Enterite eosinofílica em cerdocyon thous




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Enterite eosinofílica em cerdocyon thous (Cachorro do Mato)
Autores: Luis Michel dos Santos1, Jayme Augusto Peres2, Ana Maria Gealh3, Viviane Teresinha Koga4 , Valquiria C. Martins1.

  1. Discente Curso de Medicina Veterinária - UNICENTRO

  2. Docente Curso de Medicina Veterinária - UNICENTRO

  3. Docente Curso de Ciências Biológicas - UEPG

  4. Discente Curso de Ciências Biológicas - UEPG


Palavras-chave: Enterite, Enterite Eosinofílica, Parasitose Intestinal, Cerdocyon thous.
Resumo

A ocorrência da enterite eosinofílica está associada a infestação parasitária e a alterações favorecidas por reações de hipersensibilidade. Na sub-mucosa intestinal é observado um infiltrado inflamatório com o predomínio de eosinófilos, podendo estes estarem presentes desde o intestino delgado até o reto. O principal sinal clínico é ocorrência de uma diarréia com perda progressiva de peso associada a diminuição dos níveis séricos de albumina, sendo denominada de enteropatia com severa perda de proteínas.

O presente trabalho trata-se da descrição de um caso de enterite eosinofílica em um exemplar de Cerdocyon thous, que é um canídeo comumente conhecido como: cachorro do mato, graxaim, lobinho e guaraxo. Diferenciado das demais espécies pela sua pelagem composta pôr pêlos cinza-claros e amarelados na base, sendo que na linha dorsal são mais escuros formando uma faixa dorsal preta estendendo-se até a ponta da cauda, as extremidade dorsal dos pés e mãos também são pretas, servindo para distingui-lo facilmente de outras espécies como a raposa do campo. Durante o exame necroscópico identificou-se lesões na mucosa intestinal, na região íleo cecal, as quais foram coletadas para exame histopatológico.


Introdução
O cerdocyon thous é um canídeo comumente conhecido como: cachorro do mato, graxaim, lobinho e guaraxo. Possui pelagem composta pôr pêlos cinza-claros e amarelados na base, sendo que na linha dorsal são mais escuros formando uma faixa dorsal preta estendendo-se até a ponta da cauda, as extremidades dorsal dos pés e mãos também são pretas, servindo para distingui-lo facilmente de outras espécies como a raposa do campo. Este faz sua toca em fendas de ocos de árvores caídas na chão, ou utiliza-se de tocas de tatus ou buracos formados pela erosão no solo, alimenta-se de invertebrados, pequenos roedores e frutas. É um animal de hábito noturno ( LANGGUTH, 1975).

O termo enterite é utilizado para referir-se a inflamações de qualquer parte do trato intestinal ou mesmo de todo o trato, mas é utilizado com maior frequência nas inflamações de intestino delgado, podendo estas serem classificadas em enterites catarral, hemorrágica, fibrinosa, necrótica, eosinofílica e a purulenta (JONES, 2005 )

A ocorrência da enterite eosinofílica está associada a infestação parasitária, bem como, as reações de hipersensibilidade. Macroscopicamente as lesões são caracterizadas por infiltrado inflamatório com o predomínio de eosinófilos na mucosa e submucosa intestinal, distribuindo-se por todo intestino delgado e grosso. Os sinais clínicos da doença são: a diarréia com perda progressiva de peso associada a uma diminuição dos níveis séricos de albumina, sendo esta denominada de enteropatia com severa perda de proteínas (JONES, 2005 ).

As enterites ocorrem em todas as espécies animais, porém um caso foi descrito em um Puma concolor (Suçuarana), na região sul de Minas Gerais, observando-se lesões macroscópicas e microscópicas causadas por helmintos gastrintestinais. A lesão mais significativa estava associada ao acantocéfalo Oncicola oncicola, caracterizando-se por uma enterite granulosa multifocal, (VARASCHIN, 2006).




Material e Métodos

Foi recebido um exemplar de Cerdocyon thour, (Cachorro do Mato) no Laboratório de Anatomia Patológica da Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, proveniente do Laboratório de Zoologia de Vertebrados da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG, para a realização de exame necroscópico. O animal foi encaminhado, por equipe autorizada, para a UEPG sendo este encontrado morto em rodovia da região.

Durante o exame necroscópico, observou-se intensa dilatação de mucosa e submucosa intestinal associada a hiperemia difusa com edema formado pela presença de exsudação protéica. Hemorragia multifocal puntiformes estavam presentes na mucosa ileo-cecal caracterizando a enterite eosinofilica.

As amostras das lesões foram coletadas e acondicionadas em solução de formalina tamponada a 10%. Posteriormente submetida ao processamento histológico padrão, observando-se intensa exsudação protéica associada a hiperemia difusa e reação inflamatória com o predomínio de células mononucleares. Infiltrado composto por eosinófilos foram observados junto as células epiteliais e entre as células linfóides favorecendo o acumulo de substância amilóide local.



Resultado e Discussão

As alterações macroscópicas e microscópicas observadas permitem enquadrar o processo anatomo-patológico em Enterite Eosinófica. A conseqüência deste processo favorece uma alteração funcional local, favorecida pela reação inflamatória difusa a qual tem como característica a intensa exsudação e reação celular linfóide e de eosinófilos. Cabe ressaltar também que a válvula ileo-cecal não funcionando pela lesão presente, pode-se ter como conseqüência para o animal a parada de conteúdo fecal na região, o qual irá se transformar em um corpo estranho perpetuando a reação inflamatória e impedindo a função do órgão, seja em sua função de absorção de água, fatores relacionados a imunidade e até mesmo a absorção de complexos vitamínicos.



Conclusão

A ocorrência deste tipo de lesão em animais silvestres tem como fator a ocorrência de parasitose intensa, fator que se eleva ainda mais quando este animal começa a sair de seu habitat natural para buscar alimentos, favorecendo a transmissão parasitária pelo aumento do contato do animal com outras espécies, as consideradas domésticas. Além disso, o desequilíbrio alimentar ocasionado pela invasão do homem em seu território acumulando lixo e/ou restos de alimentos, estimulando o consumo destes subprodutos pelos animais silvestres, que ao entrarem em contato com conservantes e estabilizantes terão a reação de hipersensibilidade a esses compostos desencadeada como observado no acúmulo da substância amilóide descrita.




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