North versus South




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Norte x Sul

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Os candidatos aqui escolhidos são de minnha opinião e dos dois autores do artigo “North versus South” da revista Astronomy (detalhes ver slide 44) ambos estudaram os céus do norte e do Sul. O julgamento aqui não é científico. O artigo da revista Astronomy foi escrito mais como um incentivo para os leitores observarem e eles mesmos julgarem quais objetos acham mais belos. O meu objetivo como sessão astronomia para o público leigo foi o de mostrar quais objetos existem no céu e também incentivá-los a os observarem.



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Qual o hemisfério que possui os objetos celestes mais belos?


Não conseguimos ver todas as 88 constelações existentes no céu estando muito ao Norte ou muito ao Sul no globo terrestre. Na cidade de São Carlos a 22 graus de latitude Sul não vemos a famosa estrela polar do Norte na constelação da Ursa Menor. E as outras constelações do hemisfério Norte vemos apenas em certas épocas do ano. Já as constelações do Sul próximas ao polo Sul celeste podem ser vistas durante o ano todo para um observador atento do hemisfério Sul. O mesmo acontece para objetos do Norte observados por pessoas do hemisfério Norte.

Mas e agora qual hemisfério terá os objetos mais belos do céu? Quem será o grande vencedor?



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Aglomerados Abertos - São pequenos conjuntos de estrelas dentro de constelações. Observando-os no telescópio ou binóculo conseguimos contar o número de estrelas que cada um deles possui. Estas estrelas são em geral jovens, com alguns milhares ou milhões de anos de idade (para efeito de comparação o Sol possui 5 bilhões de anos e é considerado uma estrela de meia idade).
Aglomerados Globulares – São também conhecidos por aglomerados fechados Pequenos conjuntos de estrelas dentro de uma constelação. Mas quando os observamos usando um telescópio ou binóculo vemos um enxame de estrelas, tantas que não conseguimos nem mesmo contá-las. Alguns destes objetos chegam a conter milhares de estrelas sendo estas antigas. (com alguns bilhões ou trilhões de anos de idade). Em relação ao Sol estão mais distantes do que os aglomerados abertos situando-se no halo da Galáxia.
Nebulosas Planetárias – Representam o fim da vida de uma estrela com uma massa semelhante a do Sol que expeliu suas camadas externas . Assim, observa-se muitas vezes uma estrela central muito quente e em volta dela um anel de gás. O nome planetárias origina-se da aparência destes objetos que lembram os anéis de Saturno. Porém, o nome não passa desta semelhança pois estes objetos estão muito além do Sistema Solar.
Nebulosas Difusas – São o berço das estrelas. Imensas núvens de gás (basicamente H e He ) muitas vezes maiores que o Sistema Solar. Destas núvens originam-se estrelas e planetas. No telescópio aparentam ser acizentadas mas quando tiramos uma foto de longo tempo de exposição revelam suas cores que em geral são vermelhas ou azuis (emissão e reflexão respectivamente).
Galáxias – Universos ilhas com trilhões de estrelas. Todas as estrelas que vemos no céu pertencem a nossa Galáxia a Via Láctea (ou seja todos os aglomerados, constelações e nebulosas). Este nome quer dizer caminho do leite pois se observarmos o céu de um local escuro como numa fazenda ou na estrada vemos uma faixa branca cortando o céu. Se tivermos sorte podemos ver a noite (de um local escuro) no Sul as Núvens de Magalhães que são galáxias satélites de Via Láctea.

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Caixinha de Jóias ou NGC 4755 – objeto do Sul


Um dos algomerados abertos mais belos pois suas estrelas possuem cores diferentes daí o nome popular Caixinha de Jóias. Com um pequeno telescópio consegue-se ver 50 estrelas. Pertence a constelação do Cruzeiro do Sul. Situa-se a uma distância de aproximadamente 7000 anos luz (1 ano luz = 10 000 000 000 000 Km).




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NGC 6231– objeto do Sul


É um aglomerado aberto grande com aproximadamente 120 estrelas numa rica região da Via Láctea situado na constelação do Escorpião . Parece as Pleaides em miniatura quando visto por um binóculo. Se este algomerado estivesse a mesma distância que as Pleiades estão da Terra ele seria tão brilhante quanto Sirius (a estrelas mais brilhante do céu).



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Pleiades ou M45 – objeto do Norte
O algomerado aberto mais brilhante do céu. As Pleiades ou também conhecidas por sete irmãs pertence a constelação do Touro. Na arte préhistórica este objeto era representado por 13 estrelas e foi usado como teste de visão para os guerreiros. Quem consegui-se ver as 13 estrelas tinha uma visão perfeita. Com telescópios grandes conseguimos observar que existe uma nuvem na qual as estrelas (cerca de 250) estão embebidas indicando portanto que são jovens (50 milhões de anos). Este objeto cobre 1 grau no céu que equivale a duas luas cheias em extensão. Encontra-se a aproximadamente 415 anos luz da Terra.

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(NGC 869, NGC 884) ou H e X Persei – Objeto do Norte

É um algomerado aberto duplo na constelação de Perseus. Ambos visíveis a olho nu e cada um deles cobre uma área maior que a da lua cheia. NGC 869 é mais brilhante e rico que seu companheiro contendo aproximadamente 350 estrelas enquanto que o outro possui 300. Ambos estão a aproximadamente 7300 anos luz mas não estão fisicamente associados.



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Pontuação para aglomerados abertos

O hemisfério Sul vence na categoria por possuir objetos belos mais numerosos do que os do hemisfério Norte portanto ganhando 5 pontos. Porém o primeiro e segundo lugar ficaram com o hemisferio Norte assim 5+3 = 8. O terceiro lugar foi um empate entre três objetos do hemisfério Sul = 1 ponto. Total hemisfério Norte 8 e Sul 6.



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Esquema mostrando onde situam-se os aglomerados globulares, abertos e o Sol na galáxia. O Sol e os aglomerados abertos estão no disco da galáxia. Enquanto que os aglomerados globulares estão no halo distribuidos em volta do disco da galáxia. Por este esquema podemos ver que os aglomerados globulares estão em geral mais longe do Sol do que os abertos. A escala de distâncias está medida em parsecs (1 parsec= 3,26 x10 trilhões de km).



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M22 – objeto do Sul

Aglomerado globular situado na constelação de Sagittarius e facilmente visível com um binóculo. Seu núcleo não é tão condensado como o de outros aglomerados. Se encotra a uma distância de 10 000 anos luz do Sol.




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47 Tucanae ou NGC 104 – Objeto do Sul
Segundo maior aglomerado globular do céu situado na constelação do Tucano. É visível a olho nu. Está a 1,5 graus a oeste da pequena Núvem de Magalhães. Seu núcleo é mais condensado do que o de Omega Centauri. É um dos aglomerados globulares mais próximos estando a 19 000 anos luz do Sol.

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Omega Centauri ou NGC 5139 – Objeto do Sul
Maior e mais brilhante aglomerado globular do céu, facilmente visível a olho nu na constelação de Centaurus próximo ao Cruzeiro do Sul. Ocupa no céu o tamanho de uma lua cheia. Está a 16 000 anos luz do Sol.

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M13 ou NGC 6205 – Objeto do Norte
O aglomerado globular mais belo do Norte com aproximadamente 300 000 estrelas. Situado na constelação de Hercules é facilmente visível a olho nu. Está a 22 500 anos luz de distância e possui um diâmetro de pelo menos 100 anos luz.

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M4 ou NGC 6162 – Objeto do Sul

Encontra-se na constelação do Escorpião a 1,3 graus a oeste de sua estrela mais brlhante a gigante vermelha Antares (também conhecida como coração do Escorpião). Visível com binóculo está a apenas 7500 anos luz do Sol.



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M5 ou NGC 5904 – objeto do Norte

É um dos mais belos globulares do hemisfério Norte perdendo apenas para M13. Facilmente visível com binóculos encontra-se a 27 000 anos luz do Sol na constelação da Serpente.



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Pontuação para os aglomerados globulares. O hemisfério Sul vence nesta categoria somando 5 pontos a sua pontuação anterior. Em primeiro lugar esta 47 Tucanae objeto do Sul + 5 pontos. Em segundo Omega Centauri – objeto do Sul + 3 pontos. E em terceiro novamente temos o hemisfério Sul com M22. Somando ao todo nesta categoria para o hemisfério Norte +0 e para o Sul + 14. Somando com o placar da categoria anterior temos para o Norte 8 pontos e para o Sul 20.
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Nebulosa Bolha do sabão ou M27 ou ainda NGC 6853 – objeto do Norte

Situada na constelação de Vulpécula é a segunda nebulosa planetária mais brilhante do céu . Cobre ¼ da área ocupada por uma Lua Cheia no céu. É visível com binóculo ou telescópio numa cor esverdeada. Fotos de longo tempo de exposição revelam padrões de rosa com azul. Este objeto está a 1250 anos luz.



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Nebulosa do Anel ou M 57 ou ainda NGC 6720 – objeto do Norte

É a mais facil de ser localizada que as demais nebulosas planetárias pois esta próxima de estrelas brilhantes de Lyra que podemos usar como referência. É uma das maiores nebulosas planetárias aparecendo maior que o planeta Júpiter observado de um mesmo telescópio. Está a uma distância de 4100 anos luz do Sol. Em fotos de longo tempo de exposição conseguimos ver o que parece ser um anel de fumaça, daí a origem de seu nome popular.



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Nebulosa do Esquimó ou NGC 2392 – objeto do Norte

Com um pequeno telescópio vemos um disco arredondado azul esverdeado na constelação de Gemeos. Somente com telescópios maiores conseguimos ver o que aparenta ser o rosto de um esquimó. Este objeto encontra-se a 1400 anos luz do Sol.



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Nebulosa de Saturno ou NGC 7009 - objeto do Sul
Recebeu este nome por sua semelhança com os anéis de Saturno quando vista de um telescópio grande. No entanto, nos telescópios menores aparenta ser uma elipse azul esverdeada. Esta na constelação de Aquario.

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Placar dos vencedores na categoria de nebulosas planetárias. Na categoria como um todo o Sul venceu por seu grande número de variedades de nebulosas planetárias assim recebeu + 5 pontos. Mas o primeiro lugar ficou com o Norte sendo a nebulosa da bolha de sabão o vencedor +5 pontos . Em segundo outro objeto do Norte a nebulosa do Anel +3 pontos e em terceiro a nebulosa de Saturno do Sul +1 ponto. Total nesta categoria 8 para o Norte e 6 para o Sul.
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Nebulosa de Eta Carinae ou Buraco da Fechadura ou ainda NGC 3372 – objeto do Sul
Uma núvem de gás com aspecto avermelhada que envolve uma estrela que muda de brilho. Eta Carinae chegou a ser a segunda estrela mais brilhante do céu depois de Sirius por volta de 1843. Agora não conseguimos observar esta estrela a olho nu porque a núvem de gás absorve a luz da estrela. Esta a 9000 anos luz de distância do Sol.
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Nebulosa da Águia ou M 16 ou ainda NGC 6611– objeto do Norte

Faz parte de um aglomerado contendo 50 estrelas situados a 7000 anos luz de distância com uma extensão de aproximadamente 15 anos luz. Suas estrelas tem em média 5,5 milhões de anos de idade. Vemos o aspecto mostrado na foto apenas com fotos de longo tempo de exposição pois este objeto é muito fraco apesar de ocupar a áreia de quase uma Lua Cheia no céu. O nome nebulosa da Águia vem da aparêncai da nebulosa.


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Nebulosa de Trífida ou M 20 ou ainda NGC 6514 – objeto do Sul
Recebe este nome por apresentar 3 linhas escuras de poeira quando observada em fotos de longo tempo de exposição. Estima-se que ela esteja a uma distância superior a 5000 anos luz do Sol.
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Nebulosa de Orion ou M 42 – Objeto do Sul (corta o Equador Celeste)
Talvez a nebulosa mais observada por se encontrar numa das constelações mais facilmente reconhecidas a de Orion o caçador. Objeto facilmente visível a olho nu próximo as três Marias que são o cinturão de Orion. Um berço de estrelas muito estudado pelo telescópio espacial Hubble que revelou discos de matéria em volta de estrelas que possivelmente formarão planetas. É uma núvem gigantesca de gás com 15 anos luz de diâmetro a 3000 anos luz do Sol. Ela brilha por causa de suas estrelas que nasceram a partir dela conhecidas como estrelas do Trapézio. Em fotos de longo tempo de exposição apresenta um aspecto avermelhado.
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Nebulosa da Tarântula ou NGC 2070 – objeto do Sul

Seu nome popular é por causa de sua aparência com uma aranha. Está além da Via Láctea na Grande Núvem de Magalhães a uma distância de 180 000 anos luz. Este objeto é tão grande (750 anos luz de diâmetro) que se colocado na mesma distância da Nebulosa de Orion teria um brilho de 2 a 3 vezes maior que o do planeta Venus e ocuparia 30 graus no céu (ocupando toda a constelação de Orion) ! Faz parte do aglomerado 30 Douradus.


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Pontuação para as nebulosas. Na categoria como um todo o Sul vence por sua variadade de nebulosas ( + 5 pontos). Em primeiro lugar fica a Nebulosa de Orion, como este objeto esta praticamente no equador celeste damos uma colher de chá para o Norte e dividimos os pontos +2,5 para o Norte e + 2,5 para o Sul. Em segunda colocação está novamente o sul com Eta Carinae +3 pontos e em terceiro a Nebulosa de Tarântula também do Sul +1 ponto. Placar nesta categoria Norte 2,5 e Sul 11,5.
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Foto mostrando muitas galáxias para dar uma idéia de que são numerosas. As estrelas que vemos nesta foto pertencem a Via Láctea. Esta foto também é conhecida por “deep field” porque contem objetos muito distantes.
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Galáxia de Centaurus A ou NGC 5128– objeto do Sul

Encontra-se a 14 milhões de anos luz do Sol. Mesmo em pequenos telescópios aparece como uma mancha brilhante arredondada cortada por uma região escura de poeira. A poeira são restos de uma galáxia menor que esta galáxia elíptica gigante engoliu.


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Galáxia de Andromeda ou M31 ou ainda NGC 224 – objeto do Norte

É uma galáxia espiral 2 vezes maior que a Via Láctea localizada a 2,2 milhões de anos luz na constelação de Andromeda. Visível a olho nu como uma mancha elíptica em noites escuras. Apenas conseguimos ver a parte central que é brilhante usando telescópios pequenos. Mas fotos de longo tempo de exposição revelam que seu diâmetro aparente chega a ser a área ocupada por 6 luas cheias. Esta galáxia possui mais duas galáxias satélites M32 e a outra NGC 205 que é menos brilhante que a anterior.


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Galáxia do Triângulo ou M33 ou ainda NGC 598 – objeto do Norte


Esta localizada a 2,7 milhões de anos luz da Terra no grupo local de galáxias. Cobre uma área superior a da lua cheia. Mesmo com sua proximidade é pouco observada por causa de seu baixo brilho superficial. Mas pode ser localizada com um binóculo na constelação do Triângulo.


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Pequena Núvem de Magalhães ou NGC 292 – objeto do Sul

É uma das galáxias satélites da Via Láctea localizada na constelação do Tucano. Esta constelação é circumpolar tornando dificil de ser observada para pessoas que estão em altas latitudes. É visível a olho nu cobrindo uma área de 3,5 graus (equivalente a 7 luas cheias). Com pequenos telescópios conseguimos resolver suas estrelas. Esta a 230 000 anos luz do Sol.


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Grande Núvem de Magalhães – objeto do Sul
É uma galáxia irregular a 180 000 anos luz na constelação de Doradus. A vista desarmada ocupa a área equivalente a 12 x a lua Cheia. Binóculos e telescópios mostram estrelas, nebulosas e aglomerados. É também a maior galáxia satélite de Via Láctea. Estima-se que tenha 10 000 000 estrelas e uma massa 1/10 da nossa Galáxia.
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Galáxia de Sombreiro ou M104 ou ainda NGC 4594 – objeto do Su;
Localizada na constelação de Virgem é mais facilmente encontrada usando-se como estrelas de referências as da constelação de Corvus. Recebeu este nome Sombreiro pois sua aparência assemalhar-se a de um chapéu mexicano. Vemos uma faixa escura de poeira dividindo a parte de baixo com a de cima da galáxia. Esta além de 350 000 000 anos luz do Sol.
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Pontuação para as galáxias. Na categoria de galáxias o Norte vence (+5 pontos ) por seu grande número de variedade de galáxias. A razão disto é clara pois no Norte não há tanta poeira do disco da Via Láctea quanto no Sul. Esta poeira absorve a luz das estrelas fazendo com que não consigamos observar tantas galáxias distantes no Sul. Em primeiro lugar ficou a Grande Núvem de Magalhães que é um objeto do Sul (+5 pontos ) em segundo sua companheira a Pequena Núvem (+ 3 pontos). Em terceiro lugar foi um empate entre a galáxia de Andromeda e Centaurus A assim +0,5 para o Norte e + 0,5 para o Sul. Ao todo o Sul ficou com 8,5 pontos e o Norte 5,5 pontos nesta categoria.

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O placar final.


Vemos que o Norte ganhou nas categorias de nebulosas planetárias e aglomerados abertos ficando o Sul vencedor nas demais categorias. Como um todo o Sul é o grande vencedor!
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Por que o Sul ganhou?

O centro da Via Láctea esta localizada na constelação de Escorpião e Sagittarius ambas constelações do hemisfério Sul. Estas constelações ficam visíveis a noite toda nas noites de inverno do hemisfério Sul. Isto faz com que possamos observar a região mais rica do céu. Pois é no núcleo da galáxia onde se encontram a maior parte das estrelas de nossa galáxia.


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Slide da autoria do artigo ao qual se baseou-se esta palestra.


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