Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas



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BIBLIOGRAFIA

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DOENÇAS DO ASPARGO

(Asparagus officinalis L.)

A. C. Maringoni



PODRIDÃO AQUOSA - Erwinia carotovora subsp. carotovora (Jones) Bergey et al.

A podridão aquosa ocorre nos turiões sob condições de campo ou durante a fase de transporte e comercialização. Esta doença é caracterizada pela presença de lesões aquosas inicialmente nas extremidades dos turiões, os quais apodrecem internamente, com o desenvolvimento da doença. E. carotovora subsp. carotovora dissemina-se, no campo, através da água de irrigação e durante os tratos culturais. A infecção ocorre, principalmente, na colheita quando há o contato dos turiões com solo infestado. Durante a lavagem dos turiões, após a colheita, pode também ocorrer infecção caso a bactéria esteja presente na água de lavagem. Condições de alta umidade, temperaturas entre 20 e 300C e ferimentos, durante a colheita e/ou processamento, são condições essenciais para o desenvolvimento da doença. As medidas indicadas para o controle dessa doença são: evitar ferimentos durante a colheita, a lavagem e o transporte; lavagem dos turiões com água limpa e tratamento com hipoclorito de sódio (150 a 200 ppm), durante 1 a 5 mm, seguido de refrigeração a 0 - 10C.


CERCOSPORIOSE - Cercospora asparagi Sacc.

A cercosporiose do aspargo é caracterizada pela presença de pequenas lesões circulares a elípticas, com centro de coloração marrom acinzentado, circundadas por halos marrom-avermelhados, ocorrendo nas folhas e nas hastes das plantas. Seu agente causal é o fungo Cercospora asparagi. Em condições muito favoráveis ao desenvolvimento da doença, as lesões podem coalescer e causar queda das folhas. A doença é favorecida por temperaturas entre 25 e 300C e por períodos chuvosos, O fungo sobrevive em restos culturais e em plantas voluntárias. Os conídios do fungo são disseminados pelo vento e por respingos de água de chuva ou de irrigação. Para o controle da cercosporiose deve-se eliminar restos culturais infectados, evitar o emprego de irrigação por aspersão e proceder a adubações equilibradas. A pulverização das plantas com os fungicidas benomyl, captan, chlorothalonil, maneb, mancozeb ou tiofanato metílico, após a observação dos primeiros sintomas da doença, tem-se mostrado eficaz.



FERRUGEM - Puccinia asparagi DC.

A ferrugem do aspargo é uma doença de ocorrência comum sobre a parte aérea da planta durante períodos frios e úmidos. O agente causal desta doença é o fungo Puccinia asparagi. Os sintomas são caracterizados pela presença de pústulas circulares, alaranjadas e de aspecto pulverulento, onde são produzidos os uredósporos, sobre as folhas e as hastes das plantas. E comum, nas pústulas mais velhas, a formação de teliósporos que conferem coloração mais escura às pústulas. Períodos chuvosos e temperaturas amenas favorecem a ocorrência e o desenvolvimento da doença. Os uredósporos do fungo são disseminados de maneira eficiente pelo vento e por respingos de água de chuva ou de irrigação. O fungo sobrevive em plantas voluntárias ou em restos de material vegetal doente, na forma de teliósporos. O controle da ferrugem do aspargo pode ser efetuado através da adoção de várias medidas como: eliminação dos restos culturais infectados e das plantas voluntárias e uso de cultivares resistentes (Mary Washington, Martha Washington, Jersey Centennial, Delmonte 361 e Jersey Giant). Pulverizações com oxicarboxin, triadimenol, bitertanol, cyproconazole ou tebuconazole controlam eficientemente esta doença.


FUSARIOSE - Fusarium spp.

A fusariose é uma doença de ocorrência cosmopolita e causa prejuízos consideráveis à cultura do aspargo. Os agentes causais desta doença são várias espécies de fungos pertencentes ao gênero Fusarium. No Brasil, foram constatados principalmente Fusarium oxysporum e F moniliforme, seguidos de F solani e F roseum, associados ao rizoma e às raízes das plantas doentes.

Esses patógenos causam acentuada redução na emergência e no crescimento, morte de raízes e amarelecimento de plântulas, na fase de sementeira. Em plantas adultas, reduzem o vigor, a longevidade e a produção. Durante a primavera, os brotos jovens tornam-se murchos, com mau desenvolvimento e podem apresentar coloração marrom. Em estádios bem avançados da doença pode-se observar descoloração no sistema vascular dos brotos. Sob condições de umidade relativa muito alta, ocorre o crescimento do micélio do fungo sobre as escamas do broto e este, posteriormente, torna-se seco e enrugado. É comum observar, no campo, a ocorrência de plantas murchas ou mortas, distribuídas em reboleira. As raízes e a parte basal do caule, que fica abaixo da superfície do solo, apresentam-se necrosadas e de coloração avermelhada. O rizoma pode apresentar áreas podres e seu tecido vascular escurecido.

A fusariose é favorecida por temperaturas do solo entre 23 e 250C. Plantas submetidas a algum tipo de estresse são mais suscetíveis à fusariose. Colheitas muito prolongadas no ano anterior, deficiência hídrica, excesso de umidade, desequilíbrio nutricional, ferimentos provocados por práticas culturais inadequadas e por insetos são alguns fatores que causam estresse às plantas.

Os fungos causadores dessa doença sobrevivem em restos culturais infectados no solo e através de estruturas de resistência, os clamidósporos. A disseminação desses patógenos ocorre através de sementes, rizomas doentes ou solo infestado aderido aos rizomas, água de escorrimento superficial no solo contaminada por estruturas fúngicas, insetos e pelo vento (conídios de F moniliforme).

Para o controle da fusariose recomenda-se: a utilização de sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas, a desinfestação do solo da sementeira, a seleção de rizomas sadios e o tratamento dos rizomas com fungicida em pré-plantio. As sementes podem ser desinfestadas com hipoclorito de sódio a 5%, durante 2 mm, enxaguadas com água limpa e, a seguir, tratadas com os fungicidas thiram (400 - 500 g i.a./100kg de sementes) ou benomyl (250 g i.a./100 kg de sementes). Os rizomas podem ser tratados através da imersão, durante 15 a 20 mm, em suspensão dos fungicidas benomyl (0,25 a 1 g ia/litro de água) ou captan (1 a 2,5 g ia.! litro de água) ou thiabendazol (0,5 a 2 g i.a./litro de água) antes do plantio e a pulverização da base das hastes das plantas com fungicida benomyl, na dosagem de 60 g/100 1 de água, no início do outono. Outras medidas empregadas são o controle de insetos, através da aplicação de inseticidas apropriados, e a aplicação de cloreto de sódio no solo na razão de 560 a 1120 kg/ha.


MANCHA FOLIAR - Phoma asparagi Sacc.

A mancha foliar do aspargo, cansada pelo fungo Phoma asparagi, é uma doença de ocorrência generalizada em todas as regiões produtoras do mundo. No Brasil, foi constatada em 1981, em Brasília, DF.

Os sintomas da mancha foliar são observados na parte aérea da planta. As lesões nas hastes das plantas são elípticas, medindo 15 mm de comprimento por 5mm de largura, de cor escura, variando de marrom a preto. É comum observar a presença de pequenas pontuações pretas no centro das lesões que são os picnídios do fungo. Nas folhas são observadas lesões puntiformes de coloração escura. Normalmente essa doença ocorre no fim do ciclo da cultura, durante o período de repouso vegetativo da planta. Dependendo da severidade da doença as hastes secam e morrem.

O fungo pode sobreviver por até oito meses em restos culturais infectados na superfície do solo. Períodos chuvosos com temperatura entre 20 e 300C são favoráveis para ocorrência e desenvolvimento da doença. Em condições de campo, os conídios do fungo são disseminados através de respingos de água de chuva ou de irrigação e pelo vento.

As medidas recomendadas para o controle dessa doença são: eliminação dos restos culturais contaminados no campo, através da queima ou da incorporação no solo a uma profundidade de 10 a 30 cm, e pulverização da parte aérea das plantas com fungicidas cúpricos, tiofanato metílico, carbendazim, acetato de trifenil estanho ou mancozeb, no início do aparecimento dos primeiros sintomas.
MANCHA PÚRPURA . Stemphylium vesicarium (Wllr.) Simmons - S. botryosum Wallr.

A mancha púrpura, cansada por Stemphylium vesicarium e S. botryosum, pode acarretar perdas da ordem de 18 a 51 % na produção do aspargo. Essa doença ocorre nas folhas e nos turiões de aspargo. Nas folhas, as lesões são necróticas, de formato elíptico, circundadas por halo arroxeado. Nos turiões, as lesões são ovaladas, de coloração arroxeada, medem 0,8 a 1,5 mm de diâmetro e ficam localizadas em sua base. Nos rizomas e na parte basal das hastes é comum observar a presença de podridão logo após a poda da parte aérea das plantas.

Normalmente, tecidos novos são mais suscetíveis que os velhos. Condições de temperaturas amenas, próximas a 140C, e períodos chuvosos favorecem o desenvolvimento da doença. Ferimentos na superfície dos turiões propiciam a penetração do fungo. O fungo sobrevive em plantas voluntárias e em restos culturais infectados no campo.

O controle da mancha púrpura é feito através da eliminação de restos culturais infectados (incorporação no solo ou queima) e uso de cultivares resistentes como Jersey Giant, Cito, Minerve, Desto e Brunetto. Fungicidas eficientes no combate à mancha púrpura são: maneb, mancozeb, chlorothalonil, iprodione e procimidone.


OUTRAS DOENÇAS

Algumas doenças causadas por fungos são descritas na literatura internacional, embora não tenham sido constatadas no Brasil. Dentre elas destacam-se a podridão de esclerotínia, causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que incide na parte aérea e nos turiões; a podridão do rizoma, causada por Phytophthora megasperma var. sojae, que ocorre na base do rizoma e nos turiões, e a podridão cinzenta, causada por Botrytis cinereae, que causa lesões nas folhas, nas flores e nos turiões. Embora não relatadas no Brasil, há ocorrência de pelo menos três viroses de importância econômica na cultura do aspargo. O nanismo viral, causado pelo “tobacco streak virus”- TSV, que é um Ilarvirus, da família Bromoviridae, provoca poucos sintomas visíveis nas plantas infectadas, mas acarreta sub-desenvolvimento da planta, perda de vigor e de produção. Esse vírus é transmitido por tripes (Frankliniella occidentalis e Thrips tabaci) e por cuscuta. O decaimento, causado pelo “Asparagus virus 1 “-AV- 1, que pertence ao gênero Potyvirus, da família Potyviridae, caracteriza-se pela redução no crescimento das plantas, perda de vigor e menor produção. Este vírus é transmitido por afídeos de forma não persistente. Sobrevive em plantas voluntárias de aspargo e, provavelmente, cm outros hospedeiros. Há um segundo caso de decaimento, causado pelo “Asparagus virus 2”-AV-2, do gênero Ilarvirus, da família Bromoviridae, onde as plantas afetadas não mostram sintomas visíveis, mas têm reduções no crescimento, no vigor e na produção. Quando ocorre simultaneamente com o AV-l causa maiores perdas na produção das plantas. Este vírus é transmitido pelo pólen e por sementes. A transmissão mecânica ocorre no campo durante a colheita dos turiÕes e na poda da parte aérea das plantas, via instrumentos cortantes. O AV-2 sobrevive em plantas voluntárias infectadas, em plantas velhas no campo e nas sementes. As medidas recomendadas para o controle dessas viroses são: controle de insetos vetores (TSV e AV-l), uso de plantas matrizes livres de vírus obtidas pelo cultivo de meristema e uso de sementes sadias (AV-2).

No Nordeste do Brasil, na região do sub-médio São Francisco, há relato da ocorrência de Meloidogyne javanica em aspargo. Esse nematóide parasita as raízes nutridoras, mas não forma galhas como ocorre em outras culturas atacadas. Ele é facilmente observado a olho nu, através da presença de ootecas sobre as raízes parasitadas, formando pequenos pontos salientes, de coloração marrom-alaranjada. Nesses pontos salientes são observadas as fêmeas, geralmente com a parte posterior do corpo fora da raiz. Nas raízes armazenadoras e nos rizomas não foram observadas larvas ou fêmeas de M. javanica. Algumas linhagens de aspargo mostram moderada resistência a M. javanica, sob condições de campo, entre elas G 22 x 14, G 101 x 14, G 103 x 14, G 10 x 14 e W 12 x 14.




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