Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas



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BIBLIOGRAFIA

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DOENÇAS DO CHÁ

(Camellia sinensis (L.) O. Kuntze)

E. L. Furtado
O chá (Camellia sinensis (L.) O. Kuntze), conhecido por chá-preto ou chá-da-índia, tem grande importância socioeconômica para a região do Vale do Rio Ribeira, no Estado de São Paulo, onde se concentra 85% da área cultivada no país. Apesar da cultura ser considerada de alta rusticidade, diversas doenças têm sido identificadas nos últimos anos, destacando-se a queima dos fios e a mancha marrom.
QUEIMA DOS FIOS - Corticium koleroga (Cke.) V. Hoh.

Dentre os principais patógenos que afetam a cultura do chá no Brasil, o fungo Corticium koleroga ocupa lugar de destaque. O primeiro relato de sua ocorrência na cultura do chá foi efetuado no Ceilão (Sri Lanka), onde foram descritas três espécies de Corticium. O patógeno tem sido descrito em outras culturas, como cacau, citros, mangueira, pimenta-do-reino, seringueira, café e várias fruteiras amazônicas. Além de parasita, este fungo pode ter vida saprofítica em solos, raízes e restos vegetais nas florestas.



Sintomas - A queima dos fios pode se manifestar em ramos, folhas, brotações novas, botões florais e frutos (Pranchas 24.1 e 24.2). O principal sintoma é a seca de folhas e ramos. As lâminas foliares podem aparecer penduradas nos ramos pelo micélio do fungo e, na face inferior das mesmas, o patógeno pode se apresentar na forma de uma fina película micelial bastante aderente e ramificada, recobrindo o limbo.

A colonização inicia-se pelas fendas naturais dos ramos ou pelas axilas dos mesmos. Os primeiros sinais são constituídos de crescimento micelial branco cotonoso, a partir do qual se forma um fino cordão micelial, que se propaga no sentido ascendente, sobre o ramo, em direção às folhas. Ao passarem pelos pecíolos, as hifas espalham-se externamente pela face abaxial das lâminas foliares, colonizando os tecidos através dos estômatos, causando, de início, uma forte anasarca, cuja área lesionada toma-se marrom-avermelhada. Posteriormente, ocorre o crestamento das folhas e o rompimento dos pecíolos, os quais ficam presos ao ramo, seguros pelos filamentos do patógeno.

As brotações novas, botões florais e frutos envoltos pelo micélio secam e tornam-se mumificados. Nas folhas mais velhas desenvolvem-se lesões localizadas, mais ou menos circulares, de coloração marrom-escura. A doença manifesta-se, de início, em plantas isoladas ou em pequenos grupos, circunscritos a pequenas porções da copa. Com o passar do tempo, formam-se reboleiras. Os principais danos são verificados nas folhas e ramos novos, que constituem matéria-prima para a indústria de beneficiamento do chá-preto, podendo provocar perdas de até 20% na produção.

Etiologia - Este fungo foi descrito por Cooke, em 1876. Sua taxonomia foi revista por Hohnel, em 1906. Corticium koleroga possui uma vasta sinonímia: Corticiurn stevensii Burt, Pellicularia koleroga Cooke senso Rogers, Botryobasidium koleroga (Cke.) Venkatarayan e Koleroga noxia Donk. Atualmente, estas espécies encontram-se agrupadas no gênero Ceratobasidium Rogers, mais precisamente na espécie C. anceps Jackson, família Ceratobasidiaceae, Ordem Tulasnellales, da sub-divisão Basidiomycotina.

A sobrevivência e disseminação deste patógeno podem se dar de diferentes maneiras: a) contato das folhas doentes com sadias, através do qual pode ocorrer a migração do micélio do fungo entre os tecidos; b) colheita mecanizada, na qual o patógeno é disseminado por pedaços de folhas infectadas e micélio, que ficam aderidos aos rolos-facas e são arremessados para outras partes sadias das plantas; c) restos culturais provenientes da poda de produção, em que os ramos doentes e restos foliares infectados deixados no campo constituem importante fonte de inóculo; d) plantas hospedeiras que crescem próximas às áreas cultivadas.

O período de máxima incidência e/ou severidade da doença para as condições do Vale do Ribeira ocorre entre os meses de março e abril, diminuindo gradualmente até níveis mínimos em junho e julho. São observados, neste período, cordões miceliais dormentes aderidos aos ramos inferiores das plantas.

As condições predisponentes ao patógeno são alta umidade e temperatura elevada. Trabalhos desenvolvidos na Índia mostram que ambientes com umidade relativa de 77% e temperaturas de 330C são mais propícios ao desenvolvimento da doença.



Controle - Para a instalação da cultura, deve-se evitar as baixadas e os terrenos mal drenados. Quando surgirem os primeiros 1 ocos da doença, deve-se podar e queimar os ramos infectados, além de aplicar pasta cúprica nos locais afetados. Durante a colheita mecanizada, a caçamba coletora deve ser vedada, para que não haja perda de brotos e disseminação do patógeno. Ao se proceder à poda de entressafra, materiais podados devem ser retirados para fora da área de plantio, colocados em leiras e queimados.

No caso de ataques severos, tratar, sempre após a colheita, com fungicidas à base de oxicloreto de cobre, benomyl e tiofanato metílico, repetindo 3 a 6 aplicações, a intervalos de 10 a 15 dias.

Com o objetivo de obter aumento na produtividade, tem-se procedido, nos últimos anos, à substituição de campos propagados por sementes pelos de propagação vegetativa (estaquia) de clones previamente selecionados (IAC 259, IAC 250, AF 15, África, Osei, SB 1 e SB4), com maior preferência para o IAC 259. Deve-se salientar que a utilização de um único clone em larga escala pode constituir um sério risco para a cultura. O produtor, portanto, deve diversificar o material plantado, procurando aliar produtividade com resistência às doenças.
MANCHA MARROM - Phoma theicola

Esta mancha foliar, causada por Phoma theicola, foi observada nas plantações da Serra de Paranapiacaba (Tapiraí e São Miguel Arcanjo) sobre plantas híbridas das variedades chinesas que predominam na região. Seu aparecimento é favorecido pela condições climáticas desta região serrana.



Sintomas - O ataque tem início em tecidos jovens, como folhas, ramos e brotos terminais. Nas folhas novas aparecem lesões circulares de coloração marrom, que coalescem, podendo necrosar até 50% da superfície foliar e provocar a queda das mesmas. Os ramos atacados exibem lesões pouco deprimidas, de coloração marrom ou castanha, como nas folhas. Os danos são causados, principalmente, pela intensa desfolha que ocorre nas extremidades dos ramos.

Etiologia - A doença é causada por Phoma theicola, da sub-divisão Deuteromycotina, classe Coelomycetes e ordem Sphaeropsidales. O fungo apresenta picnídios de cor preta, globosos, sub-epidérmicos, formados em grande quantidade, dispersos sobre as lesões. Os conídios são unicelulares, hialinos e elípticos. Em ambiente úmido, os conídios são liberados em cirros, envoltos em massa gelatinosa clara-brilhante.

Controle - Deve-se evitar áreas de baixadas, com acúmulo de umidade, e o adensamento do plantio. Para o controle químico, testes de campo demonstram que produtos à base de tiofanato metílico, maneb, cobre e chlorotalonil são eficientes.
QUEIMA PARDA - Colletotrichum camelliae Massae

A queima parda é causada pelo fungo Colletotrichum camelliae e, como a mancha marrom, está restrita aos plantios de regiões serranas, onde constitui problema apenas para plantas híbridas de origem chinesa. As lesões iniciam-se como manchas foliares de tamanho pequeno, amareladas, passando a marrom-escuras. As frutificações do fungo são do tipo acérvulo, os quais se apresentam dispersos pelas lesões. As mesmas medidas de controle recomendadas para Phoma são apropriadas para a queima parda.


MANCHA CINZA - Pestalotia theae Sawada

Apesar de bastante comum, esta doença ocasiona poucos danos às folhas. É causada pelo fungo Pestalotia theae. A penetração nas folhas dá-se pelos estômatos e/ ou ferimentos sofridos durante o processo de colheita e de poda na cultura. A lesão inicia-se por pequenos pontos escurecidos com halo amarelado, assumindo grandes porções do limbo foliar e exibindo zonas concêntricas. As frutificações do fungo são do tipo acérvulo, que recobrem a área lesionada na forma de minúsculos pontos pretos. Normalmente não exige medidas de controle.



PODRIDÕES RADICULARES - Armillaria sp., Roselinia sp. e Cylindrocladium sp.

Vários fungos causadores de podridão de raízes têm sido constatados na cultura, destacando-se Armillaria sp., Roselinia sp. e Cylindrocladium sp. Este último é que mais tem causado danos, em virtude de sua ampla disseminação no Vale do Ribeira. O problema é mais sério cm plantações com mais de 10 anos de idade.

Os primeiros sintomas do ataque de Cylindrocladium são observados na parte aérea das plantas e incluem reduzido número de folhas, ausência de brotações novas, amarelecimento e enrolamento das folhas mais velhas. Após alguns dias, é observada a morte total das plantas, que secam completamente. Esta doença ocorre nas plantações de forma bastante esparsa, atingindo pequenos grupos de plantas, em forma de reboleiras, que vão aumentando no sentido radial, podendo, eventualmente, assumir grandes porções da área. No sistema radicular, os sintomas ocorrem em raízes de todos os tamanhos. Em corte transversal da planta na altura do colo, notam-se lesões escuras na região da casca, além de apodrecimento, que atinge os tecidos internos do tronco, causando descoloração à medida que a doença avança. O patógeno pode ser facilmente isolado destas regiões.

Para o controle das podridões de raízes, recomenda-se evitar plantios em terrenos mal destocados, proceder a uma boa seleção de mudas quanto ao vigor, evitando os ferimentos na região do colo da planta. No caso de aparecerem plantas doentes, deve-se eliminá-las sistematicamente das plantações, retirando o máximo possível de raízes ao seu redor, pois o principal meio de disseminação do patógeno é o contato de raízes entre as plantas.


OUTRAS DOENÇAS

Além das doenças descritas acima, podem ocorrer outras de menor importância para a cultura, como a verrugose, causada por Elsinoe theae, e a cercosporiose, causada por Cercospora theae. Algas do gênero Cephaleurus também podem causar danos à cultura.






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