Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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OUTRAS DOENÇAS


Nanismo Amarelo da Cevada - “Barley yellow dwarf virus” - BYDV- Além da cevada, esta doença afeta o trigo, a aveia e outras gramíneas. Os sintomas caracterizam­se por alterações na cor da folha, que variam do amarelo ao vermelho, plantas baixas, excessivo perfilhamento e reduzido número de espigas. O agente da doença é o vírus do nanismo amarelo (BYDV), do gênero Luteovirus. O BYDV é transmitido por pulgões e a relação vírus-vetor é do tipo persistente, não-propagativa. Os picos populacionais do vetor, no final do inverno e no início da primavera, são responsáveis por elevados índices de doença. Como medidas de controle, recomenda-se o plantio no início do período preferencial e o controle químico dos vetores quando estes atingirem a densidade de 10 vetores/folha.

Estria Bacteriana - Xanthomonas campestris pv. hordei (Hagborg) Dye - Esta doença é causada pela bactéria Xanthomonas campestris pv. hordei, mais comumente assinalada nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal. Os sintomas aparecem nas folhas, entre as nervuras, sob a forma de estrias claras ou encharcadas, que se tornam, sucessivamente, amarelo-douradas, marrom-claras, marrom-avermelhados e preta, causando a morte das folhas. E comum o aparecimento de exsudato bacteriano. Temperaturas superiores a 250C, associadas a 3-5 dias de molhamento foliar, favorecem a doença. O patógeno sobrevive em sementes, restos culturais e outras gramíneas. A disseminação ocorre por sementes, respingos de água e insetos. Para o controle, recomenda-se a rotação de culturas com leguminosas (linho ou colza) e o uso de sementes sadias, produzidas em campos inspecionados.

Carvões - Ustilago hordei (Pers.) Lagerh e Ustilago nuda (Jens.) Rostr. - Dois tipos de carvão, o coberto e o nu, ocorrem nas regiões produtoras, embora o último seja mais comum. Ambos caracterizam-se por apresentar soros contendo uma massa pulverulenta de teliósporos nas espiguetas. Tais massas são cobertas por uma membrana delgada e clara. A permanência intacta dessa membrana até a colheita e trilha caracteriza o carvão coberto, o que não ocorre no caso do carvão nu, São agentes da doença os fungos Ustilago hordei e Ustilago nuda, respectivamente. Os teliósporos são oliváceos, esféricos, lisos para o primeiro e ornamentados para o segundo. Sementes contaminadas (teliósporos de U. hordei) ou infectadas (micélio de U. nuda) disseminam os patógenos, os quais colonizam o primórdio floral, evoluindo com este até a espiga. Recomenda­se o uso de sementes provenientes de campos sem a doença ou o tratamento das mesmas com fungicidas sistêmicos, tais como carboxim, tebuconazole e triadimenol.

Ferrugem do Colmo - Puccinia graminis Pers. f. sp. tritici Eriks & Henn. - Esta doença é de ocorrência restrita, uma vez que a precocidade da cultura e as baixas temperaturas que caracterizam as regiões produtoras não a favorecem. Identifica-se a moléstia através de pústulas alongadas, inicialmente laranja-escuras e posteriormente pretas, que se formam em toda a parte aérea da planta, dilacerando os tecidos. É agente da doença o fungo Puccinia graminis f. sp. tritici, também responsável pela ferrugem do colmo do trigo, cujos uredósporos são os únicos propágulos infectivos produzidos no Brasil. Como não há informações sobre a resistência dos cultivares utilizados, para o controle recomenda-se a semeadura precoce e o uso dos mesmos fungicidas recomendados para o trigo.

Ferrugem da Folha - Puccinia hordei Otth.- Embora freqüente em todas as regiões de cultivo, esta moléstia somente atinge maior intensidade no Paraná, mesmo assim esporadicamente. As pústulas ocorrem nas folhas e bainhas, são circulares, de cor laranja, no início, e escuras, posteriormente. Puccinia hordei produz uredósporos elípticos, pouco equinados, amarelos ou alaranjados. Diferentemente das demais espécies, os teliósporos são, geralmente, unicelulares. Os uredósporos são o único inóculo da doença. Entre os cultivares recomendados, apenas Antártica-1 apresenta bom nível de resistência. Por este motivo, quando necessário, faz-se o uso de fungicidas.

Giberela - Gibbereila zeae (Schw.) Petch - A giberela ou fusariose só ocorre quando se verificam precipitações e altas temperaturas na época de formação do grão. As plantas doentes evidenciam espigas parcial ou totalmente esbranquiçadas, apresentando grãos enrugados. Sobre a parte infectada são visíveis massas de conídios e micélio salmão ou rosa, bem como peritécios pretos. A doença é causada por Gibberella zeae, fungo descrito no capítulo das doenças do trigo. O patógeno sobrevive no solo, sementes, restos culturais e vários hospedeiros secundários, impossibilitando o controle pela rotação de culturas. O controle por fungicidas apresenta eficiência em torno de 50 a 70%, sendo, normalmente, antieconômico.

Mancha Estriada - Pyrenophora graminea (Rabh.) Ito & Kurib. (Drechslera graminea (Rahh) Shoern. Sinonímia = Helminthosporium gramineum Rahh) - Os sintomas caracterizam-se por estrias amarelas ou marrons na folha ou no colmo de plantas anãs. O agente da doença é o fungo Drechslera graminea, forma imperfeita de Pyrenophora graminea. Os conídios são marrom-claros, retos, cilíndricos, arredondados nas extremidades, com 2-7 septos e dimensões de 35-105 m x 15-22 m. O patógeno sobrevive em sementes e restos culturais. Devido à pequena importância, não requer controle específico.

Mal-do-Pé - Gaeumannomyces graminis var. tritici (Sacc.) Arx. & Oliv. - Esta moléstia só é importante em lavouras de monocultivo de trigo ou cevada, estabelecidas em solo com pH igual ou maior que 5,5. O patógeno necrosa todo o sistema radicular da planta, deixando-o reduzido e completamente negro. As plantas morrem precocemente, formando reboleiras, melhor observadas após o florescimento. Gaeumannomyces graminis var. tritici, agente causal da moléstia, é descrito no capítulo referente às doenças do trigo. Como medida de controle recomenda-se o pousio ou a rotação de culturas com aveia, linho, colza e leguminosas, devido à sobrevivência do patógeno em restos culturais.

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