O costão Rochoso é um dos ambientes marinhos mais importantes, pois, é constituído por inúmeros espécimes animais e vegetais, estando associados a estes últimos uma grande variedade de organismos




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Introdução
O Costão Rochoso é um dos ambientes marinhos mais importantes, pois, é constituído por inúmeros espécimes animais e vegetais, estando associados a estes últimos uma grande variedade de organismos. Esta associação é denominada fital. O fital é um habitat particular do ambiente marinho litoral, onde, ocorrem inter- relações entre populações animais e macrófitas (podem ser algas ou gramíneas marinhas). O vegetal serve de morada, abrigo ou alimentação para a fauna relacionada a ele (Masunari & Forneris, 1981).

A fauna vágil do fital é, normalmente, subdividida em categorias de acordo com o tamanho dos indivíduos componentes de cada espécie. A macrofauna, engloba indivíduos capazes de serem retidos em uma peneira de 500um ou, em certos casos, 1mm de malhagem (abertura de malha). Enquanto a meiofauna, é representada por organismos que são retidos em uma peneira de 100um de malhagem. E, os organismos da microfauna, são aqueles que passam através da peneira de 100um de malhagem. A macrofauna é representada, principalmente, por anfípodas, decápodas, equinodermas, isópodas, moluscos, nemertineos, pantópodas, platelmintos, poliquetos, tanaidáceos; a meiofauna, por ácaros halacáridos, copépodas harpacticóides, nemátodas, ostracodas; e, a microfauna é representada por protozoários e rotíferos (Masunari, 1987).

As algas presentes no Costão Rochoso, fixam-se no substrato duro por meio de apressórios e através de raízes. Esses vegetais retiram nutrientes da água circundante e, trata-se de um suprimento de nutrientes, virtualmente inesgotável, uma vez que a água do mar está em constante movimento, graças às marés e aos ventos. Mesmo que as algas e o plâncton esgotem os nutrientes das águas superficiais, a mistura estuarina ou a ressurgência de águas profundas, induzida pelo vento renovam o suprimento (Masunari & Forneris, 1981).

Vários fatores físicos influenciam a relação planta- substrato. Um deles é o hidrodinamismo, sendo inversamente proporcional ao volume de sedimento retido. Esse sedimento acumulado, de acordo com o tipo de vegetal, pode formar um microambiente comparável ao sistema intersticial do bentos. Dessa maneira, o tipo e a quantidade de sedimento retido, afetam a composição da comunidade fital. Outro fator importante são as marés, ou seja, a posição do fital em relação à altura da maré, condiciona o tipo de comunidade presente, podendo a planta- substrato servir de abrigo contra a dessecação na vazante ou contra predadores na enchente. Migrações relacionadas às marés, parecem um fenômeno comum das espécies vágeis do fital (Masunari, 1982).

As algas apresentam formas e dimensões bastante variadas; muitas são microscópicas, enquanto outras são extremamente desenvolvidas, atingindo centenas de metros. A maioria das algas são de vida aquática, distribuindo-se em ambientes de água doce e de água salgada, vivendo associadas ao plâncton (flutuantes) e no bentos (fixas a um substrato) (Ferri, 1986).

As algas ramificadas, mostram uma tendência a correlação positiva entre a quantidade de sedimento e o grau de ramificação dos talos. Assim, pode-se dizer que as características microambientais em cada fital, estão relacionadas com a forma do talo das algas- substrato. Esse fator (forma do talo) é muito importante na distribuição de alguns grupos taxonômicos, como os anfípodas, onde a ramificação do talo sobrepõe outros fatores como temperatura, pluviosidade, salinidade, altura da maré e quantidade de sedimento retido nas algas- substrato. De um modo geral, as algas ramificadas abrigam maior número de anfípodas do que as algas foliáceas (Dubiask- Silva & Masunari, 1995).

As diversas adaptações morfológicas observadas nos organismos, das diferentes espécies presentes nas algas- substrato, permitem uma maior interação entre ambos. Por exemplo, alguns desses organismos apresentam um entumecimento da cabeça e do tórax, o que contribui para a flutuabilidade; enquanto outros possuem garras nas extremidades das patas, permitindo que esses organismos agarrem-se nas algas.

Gêneros de algas estudados




Briocladia sp


Algas de talo ereto filamentoso, bastante ramificado e com porção rastejante. Fixa-se ao substrato por meio de rizóides unicelulares. Possuem ramos que seguem em todas as direções ou, apresentam forma trística (Joly, 1967).



Pterocladia sp




Algas de talo ereto, mais ou menos achatado, sólido e com crescimento por meio de células apicais. Apresenta organização uniaxial, com eixo principal e ramos laterais curtos. Estes, por sua vez, são muito ramificados, repetindo a ramificação do eixo principal e, conferindo à todo o vegetal, âmbito triangular (Joly, 1967).

Ulva sp


Essas algas possuem talo membranoso foliáceo ou tubular oco, fixando-se ao substrato por meio de um pequeno apressório, constituído por duas camadas celulares. Algumas células apresentam contorno poligonal, cutícula espessa e um cromatóforo parietal (com um pirenóide), enquanto outras, são bastante alongadas e o cromatóforo está voltado para a parede livre (Joly, 1967).



Sargassum sp



Algas de tamanho moderado, crescem geralmente em tufos, com várias frondes nascendo de um só apressório. O talo é ramificado e fixa-se ao substrato por um apressório, que encontra-se diferenciado em: eixo central ramificado e cilíndrico, do qual partem ramos curtos, achatados e expandidos em forma de folhas, geralmente elípticas e dispostas alternadamente. As folhas são pedunculadas, apresentam distintas nervuras centrais e bordas crenadas ou denteadas. Outros ramos, também pedunculados, transportam no ápice pequenas vesículas ocas denominadas flutuadores. Na superfície das folhas, encontram-se cavidades com tufos de pêlos pluricelulares (Joly, 1967).

Fauna estudada



Filo Celenterada  Estes organismos, apresentam simetria radial ou birradial formando um pólipo cilíndrico e séssil que, freqüentemente, pode se apresentar em colônias ou sob forma de medusa. Esses organismos são livre-flutuantes, possuem muita mesogléia e nematocistos urticantes. A única cavidade interna é a gastrovascular, que por sua vez não é ramificada. Esses indivíduos, apresentam tentáculos moles ao redor da boca, não possuem ânus, e nem outros sistemas de órgãos. Possuem sistema nervoso difuso e alguns, ainda apresentam manchas ocelares ou estatocistos. Sua reprodução, geralmente, é assexuada na forma de pólipos e sexuada na forma de medusas. Podem ser dióicos ou monóicos e sem ductos genitais. Todas as suas espécies (aproximadamente 10000 mil) são aquáticas, principalmente marinhas, fixas ou flutuantes (Storer et al., 1991).
Classe Gastropoda  Os organismos pertencentes a essa classe são univalves (concha com apenas uma valva) como, por exemplo, os caramujos, caracóis e lesmas. A concha é geralmente espiralada (reduzida ou ausente em alguns). A cabeça é distinta, com rádula raspadora e apresenta, na maioria das vezes, tentáculos e olhos. O pé é grande e chato, para fixação firme ou rastejamento. A massa visceral apresenta uma torção de 180 em sentido anti- horário. Esses indivíduos possuem de 1 a 2 ctenídios que, podem ser substituídos por brânquias secundárias ou pulmões. Apresentam também de um a dois nefrídeos. São organismos que possuem sexo separado ou unido, com uma gônada, sendo geralmente ovíparos. Suas larvas possuem estágio trocófora e véliger (exceto formas terrestres). Habitam água doces, salgadas ou são terrestres (Storer et al., 1991).
Classe Bivalvia  Pertencem a esse grupo organismos de concha bivalvar, ou seja, duas valvas laterais, geralmente simétricas, com articulação e ligamentos dorsais, sendo fechada por um ou dois músculos adutores. O manto tem seus lobos direito e esquerdo achatados; a margem posterior forma, geralmente, sifões que controlam o fluxo de entrada e saída de água da cavidade do manto. Possuem palpos labiais carnosos perto da boca, um ou dois pares de brânquias em forma de placa e não tem cabeça, mandíbulas ou rádulas. Esses organismos são dióicos e alguns são protrândicos (gônadas com abertura na cavidade do manto). Possuem larva véliger ou em estágio gloquial. São geralmente marinhos, sendo que alguns podem ser encontrados em água doce (Storer, 1991).
Classe Polychaeta  Esse grupo é constituído de organismos com corpo segmentado externamente e internamente, apresentam parapódios laterais que possuem muitas cerdas. A região cefálica possui muitos tentáculos mas, não apresenta clitélo. Os sexos são geralmente separados, as gônadas não são permanentes e a fecundação é externa . Apresentam larva trocófora e algumas espécies, apresentam brotamento assexual. São predominantemente marinhos (Storer et al., 1991).
Classe Pantopoda  São organismos que vivem em todos os oceanos, desde o Ártico e Antártico até os trópicos. Existem tanto formas litorâneas como de grandes profundidades. Geralmente, são pequenos a diminutos; o corpo é curto, fino, com um segmento cefálico e três ou quatro segmentos no tronco. Na cabeça encontram-se quatro olhos, uma boca sugadora na forma de uma probóscide longa e, geralmente 4 pares de extremidades cefálicas. Os sexos são separados e os ovos são carregados pelo macho, possuindo desenvolvimento direto ou larval (com metamorfose). São marinhos (hidróides e anêmonas) (Barnes,1990 e Storer et al., 1991).

Classe Copepoda  São, geralmente, organismos pequenos podendo haver formas microscópicas. A morfologia é variada, apresentando tipicamente 10 segmentos livres no tronco, com os últimos quatro sem extremidades, e reduzidos em espécies parasitas. Possuem três ocelos, freqüentemente fundidos, não apresentando olhos compostos. Os ovos são carregados no abdômen da fêmea em um ou dois sacos ovígenos. Habitam água doce, salgada sendo de vida livre, comensais ou parasitas (Storer et al., 1991).
Ordem Decapoda  É constituída de organismos que apresentam extremidades torácicas geralmente unirremes. Os três primeiros apêndices torácicos são maxilípedes, os cinco pares de pernas são locomotoras. São geralmente marinhos, alguns de água doce e poucos terrestres. Muitos são comestíveis (Storer et al., 1991).
Ordem Tanaidacea  Os tanaidáceos apresentam semelhanças tanto com os cumáceos como com os isópodas. A maioria desses organismos é habitante de fundo da zona litoral, onde vivem enterrados no lodo. Constróem tubos ou vivem em pequenos buracos em fendas de rochas, mas existem muitas espécies que habitam o mar profundo. São geralmente diminutos, a carapaça é pequena, as segundas extremidades torácicas possuem quela e o telso não é articulado (Barnes, 1990 e Storer et al., 1991).
Ordem Isopoda  Apresentam corpo geralmente achatado dorsoventralmente e não possuem carapaça. O abdômen é curto, parcialmente ou totalmente fundido. Vivem em água salgada ou doce, entre plantas ou embaixo de pedras, alguns são terrestres e muitos parasitam peixes e crustáceos ( Storer et al., 1991).
Subordem Caprellidae  São organismos com adaptações para se agarrar em outros indivíduos. Ou seja, as extremidades das pernas são providas de garras para segurar-se a hidróides, brizoários e algas. Alguns podem viver sobre estrelas do mar ou até caranguejos-aranha. Apresentam cabeça parcialmente fundida com o segundo segmento torácico e segmentos abdominais muito reduzidos, com apêndices vestigias, olhos pequenos, corpo alongado, cilíndrico, ou curto e achatado ( Barnes, 1990).
Subordem Gammaridea  Caracterizam-se por habitar o fundo, geralmente nadam intermitentemente, entre as atividades de rastejar e cavar. Apresentam cabeça não fundida com o segundo segmento torácico, olhos normalmente presentes, pigmentados e laterais. Suas formas marinhas incluem cavadores, saprófagos, tubícolas, parasitas de peixes e outros (Barnes, 1990).




Subclasse Ophiuroidea  Encontram-se em todos os tipos de habitats marinhos, sendo muito abundantes em substrato mole de águas profundas. Tanto em águas profundas quanto rasas, podem revelar altas densidades populacionais se as condições forem favoráveis. Os ofiuróides são equinodermos altamente móveis graças aos movimentos de seus braços (Storer et al., 1991).

Caracterização da área

A Praia do Poço localiza-se no município de Itanhaém, litoral Sul do Estado de São Paulo, Brasil (24º 10’ S – 46º 45’ W), de acordo com a Figura 1.





Figura 1 – Mapa da Região da Praia do Poço e suas coordenadas (latitude e longitude)


Área Estudada

A baixada de Itanhaém é composta por praias alongadas e retilíneas, na sua maioria calmas, podendo apresentar-se agitada em alguns trechos (Araújo Filho, 1950 in: Berardo & Varoli, 1996).

A Praia de Peruíbe apresenta 24 Km de extensão e largura variável e, está passando por um processo intenso de ocupação por loteamento. Na extremidade norte da praia encontra-se um costão rochoso, denominado Poço de Anchieta, que a proteje parcialmente da ação das ondas (Berardo & Varoli, 1996).

As espécies de algas coletadas no costão rochoso (Poço de Anchieta) foram as seguintes: Bryocladia sp., Pterocladia sp., Ulva sp. e Sargassum sp., sendo esta última bastante comum. Sargassum stenophyllum e Sargassum cynosum são muito abundantes, mas é possível encontrar Ulva fasciata e Padina vickersiae em menor quantidade (Joly, 1970).

Associada a essas algas é possível encontrar uma grande variedade de animais como, por exemplo, os gamarídeos das espécies Cyrnadusa filosa, Erittronicus brasiliensis, Elasmopus pectinicrus, Sunamphitoe pelagica, além da espécie Hyale media (Dubiosk-Silva e Masunari, 1995).


Objetivos
Verificar a diferença da abundância e composição dos grupos taxonômicos de fauna vágil, associados a diferentes tipos morfológicos de algas.

Materiais e Métodos
O trabalho de coleta foi realizado no dia 1 de março de 1999, na Praia do Poço. A coleta das algas teve início às nove horas da manhã, no período de maré baixa de sizígia.

Cada grupo (de 4 a 5 alunos) ficou responsável pela coleta dos seguintes gêneros de algas: Briocladia sp , Pterocladia sp, Ulva sp e Sargassum sp. Estas, foram retiradas cuidadosamente das rochas com o auxílio de espátulas ou com as mãos livres, no intuito de preservar os organismos que encontravam-se associados às algas. Os exemplares coletados eram prontamente colocados em sacos plásticos com um pouco de água do mar, para evitar a dessecação. Posteriormente, ao término da coleta, as algas, de acordo com a espécie, foram acondicionadas em frascos de vidro contendo álcool 70%. Esses frascos foram devidamente fechados e etiquetados para posterior identificação do material.

Após o período de uma semana, em laboratório, o material coletado foi lavado em álcool 70%, para a retirada dos organismos associados às algas. Em seguida, o material da lavagem passou por uma peneira de 0,5mm de malhagem.

O passo seguinte, foi a secagem das algas em papel toalha, para posterior medição do volume de cada um dos tipos de algas. Este volume foi determinado por deslocamento de líqüidos com o auxílio de uma proveta graduada de 2l. Esse procedimento é denominado técnica do volume deslocado e, foi utilizado para o cálculo do volume de cada um dos tipos de algas coletadas.

Posteriormente, os organismos obtidos após o processo de lavagem, foram triados sob estereomicroscópio e, em seguida foram contados e classificados. A fim de comparar a densidade dos animais encontrados nos diferentes tipos de algas, realizou-se a redução dos dados brutos para um volume de 100ml de algas, pois estas foram coletadas em quantidades diferentes.

Após a verificação da densidade dos organismos, calcularam-se os índices de similaridade (S), diversidade (H´) e equidade (J) dos mesmos. O conceito de diversidade de espécies apresenta dois componentes, a saber: riqueza (ou densidade de espécies), baseia-se no número total de espécies presentes e, uniformidade (ou equidade), baseia-se na abundância relativa de espécies e no grau da sua dominância ou, na ausência desta. A diversidade de espécies tende a aumentar de acordo com o tamanho da área e, tende a ser reduzida em comunidades bióticas que sofrem algum tipo de estresse e, também pela competição em comunidades antigas (Odum, 1988).

As fórmulas utilizadas para o cálculo dos índices referidos acima, foram as seguintes (Odum, 1988):


S =


2c x 100 onde,

a – grupos taxonômicos presentes na alga 1




a+b

b – grupos taxonômicos presentes na alga 2







c – grupos taxonômicos em comum a ambas as algas









H’ =


E ni log ni

onde, ni – número de indivíduos da espécie



N N


N – número total de organismos









J =


H onde,

S – número de espécies de cada alga




LogS














Resultados
Foi feito o levantamento dos organismos encontrados e classificação de seus respectivos grupos taxonômicos para cada 100ml de alga coletada na Praias do Poço – Itanhaém, São Paulo, com o propósito de se obter melhor visualização dos dados a serem discutidos posteriormente (tabela 1).

Na tabela 1 foram encontrados dois grupos distintos: um grupo com maior abundância (Briocladia sp, seguida da Pterocladia sp) e outro com abundância menor (Sargassum sp seguida da Ulva sp).

Os gráficos 1, 2, 3 e 4 apresentam a distribuição relativa do número total de indivíduos por grupo taxonômico.

A tabela 2 é referente a freqüência de ocorrência nos diferentes tipos de algas coletadas.

Ainda, foi possível analisar o grau de similaridade entre as algas, diversidade e equidade de cada gênero de alga coletada, como é possível ver nas tabelas 3, 4 e 5, respectivamente.

De acordo com a observação desses resultados foi possível notar-se que houve um grande domínio do grupo dos gamarídeos sobre o restante dos organismos coletados em todos os grupos de algas amostradas. O grupo das caprelas apresentou algum destaque apenas na alga Briocladia sp, enquanto o grupo Gastrópoda apresentou na alga Sargassum sp.




Classificação Filogenética da Fauna Associada as Algas Amostradas

Filo Celenterata

Filo Mollusca

Classe Gastropoda

Classe Bivalvia

Filo Anelidae

Classe Polychaeta

Filo Artropoda

Subfilo Chelicerata

Classe Pantopoda

Subfilo Crustacea

Classe Copépoda

Classe Malacostraca

Superordem Eucarida

Ordem Decapoda

Superordem Peracarida

Ordem Tanaidacea

Ordem Isopoda

Ordem Amphipoda

Subordem Gammaroidea

Subordem Caprellidea

Filo Echinodermata

Classe Stelleroidea

Subclasse Ophiuroidea


Classificação Filogenética da Fauna Associada as Algas Amostradas

Filo Celenterata

Filo Mollusca

Classe Gastropoda


Classe Bivalvia


Filo Anelidae

Classe Polychaeta

Filo Artropoda

Subfilo Chelicerata

Classe Pantopoda

Subfilo Crustacea

Classe Copépoda

Classe Malacostraca

Superordem Eucarida

Ordem Decapoda

Superordem Peracarida

Ordem Tanaidacea

Ordem Isopoda

Ordem Amphipoda

Subordem Gammaroidea

Subordem Caprellidea

Filo Echinodermata

Classe Stelleroidea



Subclasse Ophiuroidea




Grupo coletado

Gênero da alga

Sargassum sp

Pterocladia sp

Ulva sp

Briocladia sp
Bivalvia

3

5

33

25

Gatropoda

10

5

0

5

Polychaeta

3

3

1

58

Nematoda

0

0

0

8

Decapoda

7

3

0

8

Gamaridea

433

450

97

1435

Pantopoda

3

5

1

3

Caprellidea

8

8

0

1375

Isopoda

3

15

1

10

Sipuncula

0

3

0

0

TOTAL

470

497

133

2927

Tabela-1 Número de indivíduos em 100ml de alga de cada um dos grupos taxonômicos coletados nas algas amostradas no costão da Praia do Poço – Itanhaém, SP.
Através desses dados é necessário determinar algumas características como: distribuição relativa do número total de indivíduos, freqüência de ocorrência, coeficiente de similaridade e o grau de diversidade e equidade dos grupos taxônomicos das diferentes algas coletadas.



Gráfico 1 - Distribuição relativa do número total de indivíduos por grupos taxonômicos em coleta de 100 mL de Sargassum sp.





Gráfico 2 - Distribuição relativa do número total de indivíduos por grupos taxonômicos em coleta de 100 mL de Pteroerocladia sp.



Gráfico 3 - Distribuição relativa do número total de indivíduos por grupos taxonômicos em coleta de 100 mL de Ulva sp.





Gráfico 4 - Distribuição relativa do número total de indivíduos por grupos taxonômicos em coleta de 100 mL de Bryocladia sp.

Com relação a freqüência de ocorrência, obteve os seguintes resultados:


Freqüência de ocorrência

Grupo taxonômico

Freqüência (%)

Bivalvia

100

Gastropoda

75

Polychaeta

100

Nematoda

25

Decapoda

75

Gammaridea

100

Pantopoda

100

Caprellidea

75

Isopoda

100

Sipuncula

25

Tabela 2 – Freqüência de ocorrência dos grupos taxonômicos nos quatro gêneros de algas coletadas.
Um outro dado a ser analisado é a similaridade entre os grupos taxonômicos, assim usaremos o coeficiente de Similaridade de Sorensen:
q= 2c X100

a+b
Teremos, então:


Diagrama de Treliça








Sargassum

Piterocladia

Ulva

Bryocladia

Sargassum

100

88,8

76,5

94,1

Piterocladia

88,8

100

71,4

94,1

Ulva

76,5

71,4

100

71,4

Bryocladia

94,1

94,1

71,4

100

Tabela 3 – Coeficiente de similaridade entre as diferentes algas.
O cálculo da diversidade de grupos taxonômicos também é uma característica importante a ser analisada e para isso é utilizada a seguinte fórmula matemática:
H’= -  ni . log ni onde: ni = nº de indivíduos do grupo e N= nº total de organismos

N N
Temos, então:





Gênero da alga

Diversidade

Sargassum sp.

0,17

Pterocladia sp.

0,21

Ulva sp.

0,30

Bryocladia sp.

0,30

Tabela 4 – Diversidade dos diferentes gêneros de algas coletadas.

Através da obtenção desse dado ( a diversidade) também é possível se obter o valor da equidade de cada tipo de alga coletada, e isso se dá através da seguinte fórmula:


J = H’

log S


Temos, então , os seguintes resultados:

Gênero da alga

Equidade


Sargassum sp.

0,19

Pterocladia sp.

0,22

Ulva sp.

0,43

Bryocladia sp.

0,32

Tabela 5 – Equidade dos diferentes gêneros de algas coletadas.
Discussão
De acordo com os resultados obtidos, pode se observar a dominância do grupo Gammaridea em todas as diferentes algas analisadas, em contrapartida, os grupos Sipuncula e Nemátoda foram encontrados em menor quantidade. Da mesma forma, os grupos Gastropodas e Bivalvia mostraram-se em menor quantidade, pois, localizam-se próximos ao substrato, sendo sua coleta mais dificultosa. Portanto, esses dois grupos apresentaram uma distribuição


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