Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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A. de Goes



FUSARIOSE - Gibberella fujikuroi (Saw.) Wr. var. subglutinans Fusarium subglutinans Nelson et al. = F moniliforme Sheld. var. subglutinans Wr. & Rg.)

A fusariose é a principal doença da cultura do abacaxi no Brasil. A estimativa de perdas situa-se em 30% para o caso de frutos e cerca de 20% para mudas. Atualmente, a doença ocorre praticamente em todas as regiões produtoras do Brasil e os dois principais cultivares, Pérola e Smooth Cayenne, são suscetíveis à doença.



Sintomas - O patógeno é capaz de infectar todas as partes da planta. Em frutos ainda verdes observa-se exsudação de goma na sua superfície. Há uma tendência de amarelecimento precoce. Este sintoma, geralmente, distingue-se daqueles produzidos pela broca dos frutos (Thecla basilides), cuja exsudação gomosa dá-se, normalmente, entre os frutos verdes. Com a evolução da doença, as partes lesionadas internas dos frutos perdem a rigidez, encolhem-se, e os frutos tornam-se deformados. Frutos em estádios mais avançados de desenvolvimento e maturação, quando doentes, apresentam as áreas externas correspondentes aos tecidos infectados com coloração parda a marrom. No estádio final, podem ser parcial ou totalmente afetados, perdem a rigidez e se mumificam, podendo ocorrer um crescimento rosado do fungo nos tecidos mais externos.

No talo, as lesões normalmente restringem-se à parte basal, tanto em plantas adultas como em mudas ainda aderidas à planta-mãe. No caso de plantas adultas, as lesões são sempre acompanhadas de podridão gomosa enquanto que, cm mudas, a exsudação gomosa normalmente é menos pronunciada. As plantas originadas de mudas infectadas, ou que foram infectadas após o plantio, podem apresentar sintomas de encurtamento do talo, morte do ápice, enfezamento e clorose. Normalmente, os tecidos infectados do talo exalam odor característico de bagaço de cana em fermentação.



Etiologia - A fusariose é causada pelo fungo Fusarium subglutinans, classe Deuteromicetos, ordem Moniliales e família Tuberculariaccae. Difere de F moniliforme Sheld. por produzir microconídios em falsa cabeça e não em cadeia. O seu teleomorfo corresponde ao ascomiceto Gibberella fujikuroi (Saw) Wr. var. subglutinans Ed., constatado no Brasil apenas sob condições de laboratório. Uma nova designação foi recentemente proposta para o estado anamórfico (F subglutinans f.sp. ananas).

O fungo F subglutinans apresenta elevado grau de especificidade fisiológica, mostrando-se patogênico apenas para o abacaxi. Sua penetração dá-se, normalmente, através de ferimentos naturais existentes na base das mudas, formados durante seu desenvolvimento, ou em ferimentos ocasionados por insetos e ácaros. A própria morfologia das folhas contribui para que os conídios eventualmente existentes na sua superfície sejam arrastados pela chuva para a base das plantas, onde o patógeno pode iniciar o processo de colonização em ferimentos originários do desenvolvimento lateral das gemas ou por danos mecânicos causados por razões de outra natureza. O principal sítio de infecção é, no entanto, constituído pelas inflorescências. A penetração do patógeno dá-se através do canal estilar e dutos nectários durante a antese. Os danos causados pela broca dos frutos (Thecla basilides) contribuem também para a penetração do fungo.

A disseminação pode ocorrer naturalmente através do vento ou com a ajuda de vários insetos, como Apis melifera, Bitoma sp., Bombus sp., Lagnia villosa, Libindus dichrous, Polistes sp., Solenopsis sp. e Trigona spinipes. A disseminação a longas distâncias dá-se principalmente por meio de mudas infectadas.

Sob condições de laboratório, o crescimento micelial e a esporulação de F subglutinans dá-se entre 10 e 300C (máximo a 250C). Abaixo de 90% de umidade relativa do ar a germinação dos conídios é consideravelmente reduzida. Em condições de campo, tem-se verificado uma alta correlação entre a incidência de chuva durante o florescimento e a severidade da doença.

Pelo fato de não produzir estrutura de resistência, isto é, clamidósporos, e apresentar baixa capacidade competitiva, F subglutinans não sobrevive no solo por longos períodos. Mudas infectadas e enterradas perdem a capacidade de servir como fonte de inóculo após 30 dias. Entretanto, tem-se comprovado a eficiência do patógeno na forma epífita em folhas de abacaxi e de ervas daninhas.

Controle - Nenhuma medida tem, isoladamente, dado resultado satisfatório no controle da doença. Torna-se necessário, portanto, a combinação de várias técnicas. Essas técnicas visam, primordialmente, manter o inóculo em nível baixo. Entretanto, embora as medidas de controle devam ser empregadas sempre que necessárias e em vários estádios do ciclo da cultura, em duas fases são fundamentais: obtenção das mudas e florescimento.

Na obtenção das mudas preconiza-se os seguintes cuidados: a) seleção de plantas cujos frutos produzidos nunca produziram sintomas da doença; b) aos 30 e aos 7 dias antes da colheita das mudas, pulverizar com benomyl a 0,05%; e) corte do cacho e cura das mudas, na própria planta ou em local seco. A cura consiste em expor as mudas ao sol durante 2 a 3 semanas, logo após a sua colheita. Esta prática permite identificar e descartar grande parte das mudas eventualmente doentes. Alternativas adicionais que têm também sido empregadas com sucesso na obtenção de mudas sadias envolvem sua produção mediante separação do talo e tratamento das inflorescências com o ácido clorfluorenol-metil-éster (0,0112%).

Por ocasião da seleção das mudas recomenda-se que sejam padronizadas por tamanho e peso. Cerca de 2 a 3 meses após o plantio, plantas com sintomas devem ser arrancadas e substituídas por sadias mantidas em viveiro. Posteriormente, qualquer planta eventualmente doente deve ser eliminada.

Para facilitar a proteção das inflorescências torna-se necessário proceder à sua uniformização. Para isso, pode ser usado carbureto de cálcio, solução de acetileno ou ethephon. O controle da doença deve ser iniciado a partir da fase de avermelhamento e estender-se até o fechamento das últimas flores, mediante o uso quinzenal de benomyl a 0,05%. Neste período, de cerca de 60 a 70 dias, torna-se necessário também o controle da broca dos frutos (Thecla basilides), uma vez que esta praga, além de importante economicamente, ocasiona ferimentos que facilitam a entrada do patógeno. Outras práticas que têm contribuído para o controle da doença envolvem a realização de uma pulverização de benomyl+inseticida na fase de avermelhamento, seguido de ensacamento dos frutos recém-emitidos, usando-se sacos de papel do tipo semi-kraft. O ensacamento não altera as qualidades originais do fruto. Além do ensacamento, a inibição da abertura das flores, mediante o uso de ácido cloroflurenol, tem contribuído para o controle da doença.

Alternativa adicional para o controle envolve a utilização da técnica do escape, por meio da indução do florescimento em período cuja condição ambiental seja menos favorável à doença. Tem-se verificado que a concentração do florescimento nos meses de menores índices pluviométricos reduz significativamente a incidência da doença.

Vários estudos com vistas ao controle da doença mediante a utilização de microrganismos antagonistas, como Trichoderma harzianum, T viridis e Bacillus sp., têm sido desenvolvidos e os resultados têm sido promissores. Não há, porém, no momento, nenhuma recomendação de aplicação imediata em condições de campo. Resultados promissores foram também obtidos em testes in vitro usando-se urina de vaca.

Além de benomyl, o fungicida tebuconazole tem mostrado resultados promissores no controle da doença. Este produto, porém, não se encontra registrado para utilização nessa cultura no Brasil.

Em termos de resistência varietal, os principais cultivares de abacaxi utilizados no Brasil, como Pérola, Smooth Cayenne e Boituva, são suscetíveis à doença. Vários outros, porém, têm demonstrado resistência de campo, como Amapá, Amarelo-de­-Uaupés, Cabeçona, Fernando Costa, Inerme CM, Perolera, Pinã Negra, Primavera, Rondon, Tapiracanga, Turi Verde e Ver-o-peso. Dentre estes, Perolera e Primavera têm sido recomendados pelos órgãos de pesquisa como alternativa para o controle da doença.


PODRIDÃO NEGRA - Ceratocystis paradoxa (De Seynes) Morcau (Thielaviopsis paradoxa) (De Seynes) Hochn.)

A podridão negra, também conhecida por podridão mole e podridão do fruto maduro, são, depois da fusariose, a mais importante doença nas nossas condições. Seu agente causal é polífago, incidindo sobre diversas espécies vegetais, incluindo-se arroz, bananeira, cacaueiro, cana-de-açúcar, Crotalaria junceae, além de outras plantas. E uma doença que ocorre essencialmente durante o transporte e o armazenamento, com incidência, às vezes, de 70% dos embarques realizados.



Sintomas - A doença manifesta-se quase que exclusivamente no fruto maduro, especialmente na região de inserção do pedúnculo e a base do fruto. Em frutos maduros, a doença é caracterizada pela decomposição total dos tecidos, que amolecem, liquefazem-se e adquirem uma coloração pardo-amarelada, deixando exalar um cheiro etéreo agradável, originário da fermentação da glicose. O fungo penetra sempre por ferimentos e pode colonizar todo o fruto, incluindo-se a casca e a parte basal das folhas. No estádio final de infecção, o fruto desagrega-se, torna-se esponjoso e a polpa, exposta ao ar, cobre-se de um revestimento negro, constituído pelos esporos do fungo.

O apodrecimento de mudas, a partir da extremidade que se encontra ferida, pode ocorrer esporadicamente. Além do forte escurecimento dos tecidos infectados, outra diferença entre a podridão negra e a fusariose, nas mudas, é a ausência de goma nas plantas infectadas por Ceratocystis paradoxa.



Etiologia - O agente causal da podridão negra, Ceratocystis paradoxa (De Seynes) Moreau, é um fungo ascomiceto, da ordem Microascales, família Ophiostomataceae. Corresponde, na fase anamórfica, ao fungo imperfeito Thielaviopsis paradoxa (De Seynes) Hoehn. T paradoxa, além de possuir grande número de plantas hospedeiras, também vive saprofiticamente, sem apresentar grandes dificuldades de sobrevivência de um ano para outro. O teleomorfo é difícil de ser encontrado na natureza.

O patógeno é, essencialmente, um parasita que necessita de ferimento para infectar, não causando lesões em órgãos sadios, exceto quando os tecidos são muito novos ou quando expostos a condições de alta umidade. A seca e a insolação são condições desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Esta doença pode se constituir no principal problema se os frutos colhidos forem mantidos a temperatura ambiente por período superior a três dias. O uso de refrigeração (8-90C) retarda a infecção de C. paradoxa, mas não evita seu desenvolvimento. A temperatura ótima para o desenvolvimento do fungo está em torno de 250C. Abaixo de 15 ou acima de 340C, o fungo tem o seu desenvolvimento retardado.



Controle - O controle da podridão negra, nos frutos, deve ser preventivo. As seguintes medidas são recomendadas: a) evitar qualquer tipo de ferimento nos frutos; b) não realizar a colheita em dias chuvosos; e) deixar um pedaço de pedúnculo no fruto durante a colheita; d) imergir os frutos em benomyl ou captan ou imergir o pedúnculo em triadimefon (0,03%) durante 1 minuto; d) tomar cuidado com a embalagem e o transporte, principalmente quando se visa o comércio externo; e) desinfestar os locais de embalagem e armazenamento dos frutos; f) frigorificar a temperaturas abaixo de lO0C. Outros fungicidas que têm se mostrado altamente promissores, com eficiência superior ao benomyl, são o bitertanol, flusilazole, guazatine, myclobutanil, penconazole e propiconazole. Entretanto, nenhum destes produtos tem registro para a cultura do abacaxi no Brasil. Resultados promissores têm também sido obtidos com tratamento por radiação gama na faixa de 50 a 250 Gy, combinado com armazenamento entre 11 e 130C.
OUTRAS DOENÇAS

Além da fusariose e da podridão negra, outras doenças são citadas nas nossas condições sendo, porém, de importância secundária. Dentre estas incluem-se a podridão parda e a podridão do topo ou podridão de raízes.

A podridão parda é atribuída a Penicillium funiculosum Thom., embora Fusarium moniliforme Sheldon encontre-se freqüentemente associado. No Havaí (USA), P funiculosum é tido como o agente causal das doenças de pós-colheita denominadas “interfruitlet corking”, “leathery pocket” e “fruitlet core rot”. O ácaro do abacaxi (Steneotarsonemus ananas Tryon) está associado à doença, inclusive aumentando sua incidência, embora não atue como vetor. A alta população do ácaro e a infecção de P funiculosum são favorecidas por temperatura média diária variando entre 16-200C a partir da fase de indução de florescimento até as primeiras flores. O controle da doença tem sido satisfatoriamente alcançado através de pulverização com endosulfan para reduzir a população do ácaro durante as cinco primeiras semanas de indução do florescimento.

A podridão do topo e a podridão de raízes são ocasionadas principalmente por Phytophthora cinnamomi Rands e P parasitica. No Brasil, a sua ocorrência tem sido esporádica e sua importância muito limitada. Resultados bastante satisfatórios de controle da doença têm sido obtidos com os fungicidas metalaxyl, fosetyl-Al e ácido fosforoso. Quando necessário, o tratamento das mudas sob a forma de imersão em calda de fosetyl-A1 tem dado bons resultados.

Além de Phytophthora, várias espécies de Pythium são também responsáveis por podridão de raízes. Dentre estas espécies incluem-se P arrhenomanes, P. graminicola, P splendens, P torulosum e P. irregularae. Destas, a mais patogênica ao abacaxi é P arrhenomanes.

O uso da fumigação do solo tem dado resultados bastante satisfatórios, reduzindo os prejuízos atribuídos a Pythium spp. devido, provavelmente, ao controle de nematóides e insetos que ocasionam ferimentos nas raízes das planta, facilitando a penetração do patógeno.



Em outros países - A “pink disease”, ainda não relatada no Brasil, é de etiologia ainda confusa, sendo admitida ser causada por Acetobacter aceti, A. liquefaciens e Gluconobacter oxydans. Os frutos, quando infectados, apresentam a sua polpa com coloração rósea ou marrom no centro do fruto atacado. O aquecimento realizado durante processamento industrial do fruto intensifica a coloração marrom dos frutos infectados. Externamente, mesmo nos frutos infectados, não são observados sintomas da doença. O controle baseia-se na colheita dos frutos antes da sua maturação completa ou no polvilhamento das inflorescências durante a antese com inseticidas à base de dissulfoton.

“Fruit collapse”, causada por Erwinia chrysanthemi, não foi ainda relatada no Brasil, mas se constitui na principal doença do abacaxi na Malásia. Os frutos, quando infectados, têm aparência normal até a maturação. Nesta fase, ao invés de exibir a coloração tipicamente alaranjada, apresenta coloração verde-oliva. Normalmente, a polpa dos frutos apresenta-se aquosa e com coloração amarelo-esverdeado. O controle da “fruit collapse” tem sido conseguido mediante inibição da abertura das flores com aplicação do ácido 2-cloroetilfosfônico a 0,12%, pulverizando-se 30 ml por inflorescência.



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DOENÇAS DA ALCACHOFRA

(Cynara scolymus L.)

M. M. F. B. dos Santos, J. R. Stangarlin &

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