Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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M. Dalla Pria & L. E. A. Camargo



PODRIDÃO-PARDA - Phytophthora spp.

A podridão-parda, causada pelo fungo Phytophthora spp., é a principal doença do cacaueiro no Brasil. Sua ocorrência no Estado da Bahia é conhecida desde 1917, sendo atualmente responsável por perdas na produção anual em torno de 25 a 30%.

Sintomas - O patógeno ataca todas as partes das plantas, mas os maiores prejuízos são ocasionados quando infecta frutos. Os frutos, por sua vez, são suscetíveis em todas as suas fases de desenvolvimento, sendo que a suscetibilidade aumenta com a maturidade dos mesmos. Inicialmente, as lesões nos frutos são pequenas, com 1 a 2 mm de diâmetro, arredondadas, castanho-escuras. Posteriormente, as lesões crescem, tornando-se elípticas, de coloração castanha e consistência firme (Prancha 16. 1). Sobre as lesões surge urna cobertura fina e esbranquiçada, formada por esporângios e micélio. O ataque aos frutos á ocasionado por, oósporos liberados de esporângios, que necessitam de um filme de água na superfície do fruto para iniciar o seu processo de germinação e penetração. Após a invasão do fruto, o fungo atinge as sementes tornando-as impróprias para a industrialização. Estas sementes doentes podem contaminar sementes sadias através do contato entre elas, no processo de fermentação.

A maior incidência da podridão-parda nos frutos de cacau ocorre na fase conhecida como “temporão” (entre os meses de junho e agosto) e diminui acentuadamente a partir de setembro. Nos meses de junho a agosto ocorre um período maior de condensação de água na superfície dos frutos, favorecendo as etapas iniciais do processo de infecção. A ocorrência de períodos de alta umidade associados a baixas temperaturas favorece ainda mais a alta incidência da doença.



Etiologia. Durante vários anos acreditou-se que o agente causal da podridão­parda era Phytophthora palmivora (Butler) Butler, fungo pertencente à subdivisão Mastigomycotina, ordem Oomycetes. Sabe-se hoje, no entanto, que P. capsici (Leonian), P citrophthora (Smith) Leonian e P heveae também atacam o cacaueiro, causando sintomas de podridão-parda. Dentre estas espécies, P. citrophthora é a mais virulenta em frutos, caules, folhas e raízes. Em meio de cenoura, seus esporângios apresentam formas variadas. São intercalares, papilados, não-caducos e medem 50x30 pm. O ápice do esporângio pode apresentar duas papilas. As colônias em meio de cultura são petalóides, apresentando micélio superficial, cotonoso e muito denso. O fungo, nestas condições, produz clamidósporos intercalares.

P capsici é a espécie predominante na Bahia, embora seja a menos virulenta. Produz esporângios caducos e abundantes, medindo 43x23 fim. Os pedicelos são longos, em média 35 pm de comprimento, e as papilas proeminentes. Raramente produz clamidósporos, mas produz oósporos e anterídeos anfígenos em culturas pareadas. As colônias são petalóides ou estreladas, com micélio aéreo denso e bordos definidos.

Em meio de cultura, a produção de esporângios de P palmivora é abundante. Estes são caducos, medem aproximadamente 43x30 m e não proliferam internamente. Produz clamidósporos terminais ou intercalares em abundância, medindo 25x26 m. Os pedicelos papilados são muito curtos, em média com 2,4 m de comprimento. Os esporângios desta espécie também são caducos. Em culturas pareadas ocorre formação de oósporos e anterídeos anfígenos. As colônias são petalóides, de bordos definidos, e o micélio é superficial e escasso.



P heveae é homotálico e produz esporângios caducos com papilas proeminentes e pedicelos curtos. Produz clamidósporos e oogônios obpiriformes, de base atenuada. Os anterídeos são anfígenos, pequenos, esféricos ou elipsóides, e os oósporos pleuróticos.

Após o início da estação chuvosa, esporângios do patógeno são produzidos na superfície de raízes infectadas, liberando zoósporos. Estes, por sua vez, são disseminados por respingos de chuva. Qualquer parte da planta doente, como almofadas florais, cancros nos troncos ou galhos, frutos infectados a até mesmo mumificados, folhas e chupões, pode servir como fonte de inóculo. Ainda podem ser incluídos nesta lista folhe do sob os cacaueiros, raízes infectadas e as camadas superficiais do solo. A disseminação dos propágulos do patógeno a partir do solo e de frutos doentes ocorre através de respingos de chuva, água de escorrimento, condensação ou orvalho, que atingem frutos sadios localizados mais abaixo. Insetos podem adquirir estruturas fi5ngicas quando entram em contato com partes doentes das plantas no seu processo de alimentação. Já a disseminação da doença de uma região para outra pode ser realizada pelo transporte de frutos contaminados. Após a colheita e retirada das sementes é prática rotineira dos agricultores amontoar ou espalhar as cascas nas proximidades dos viveiros, estabelecendo assim uma importante fonte de inóculo do fungo.



Controle - A incidência da podridão-parda atinge o ponto máximo na época da colheita. Em anos em que ocorrem poucas chuvas e o nível de incidência é baixo, há uma certa negligência por parte dos agricultores em relação aos programas de controle. Quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença, severas epidemias ocorrem e os agricultores aplicam excessivas quantidades de fungicidas em curtos intervalos entre aplicações. O ideal é que o controle seja feito de maneira integrada, associando práticas culturais, como podas e remoção de frutos doentes e uso de cultivares resistentes, com controle químico. Estas práticas culturais alteram o microclima da cultura, melhoram a cobertura das pulverizações e ajudam na diminuição do inóculo.

O uso de cultivares resistentes é o método de controle mais efetivo, além de ser o mais barato para o agricultor. Em testes de seleção realizados no Centro de Pesquisas do Cacau, na Bahia, foi possível constatar que entre os 82 clones testados quanto à resistência às espécies de Phytophthora causadoras da podridão-parda, 7 foram resistentes a P capsici, 21 a P palmivora e apenas 2 a P.citrophthora.

Uma alternativa para a falta de material com bom nível de resistência é a utilização de táticas de fuga da doença. Isto é possível, pois existem cultivares em que a época de maior produção, sendo ela precoce ou tardia, não coincide com as épocas de maior incidência da podridão-parda. Nos cultivares de ciclo normal, geralmente há coincidência entre a época de maior ocorrência da doença e a fase de maior produção da cultura.

As práticas culturais têm por objetivo reduzir o inóculo inicial e a incidência da doença. Para o Estado da Bahia, recomendam-se: remover semanalmente frutos infectados para diminuir a fonte de inóculo; amontoar os casqueiros fora da área da lavoura, em locais bem expostos à insolação; eliminar sombreamento excessivo da cultura para permitir melhor aeração e reduzir a umidade atmosférica; colher frutos freqüentemente para que sementes provenientes de fruto parcialmente sadios não sejam perdidas e também reduzir a fonte de inóculo.

O controle químico é, ainda hoje, a medida de controle mais utilizada. Recomendam-se produtos à base de cobre, como a calda bordalesa na concentração de 1 a 2% de sulfato de cobre. No Brasil, atualmente outros fungicidas à base de cobre, como oxicloreto de cobre, óxido cuproso e hidróxido de cobre, estão sendo utilizados. A aplicação de fungicidas cúpricos tem se mostrado efetiva para o controle da doença, mas é um método de custo elevado, devido ao elevado número de aplicações exigidas. A solubilidade do cobre pode ser aumentada se adicionado mancozeb ao tanque de pulverização na proporção de 1:3. Uma outra alternativa é o uso de formulações do tipo suspensão concentrada, que além de mais estáveis têm maior capacidade de molhamento.
VASSOURA-DE-BRUXA - Crinipellis perniciosa Stahel (singer) (sin. Marasmius perniciosus (Stahel).

Esta doença, considerada umas das mais importantes do cacaueiro, foi descoberta em 1895, no Suriname, e alastrou-se para a América do Sul e parte do Caribe. E uma doença endêmica e pode ocasionar perdas de 50%. No Brasil, é conhecida desde 1898 na Região Amazônica. Foi introduzida no Estado da Bahia em 1989 e se constitui uma grande ameaça para a produção cacaueira deste Estado, que é responsável por 85% da produção brasileira.



Sintomas - Sintomas podem ser vistos em ramos novos, frutos e botões florais. Em ramos, caracterizam-se por intumescimento dos brotos vegetativos com redução no comprimento dos internódios, deformação de folhas e perda da dominância apical, o que acarreta a proliferação das brotações laterais, formando as características vassouras. Inicialmente, as vassouras são verdes e tornam-se marrons quando advém a necrose dos tecidos (Prancha 16.2). Nas vassouras mortas formam-se basidiocarpos róseo-claros (Prancha 36.2).

Em frutos, a sintomatologia é variável em função do tipo de infecção. Se esta ocorrer em flores, dará origem a diminutos frutos róseos, deformados, denominados morangos (Prancha 16.3), que posteriormente mumificam. A infecção em frutos já formados resulta em lesões escuras, irregulares e firmes ao tato.

Plantas adultas raramente morrem em decorrência do ataque do patógeno, mas têm sua produção severamente comprometida. Plantas jovens, no entanto, podem morrer devido à morte das brotações.

Etiologia - A vassoura-de-bruxa é causada por Crinipellis perniciosa, fungo pertencente a subdivisão Basidiomycotina. O patógeno produz basidiocarpos em forma de cogumelos róseos e pequenos. O diâmetro do píleo está entre 5 a 20 mm e o estipe entre 2 e 10 mm de comprimento. C. perniciosa é um fungo hemibiotrófico. Durante a fase parasítica, infecta tecidos meristemáticos ativos e coloniza o hospedeiro por meio de micélio dicariótico. Sobrevive saprofiticamente em frutos, folhas e vassouras secas, onde produz seus basidiocarpos. A produção de basidiocarpos é favorecida pela ocorrência de dias chuvosos, seguidos por dias secos ou vice-versa. O pico de produção de basidiósporos ocorre entre maio e agosto.

O ciclo de vida de C. perniciosa inicia-se com a produção de basidiocarpos, sempre em vassouras mortas, 8-12 semanas após o início da estação chuvosa. A produção de basidiocarpos é contínua durante a estação, uma vez que vassouras mortas podem permanecer nas árvores por mais de um ano. Nesta situação, o promicélio do fungo é capaz de penetrarem tecidos maduros e desenvolver o micélio, que permanece em estádio de dormência até a emissão de novos tecidos.

A dispersão dos basidiósporos ocorre principalmente por correntes de ar, no período noturno, sob alta umidade relativa e temperatura baixa. Os esporos germinam e penetram nos tecidos meristemáticos da folha e tecidos do caule. Uma vez ocorrido o processo de penetração dos basidiósporos, diretamente ou através dos estômatos, o fungo cresce intercelularmente por intermédio de hifa de 5-20 m (micélio primário), freqüentemente inturnescida, irregular, monocariótica e desprovida de grampo de conexão. Após a necrose da vassoura, o fungo torna-se dicariótico, surgindo o micélio secundário de hifas finas (1,4-3,0 m) com grampos de conexão. Na fase secundaria, as hifas são capazes de penetrar as células.

O patógeno ataca espécies dos gêneros Theobroma e Herrania, além de solanáceas silvestres (Solanum rugosum e S. lasiantherum) e urucuzeiro (Bixa orellana), existindo considerável variação em patogenicidade entre isolados coletados de diferentes hospedeiros.



Controle - Recomendam-se podas fitossanitárias e remoção de frutos infectados acompanhados de enterrio dos restos vegetais, visando à diminuição do inóculo. Recomendam-se quatro remoções anuais para a região sudeste da Bahia, nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, imediatamente antes ou após os períodos de maior atividade vegetativa do hospedeiro. Juntamente às podas sanitárias, recomendam-se pulverizações com óxido cuproso em um dos seguintes esquemas: 3 g/planta mensalmente; 6 g/planta a cada dois meses; 9 g/planta a cada três meses, visando bloquear ou dificultar o restabelecimento do patógeno. Qualquer um destes esquemas de pulverização reduz as infecções de C. perniciosa cm frutos de cacau, sendo a maior porcentagem de redução obtida quando se utiliza o esquema de pulverização mensal. Estas aplicações nem sempre são econômicas, devido à necessidade de repetição dos tratamentos, pois estes tecidos crescem rapidamente e também pela alta pluviosidade que ocorre nas regiões produtoras de cacau. Fungicidas sistêmicos, testados experimentalmente em casa-de-vegetação em mudas de cacaueiro, como etil trianol e triadimefon, nas dosagens de 1000 ppm de i.a., mostraram-se efetivos na redução do número de plantas infectadas. Etil trianol, aplicado nas dosagens 1000 e 2000 ppm de m.a. também inibe a produção de basidiocarpos. Em outros estudos, constatou-se que triadimefon também é eficiente na prevenção de infecções por C. perniciosa.

Para lavouras com alta produtividade, um programa integrado de controle associando-se medidas fitossanitárias com aplicações dos fungicidas tebuconazole e cyproconazole no início da estação chuvosa, provavelmente resultará em redução na produção de inóculo e, conseqüentemente, diminuição da incidência da doença na época de maior produção da cultura.


PODRIDÃO-CARVÃO - Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff. et Maube (sin. Botryodiplodia theobromae (Pat.) Griff. et Maube; teleomorfo = Botryosphaeria rhodina Berk. et Curt.)

Esta doença tem como agente causal o fungo Lasiodiplodia theobromae, considerado um parasita secundário, não necessitando de medidas rotineiras de controle. Seu ataque geralmente ocorre em plantas estressadas ou material enxertado.



Sintomas - Nos frutos, caracterizam-se por podridão rápida e destrutiva, de consistência mais mole que as causadas por Phytophthora ou Crinipellis. Posteriormente, os frutos doentes enrugam e suas paredes tornam-se duras, quebradiças e esponjosas quando absorvem água. O fungo ataca preferencialmente frutos feridos ou submetidos a déficit hídrico, além de agir como patógeno secundário em frutos atacados por P. palmivora. Na superfície das lesões, sob elevada umidade, podem ser vistas pontuações negras que correspondem a picnídios. Os esporos cobrem a superfície do fruto, formando uma fuligem facilmente removível. Em material enxertado, o fungo ataca na região da enxertia, causando podridão dos tecidos e seca do enxerto.

Controle - Recomendam-se, em casos de severa epidemia, pulverizações com benomyl ou tiofanato metílico. Em viveiros, além do controle químico, recomenda-se evitar excesso de irrigação.
MAL-ROSADO OU RUBELOSE - Phanerochaete salmonicolor (Berk & Br.) Jul.

A enfermidade ocorre de forma sazonal no Estado da Bahia, constatada pela primeira vez em 1925, sendo importante em plantios entre 3 e 5 anos. No sul da Bahia, epidemias severas podem ocorrer durante os meses de junho, julho e agosto.



Sintomas - Os primeiros sintomas da doença são pequenas e numerosas almofadas de micélio, de coloração róseo-clara, que rompem a casca como se fossem pústulas. Um fino emaranhado micelial expande-se sobre a casca a partir destas pústulas. O patógeno coloniza o caule internamente, causando a morte dos tecidos, principalmente em forquilhas e ramos.

Etiologia - Para etiologia, vide doença rosada do eucalipto.

Controle - As medidas de controle recomendadas limitam-se a podas de galhos doentes acompanhadas de pulverizações com fungicidas à base de cobre, como a calda bordalesa a 1%. Outros produtos como óxido cuproso 50% e Preposan (oxicloreto de cobre 30% + maneb 10% + zineb 10%) a 1% de i.a. podem ser utilizados para: pulverizações em intervalos de 30 dias. Fungicidas cúpricos utilizados para o controle da podridão-parda também controlam o mal-rosado.
PODRIDÃO DE MONILIOPHTHORA - Moniliophthora roreri (Ciferri) Evans et. al. (sin. Monilia roreri Ciferri et Parodi).

Esta doença foi descrita pela primeira vez no Equador em 1915 e está restrita ao Equador, Colômbia, Venezuela, Peru, Panamá e Costa Rica, geralmente causando perdas elevadas, entre 50 e 90%. Embora ainda não detectada nas áreas produtoras de cacau do Brasil, esta enfermidade constitui uma ameaça potencial para os nossos cacaueiros.



Sintomas - Inicialmente notam-se sinais de amadurecimento precoce nos frutos. Surgem manchas de coloração marrom que aumentam de tamanho e cobrem toda a superfície do fruto, principalmente quando a infecção ocorre nos primeiros estádios de desenvolvimento destes. Como o fungo inicia seu processo de colonização internamente aos frutos, este pode afetar parte ou a totalidade das sementes. Pode-se observar no interior dos frutos, através de corte longitudinal dos mesmos, estrias de coloração castanha a negra, evidenciando que o sistema vascular sofreu um processo de desorganização. Em condições de temperatura e umidade adequadas, ocorre a formação de estroma e micélio branco com aparência de feltro sobre as lesões. Sobre este estroma inicia-se a produção de numerosos esporos acinzentados ou algumas vezes marrom-claros ou cremes.

Etiologia - O agente causal desta doença é o fungo Moniliophthora roreri. Este patógeno ataca unicamente os frutos do cacaueiro, podendo penetrar diretamente a epiderme do fruto. Frutos doentes caídos constituem a principal fonte de inóculo da doença. A capacidade de liberação dos conídios é maior durante os primeiros meses após a formação do estroma. Frutos doentes que permanecem nas árvores mumificam e continuam produzindo conídios infectivos por um período de até nove meses. A esporulação em frutos infectados aumenta durante os períodos de alta umidade. A liberação dos conídios ocorre quando a umidade relativa é menor que 80% e os esporos são disseminados pelo vento.

Controle - Práticas culturais que reduzem a alta umidade dentro da plantação desfavorecem o desenvolvimento do patógeno. A remoção semanal de frutos atacados também é um método cultural muito efetivo para o controle da doença. Uma outra forma de diminuir o inóculo é a eliminação total de frutos remanescentes antes da época da floração. Frutos doentes deixados sobre o solo podem constituir fonte importante de inóculo.

O controle químico desta doença tem sido econômico apenas para culturas tecnificadas, onde é realizada a polinização manual das flores, como parte de um programa de manejo integrado. Aplicações de chlorothalonil a intervalos de 14 dias, dirigidas para frutos jovens, promove uma leve redução na incidência da doença e aumento significativo da produção, mas este aumento na produção nem sempre compensa o custo das aplicações que são em torno de 10. Existe a necessidade de identificação de fontes de resistência para este patógeno, para que possam fazer parte de um programa de manejo intregrado da cultura.


OUTRAS DOENÇAS

Queimas-de-Fios - Pellicularia koleroga Cooke (sin. Koleroga noxia Donk e Ceratobasidium stevensii (Burt) Venkat.); Marasmiellus scandens (Massee) Dennis et Reid e Marasmius equicrinis Müller. Estas doenças são facilmente diagnosticadas pelos sinais dos patógenos, pertencentes a subdivisão Basidiomycotina, caracterizados por cordões miceliais (rizomorfas) que desenvolvem-se externamente ao hospedeiro, geralmente ao longo da parte inferior de ramos. As três espécies que causam esta enfermidade diferenciam-se quanto a coloração das rizomorfas: P koleroga causa a queima-de-fios-castanhos; M. scandens, a queima-de-fios-brancos; M. equicrinis, a queima-de-fios-pretos. Os patógenos são favorecidos por condições de elevada umidade e são controlados pelas aplicações de fungicidas cúpricos empregados no controle de podridão-parda e vassoura-de-bruxa.

Galha-de-Pontos-Verdes - Calonectria rigiduscula (Berk et Br.) Sacc. (Fusarium decemcellulare). Caracteriza-se por intumescimento anormal das almofadas florais e excessiva produção de botões florais, resultando na não formação de frutos. O controle deve ser efetuado por meio de inspeções periódicas no viveiro e campo, eliminando-se mudas afetadas no viveiro e partes de plantas adultas afetadas. Não existem recomendações para o controle químico da enfermidade em cacaueiro. Em guaranazeiro, no entanto, são recomendadas pulverizações com os fungicidas thiabendazol, benomyl e tiofanato metílico.

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DOENÇAS DO CAFEEIRO

(Coffea arabica L.)

C. V. Godoy, A. Bergamin Filho &

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