Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas




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Etiologia - O PDMV ainda não está totalmente caracterizado, mas sabe-se que pertence ao gênero Geminivirus, da família Geminiviridae. Neste caso, a transmissão é feita por mosca branca (Aleyrodidae). Isolados de PDMV encontrados em batateirais no Estado de São Paulo não são transmitidos mecanicamente.

Testes com o inseto vetor B. tabaci não transmitiram o PDMV para Euphorbia heterophyla, Malva parviflora e Sida rhombifolia, indicando que o PDMV não é idêntico ao vírus da clorose infecciosa das malváceas nem ao do mosaico da Euphorbia.



Controle - Recomenda-se o plantio em áreas onde não haja história do PDMV e controle da mosca branca. O plantio nas proximidades de plantações de soja (boas criadoras de B. tabaci) e outras leguminosas como o feijoeiro deve ser evitado.
OUTRAS VIROSES

Necrose do Topo da Batateira - “Tomato spotted wilt virus” (TSWV), “Tomato chlorotic spot virus” (TCSV) e “Tobacco streak virus” (TSV) - A necrose do topo ocorre em épocas mais quentes e secas do ano e geralmente afeta uma ou duas hastes de uma planta-cova. A incidência é geralmente muito baixa, mas pode tornar-se maior em função da população de tripes vetores. Nos principais estados produtores, a necrose do topo tem sido considerada de baixa importância econômica, particularmente nas áreas de produção de batata-semente. Os primeiros sintomas são pintas ou anéis necróticos concêntricos, de diâmetro pequeno (3 a 5 mm), que podem expandir, chegando a necrosar todo o folíolo, avançando para o pecíolo e haste (Prancha 14.5). A morte do ponteiro da planta-haste é evidente. As lesões locais iniciais são indicativas do ponto de alimentação do tripes vetor. Algumas vezes os sintomas iniciais de necrose são facilmente confundidos com as lesões necróticas da pinta preta (Alternaria solani Jones & Grout). Os tubérculos produzidos pela planta-haste infectada podem manifestar rachaduras superficiais, escurecimento interno e malformação, particularmente no caso de tospoviroses. Anéis concêntricos escuros na superfície dos tubérculos podem ser vistos em alguns casos. Praticamente não há perpetuação dos vírus da necrose do topo por tubérculos-progênies em nossas condições. Quando ocorre, há necrose mineralizada e morte precoce. Antissoros produzidos especificamente para os diferentes vírus do gênero Tospovirus estão comercialmente disponíveis (CNPH/EMBRAPA ou Dept. de Fitopatologia - UnB).

A necrose do topo pode ser cansada por diferentes vírus pertencentes a 2 gêneros: Tospovirus (TSWV ou TCSV) e Ilarvirus (TSV). Os Tospovirus são transmitidos na natureza pelos tripes Thrips tabaci e Frankliniella schultzei. A disseminação ocorre sempre de fora para dentro do batateiral, com tripes vindo de vegetação espontânea, hortas, jardins, etc. Com relação ao Ilarvirus, a transmissão por insetos ainda não foi obtida, mas há evidência que tripes podem atuar na transmissão de algumas raças do virus. Entretanto, há transmissão pela semente verdadeira o pólen. Deve-se evitar o plantio nos meses mais quentes do ano (favoráveis aos tripes). A erradicação não é prática eficiente, pois a disseminação geralmente vem de insetos que adquirem o vírus fora da plantação.



Vírus S da Batateira - “Potato vírus S” (PVS) - Este vírus é também considerado de menor expressãono Brasil e em outros Países. No Brasil, sua presença foi maior na década de 1960. Não tem sido detectado nos últimos 20 anos em batateirais do Estado de São Paulo, certamente em virtude de utilização e renovação periódica de lotes de batata-semente certificados. Há evidências de disseminação do PVS no campo, uma vez que a incidência pode aumentar de 2 a 40 vezes em apenas um ciclo. Plantas com infecção primária podem ter apenas parte de seus tubérculos infectados. As perdas devido ao PVS são questionáveis, havendo evidências de que o PVS sozinho pode reduzir de 10 a 15%. Se ocorrer infecção conjunta com PVX, estas perdas podem dobrar. Plantas infectadas são assintomáticas. Algumas raças mais severas podem acarretar bronzeamento e pontuações esverdeadas ou necrose parda na face superior dos folíolos de folhas medianas e baixeiras. Essas folhas em pouco tempo secam e ficam dependuradas na haste. O crescimento das hastes de uma planta-cova é mais aberto e espalhado. Geralmente, a planta infectada apresenta maior número de tubérculos do tipo 3 a 4 (<40 mm). A hospedeira Nicotiana hesperis é imune ao PVS, mas suscetível ao PVM, permitindo assim separação dos dois vírus. Testes serológicos (ex.: FUSA) têm sido aplicados rotineiramente na detecção do PVS em tubérculos recém-colhidos.

O PVS pertence ao gênero Carlavirus. Apresenta-se na formado partículas filamentosas retas ou ligeiramente curvas, medindo 650 nm de comprimento por 12 nm de largura. É um vírus bastante estável, podendo ser mantido infectivo por várias horas em diferentes materiais, tais como ferro, alumínio, madeira o solo. Assim como o PVX, o PVS é facilmente transmitido por contacto. Há evidências de que Myzus persicae o Aphys nasturtii atua como vetores, por meio de transmissão não-persistente. O patógeno é facilmente eliminado da planta através de termoterapia combinada com cultura de meristema.



Vírus M da Batateira - “Potato virus M” (PVM) - A presença do PVM no Brasil ainda não está bem esclarecida. E um vírus presente principalmente no Leste da Europa (Polônia, Rússia). Também não é clara sua importância nos Estados Unidos, onde é considerado um vírus de menor importância. Geralmente é o PVM não ocorre isoladamente e sim associado ao PVS ou PVX. Causa enrolamento e mosaico nas folhas, que apresentam nervuras deprimidas. Há geralmente paralisação do crescimento das hastes, ficando os folíolos deformados ou retorcidos.

PVM pertence ao gênero Carlavirus. É um vírus de partículas pouco flexíveis de formato alongado. medindo cerca de 650 nm de comprimento por 12 nm de largura. Na Polônia, há indicações de que a epidemiologia do PVM e PVS segue o mesmo caminho, sendo o afídeo A. nasturtii apontado como vetor altamente eficiente de ambos os vírus. Diversas espécies de afídeos são vetores do PVM de forma não-persistente. Outros meios de transmissão do PVM são inoculação mecânica com extrato da planta ou enxertias de haste o tubérculo.



Anel Amarelo da Batateira - “Tobacco rattle virus” (TRV) - Ocorre em praticamente toda a Europa, causando moléstia nos tubérculos conhecida como “Potato Stem Mottle’’. Nos Estados Unidos, o TRV causa moléstia denominada “Potato Corky Ringspot”, devido aos sintomas de anéis necróticos de aspecto corticoso nos tubérculos. Nos últimos 18 anos, o TRV foi encontrado em apenas 2 ocasiões no Brasil, em campos de batata-semente da variedade Achat. Parece não haver, nas principais regiões batateiras do Brasil, condições favoráveis para o vetor estabelecer relação com o TRV e dissemina-lo. Pode também estar havendo não-reconhecimento de plantas infectadas (latentes) em campo pois temperaturas acima de 200C mascaram os sintomas (manchas amarelas de formato circular nas folhas medianas). O teste ELISA não é adequado para diagnóstico ou avaliações massais a menos que apenas uma raça ou isolado esteja sendo pesquisado. O TRV que infecta a batateira é do mesmo gênero (Tobravirus) do vírus que causa o anel do pimentão no Brasil. As partículas do TRV são compostas de 2 tipos em forma de bastão. Uma maior com aproximadamente 180-215 nm e outra menor de 46-115 nm de comprimento. O diâmetro das partículas é de 21-23 nm. Ambas são necessárias para a infecção. A transmissão do TRV pode ocorrer via semente botânica, enxertia de haste e mecanicamente. Também é transmitido por diferentes espécies de nematóides do gênero Paratrichodorus e Trichodorus. Como medida de controle, recomenda-se a fumigação do solo com nematicidas apropriados. Rotação de cultura pode ajudar no controle do TRV desde que sejam utilizadas culturas não-hospedeiras do vírus.

Mosaico Andino da Batateira - “Andean potato mottle virus” (APMoV) - O APMoV é mais freqüente no Peru, Bolívia e regiões andinas, situadas 2 a 4 mil metros acima do nível do mar. Foi identificado primeiramente em São Paulo em plantios de berinjela e, posteriormente, em outras culturas inclusive a batateira, esta última no Estado de Santa Catarina, nas variedades Achate Delta’S. Há pelo menos 4 estirpes de APMoV já caracterizadas, denominadas “H”, “Lm”, “B” (predominante no Brasil) e “C” (mais recentemente identificada em berinjela, no Estado do Rio de Janeiro, e em solanáceas silvestris, no Estado de São Paulo. Há evidências de que a raça “C’’ não infecta D. stramonium. APMoV é considerado de importância apenas secundária. A maioria das variedades comerciais têm bom nível de resistência à virose. Na infecção primária, observa-se mosaico leve e, em alguns casos, deformação foliar. Na infecção secundária, observam-se emergência tardia, mosaicos mais severos, necrose sistêmica e crescimento reduzido. É possível identificar o APMoV através de dupla difusão em Agar, ELISA e PC R.

APMoV pertence ao gênero Comovirus, da família Comoviridae, possuindo partículas isométricas com diâmetro de 28 a 30 nm subdivididas em 3 tipos: 2 contendo ácido nucléico e proteína (necessárias para que ocorra a infecção) e 1 , apenas proteína. Trata-se de vírus bastante estável, com sobrevivência in vitro de 4 a 5 semanas, e de fácil transmissão mecânica. Também pode ser transmitido pela semente botânica. Há evidências de que a vaquinha Diabrotica speciosa (Germar) (Coleoptera, Chrysomelidae) possa atuar como vetor na natureza.


MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS VIROSES DA BATATEIRA

As medidas gerais de controle recomendadas para as viroses da batateira seguem as indicadas para os países de clima temperado, tradicionais produtores e exportadores de batata-semente para o Brasil. Como Holanda, Alemanha e Suécia. Entretanto, há diferenças fundamentais na epidemiologia das viroses da batateira nas condições de cultivo do Brasil, exigindo algumas adaptações de metodologias e práticas fitossanitárias.

O controle de viroses na cultura da batateira baseia-se na integração de medidas voltadas à redução da velocidade da degenerescência da batata-semente, permitindo ao produtor manter seu próprio lote de alta sanidade por maior número de gerações.

Assim como em outros países produtores e exportadores de batata-semente, também no Brasil há normas oficiais divulgadas pelo Ministério da Agricultura para a produção de batata-semente, sendo estabelecidos limites de tolerância para as viroses mais comuns (Tabela 14.2).


Tabela 14.2
São recomendados os seguintes procedimentos para a produção e manutenção de batata-semente: 1) escolha de local isolado de outras plantas de batateira ou solanáceas que sirvam de reservatório de vírus; 2) escolha de variedades com bom nível de resistência, conforme recomendações de ensaios nacionais (Tabela 14.4); 3) uso de batata-semente com alto nível de sanidade. Esta pode ser importada, adquirida de produtores credenciados por instituições de pesquisa ou extensão, ou produzida pelo próprio agricultor através do método “cova/pré-plantio”, segundo o qual o produtor seleciona seu próprio lote de batata-semente a partir da colheita individual de centenas ou milhares de plantas-covas e testa, em pré-plantio ou pré-cultura ou ELISA, 1 tubérculo de cada planta-cova. Uma vez selecionado o lote básico, este servirá para mais 2 ou 3 plantios. Este método tem sido, desde 1980, adotado na produção e manutenção de lotes básicos das diferentes variedades produzidas na Estação Experimental de Itararé (IAC). Recomenda-se ainda aumentar a taxa de multiplicação do material selecionado através de técnicas de micropropagação como a produção de minitubérculos a partir do plantio de brotos destacados dos próprios tubérculos sadios, dando assim aproveitamento ao produto da desbrota que é geralmente praticada para estimular aumento e homogeneização no número de “olhos” brotados por batata­-semente; 4) plantio em época mais adequada para multiplicação do lote em função de menor população de afídeos (regiões de altitude e época de janeiro a abril). Na região sudeste de São Paulo, o plantio de inverno tem sido o mais apropriado; 5) erradicação (“roguing”) de plantas sintomáticas (viroses ou outras anomalias). Iniciar o mais cedo possível, sempre após aplicação de inseticida para evitar eventual distribuição de pulgões durante o processo de arranquio, ensacamento, transporte para fora do campo e enterramento ou incineração; 6) controle de afídeos com aplicação de inseticidas conforme discutido abaixo; 7) proteção física e química da batata-semente recém-colhida até o plantio seguinte contra a visita e estabelecimento de afídeos. Esse aspecto é tão importante quanto o controle da disseminação no campo. A contaminação pelo PLRV em broto de tubérculo durante o armazenamento pode descreditar o serviço de certificação executado durante a produção do lote da batata-semente.

Tabela 14.3

Tabela 14.4

Com relação ao controle químico de insetos, recomenda-se tratamento com inseticidas granulares de ação sistêmica (Aldicarb tem demonstrado eficiência na redução do PLRV), colocados no sulco durante o plantio, seguido de pulverizações regulares desde a emergência até o final do ciclo com inseticidas organofosforados, piretróides, etc., recomendados no controle do afídeo Myzus persicae. A eficiência dos inseticidas deve ser medida sobre o efeito na redução da disseminação do vírus, mais do que no inseto como praga. Essa relação está em função dos seguintes aspectos: tipo de relação vírus-vetor; modo de ação do inseticida; modo de disseminação do vírus (dentro ou de-fora-para-dentro). Com base na relação controle de afídeos x PLRV e custo inseticida x ganho com redução da doença, sugere-se o início das aplicações a partir da incidência de 10 afídeos/l00 folhas examinadas. No controle do mosaico causado por PVY, deve-se levar em consideração a importância que outros insetos, além dos afídeos, possam ter na epidemiologia da moléstia, como por exemplo a mosca minadora (Liriomyza sp., Agromyzidae), vetora do PVY em outros países. O uso de óleos minerais tem sido recomendado pelo seu efeito redutor na disseminação do PVY. Redução na disseminação de PVY e PLRV também tem sido observada com aplicações de inseticidas piretróides que, junto com óleo mineral, mostraram bons resultados no controle dessas duas viroses. Não há, até o momento, praticamente nenhum inseticida que reduza a incidência do PLRV, PVY ou qualquer outra virose quando a disseminação é “de-fora-para-dentro” e quando populações numerosas de M. persicae estão chegando ao batateiral.

Aliado às recomendações acima descritas para obtenção de batata-semente sadia, o monitoramento da incidência de viroses (principalmente PLRV e PVY) em todo lote de batata-semente e essencial. Atualmente, tem-se empregado o teste ELISA em amostras de hastes (folhas) e/ou tubérculos representativos da população (coleta em forma de X no campo, retirando-se uma amostra por planta do total de 100/ha, sendo 50 de cada diagonal do X).
MURCHA BACTERIANA - Pseudomonas solanacearum (Smith) Smith

A murcha bacteriana é uma das principais doenças da cultura da batateira no Brasil e em várias regiões produtoras do mundo. É conhecida também como “murchadeira”, “água-quente’ e “dormideira”. Além de possuir o potencial de destruir todo um plantio, sua ocorrência em uma única planta em campos de produção de batata-semente é suficiente para condenar a certificação do campo. A dificuldade de controle dessa doença é responsável pelo contínuo deslocamento da cultura para áreas livres do patógeno.



Sintomas - O sintoma mais típico é o murchamento dos folíolos que, no inicio do desenvolvimento da doença, ainda recuperam a turgescência nas horas mais frescas do dia. Os sintomas podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento da cultura, inicialmente nas folhas superiores da planta, sendo comum ocorrer em apenas uma das hastes. Plantas atacadas morrem rapidamente. Em condições desfavoráveis a doença, plantas infectadas podem ter desenvolvimento retardado, com ausência dos sintomas típicos, que é conhecida como infecção latente.

Os vasos lenhosos apresentam cor escura (parda) e, quando pressionados, exsudam pus bacteriano. Cortando-se um tubérculo doente ao meio é possível observar o escurecimento do anel vascular e a exsudação. Esta também pode ocorrer através dos olhos do tubérculo, provocando a aderência de terra. Tubérculos doentes, quando colhidos, apodrecem rapidamente durante o armazenamento. O diagnóstico da doença também pode ser feito mediante o exame de pedaços da haste da região do colo da planta suspensos em um copo de água limpa por 1 a 4 minutos, quando observa-se a saída da exsudação bacteriana dos vasos na forma de filete. Plantas em início de infecção podem não exsudar com facilidade.



Etiologia - Pseudomonas solanacearum é uma bactéria gram-negativa, baciliforme, não formadora de esporo ou cápsula e aeróbia. Existe uma grande variabilidade fisiológica e patogênica nas estirpes da bactéria, o que tem levado a dois sistemas de classificação: raças e biovares. A raça 1 afeta solanáceas em geral e a raça 3 é considerada específica da batateira. A subdivisão em biovares está baseada na utilização de dissacarídeos e na oxidação de álcoois. Desta forma, a raça 1 inclui as biovares I, III e IV, e a raça 3 a biovar II. Isolados da raça 1, desenvolve-se preferencialmente em temperaturas mais elevadas (35-370C), e os da raça 3, em temperaturas mais baixas (27-280C). A ocorrência da doença em locais onde a temperatura do solo é inferior a 150C é rara, no dinamito, a bactéria é capaz de sobreviver por vários meses no solo com temperaturas de 17-180C.

A bactéria é nativa de muitos solos virgens do Brasil e pode ser introduzida através da batata-semente. Sobrevive na rizosfera de hospedeiros silvestres ou cultivados, pois é patogênica a mais de 200 espécies de plantas distribuídas em mais de 33 famílias. A doença desenvolve-se em quase todos os tipos de solo, normalmente em reboleiras, especialmente nos mal drenados.

Alta umidade relativa favorece a sobrevivência e infectividade da bactéria e o desenvolvimento da doença. A infecção ocorre principalmente pelo sistema radicular, através de aberturas naturais ou ferimentos causados por tratos culturais, pragas e nematóides. Após a penetração dos talos bacterianos nos vasos lenhosos da planta, ocorre sua multiplicação nos traqueóides e sua distribuição longitudinal, sem danificar os parênquimas do xilema ou do floema, levando à obstrução dos vasos lenhosos. A degradação das paredes e das células do parênquima adjacente causa o surgimento de cavidades no floema, medula e tecido cortical, principalmente em órgãos suculentos.

Controle - O controle da murcha bacteriana é extremamente difícil, pois a bactéria possui uma ampla gama de hospedeiros e capacidade de sobrevivência no solo. As medidas de controle adotadas devem ser diferentes em plantios destinados para batata-semente e para consumo. As rigorosas exigências técnicas para produção de batata-semente justificam a adoção de práticas muitas vezes consideradas caras.

A maioria das medidas de controle é preventiva e tem por objetivo impedir ou retardar o aparecimento do patógeno na cultura. Recomendam-se: 1) escolha de terreno que não tenha histórico de murcha bacteriana e bem drenado, que não receba águia de superfície proveniente de canais de drenagem e rodovias e não se localize próximo a residências ou locais de descarga de lixo. O plantio em solos virgens pode não garantir a ausência da doença, uma vez que a bactéria é capaz de atacar um grande número de plantas, inclusive silvestres, como picão-preto (Bidens pilosa), beldroega (Portulaca oleracea), maria-pretinha (Solanum nigrum), joá-bravo (Solanum sisymbriifolium), entre outras; 2) rotação de cultura, por 3 ciclos ou mais, principalmente com gramíneas como arroz, cana-de-açúcar, milho, pastagens e sorgo. Durante estes cultivos, realizar o controle de plantas daninhas para diminuir as possibilidades de sobrevivência da bactéria; 3) uso de batata-semente sadia; 4) cuidados para evitar danos mecânicos (ferimentos) durante os tratos culturais, principalmente por ocasião da amontoa; 5) arranquio e eliminação de plantas infectadas; 6) controle da água de irrigação, que deve estar livre da bactéria. Para isso, não se deve usar água captada em locais que recebam enxurrada de outras áreas com plantio de batateira ou solanáceas.

Não são conhecidas variedades resistentes. O controle químico não é utilizado para esta bactéria. Fumigação do solo com produtos químicos tem pouca aceitação devido ao alto custo e baixo nível de controle. Tratamento do solo com 5 l/m2 de solução de cobre a 5% é recomendado para os locais onde plantas com murchadeira foram erradicadas.
PODRIDÃO-MOLE - Erwinia carotovora subsp. carotovora (Jones) Bergey et al.; Erwinia carotovora subsp. atroseptica (van Hall) Dye; Erwinia chrysanthemi Burkholder, McFadden, & Dimock

Esta doença bacteriana é um dos principais problemas que ocorrem durante o armazenamento dos tubérculos, decorrente de ferimentos causados durante a colheita e transporte. A pequena resistência ao armazenamento obriga o produtor à venda imediata da produção, impedindo-o de negociar melhores preços. A doença tem distribuição generalizada, afetando outras culturas. O armazenamento em ambientes quentes e úmidos favorece a doença.



Sintomas - Tubérculos podem ser afetados pela bactéria no solo, na colheita ou no armazenamento. A infecção ocorre através dos estolões, lenticelas e ferimentos causados por insetos ou outros patógenos de solo. A bactéria causa uma podridão­ mole e encharcada de cor creme e apresenta cor escura na periferia da área atingida, que se desprende facilmente do tecido sadio. Nas lenticelas, a infecção causa áreas circulares úmidas, de 0,3 a 0,6 cm de diâmetro, de coloração escura.

O encharcamento do tecido seguido de podridão-mole ocorre pela destruição da lamela média que une as células, causando a perda de água. Na desintegração dos tecidos ocorre a exsudação de um líquido fétido e podem ocorrer infecções secundárias causadas por outros microrganismos. A deterioração é rápida, ocorrendo em poucos dias, e a bactéria facilmente infecta outros tubérculos. Tubérculos afetados e destinados a batata-semente normalmente apodrecem antes de dar origem a uma nova planta. Quando os tubérculos são expostos a condições de baixa umidade, as lesões apresentam­se secas e corticosas.



Etiologia - As bactérias envolvidas são Erwinia carotovora subsp. carotovora (Ecc), Erwinia carotovora subsp. atroseptica (Eca) e Erwinia chrysanthemi (Ec). Eca e Ecc são bastonetes com 0,7 x 1,5 m, gram-negativas e com flagelos perítricos. Não formam esporo e são anaeróbias facultativas. Em climas mais frios prevalecem sintomas provocados por Eca, enquanto que em clima mais quente Ecc e Ec prevalecem. Ec está presente quase exclusivamente em regiões quentes.

No Brasil, Eca tem sido introduzida pela batata-semente importada, causando dano somente no primeiro ano de multiplicação desse material. Como sua sobrevivência no solo e no tubérculo é baixa, a contaminação tende a diminuir após a segunda geração. No Distrito Federal, constatou-se que afeta outras espécies além da batateira. Ecc tem ampla distribuição e adaptabilidade para sobreviver em muitos ambientes. Levantamentos recentes de isolados de Erwinia nos Estados de São Paulo e Paraná mostraram maior freqüência de Ecc, seguido de Eca, ao passo que nenhum isolado de Ec foi detectado. Outras bactérias pectolíticas têm sido encontradas associadas a infecções de podridão-mole como Pseudomonas spp., Bacillus spp., Clostridium spp, e Flavobacterium pectinovorum.

Temperaturas entre 25 e 300C, com alta umidade relativa, são condições extremamente favoráveis à doença. A bactéria pode sobreviver saprofiticamente no solo e têm um grande número de hospedeiros, principalmente hortaliças e frutas.

Controle - Rotação de cultura com gramíneas reduz o inóculo da bactéria no solo. Deve-se também usar material propagativo sadio e plantá-lo em camalhões para evitar umidade excessiva, o que também dispensa a amontoa e diminui os riscos de danos aos tubérculos durante a colheita. O controle de insetos do solo é necessário para reduzir lesões nos tubérculos. Cuidados durante a colheita e armazenamento são fundamentais para o controle da doença, devendo-se colher os tubérculos somente quando estiverem fisiologicamente maduros e protegê-los da radiação solar excessiva, que pode causar queimaduras que servem de ponto de entrada para a bactéria. Os tubérculos devem ser resfriados a 100C e mantidos a baixas temperaturas (1,6 a 4,50C) com ventilação adequada para prevenir a ocorrência de filme de água e acúmulo de CO2. Não devem ser lavados antes do armazenamento, mas se este for o caso, usar água tratada com cloro e seca-los bem apos a lavagem. Ao retirar os tubérculos de batata-semente da câmara fria para o plantio, deixar por alguns dias na ante-sala (10-150C) para depois levá-los ao campo.
CANELA PRETA e TALO-OCO - Erwinia carotovora subsp. carotovora (Jomies) Bergey et ai.; Erwinia carotovora subsp. atroseptica (van Hall) Dye Erwinia chrysanthemi Burkholder, McFaddemi. & Dimock

Essa doença não representa um problema muito grave à cultura, a não ser quando há períodos muito favoráveis à sua ocorrência.



Sintomas - Os sintomas podem ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, variando de acordo com as condições de umidade, idade e local atacado da planta. Ramos afetados apresentam enegrecimento do colo, que normalmente está associado à deterioração do tubérculo-mãe. O tecido vascular fica descolorido e as plantas podem murchar nas horas mais quentes do dia. Quando a infecção ocorre logo após a emergência dos ramos, há diminuição do estande. Em infecções mais tardias, as folhas apresentam inicialmente enrolamento, evoluindo para amarelecimento e murcha. A casca fica destruída e a medula da haste apresenta podridão-mole. A lesão atinge grande extensão, sendo nítida a separação entre tecido sadio e doente. No final, os vasos ficam descoloridos, de cor parda. Sintomas tardios de cauda preta recebem o nome de talo-oco.

A umidade define também a intensidade da infecção, pois sob condições secas a lesão fica restrita ao colo da planta, mantendo a coloração escurecida. Sob alta umidade, a podridão da haste evolui e a planta assume aparência ereta, ocorrendo murcha e morte da planta sem haver enrolamento e amarelecimento das folhas. Plantas que não morrem têm sua produção comprometida.



Etiologia - A canela preta e a podridão-mole dos tubérculos têm mesmos agentes causais: Erwinia chrysanthemi Erwinia carotovora subsp. atroseptica e E. c. carotovora.

Controle - O controle da doença é feito através de medidas que evitem as condições de alta umidade relativa no campo e permita um melhor arejamento da cultura, corno espaçamento adequado e cuidado com adubações excessivas. A rotação de cultura com gramíneas contribui para a diminuição do inóculo da bactéria no solo.

Como o tubérculo-mãe pode servir de inóculo inicial do patógeno, o uso de batata-semente sadia ajuda a prevenir a doença.


SARNA COMUM - Streptomyces scabies (Thaxter) Waksman & Henrici

Essa doença está presente em todas as áreas produtoras do mundo e causa depreciação do produto para o comércio, pois afeta seu aspecto externo, embora os tubérculos possam ser consumidos normalmente. A bactéria tem grande capacidade de sobrevivência saprofítica no solo e pode atacar também beterraba, cenoura, nabo, rabanete, repolho e salsa.



Sintomas - Sintomas podem ocorrer nas raízes, tubérculos, estolões e caule em contato com o solo, mas é nos tubérculos que ocorrem os sintomas mais importantes. A infecção do tubérculo pode iniciar-se através de ferimentos ou lenticelas. Inicialmente, verifica-se uma pequena elevação da cutícula que ao intensificar-se torna a superfície áspera e suberificada. As lesões têm de 5 a 10 mm e podem unir-se, possuindo coloração que varia de pardo-clara a escura. As lesões têm uma superfície irregular, podendo estar ligeiramente mais elevada que o tecido sadio, sintoma conhecido como sarna superficial, reticulada ou deprimida, que origina os sintomas da sarna profunda. Essas lesões contêm tecido suberificado e estruturas do patógeno. Nas raízes, caules e estolões, as lesões são semelhantes às apresentadas nos tubérculos. A parte aérea da planta não apresenta nenhum sintoma.

Etiologia - Streptomyces scabies é uma bactéria actinomiceto que possui esporos em forma de barril, medindo 0,8-1,7 x 0,5-0,8 m. Seus “conidióforos” são ramificados, septados e com raivas terminais espiraladas. Seu crescimento dá-se em temperaturas entre 5-400C, sendo o ótimo entre 25 e 300C. As colônias em meio de cultura são brancas e possuem micélio aéreo. Pode viver saprofiticamente no solo e em outras plantas hospedeiras. Seus propágulos podem ser disseminados por diversos agentes (água, vento, insetos, tubérculos) e têm a particularidade de sobreviver ao trato intestinal de herbívoros, o que faz do esterco mal curtido uiva fonte de inóculo.

O patógeno desenvolve-se favoravelmente em solos com pH neutro ou ligeiramente alcalino. Não ocorre em solos com pH abaixo de 5,0. A baixa imunidade do solo, principalmente próximo da fase de tuberização/ação e desenvolvimento dos tubérculos, aumenta a infecção.



Controle - Para prevenir o aparecimento da sarna, várias medidas podem ser adotadas: rotação de culturas, preferencialmente com gramíneas; uso de sementes certificadas, com baixa porcentagem de tubérculos infectados; adubação nitrogenada na forma de sulfato de amônio, que promove a redução do pH no solo; plantio em solos com pH ao redor de 5; manutenção da umidade do solo elevada nos períodos de formação do tubérculo; redução ao máximo das oscilações de umidade do solo.
REQUEIMA - Phytophthora infestans (Mont) de Bary

É uma das principais doenças fúngicas da batateira e responsável pelo grande uso de fungicidas na cultura. No Brasil, é conhecida por vários nomes comuns, como “meia”, “crestamento tardio”, “crestamento de Phytophthora”, “míldio” e “ferrugem”. O patógeno encontra-se disseminado em todas as regiões produtoras de batateira e tomate, exceto naquelas onde as condições de temperatura e umidade relativa não lhe são favoráveis.



Sintomas - Plantas de qualquer idade são suscetíveis ao fungo que pode afetar toda a parte aérea e, em alguns casos, o tubérculo. Sintomas nas folhas podem variar de acordo com as condições de temperatura, umidade, intensidade luminosa e resistência do hospedeiro. As folhas são inicialmente pequenas, irregulares e de coloração variando do verde-claro ao escuro. Sob condições favoráveis de temperatura e umidade, as lesões aumentam rapidamente e tornam-se escuras, amarronzadas ou pretas, necrosando os tecidos e matando os folíolos. É possível observar um halo encharcado que separa a lesão do tecido sadio. A lesão pode avançar para o pecíolo e caule, chegando a ocasionar a morte da planta. Sob condições de alta umidade, verifica-se um crescimento esbranquiçado na página interior da folha, que são as frutificações do fungo (Prancha 14.6). As plantas apresentam-se queimadas e exalam um odor putrefato característico. Em condições de baixa umidade, o crescimento das lesões é paralisado e o tecido torna-se quebradiço.

Nos tubérculos, o fungo causa uiva podridão dura e escura de bordos definidos, que atinge aproximadamente 1,5cm de profundidade (Prancha 14.7). Organismos secundários podem infectar o tubérculo doente, complicando a diagnose.



Etiologia - O agente causal da requeima é o fungo Phytophthora infestans, o mesmo que afeta o tomateiro. O centro de origem do fungo é o México, onde são encontrados dois grupos sexualmente compatíveis, A e B, necessários à reprodução sexuada. Nos países de inverno rigoroso, o oósporo tem um papel importante na sobrevivência do fungo e no inóculo inicial da doença. Já nos trópicos, o patógeno sobrevive principalmente em restos de cultura e tubérculos doentes, sendo disseminado pelo vento e chuva. Maiores detalhes sobre Phytophthora infestans encontram-se no capítulo de Doenças do Tomateiro.

Controle - Devido às características de alta variabilidade genética do fungo, o desenvolvimento de variedades resistentes, principalmente possuidoras de resistência vertical, tem pouca eficiência. Variedades como Aracy, Itararé e Contenda possuem algum nível de resistência à doença, mas não dispensam o controle químico.

O uso regular de fungicidas é a principal medida de controle da doença, embora outras complementares colaborem, como escolha de local, evitando as baixadas ou locais sujeitos a neblina, uso de batata-semente sadia e destruição de fontes de inóculo. Vários são os produtos registrados para o controle da requeima, como os à base de cymoxamil + maneb, chlorothalonil, calda bordalesa, acetato de trifenil estanho, hidróxido de trifenil estanho, folpet, hidróxido de cobre, mancozeb, maneb, metalaxyl + maneb, oxicloreto de cobre, sulfato de cobre, zineb e ziram. Fungicidas à base de estanho podem causar fitotoxicidade à batateira. Não é recomendado o uso exclusivo e consecutivo de fungicidas sistêmicos, pois existe o risco do surgimento de estirpes resistentes.

O desenvolvimento do fungo causador da requeima é altamente dependente das condições ambientais, sobretudo temperatura e umidade, que são limitantes para sua reprodução. Devido a isso, sistemas de previsão e aviso de requeima têm sido desenvolvidos e testados em várias regiões produtoras de batata. Um dos mais conhecidos é o BLITECAST, que através de dados de temperatura, umidade e chuva prevê a possibilidade de desenvolvimento da requeima, avisando aos produtores sobre a necessidade ou não de pulverizar fungicidas em suas plantações. No Brasil, ainda não existem sistemas de previsão em uso rotineiro.

PINTA PRETA ou MANCHA DE ALTERNARIA -Alternaria solani (Ell. & Mart.) Jones & Grout.

A doença é encontrada em todas as regiões produtoras de batata e, junto com a requeima, é uma das principais doenças das culturas de batata e tomate. Sua incidência é maior nos períodos de verão, com temperatura e umidade elevadas. Recebe também as denominações de “crestamento alternário”, “queima”. “queima das folhas” e “crestamento precoce”.



Sintomas - O Fungo ataca toda a parte aérea da planta, pecíolos e caule. Os sintomas iniciam-se normalmente nas folhas mais baixas e velhas da planta, onde surgem pequenas manchas (de 1 a 2 mm) escuras. Posteriormente, estas crescem, adquirindo um formato ovóide, delimitado pelas nervuras da folha, de coloração escura e com zonas concêntricas características. O tecido entre e ao redor das lesões apresenta­se normalmente clorótico. O aumento da intensidade da doença no campo ocorre tanto pelo surgimento de lesões novas como pela expansão das mais velhas, que podem coalescer, atingindo uma área considerável da folha. Nos pecíolos e caules os sintomas são semelhantes. Maior número de lesões pode surgir em plantas com deficiência nutricional, principalmente de magnésio, e com infecções de viroses, como o vírus do enrolamento da folha. Em tubérculos, as lesões são escuras, de formato circular a irregular, deprimidas, tendendo a provocar podridão seca. A infecção nestes normalmente ocorre através de ferimentos, mas no Brasil esta ocorrência é rara.

Etiologia - A pinta preta é causada pelo fungo Alternaria solani, que também é patogênico a outras solanáceas. Sobrevivem em restos de culturas, solo e outros hospedeiros. A infecção nas folhas pode ser assintomática, dependendo da atividade do tecido foliar, nível de adubação nitrogenada e idade. A alternância de períodos úmidos e secos favorece o rápido desenvolvimento da doença, sendo mais severa em plantas que sofreram algum tipo de estresse hídrico ou nutricional. Infecções tardias normalmente não causam maiores danos à produção, pois a resistência das plantas aumenta com a maturidade. Maiores detalhes sobre Alternaria solani podem ser encontrados no capítulo de Doenças do Tomateiro.

Controle - As medidas de controle para a pinta preta são bem semelhantes às recomendadas para a requeima, pois ambas ocorrem muitas vezes simultaneamente. É importante ressaltar que a boa nutrição das plantas e a sanidade da batata-semente são fundamentais para o controle eficaz da doença. Cultivares nacionais como Aracy e Contenda têm resistência intermediária à pinta preta, mas ainda não dispensam o uso de fungicidas. Com exceção do metalaxyl e cymoxamil, específicos para controle de oomicetos, todos os fungicidas citados para o controle da requeima também são recomendados para a pinta preta. Deve-se ainda acrescentar iprodione e tebuconazole, que controlam somente a pinta preta, não tendo efeito sobre o agente da requeima.
RIZOCTONIOSE - Thanatephorus cucumeris (Frank) Donk (Rhizoctonia solani Kühn)

Este patógeno ocorre com relativa freqüência em batateira. Está presente em todas as regiões produtoras do mundo, principalmente em solos muito cultivados e onde a rotação de culturas não é praticada.



Sintomas - O fungo pode atacar os brotos durante a emergência ou infectar os tubérculos. Quando ataca as brotações, causa retardamento da emergência e morte das plantas, resultando em menor estande, desenvolvimento irregular das plantas e conseqüente redução na produção. Solos úmidos e temperaturas amenas favorecem o ataque do fungo. Os brotos que emergem também podem estar infectados e apresentar cancros que posteriormente desenvolvem-se, levando os brotos à morte. Dependendo do grau de desenvolvimento desses cancros e das conseqüências na circulação da seiva, os sintomas variam. Pode ocorrer pigmentação de cor púrpura nas folhas devido ao acúmulo de antocianina, enfezamento geral da planta, produção de tubérculos aéreos, enrolamento das folhas e clorose da planta, normalmente mais severa na parte apical, assemelhando-se à infecção primaria do vírus do enrolamento das folhas. Os brotos recém-formados também são afetados antes de emergir e a continua emissão de novos brotos esgota as reservas do tubérculo e leva à sua destruição.

Os escleródios, de coloração escura (parda) e formato variável (1 a 5 mm de diâmetro), desenvolvem-se no tubérculo mas não afetam a periderme, lembrando porções de terra aderidas que normalmente não são eliminadas durante a lavagem das batatas. Os tubérculos podem ainda apresentar rachaduras, malformação e necrose.



Etiologia - O patógeno Thanatephorus cucumeris e um basidiomiceto e tem como sinonímias Pellicularia filamentosa (Pat.) Rogers, Corticium vagum Berk. & Curt. e Hypochnus solani Prill. & Delacr. Sua forma imperfeita é Rhizoctonia solani. A fase perfeita ocorre no fim do ciclo da batateira, nas hastes próximas ao solo, formando uma trama de micélio branco-acinzentado. Os isolados são caracterizados e classificados de acordo com os grupos de anastomose (GA). Isolados patogênicos à batateira pertencem ao grupo GA-3. O micélio do fungo é escuro, amarronzado e as hifas são grandes (8 a 10 m de diâmetro). O fungo sobrevive na forma de micélio nos restos de cultura de várias plantas, na forma de escleródios sobre os tubérculos ou como basidiósporos. A disseminação ocorre através do solo, sementes e água de superfície, sendo os basidiósporos levados principalmente pelo vento. Quando ocorrem condições favoráveis, o escleródio germina e invade o caule e as brotações da batateira, penetrando principalmente através de ferimentos ou pelas raízes e estolões durante o crescimento. Temperaturas baixas, com ótimo em 180C, e alta umidade favorecem o desenvolvimento da doença, que diminui com temperaturas mais elevadas.

Rhizoctonia solani tem diversas plantas hospedeiras, entre plantas cultivadas e silvestres, mas há variação na patogenicidade do fungo devido à ocorrência de especialização fisiológica.

Controle - Recomenda-se o preparo do solo com antecedência para que ocorra a decomposição da matéria orgânica; uso de semente sadia combinada com plantios em solos livres do patógeno ou com baixo potencial de inóculo; tratamento de sementes com fungicidas como thiabendazol; rotação de culturas, para evitar o acúmulo de biótipos patogênicos à batateira; plantios rasos (5-7 cm) para favorecer rápida emergência; realizar a amontoa quando o caule estiver mais rígido.
SARNA PRATEADA - Helminthosporium solani Dur. & Mont. (si. Spondylocladium atrovirens Harz.)

Está presente em todas as regiões produtoras de batata do mundo e é uma doença que afeta principalmente os tubérculos, sendo pouco comum em nossas condições mas bastante freqüente em batata-semente importada.



Sintomas - O fungo afeta os tubérculos no campo ou no galpão, provocando manchas inicialmente claras, que adquirem um brilho prateado. A doença ocasiona a perda de peso dos tubérculos durante a estocagem porque acelera a perda de água pelas manchas, provocando também o enrugamento da superfície. Tubérculos atacados mostram manchas circulares escuras, de coloração marrom-claro, com bordos indefinidos que atingem de 2 a 3 cm, muitas vezes tomando todo o tubérculo. As margens das lesões mais novas são mais definidas e freqüentemente possuem uma aparência escura e pulverulenta devido à presença de conídios e conidióforos do fungo. A casca apresenta-se alterada, com aspecto seco, áspero e brilho prateado, principalmente quando molhada. Variedades de película rosada podem perder a coloração. Lesões semelhantes no tubérculo podem ser causadas pela antracnose (Colletotrichum atramentarium), porém, na sarna prateada, não são observados escleródios e as margens das lesões novas são bem definidas.

Etiologia - O agente causal é o fungo Deuteromiceto Helminthosporium solani (sin. Spondylocladium atrovirens), que possui micélio hialino, septado, ramificado que se torna escuro (amarronzado) com a idade. Conidióforos não ramificados são septados com conídios originados em espirais no final distal das células. Os conídios possuem dimensões de 7-8 x 18-64 m, com um orto-septo, e são marrom-escuros.

Para o desenvolvimento da doença é necessária umidade relativa elevada (90%). A transmissão dá-se principalmente através de tubérculos infectados, podendo ocorrer também no solo. O fungo penetra pelas lenticelas e periderme do tubérculo antes da colheita e, provavelmente, não se adapta ao solo brasileiro, pois grande quantidade de tubérculos infectados tem sido plantada e esta doença ainda não tem importância relevante. Até o presente momento não se conhece nenhum outro hospedeiro de Helminthosporium solani.

A doença continua a desenvolver-se e aumentar durante o armazenamento, podendo ocorrer novas infecções se os tubérculos forem mantidos sob alta temperatura e umidade relativa.

Controle - Recomenda-se utilizar batata-semente sadia; colher os tubérculos logo que estejam maduros; armazenar os tubérculos em condições adequadas.
SARNA PULVERULENTA - Spongospora subterranea

A doença desenvolve-se melhor em climas frios e úmidos, mas tem sido constatada em praticamente todas as regiões produtoras de batata do mundo. No Brasil, a sarna pulverulenta é considerada doença rara, sendo detectada pela primeira vez em 1988, no município de Vargem Grande do Sul-SP. Em 1992 foi constatada na principal região produtora de batata de inverno do Estado de São Paulo, causando grandes prejuízos. Embora a produtividade não seja afetada, a doença causa mancha e feridas na casca da batateira, depreciando seu valor comercial.



Sintomas - A doença só é detectada durante a colheita, quando verifica-se a presença de manchas e feridas na casca. O tubérculo é infectado via lenticelas, ferimentos e às vezes pelos olhos. Pústulas marrom-avermelhados, com diâmetros de 0,5 a 2 mm, estendem-se lateralmente sob a periderme, formando elevações ou pequenas erupções. O crescimento do tubérculo força a ruptura da periderme, resultando numa lesão branca, cujo formato lembra uma verruga.

Gradualmente, a periderme afetada escurece, fica deprimida e cheia de uma massa pulverulenta de esporos escuros do fungo. A lesão é normalmente circundada pela epiderme rompida, delimitando-a. Em solos muito úmidos pode não ocorrer o rompimento da periderme e a lesão apresenta-se maior e mais profunda.

Durante o armazenamento, a sarna pulverulenta pode ocasionar podridão seca ou aumento das lesões tipo verruga e, não ocorrendo o rompimento da periderme, a necrose aumenta lateralmente, produzindo um ou dois anéis ao redor da lesão original. As lesões servem de porta de entrada para outros patógenos que causam podridão nos tubérculos.

Infecções nas raízes e estolões ocorrem concomitantemente com as do tubérculo, apresentando pequenas manchas necróticas e galhas brancas que variam de 1 a 10 mm de diâmetro, podendo ocasionar murcha e até matar as plantas mais jovens se a severidade for muito alta. Essas galhas tem um formato que lembra uma verruga e, quando maduras, ficam escuras (amarronzadas) e rompem-se gradualmente, liberando uma massa pulverulenta de esporos no solo.



Etiologia - O agente causal da sarna pulverulenta é o fungo Spongospora subterranea, que pertence à classe Plasmodiophoromycetes. Produz cistosoros que são ovóides, irregulares, com 19-85 m de diâmetro, consistindo num agregado bastante relacionado com esporos de resistência. Cada esporo é poliédrico, com 3,5-4,5 m de diâmetro, com paredes lisas, finas e de coloração amarelada. Zoósporos primários e secundários são ovóides a esféricos, com 2 flagelos de tamanhos diferentes.

O fungo sobrevive no solo como cistosoro. A presença de raízes de hospedeiro suscetível estimula a germinação do esporo e produção do zoósporo primário. Este penetra pelas raízes e estolões, formando plasmódios multinucleados que produzirão zoósporos secundários, os quais irão infectar raízes e tubérculos. A invasão por zoósporo secundário estimula a célula hospedeira a crescer e numerosas galhas são formadas, no interior das quais forma-se uma massa de esporos de repouso que são liberados no solo com a morte da raiz. Os cistos podem permanecer no solo por mais de 6 anos e resistem à passagem pelo trato digestivo dos animais. Nos tubérculos infectados também formam-se cistos, funcionando como fonte de inóculo primário.

O início da infecção é favorecido por solos frios e úmidos, requerendo posterior drenagem. Com temperaturas de 16-200C, o período de incubação é de aproximadamente 3 semanas. A sarna pulverulenta pode ocorrer em solos com pH entre 4,6 e 7,6. Macro e micronutrientes têm pouco ou nenhum efeito sobre a doença. A adição de elementos como o enxofre e o óxido de zinco, no entanto, parece reduzir a doença.

Spongospora subterranea pode completar seu ciclo de vida em outras plantas do gênero Solanum formadores de tubérculos e nas raízes de Solanum nigrum e Nicotiana rustica. Outras espécies de dicotiledôneas e monocotiledôneas são infectadas, mas sem formação de esporos de resistência. O fungo é também vetor de viroses.

Controle - Recomenda-se evitar solos encharcados e contaminados; rotar culturas por 3 a 10 anos; plantar tubérculo-semente sadio; não usar esterco de animais que tenham sido alimentados com tubérculos doentes; controlar as irrigações, principalmente nos primeiros 50 dias do ciclo; evitar o plantio da variedade Achat, que é altamente suscetível à doença.
PODRIDÃO SECA E MURCHA DE FUSARIUM Fusarium spp.

O gênero Fusarium apresenta diversas espécies que atacam a batateira com variada sintomatologia. As doenças causadas pelas diferentes espécies de Fusarium ocorrem nas principais regiões produtoras de batata do mundo, sendo as mais importantes a podridão seca e a murcha de Fusarium. A murcha também é conhecida no Brasil por “olho-preto”. As perdas ocasionadas pela doença são principalmente a redução na produtividade, descarte de tubérculos na seleção e perda da qualidade dos tubérculos devido à presença de manchas.



Sintomas - A podridão seca afeta principalmente tubérculos tanto durante a estocagem como no plantio e encontra-se disseminada mundialmente. Tubérculos infectados caracterizam-se por apresentar podridão seca e deprimida, de tamanho variável. As lesões, em condição de alta umidade, podem revelar “flocos cotonosos” de cor branca a rosada, constituídos por micélio e frutificações do fungo. Com a progressão da doença, as partes afetadas vão se ressecando até a completa mumificação do tubérculo. A doença, principalmente em condições de armazenamento, favorece a entrada e o desenvolvimento de outros fungos sobre o tubérculo, o que ocasiona sua completa deterioração.

Os sintomas de murcha no tubérculo são a presença de lesões circulares escuras e firmes, caracterizando os “olhos pretos”. O fungo penetra pelo estolão, que fica seco, o que deu origem a outro nome pelo qual a doença é conhecida, “ponta-seca”. Cortando-se o tubérculo infectado, observa-se um escurecimento bem largo do vaso, de coloração marrom-clara, podendo se restringir a uma parte ou afetá-lo totalmente. Este sintoma pode ser confundido com o causado pela murcha bacteriana (Pseudomonas solanacearum), mas as principais diferenças são a não exsudação no anel vascular, o escurecimento mais largo deste e não aderência de terra nos olhos do tubérculo. No campo, a planta pode apresentar escurecimento do caule, amarelecimento ou bronzeamento das folhas e uma murcha leve, que podem passar despercebidas, já que ocorrem no final do ciclo da cultura.



Etiologia - Podridão seca é causada por F solani (Mart.) App. & Wr. (sin. F solani f.sp. eumartii (Carp.) Snyd. & Hans.) e Fusarium avenaceum (Fr.) Sacc. (sin. F roseum (Lk.) Snyd. & Hans.). Em algumas regiões uma espécie é dominante sobre a outra. O patógeno encontra excelente condições de desenvolvimento em temperaturas de 15 a 250C e umidade relativa de 50 a 75%. Presença de ferimentos, plantios em solos contaminados e armazenamento inadequado favorecem o desenvolvimento da doença.

Quatro espécies do gênero Fusarium são associadas com a murcha. Estas são, além de F solani e F avenaceum, Fusarium eumartii Carp. (sin. Fusarium solani f.sp. eumartii (Carp.) Snyd. & Hans.) e F. oxysporum Schl. (sin. F oxysporum Schl. f.sp. tuberosi (Wr.) Snyd.& Hans. Sintomas causados pela murcha de F eumartii são similares aos das murchas de F oxysporum e F avenaceum, sendo, no entanto, menos severos. Já os sintomas da murcha causada por F solani são distintos dos causados por F eumartii. As doenças são similares quanto à histopatologia, pois os fungos penetram pelas raízes, causando um encharcamento e invadindo as células epidermais. O xilema é colonizado e os vasos obstruídos. causando o colapso da planta, que varia conforme o patógeno envolvido. F eumartii sobrevive no solo por longos períodos sem perda de patogenicidade. Este fungo tem sido responsável pelo abandono de áreas de produção em muitos países.



Controle - Recomenda-se a prevenção de ferimentos durante a colheita e armazenamento, cuidados na estocagem dos tubérculos e tratamento da batata-semente com fungicida no controle da podridão seca. No caso da murcha, as medidas de controle restringem-se ao plantio de batateira em áreas livres do patógeno e uso de batata-semente sadia. Também é importante evitar estresses hídricos na cultura, pois plantas sob estas condições são mais suscetíveis à doença.
OUTRAS DOENÇAS

Podridão de Sclerotinia - Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary - Também conhecida por “mofo branco”, esta doença, em condições normais, não constitui problema para a cultura da batateira. Pode ocorrer intensamente quando a cultura é realizada em solos infestados e em condições de umidade (95-100%) e temperatura (16-220C) muito favoráveis, sendo a injúria normalmente restrita às hastes. Lesões cobertas de micélio e escleródios são encontradas mormente na rama principal e próximas ao nível do solo. Esta apresenta podridão que tende a causar um rápido anelamento, com conseqüente murcha. A medula é destruída internamente e tomada por numerosos escleródios de tamanho e forma variáveis, entre 0,5 e 2cm de diâmetro. Chuvas pesadas ou irrigação induzem a produção de apotécio a partir do escleródio. Os ascósporos são ejetados e disseminam o patógeno de maneira mais eficiente que o escleródio. Além da batateira, existem mais de 160 espécies que podem ser atacadas. Recomenda-se rotação de cultura com gramíneas, por 4 anos ou mais, evitar solos infestados e controlar a irrigação.

Podridão de Sclerotium - Sclerotium rolfsii Sacc. - A podridão ou murcha de Sclerotium é constatada em todas as áreas produtoras do país, mas seus prejuízos, no geral, são mínimos. Ocasionalmente, em solos muito infestados, o problema é grave. Na batateira, o fungo provoca podridão do colo e das raízes onde, em condições de calor e umidade, produz um micélio branco com numerosos escleródios marrons e esféricos, podendo ocasionalmente causar redução no estande. Nos tubérculos, o fungo penetra pelos estolões ou lenticelas e o micélio cresce de forma radial sobre a superfície dos tubérculos, sendo posteriormente invadido por organismos secundários, como Erwinia spp., que irão acelerar sua decomposição, processo que pode perdurar inclusive durante o armazenamento. O micélio do fungo é branco quando jovem, tornando-se escuro com a idade. Os escleródios são numerosos, arredondados, com diâmetro variando de 0,4-2,0 mm. A forma perfeita Pellicularia rolfsii (Curzi) West é bastante incomum e os basidiósporos parecem não ter grande importância no ciclo da doença. A germinação do micélio e do escleródio é favorecida por alta temperatura (28-300C), umidade relativa elevada e presença de matéria orgânica não decomposta. O controle da doença pode ser feito através da eliminação de restos de cultura, plantio em áreas pouco infestadas, rotação de culturas, desinfecção de tubérculos-semente antes do plantio e tratos culturais que evitem o acúmulo de matéria orgânica senescente ou plantas daninhas arrancadas na parte inferior das hastes, quando da amontoa ou da capina manual.

Roseliniose - Rosellinia spp. A roseliniose é uma doença rara em batateirais, sendo encontrada quando o plantio é realizado em terrenos recém-desbravados, ricos em matéria orgânica não decomposta e com alta umidade e temperatura. Sob estas condições, a doença é grave e de difícil controle. Os sintomas são necrose na região do colo, com desprendimento da casca e murcha. Tubérculos afetados escurecem externamente e quando cortados transversalmente observam-se no seu interior rizomorfas escuras do fungo. Com a evolução da doença os tubérculos chegam a mumificar. Na roseliniose, ao contrário da podridão de Sclerotium, o rizomicélio é encontrado em todas as partes da planta abaixo da superfície do solo e não ocorre a formação de escleródios. Para o controle são recomendadas as seguintes medidas: evitar o plantio em solos contaminados ou áreas recém-desbravadas, rotar culturas por vários anos e usar semente sadia.
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DOENÇAS DA BATATA-DOCE

(Ipomoea batatas (L.) Lam.)

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