa são condições que favorecem sua ocorrência.



Sintomas - Em folhas de pepino e melão, os sintomas iniciam-se na face superior, na forma de manchas cloróticas e angulosas, que se desenvolvem esparsamente no limbo. Depois, verifica-se aumento na quantidade de manchas, principalmente ao longo das nervuras, enquanto que na face inferior constatam-se áreas encharcadas. Nestas áreas, formam-se frutificações (esporangióforos e esporângios) de coloração verde-oliva a púrpura. Num estádio mais avançado, as áreas cloróticas tomam-se necróticas. Em conseqüência, o desenvolvimento da planta e a produção são prejudicados.

Em melancia, as lesões são irregulares, mas os sinais do fungo são semelhantes aos descritos para pepino e melão. As lesões são menores e circulares com centro esbranquiçado em abóbora, principalmente em abóbora de moita.



Etiologia - Pseudoperonospora cubensis é parasita obrigatório e apresenta micélio cenocítico. Pertence à classe Oomycetes, família Peronosporaceae. O esporangióforo apresenta ramificação dicotômica no terço superior. Em suas extremidades são formados esporângios ovóides a elipsóides. A disseminação ocorre pelo vento e por respingos d’água. Na presença de um filme de água, os esporângios podem germinar ou produzir zoósporos. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do míldio são alta umidade e temperatura na faixa de 16 a 220C. Oósporos são produzidos em tecidos velhos e constituem estruturas de sobrevivência do fungo em condições climáticas desfavoráveis.

Controle - As medidas de controle recomendadas são: evitar plantio em locais sujeitos a alta umidade; utilizar variedades e/ou híbridos resistentes; pulverizar com fungicidas protetores (mancozeb ou chlorothalonil) ou com sistêmicos.
MANCHA ZONADA - Leandria momordicae Rangel.

A mancha zonada ou mancha de Leandria é uma doença muito comum em plantações de pepino e chuchu na Região Sudeste, principalmente durante o verão e em condições de alta umidade, seja em campo ou em plasticultura. Durante muito tempo, a doença apresentou pouca importância na cultura do pepino, pois o cultivar Aodai, antigamente o mais plantado, é resistente.



Sintomas - Em folhas de pepino, os sintomas surgem na forma de pequenas áreas encharcadas que logo em seguida passam a pequenos pontos necróticos esbranquiçados. Essas lesões passam rapidamente a necroses maiores subdivididas em pequenas áreas angulosas e esbranquiçadas. Em plasticultura, as lesões, freqüentemente, apresentam-se angulosas de tamanho variável e esbranquiçadas. Num estádio mais avançado da doença, as lesões podem se tornar arredondadas e coalescer. Em ambos os casos, constata-se, na face inferior, grande quantidade de pequenos corpúsculos pretos arredondados, isolados, que são frutificações do fungo.

Etiologia - Leandria momordicae forma conídios pluricelulares (com septos transversais e longitudinais), esféricos e pigmentados. Em condições de alta umidade, as células do conídio germinam individualmente. Pepino e chuchu são as espécies mais afetadas, mas outras cucurbitáceas cultivadas (melancia, melão) e selvagens (melão-de-são-caetano) podem ser infectadas e servir de fonte de inóculo. As condições climáticas favoráveis para seu desenvolvimento são alta temperatura e alta umidade.

Controle - O controle deve ser feito num conjunto de medidas para que se possa conseguir resultados mais eficientes: escolha de locais menos sujeitos a alta umidade e com boa ventilação; rotação de culturas com plantas não pertencentes a cucurbitáceas; eliminação de todas as cucurbitáceas localizadas nas proximidades da área de plantio; aplicação dos fungicidas tiofanato metílico+chlorothalonil, diniconazole, flusilazole ou tebuconazole.

Em plasticultura, deve-se evitar molhamento das folhas por irrigação e favorecer arejamento interno. A estufa deve permanecer fechada lateralmente por período estritamente necessário durante as épocas mais frias.


OÍDIO Sphaerotheca fuliginea (Schlecht. et Fr.) Poll. (Oidium sp.)

É uma doença muito comum em cucurbitáceas cultivadas e selvagens. Três diferentes espécies do agente causal podem infectar cucurbitáceas cultivadas: Sphaerotheca fuliginea, Erysiphe cichoracearum e Leveillula taurica. Somente as duas primeiras são de maior importância econômica, principalmente na França. Condições ambientais secas são mais favoráveis ao desenvolvimento e esporulação de Erysiphe cichoracearum, ao passo que Sphaerotheca fuliginea requer mais umidade e é mais freqüente em culturas protegidas. Muitas publicações brasileiras apontam Erysiphe cichoracearum DC ex Mérat. como o agente causal do oídio de cucurbitáceas, mas trabalhos recentes têm indicado apenas a ocorrência de Sphaerotheca fuliginea em plantas dessa família.



Sintomas - O fungo pode atacar toda a parte aérea das plantas, mas as folhas são as mais afetadas. Os sintomas iniciam-se com um crescimento branco pulverulento, formado por micélio, conidióforos e conídios do fungo, ocupando pequenas áreas. A área afetada aumenta de tamanho e pode tomar toda a extensão do tecido devido à coalescência das manchas. Às vezes, num estádio avançado, constatam-se nessas áreas, pequenos pontos escuros que correspondem a estruturas de frutificação do fungo Ampelomyces, um hiperparasita de Oidium. Plantas severamente atacadas perdem vigor e a produção é prejudicada.

Etiologia - No Brasil ocorre apenas à forma imperfeita (Oidium sp.) deste fungo. Os conídios têm formato de barril, são unicelulares, hialinos, produzidos em cadeia sobre conidióforos curtos não ramificados. Os conídios são facilmente disseminados pelo vento e, mesmo em condições de baixa umidade, podem germinar. Chuvas pesadas são prejudiciais ao fungo, porque além de lavarem os conídios, danificam conidióforos e micélio.

O fungo afeta um grande número de cucurbitáceas cultivadas e selvagens e há várias raças fisiológicas que diferem quanto à capacidade de infectar diferentes espécies ou mesmo variedades de cucurbitáceas. Entre as cucurbitáceas cultivadas, as mais afetadas são pepino, melão, melancia, abóbora, cabaça, chuchu e bucha. Como fonte de inóculo, além dessas, estão outras cucurbitáceas selvagens.



Controle - O controle químico é o método mais empregado. Fungicidas de contacto, principalmente a base de enxofre, podem resultar num bom controle da doença, mas os sistêmicos (fenarimol, benzimidazóis, pirazofós e outros) são os mais eficientes e recomendados. O tratamento deve ser iniciado ao se constatar os primeiros sintomas que, em geral, ocorrem na face inferior das folhas ou nos ramos verdes. Nessas condições, são necessárias apenas uma a duas pulverizações.
SARNA OU QUEIMA - Cladosporium cucumerinum Ell. & Arth

A sarna não é uma doença comum em todas as regiões onde se cultivam as cucurbitáceas. Sua ocorrência é maior em condições de clima úmido e fresco. O pepino é a cultura mais afetada pela doença, com prejuízos elevados.



Sintomas - Em folhas de pepino, constatam-se áreas encharcadas que tornam-se necróticas, de contornos irregulares, cobertas de frutificações do fungo, de cor verde-oliva. Essa frutificações são bem visíveis pela manhã ou nos dias nublados e com elevada umidade. Folhas severamente atacadas apresentam deformações. Nos pecíolos e nos caules, os sintomas são semelhantes, mas os tecidos jovens são destruídos e secam. Nos frutos de pepino, os tecidos afetados apresentam depressões alongadas com bordos irregulares e rachaduras profundas, contendo tecido suberificado, recobertos por frutificação do fungo.

Etiologia - Cladosporium cucumerinum produz conídios catenulados, coloridos, com uma ou duas células na extremidade e conidióforos ramificados. A temperatura favorável para a ocorrência da doença situa-se na faixa de 13 a 200C. Alta umidade, presente em locais ou épocas sujeitas a neblina e orvalho é condição indispensável para a ocorrência da doença.

Controle - Em condições muito favoráveis e em variedades suscetíveis deve-se controlar a doença logo no início de seu aparecimento. Como medidas de controle recomendam-se: rotação de culturas; evitar o plantio em áreas com alta umidade ou épocas de muita neblina; empregar variedades resistentes, embora já tenha sido constatada a ocorrência de raças fisiológicas do fungo em pepino; aplicar fungicida protetor como, por exemplo, mancozeb.
MURCHA DE FUSARIUM DA MELANCIA - Fusarium oxysporum f.sp. niveum (E.F.Smith) Snyder & Hansen

É uma doença potencialmente importante na cultura da melancia por provocar a morte das plantas e pela longa sobrevivência do fungo no solo, mesmo na ausência do hospedeiro. Atualmente, não tem causado prejuízo à cultura devido à substituição da variedade Pérola (suscetível) por outras mais resistentes, tais como Charleston Gray e Crimson Sweet.



Sintomas - O fungo afeta a planta em qualquer estádio de desenvolvimento. Em plântulas, pode provocar podridão do hipocótilo ou podridão do colo e, em conseqüência, sua morte. Em plantas maiores pode provocar subdesenvolvimento, amarelecimento e murcha a partir das folhas mais velhas, com posterior seca das plantas.

Etiologia - Fusarium oxysporum f. sp. niveum produz dois tipos de conídios: os macroconídios, com duas ou mais células, hialinos e levemente recurvados, e os microconídios, unicelulares, hialinos e ovóides. O fungo produz clamidósporos como estruturas de resistência. O patógeno sobrevive por vários anos no solo, mesmo na ausência do hospedeiro, e nas sementes, onde pode alojar-se interna ou externamente. A disseminação ocorre através da água de irrigação ou de chuva. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença são alta umidade e temperatura de 20 a 300C, com o ótimo situando-se em torno de 280C.

Controle - As medidas de controle recomendadas são o emprego de variedades e/ou híbridos resistentes como Charleston Gray e Crimson Sweet e o uso de sementes sadias e tratadas. A rotação de culturas não é eficiente, porque o fungo permanece viável no solo por período superior a 10 anos.
PODRIDÃO DAS RAÍZES E DO COLO - Fusarium solani (Mart.) Sacc.

A podridão das raízes e do colo é comum em pepino, abóbora, melão e melancia. No Estado de São Paulo, a doença ocasiona a morte de plantas de pepino no segundo plantio consecutivo sob plasticultura.



Sintomas - O fungo pode afetar as plantas em qualquer estádio de desenvolvimento. As plântulas ficam murchas, podendo ou não tombar, secam e as raízes e a região do colo apresentam-se necrosadas. As plantas maiores podem perder o vigor, paralisar o crescimento, murchar e secar. Às vezes, a planta pode emitir novas raízes acima da região necrosada e consegue recuperar-se. Como o fungo tem colonização localizada, o sistema vascular da planta não fica alterado como na murcha de Fusarium.

Etiologia - A doença ocorre em solos com umidade elevada e temperatura de 20 a 280C, com o ótimo em torno de 250C. Este fungo é um parasita facultativo e sobrevive, principalmente, na forma de clamidósporos em restos de cultura e no solo.

Controle - O controle desta doença deve ser baseado num conjunto de medidas que englobam: rotação de culturas para impedir aumento de inóculo; incorporação de compostos orgânicos ao solo; utilização de porta-enxertos mais resistentes, tais como: Excitikki, Ikki, Big Power, todos híbridos importados do Japão; solarização do solo; fumigação do solo com brometo de metila como última alternativa.
OUTRAS DOENÇAS

Clorose Letal - Tospovirus - Uma possível espécie do gênero Tospovirus, família Bunyaviridae, tem sido encontrada infectando plantas de abobrinha-de-moita no Estado de São Paulo. Em alguns casos, ocorre em grande número de plantas e parece ser limitante da produção dessa espécie. Os sintomas foliares incluem clorose, necrose sistêmica, redução do limbo e bordos voltados para cima. O desenvolvimento das plantas é drasticamente reduzido. Plantas infectadas antes do florescimento morrem em poucos dias. Informações adicionais sobre esse vírus estão relatadas no capítulo Doenças do Tomateiro, no item Vira-cabeça do tomateiro. O controle da doença é obtido com as medidas gerais recomendadas para o vira-cabeça do tomateiro.

Mancha de Alternaria - Alternaria cucumerina (Ell & Ev.) Elliot - Os sintomas iniciais nas folhas são leve encharcamento, seguido de pequena área amarelada com tecido de consistência coriácea e, finalmente, necrose a partir do centro da mancha que geralmente fica perfurada. Na face inferior das folhas do tecido necrosado ocorre intensa esporulação do fungo. Os conídios do fungo são relativamente grandes, multicelulares, com septos transversais e longitudinais, hialinos quando jovens e, posteriormente, escuros. As medidas de controle recomendadas para outros fungos da folhagem são eficientes para essa doença.

Mancha de Cercospora - Cercospora citrullina Cooke - E mais comum em chuchu, mas como é facilmente controlada com as medidas de controle para outras doenças das folhagens não tem apresentado prejuízos para as cucurbitáceas cultivadas. Os sintomas são pequenas manchas necróticas. A doença pode ser controlada com aplicação de fungicidas do grupo dos benzimidazóis (benomyl, tiofanato metílico e outros).

Podridão do Colo e/ou das Raízes - Além de Didymella bryoniae e Fusarium oxysporum f. sp. niveum, outros fungos como Macrophomina phaseolina, Diaporthe melonis, Botryodiplodia theobromae, Myrothecium roridum, Rhizoctonia solani, Phytophthora spp. e Pythium spp. podem causar podridão do colo de diversas cucurbitáceas, principalmente melão. Dentre as espécies de Phytophthora que afetam a abóbora, melancia, melão e pepino, P. capsici é a mais importante e pode atacar plantas e frutos em qualquer estádio de desenvolvimento, causando tombamento de plântulas, podridão de raízes e colo em plantas adultas e podridão de frutos no campo e em armazenamento. Excessiva umidade, drenagem inadequada do solo e alta temperatura favorecem a infecção e a disseminação do patógeno.

Nematóides de Galhas - Meloidogyne incognita - Pode causar elevados prejuízos, pois as plantas afetadas perdem o vigor, apresentam sintomas de deficiência mineral, subdesenvolvimento da parte aérea, murcha nas horas mais quentes do dia, mesmo com solo úmido, e baixa qualidade de frutos. Há engrossamento irregular e muitas galhas no sistema radicular. As medidas de controle são: evitar áreas infestadas com o nematóide; rotação de culturas com plantas que reduzam a concentração de nematóides no solo, como gramíneas, mucuna preta e outras; solarização do solo.
Características de algumas variedades e híbridos
Melancia: Charleston Gray, Crimson Sweet e Fairfax - resistentes a antracnose e murcha de Fusarium; Congo - resistente a antracnose.

Melão: híbridos Melody, AF522 e Eldorado 300 - tolerantes a oídio.

Pepino: híbrido Runner - resistente a míldio, oídio e antracnose; híbridos para indústria: Colônia, Guaíra, Indaial, Itapema, Prêmio e Supremo - todos resistentes a míldio, oídio e antracnose.
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DOENÇAS DO DENDEZEIRO

(Elaeis guineensis Jacq.)

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