Descreva e caracterize os Hemicordados, Urocordados e Cefalocordados




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Tutoria A1
Descreva e caracterize os Hemicordados, Urocordados e Cefalocordados:

Filo Hemichordata:


São pequenos grupos de animais marinhos com formato de vermes. A aliança com os cordados esta baseada na “notocorda” dos hemicordados, ambos tem os grupos possuem fendas faríngeas, de resto são diferentes.

Existem duas classes – os Enteropneusta e os Pterobranchia.

Os enteropneustas são os hemicordados mais comuns e melhor conhecidos. Os pterobrânquios consistem em três gêneros de pequenos animais que habitam tubos e que não são encontrados com freqüência.
Classe Enteropneusta:
São habitantes de águas rasas. Alguns vivem sob rochas e conchas, muitos cavam na areia. Podemos encontrar cordões enrolados resultado das fezes depositadas ali por estes animais.

São vermes grandes. A espécie brasileira Balanoglossus gigas pode passar de 1,5 m, e cavar galerias de ate 3 m de comprimento. Têm limitados poderes de locomoção.

Muitos enteropneustos cavadores consomem areia e lodo de onde subtrai as matérias orgânicas. Os enteropneustas possuem um sistema vascular sanguínea aberto, composto de dois vasos contrateis principais e um sistema de canais sinusóides.

O sistema nervoso é relativamente primitivo. Em diferentes regiões do corpo, o plexo nervoso na base do epitélio superficial tornou-se espessado para formar cordões nervosos epidérmicos nos quais as fibras nervosas estão arranjadas longitudinalmente.

O sistema sensorial é composto por células neurosensoriais espalhadas pelo epitélio superficial.

Enteropneustos são animais frágeis, é muito difícil coletar intactos os espécimes maiores. A maioria das espécies pode regenerar pelo menos algumas partes do tronco. Observou-se reprodução assexuada em várias espécies, incluindo membros dos gêneros Glossobalanus

Classe Pterobranchia:
Os Pterobranchia consistem num pequeno número de espécies pertencentes a três gêneros. São animais raramente encontrados. A maioria deles é habitante de águas relativamente profundas e o maior número de espécies é encontrado no Hemisfério Sul.

Com raras exceções, os pterobrânquios vivem em tubos secretos, os quais são organizados em agregados ou colônias sobre o substrato. Algumas espécies são fixadas por pedúculos. Mas alguns são mantidos juntos por um estolão.

A probóscide tem forma de escudo e funciona na movimentação do animal pelo lado interno do tubo, bem como na secreção do tubo. A característica mais notável desses vermes é a presença dos braços e tentáculos sobre o lado dorsal do colarinho. Os braços exibem numerosos tentáculos pequenos e bastante ciliados. Supostamente, os tentáculos capturam organismos diminutos, que são levados à boca pelos cílios.

Não existem fendas branquiais na maioria, mas em alguns pode ser encontrado apenas um par.


Protocordados:
O termo protocordados refere-se a um grupo possivelmente parafilético (por excluir os vertebrados) de animais invertebrados que reúne representantes do Filo Chordata. Todos eles apresentam clivagem radial do zigoto, são deuterostômios, possuem fendas faríngeas e são marinhos.

Os Chordatas, o maior dos filos deuterostomados, incluem animais com três características distinguíveis: Um cordão nervoso dorsal côncavo, que se origina no ectoderma; um suporte esquelético longitudinal e dorsal, um notocórdio, localizado sob o cordão nervoso, e aberturas laterais pares, comumente designadas fendas ou aberturas braquiais, situadas na parede faríngea do trato digestivo.

A maioria dos cordados é vertebrada, mas existem dois pequenos subfilos interessantes de cordados inferiores que não apresentam uma coluna vertebral ou esqueleto.
Subfilo Urochordata:
Os urocordados são animais filtradores que apresentam notocorda na cauda, pelo menos na fase larval. O termo tunicado refere-se ao fato de todos os representantes deste táxon ter o corpo recoberto por uma túnica composta essencialmente por tunicina, um isômero da celulose.

Os membros do Subfilo Urochordata, mais conhecidos como tunicados ou ascidias, constituem o maior grupo de cordados invertebrados. A maioria desses tunicados é séssil, vivendo fixos a rochas, conchas, pilares e cascos de navios.

São subdivididos em três classes: Ascidiaceas, Thaliacea e Appendicularia.
Classe Ascidiaceas:
Os urocordados da Classe Ascidiaceas-as ascidias-são representados por cerca de 2.000 espécies, solitárias ou coloniais, sésseis na fase adulta e livre-natentes na fase larval.

São monóicos, mas a autofecundação é evitada devido ao amadurecimento de ovários e testículos em épocas diferentes. Algumas espécies reproduzem-se assexuadamente, por brotamento.


Classe Thaliacea:
A Classe Thaliacea inclui três famílias de organismos planctônicos: Salpidae, Doliolidae e Pyrosomatidae.

Os representantes dos gêneros Salpa e Doliolum – as salpas e os dolíolos – somam aproximadamente 100 espécies que vivem em mares de águas quentes.

Um aspecto interessante do seu ciclo de vida é a alternância de gerações. Os Pyrosomatidae são tunicados coloniais, bioluminescentes.
Classe Appendicularia:
Os organismos da Classe Appendicularia (=Larvacea) são tunicados neotênicos, planctônicos, que apresentam uma “capa” muito elaborada, relacionada não somente com a proteção do organismo, mas também com a captura de alimento.
Subfilo Cephalochordata:
Os cefalocordados, vulgarmente denominados anfioxos, são representados por cerca de 25 espécies, agrupadas nos gêneros Branchiostoma e Epigonichthys. Os anfioxos ocorrem em todos os oceanos, próximo a praias arenosas.

São organismos alongados, comprimidos lateralmente, livre-natantes, que medem cerca de 5 cm de comprimento. São mais ativos à noite, e passam a maior parte do tempo com a região caudal do corpo enterrada no substrato, mantendo, desse modo, o corpo em posição vertical (ou oblíqua) em relação ao fundo, e a região rostral exposta à coluna d’água. Nessa posição, podem filtrar a água ao seu redor e capturar as partículas alimentícias em suspensão. Quando perturbados, enterram-se por inteiro no substrato.

Nãoi existe encéfalo verdadeiro.

Musculatura em miômeros (pacotes musculares em forma de “v” deitado, separados pelos mioseptos).

Circulação realizada por lentas ondas de contração de alguns vasos.

Sistema respiratório principalmente pela superfície externa do corpo – pouco pela faringe.

Sistema reprodutor: numerosas gônadas com disposição segmentar. Ausência de gonoductos (rompe-se a parede interna do átrio para liberar os gametas). Sexos separados, larvas plactônicas, algumas pelágicas.

Sistema excretor solenócitos.

Sistema digestivo filtrador.

Bibliografia:

Deuterostomados e introdução aos vertebrados – Instrucional da Universidade Castelo Branco.

Tutoria A2


Descreva e caracterize os peixes Agnatos, Condricties e Osteictes:

Casse Agnatha:


A classe Agnatha (do grego a, sem+gnathos, mandíbula) inclui os vertebrados fósseis mais antigos, que parecem ter sido os ancestrais dos demais grupos de peixes. A maioria dos agnatos está extinta, mais a classe é representada hoje pelas lampreias e peixes-bruxa.

Os peixes agnatos logo invadiram a água doce e passaram a sofrer enorme diversidade adaptativa. Eles surgiram durante a primeira parte da era Paleozóica, mas foram substituídos por peixes mais evoluídos no período Devoniano. Seis ordens de peixes agnatos são reconhecidos por alguns autores. Todas desenvolveram pesadas escamas ósseas e placas sobre a pele e, por isso, denominam-se coletivamente ostracodermos (do grego ostrakon, conha + derma, pele).


Vertebrados Amandibulados Existentes:
As lampreias e peixes-bruxa da ordem Cyclostomata (do grego Kyklos, circular + stoma, boca) são remanescentes especializados da classe Agnata. Eles não possuem mandíbula nem apêndices pares, têm mais aberturas branquiais do que os demais peixes existentes continuam com o olho pineal e apresentam uma narina mediana. Ao contrário dos ostracodermos, os ciclostomados possuem a forma de enguia, sendo sua pele viscosa e sem escamas; eles são hematófagos ou necrófagos.

A maioria das lampréias é dulcícola, mas algumas passam sua vida adulta no mar, retornando à água doce apenas para reproduzir-se.

O eixo principal que sustenta o corpo, o notocórdio, persiste durante toda a vida e nunca é substituído por vértebras. O crânio é cartilaginoso. As brânquias são sustentadas por cestos branquiais. A boca fica num grande funil bucal, que atua por um mecanismo de sucção para as lampreias atacarem outros peixes. A língua móvel, armada com “dentes córneos”, raspa a carne das presas e a lampreia suga o sangue e pedaços de tecido. Um anticoagulante secretado por glândulas orais especiais faz com que o sangue flua livremente. Logo após passar pela cavidade bucal, o alimento dirige-se para o esôfago especializado, que o desvia da faringe e leva-o para o intestino. Não existe estômago nem baço. O fígado está presente, mas o pâncreas é representado apenas por células embutidas na parede do intestino e do fígado.

Os rins são drenados por ductos arquinéfricos. Os ovos são deixados no fundo de rios em ninhos rasos que as lampreias fazem removendo as pedras grandes. A fecundação é externa e os adultos morrem após a desova.


Os peixes-bruxa são exclusivamente marinhos. As espécies mais conhecidas, Myxine glutinosa do Atlântico e Bdelostoma stouti do Pacífico, alimentam-se principalmente de restos de animais mortos encontrados no fundo ou peixes feridos e partes moles de invertebrados. Estas espécies também podem atacar peixes, entrando em seus corpos através do ânus ou brânquias, alimentando-se dos seus órgãos internos moles.

Eles são os únicos vertebrados que se assemelham aos invertebrados marinhos, no que se refere ao seu sangue isotônico em relação à água do mar. Isso sugere que os peixes-bruxa sempre tenham sido um grupo marinho. Os peixes-bruxa também são hermafroditas, mas cada indivíduo só pode produzir ovos (na parte anterior da gônoda) ou espermatozóides (na parte posterior) a cada estação.


Classe Chondrichthyes:
A classe Chondrichthyes (do grego chondros, cartilagem + ichthys, peixes) inclui cerca de 700 espécies contemporâneas de tubarões, raias e peixes semelhantes, com o esqueleto composto apenas por cartilagem. Os condrictes são muito antigos e surgiram no Devoniano inferior. Se eles evoluíram dos placodermos ou diretamente dos ostradermos ainda é incerto.

O esqueleto interno de todos os vertebrados é cartilaginoso durante a vida embrionária e permanece nos peixes cartilaginosos. Embora a cartilagem não seja substituída por osso, às vezes sais são depositados nela para reforço. A extensa armação dérmica ancestral foi reduzida a minúsculas escamas placóides inseridas na pele. Suas camadas superficiais esmaltadas e semelhantes à dentina assemelham-se às partes externas das escamas cosmídes. Os dentes triangulares dos tubarões são muito parecidos com as largas escamas placóides e, certamente, evoluíram a partir destas. A cavidade bucal é contínua, posteriormente, com uma longa faringe. Um espetáculo contendo uma brânquia vestigial e bolsas branquiais, contendo brânquias funcionais, abrem-se da faringe para a superfície corporal. Um amplo esôfago liga a faringe ao estômago em forma de J. Um intestino valvular curto e reto, que recebe secreções do fígado e do pâncreas, continuam para trás até a cloaca. Ele contém uma espiral dobrada complexa, conhecida como válvula espiral. Essa dobra helicoidal serve tanto para reduzir a velocidade da passagem do alimento, como para aumentar a superfície de digestão e absorção.

O sistema circulatório é do tipo primitivo, como um coração indiviso, que se restringe a bombear sangue venoso para as brânquias, onde este é oxigenado. O sangue que também é resfriado nas brânquias é distribuído pelos tecidos a uma pressão relativamente baixa.

Os rins primitivos são drenados nas fêmeas por um ducto arquinéfrico. Nos machos, o ducto arquinéfrico transporta apenas os espermatozóides que nele penetram logo à frente dos rins provenientes dos testículos. A urina produzida, em parte, pelo rim é drenada pelo ducto urinário. O intestino e os ductos urogenitais desembocam numa cloaca comum, que se abre para o meio externo, na superfície inferior do corpo.

Uma parte especial da nadadeira pélvica dos machos forma o clásper, que é utilizado na transferência de espermatozóide para a fêmea. Os ovos são fecundados na parte superior dos ovidutos e uma cápsula córnea protetora é secretada ao seu redor.

As raias são ovíparas, mas não passam por um estágio de larva como os demais peixes.

Alguns tubarões também são ovíparos, mas a maioria incuba dentro do próprio corpo.
Tubarões:

A maior parte dos tubarões são peixes ativos com mandíbulas projetáveis, que se alimentam vorazmente, com seus dentes de forma triangular, de outros peixes, crustáceos e certos moluscos. Os tubarões- baleia são os maiores peixes existentes atualmente, chegam a medir 12m, possuem minúsculos dentes e alimentam-se de pequenos crustáceos e de outros organismos que formam o plânctom.

Raias:

A maioria das raias é bentônica, com seu corpo achatado no sentido dorso-ventral. As ondulações de suas nadadeiras peitorais impulsionam-nas pelo fundo. Sua boca costuma estar enterrada na areia ou lodo e a água para respiração entra na faringe por um par de amplos espiráculos. A maioria possui dentes triturantes, com que se alimentam de mariscos.



Classe Osteichthyes
A maioria dos peixes atuais é óssea, membros da classe Osteichthyes (do grego osteon, osso+ichthys, peixe). A classe inclui algumas espécies tais como o esturjão, salmão, percas e peixes pulmonados.

O esqueleto cartilaginoso embrionário dos peixes ósseos é substituído em grande parte pelo ósseo, durante o desenvolvimento embrionário. Com o crescimento dos peixes, mais ossos são adicionados às escamas, que aparecem em forma circular, denominando-se anéis. Em algumas espécies atuais, de climas temperados, a taxa de crescimento diminui no inverno e os anéis formados neste período são mais próximos, formando a marca de inverno. Estimativas da idade do peixe podem ser feitas através da contagem destas marcas.

As bolsas branquiais, onde se situam brânquias, abrem-se numa câmara opercular comum. O sangue e a água movem-se através das brânquias em direções opostas, onde ocorre a troca gasosa. Uma bexiga natatória, que é um órgão hidrostático, estende-se na parte dorsal da cavidade corporal. Os gases, principalmente o oxigênio, podem ser secretados para seu interior ou reabsorvidos pelos capilares especializados de sua parede. Dessa forma, a gravidade do peixe pode ser ajustada, permitindo uma flutuação neutra em diferentes profundidades.

Tem ossificação, até certo ponto, do esqueleto interno, bem como desenvolvimento de escamas ósseas e um opérculo (combinação esta não presente nas demais classes de peixes). Isso leva a crer que eles têm uma origem evolutiva comum, possivelmente a partir de algum grupo de ostracodermos.

Os membros da subclasse Acanthodii caracterizavam-se por possuírem espinhos proemintes na margem anterior das nadadeiras dorsal e anal.

Bibliografia:



Deuterostomados e introdução aos vertebrados - Instrucional da Universidade Castelo Branco.


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