Iob0128 – Zooplâncton Docente responsável: Luz Amelia Vega-Pérez Índice




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Zooplâncton de Regiões Polares

Adelite Floriano Carlos

Cecília Rondinelli

Ronaldo Mitsuo Sato

Tatiane Rossi

IOB0128 – Zooplâncton

Docente responsável: Luz Amelia Vega-Pérez

Índice

Introdução (Ronaldo)______________________________________ 3


Região Ártica (Ronaldo)___________________________________ 4
Região Antártica (adelite)__________________________________17
Espécies bipolares (Adelite)________________________________23
Importância do zooplâncton antártico (Adelite)_________________24
Coleta de dados (Cecília) __________________________________25
Análise de dados (Cecília)_________________________________27
Migração Vertical (Cecília)________________________________27
Migração Vertical Diurna (Cecília)__________________________27
Migração Horizontal (Cecília)______________________________27
Projeto biomassa (Cecília)_________________________________27

Estudo de caso (Tatiane)__________________________________28


Referências bibliográficas ________________________________31

Introdução

Poucas espécies do zooplâncton marinho são restritas a águas frias e temperadas, aproximadamente, 50% do zooplâncton epipelágico se estende de águas tropicais e subtropicais a pelo menos parte da zona temperada, e 1/3 do holoplâncton é restrito as águas quentes das regiões tropicais e subtropoicais.

Dessas poucas espécies, há diversas similaridades e diferenças entre os organismos zooplanctônicos das regiões polares, havendo espécies muito similares entre si em ambos os pólos (bipolaridade), e organismos que ocorrem particularmente em apenas uma das regiões (endemismo), fato que fora observado pela primeira vez no século 19 por Carl Chun (1852-1914; descobriu e descreveu em 1903 a “lula vampira do inferno”, Vampyroteuthis infernalis).

Espécies bipolares são encontradas em ambas águas árticas/subárticas e regiões antártica/subantártica, mas não estão presentes em regiões entre elas. Como exemplo de bipolaridade, podemos citar os pterópodes Limacina helicina e L. retroversa, o anfípoda Parathemisto gaudichaudi e o sifonóforo Dimophyes arctica. Existem ainda espécies Árticas e Antárticas com um grau de similaridade menor, mas que indicam um ancestral comum, como exemplo desse possível parentesco podemos citar Gymnosomata (ordem) Clione limacina, presente no hemisfério norte, e C. antarctica, no sul. Embora estas duas espécies sejam morfologicamente distintas, elas ocupam a mesma posição nas cadeias alimentares polares, nas quais são respectivamente alimento de Limacina helicina e L. retroversa.

A bipolaridade pode ter surgido de animais que foram transportados por correntes de fundo que ligam a região sul à norte, e vice-versa. Outra teoria alternativa propõe que espécies cosmopolitas antepassadas foram deslocadas das baixas latitudes por competição com outros organismos do zooplâncton, permitindo que populações remanescentes sobrevivessem nas altas latitudes.

Uma generalização da biogeografia oceânica pode ser estabelecida, de forma que as espécies: antárticas e boreais ( também temperadas e tropicais) tendem a se distribuir em amplas bandas latitudinais pelos oceanos, variam na extensão do cinturão latitudinal que habitam (sendo algumas tolerantes as variações hidrográficas e outras características de regimes específicos, dessa forma se um regime se encontra em diversos lugares ao redor do globo, as espécies adaptadas a ele serão encontradas em diversos ou todos esses locais), e como os principais oceanos (Atlântico, Pacífico e Índico) não são idênticos em suas características compartilham parte das espécies e não todas.

Os Biomas Polares são as regiões cobertas permanentemente ou sazonalmente por gelo e constantemente fria (com temperatura da superfície do mar permanentemente abaixo de 5°C). A esse Bioma inclui-se o Oceano Ártico, parte do Mar de Bering e a Região Antártica (até próximo à Convergência Circumpolar Antártica). O gelo tem um alto albedo e sombreia a coluna d’água abaixo dele, dessa forma, nas estações em que o oceano está congelado, a coluna d’água é totalmente ou quase sem luz, acarretando que a produção fotossintética despenque para zero e o estoque fitoplanctônico seja baixo. À medida que o sol começa a aparecer o gelo derrete e regride.

A composição das comunidades zooplanctônicas do Oceano Ártico (OA) e do Oceano Sul (OS) depende basicamente da advecção local, cobertura de gelo. Enquanto copépodos são comuns nos dois sistemas, a maior diferença é a presença de eufausiáceos no OS e de apendiculários tunicados no OA (Deibel e Daly, 2007).



Região Ártica
Para apresentar as espécies existentes na Região Ártica será usado o estudo de artigos relacionados com a região por falta de caracterização generalizada e ampla.

O Ártico pode ser dividido basicamente em duas regiões importantes: uma região central coberta permanentemente por gelo, outra que sazonalmente está coberta pelo gelo. Porém, há áreas de águas abertas no meio do oceano coberto por gelo em que o acréscimo ou decréscimo de gelo é lento (mais do que um ano), conhecidas como “Polynyas”. Elas são fortemente controladas por processos físicos, dos quais águas superficiais quentes, correntes ou ventos não permitem o acumulo de gelo sobre a área. Existem muitas maneiras nas quais a redução da cobertura de gelo pode forçar variação nas respostas biológicas, incluindo mudanças no nível de irradiância e taxas de afloramento de calor e nutrientes, e mudanças no tempo e intensidade dos processos de mistura e estratificação (Ingram et al., 2002).

Uma lista completa do mesozooplâncton das “polynyas” do OA é indisponível. Isso fez com que uma comparação regional da comunidade mesozooplanctônica das “polynyas” e seus arredores com águas cobertas por gelo fosse difícil de ser feita. Contudo, sabemos que a composição das espécies das comunidades zooplantônicas das diversas “polynyas” do Ártico são parcialmente similares, mas que também há diferenças importantes relacionadas a advecção da fauna de massas d’água adjacentes (Deibel e Daly, 2007). Infelizmente, dados sobre o plâncton da região Ártica são escassos, para a maioria das áreas eles são fragmentados no espaço e no tempo (Daase and Eiane, 2007)

A mais completa lista de espécies de qualquer “polynya” do Ártico tem sido compilada para a “Northwater Polynya” (NOW), consistindo de 20 espécies de crustáceos (Ringuette et al., 2002). As espécies mais abundantes na NOW são os copépodos Oithona similis, Metridia longa, Oncaea borealis, Pseudocalanus ssp., Microcalanus pygmaeus, Calanus hyperboreus, C. glacialis, C. finmarchicus e apendiculárias Oikopleura ssp. (Tabela 1). Essa composição reflete a fonte dupla de água da NOW (corrente de água Atlântica do oeste da Groenlândia contendo C. finmarchicus, e água Ártica originada na bacia de Nansen e Amundsen). C. glacialis e Fritillaria borealis são consideradas como endêmicas do Ártico, enquanto Pseudocalanus minutus é característico de águas costeiras polares. A NOW e o Mar da Groenlândia (MG) compartilham 4 das 5 espécies mais abundantes, enquanto no Ártico espécies neríticas C. gracialis são abundantes, no MG não são relatadas. A NOW também contem algumas espécies de superfície e profundidades intermediárias do OA, na qual a água superficial polar (PSW) é tipicamente composta por O. similis, M. pygmaeus e P. minutus (Auel and Hagen, 2002), e onde C. hyperboreous, C. glacialis e M. longa dominam a biomassa.

O Estreito de Barrow (BS) é uma região próxima a NOW, a qual é isolada do contato direto com o Oceano Atlântico, sendo mais afetada pelo escoamento da Bacia Amundsen e Bacia do Canadá. O BS é coberto de gelo praticamente o ano todo, tendo um período livre de gelo menor que 70 dias (Ringuette et al., 2002). Calanus finmarchicus não é encontrado nessa região (Tabela 1), de acordo com o aspecto de que essa espécie não se reproduz na OA (Conover and Huntley, 1991; Hirche and Kosobokova, 2003). Entretanto, as espécies numericamente dominantes no BS são similares a aquelas a NOW (Tabela 1). A diferença primordial é a predominância de Pseudocalanus ssp. e a relativa baixa abundância de M. longa. Isso decorre da adaptação da Pseudocalanus spp. de se alimentar de algas

Tabela 1- Abundância das espécies zooplanctônicas (# animais.m-2) na “North Water Polynya” (NOW) e mares regionais. NOW East = estações ao longo da costa leste da Groenlândia, NOW West = estações ao longo da costa oeste da Ilha de Ellesmere. Valores simples são médias e os outros intervalos de abundância. NR = não reportado.




epibentônicas após o derretimento do gelo (Conover et al., 1986) e da relativa profundidade rasa do BS, provendo águas insuficientemente profundas para o desenvolvimento de M. longa. Além disso, o BS aparece para apoiar a maior abundância de apendiculárias Oikopleura vanhoeffeni como ocorre na NOW (Table 1). Em suma, a comunidade de zooplâncton da NOW é praticamente como a da Nansen Basin(Table 1), refletindo a importância do fluxo da Água Ártica (Tremblay et al., 2002). Geralmente a NOW suporta alta abundância de zooplâncton que em águas cobertas por gelo, particularmente C. glacialis, C. hyperboreus e Fritillaria borealis.

A “Northeast Water Polynya” (NEW) tem uma comunidade zooplanctônica mais ‘atlântica’. As espécies mais abundantes são Fritillaria borealis, Oithona similis, Calanus glacialis, larvas de poliquetas, Oncaea borealis, Calanus hyperboreus e pterópodes (Table 2). Microcalanus pygmaeus, C. finmarchicus e Oikopleura spp. também são abundantes. Todos os dados são relativamente baixos na região central NEW, mas é mais abundante a

Tabela 2- Abundância das espécies zooplanctônicas (# animais.m-2) na “Northeast Water Polynya” (NEW) em comparação com mares regionais. New North = região nordeste da Polynya, NEW Central = região central com águas abertas, NEW South = região sul da Polynya incluindo cobertura por gelo.

‘jusante’. M. longa é a espécie de copépodo dominante na região central NEW, e C. glacialis é dominante no norte. C. finmarchicus é a mais abundante na região coberta por gelo, região sul da NEW, que é mais influenciada por águas de origem Atlântica. Portanto, a região central da NEW suporta alta densidade de C. glacialis, e baixa de C. finmarchicus, do que regiões cobertas por gelo. Isso é parecido com o caso da NOW, como era verdadeiro nela, a densidade de copépodos ciclopóides O. borealis não parecer ser afetada pela presença da NEW.

O entendimento da ecologia de apendiculárias nas polynyas é limitado por incertezas taxonômicas. Por exemplo, Ashjian et al. (1997) apresentou um número total de apendiculárias para a NEW, nas quais muitas estações estavam com valores altos (250.000 animais.m-2). A recontagem de algumas amostras indicou que mais do que 99% delas é compostas por pequenos apendiculários Fritillaria borealis. Isso é similar a outros relatórios da OA, indicando que mais de 90% das apendiculárias são usualmente fritillarídeos (Kosobokova and Hirche, 2001). Dessa forma, na Tabela 2 foi estimado a abundância de F. borealis e Oikopleura ssp. assumindo 95% da contagem de Ashjian et al. (1997) como fritilarídeos.

A Polynya do Mar Laptev (LSP) é uma fenda ao oeste e norte da Ilhas novas da Sibéria, que é influenciada pela descarga do rio Lena (Kosobokova et al., 1998). A comunidade zooplanctônica tem caracterísitcas mais neríticas que a NOW ou NEW. Os Copépodes são os grupos mais abundantes na primavera e verão, seguido por quetognatos (Tabela 3). Drepanopus bungei, Acartia spp., Calanus glacialis, C. finmarchicus e Pseudocalanus spp. dominam as estações de plataforma (Abramova, 1999), enquanto as estações de talude e profundas são dominadas por C. glacialis, C. finmarchicus, C. hyperboreus e Metridia longa (Kosobokova et al., 1998). A presença de C. finmarchicus indica a influência de água Atlântica do Mar de Barents. Entretanto, é desconhecido que C. finmarchicus se reproduza na Bacia Nansen ou na LSP (Kosobokova and Hirche, 2001). Fritillaria borealis e Oikopleura spp. são encontradas em todas as estações da plataforma Laptev, embora profunda (Tabela 3), sugere que podem se distribuir amplamente no OA.

A LSP suporta uma maior ordem de grandeza de densidade de Calanus glacialis que águas banhadas pelo Mar de Barents e pela Bacia de Nansen (Tabela 3). Como resultado, tem se sugerido que as Polynyas eurasianas, e especificamente a LSP, servem como áreas de berçário para C. glacialis (Kosobokova and Hirche, 2001). Entretanto NEW, NOW e LSP são vastamente diferentes quanto a batimetria e hidrografia, tendo todas elas uma alta densidade de C. glacialis.
Tabela 3- Abundância das espécies zooplanctônicas (# animais.m-2) na “Laptev Sea Polynya.


A Polynya da Ilha St. Lawrence (SLIP) é fundamentalmente diferente das outras, sendo circundada por gelo apenas durante 2 a 3 meses do ano. Um ramo da corrente Anadyr flui para a SLIP trazendo altos níveis de nutrientes inorgânicos para a parte rasa da plataforma contibental da Ilha St. Lawrence (Springer et al., 1989). Como resultado, as taxas de produção primária na SLIP são 5 a 10 vezes maior que as águas no entorno.

A comunidade zooplanctônica é dominada por copepodos, seguidos de apendiculárias e larvas trocóforas (Tabela 4). A natureza costeira da área da SLIP é caracterizada pela dominância de Pseudocalanus and Acartia, e pelo baixas temperaturas, a natureza produtiva é caracterizada pela predominância de O. vanhoeffeni, sendo sua maior abundância que outras regiões revistas aqui. A composição da comunidade zooplânctônica na SLIP é praticamente como na do Mar de Bering e águas Anadyr (Tabele 4). Por exemplo,

Tabela 4- Abundância das espécies zooplanctônicas (# animais.m-2) na “St. Lawrence Island Polynya” (SLIP) e mares regionais.


as três mais abundantes espécies têm a mesma seqüência de abundância na plataforma de Bering, corrente de Anadyr e da região da SLIP Pseudocalanus spp., Oithona similis and O. vanhoeffeni).

Levando em consideração a predominância de copépodos no Ártico, mostraremos os dados obtido por Edvardsen et al. (2006) que estudou a distribuição de Calanus.

No Atlântico Norte, a espécie Calanus finmarchicus é dominante em relação a Biomassa (Palanque and Batten, 2000). Em altas latitudes Calanus entra tipicamente em estado de diapausa durante o outono depois de descer para profundidades maiores que 600m (Ostvedt, 1955; Hirche, 1991, 1996). Os meses de inverno são passados utilizando reservas de lipídio acumuladas numa baixa taxa de respiração (Hirche, 1996). O aumento da probabilidade de sobrevivência devido às baixas temperaturas e diminuição da exposição à predadores e parasitas são as causas principais para escapar das águas superficiais no inverno (Krause and Radach, 1989; Kaartvedt, 1996). Na primavera a população sobrevivente sobe a superfície, onde atinge a maturidade sexual e desova.

Para a região de estudo, Mar da Noruega (Figura 1), C. finmarchicus domina a comunidade mesoplanctônica em termos de abundância e biomassa, com uma média de abundância de 75% para todas as pesquisas (janeiro de 2003, janeiro de 2004 e fevereiro de 2004). C. hyperboreous ocorreu aproximadamente de 5-10% da abundância de C. finmarchicus e C. glacialis foi encontrada numa quantidade menor. Outros copépodos como Metridia ssp., Pareuchaeta ssp. e Gaidius ssp. tiveram uma abundância aproximada de 20% do total. Em janeiro de 2003 e 2004, a abundância de C. finmarchicus teve seu máximo entre 600 e 1200m, enquanto que o máximo de C. hyperboreous foi encontrado abaixo de 1200m, dessa forma, essa diferença de profundidades habitadas por essas espécies indica a diferente preferência de profundidade habitada por elas.

Um notável vazio sobre o entendimento da ligação entre a produção primária e secundária nos oceanos é carente de conhecimento e isso ocorre com o plâncton gelatinoso (Raskoff, Purcell and Hopcroft, 2004). Predições de quando, onde e como esses animais afetam o fluxo de material e energia que fluem pelas cadeias alimentares oceânicas são limitadas, especialmente no Oceano Ártico. Neste estudo dos respectivos autores, a Bacia do Canadá foi observada com um veículo submersível por controle remoto (ROV), na qual os grupos principais foram cnidários, ctenóforos, quetognatos e tunicados pelágicos. Os organismos mais comuns na superfície foram os ctenóforos Mertensia ovum e Bolinopsis infundibulum, sendo essas duas espécies mais encontradas (maior abundância). Na zona mesopelágica, a espécie mais encontrada foi Sminthea arctica. E números surpreendentes de sifomedusas Atolla tenella foram encontradas em águas profundas da Bacia. A coleta desses organismos com rede é dificultada devido a fragilidade do corpo desses organismos, que ao serem coletados são despedaçados. Ctenóforos, sifonóforos e medusas têm sido mostrados como organismos presentes e abundantes nas águas Árticas (e.g. Stepanjants, 1989), que se alimentam de uma variedade de presas, maioria de mesozooplâncton, mas incluindo também ictioplâncton, microzooplâncton e outras espécies gelatinosas como larváceos, água-vivas e ctenóforos. Praticamente nada se sabe sobre a diversidade, ocorrência e densidade desses grupos, que deveriam permitir fazer predições sobre os efeitos nas populações de presas, como o amplo estoque de copépodos no Ártico (Smith and Schnack-Schiel, 1990; Conover and Huntley, 1991; Mumm et al., 1998). Hidromedusas (cnidário) foram os organismo mais comuns nas águas de correntes não misturadas (i.e. mais profundo que 25m), das quais seis espécies foram observadas: Sminthea arctica, Botrynema ellinorae, Aglantha digitale (classicamente uma das mais abundantes medusas do Ártico), uma espécie bentopelágica talvez sendo Crossota sp., a narcomedusa Aeginopsis laurentii e uma nova espécie (talvez da família Aeginidae). O ctenóforo M. ovum foi abundantemente encontrado na superfície até 50 m, sendo também observado em menor quantidade os ctenóforos lobados Bolinopsis infundibulum e B. vítrea, e numa quantidade menor ainda o ctenóforo Beroe ovata, todos estes encontrados também na superfície da Bacia do Canadá. Quetognatos foram encontrados em todas as estações acima dos 700m de profundidade, no entanto, sua identificação se torna impossível com a utilização de ROV. Tunicados pelágicos observados com o ROV incluem larváceos (Oikopleura vanhoeffeni) e espécies não identificadas de doliolidos.

Lipídeos tem importantes funções durante as fases críticas do zooplâncton marinho, como na reprodução, primeiros estágios de vida, e hibernação (e ovos de dormência). As diferentes estruturas e funções dos lipídeos nesses organismos são reflexo da abundância variável entre as espécies e entre indivíduos da mesma espécie, tendo uma amplidão de porcentagem pequena em organismo gelatinosos a mais que 60% de peso seco em copépodos (revisto por Lee et al., 2006). Nas altas latitudes, principalmente calanóides copépodos e eufausiáceos (krill), acumulam grande quantidade de lipídios como reserva, convertendo fitoplâncton pobre em lipídio em grandes depósitos, que significa uma maior especialização na bioprodução polar (Kattner and Hagen, 1995). Essas reservas provém energia para o organismo sobreviver durante o inverno e pode permitir que o organismo se reproduza ao final de inverno ou primavera.

Imagens das espécies encontradas nos estudos são mostradas a seguir:

Copépodo: Acartia longiremis


Copépodo: Calanus hyperboreus


Copépodo: Calanus marshallae


Copépodo: Microcalanus pygmaeus


Copépodo: Oithona similis


Copépodo: Oncaea borealis


Copépodo: Metridia longa


Apendiculária: Fritillaria borealis



Apendiculária: Oikopleura labradoriensis



Apendiculária: Oikopleura vanhoeffeni

Quetognato: Sagitta elegans


Hidromedusa: Aglantha digitalis


Sifomedusa: Atolla tenella


Ctenóforo: Mertensia ovum




Região Antártica:
Como resultado da Convergência Antártida,onde as águas superficiais estão sujeitas a grandes variações, que representam um grande obstáculo para muitos organismos zooplanctonicos, a fauna plantonica da região do sul do oceano Atlântico não inclui algumas espécies que são freqüentemente encontrados, ao norte e na região de Convergência Sub tropical.

A enorme diferença no tamanho físico, atividade e densidade absoluta da grande variedade de espécies que compõem o zooplâncton apresentou enormes problemas em fazer uma previsão realista de estoque. Para a maior parte das estimativas que foram feitas geralmente consideram copépodes como o grupo dominante no zooplâncton, com destaque para as Metridia gerlachei, Calanoides acatus e Euchaeta Antarctica, que podem representar até 74% das espécies dominantes, com tamanho aproximado de 1,0 a 4,9 mm (Hopkins,1985).

Em geral as espécies zooplanctonias da Antártica realizam migração vertical noturna, como E. superba, e migração sazonal, como Rhincalanus gigas e Calanoides acatus. Algumas tem tendência a formar enchames, como E. superba, o anfípodo Parathemisto gaudichaudii e Salpa thompsoni. Possuem diferentes hábitos alimentares, E. superba e C. acatus são herbívoros, E. triancantha é onívora e Parathemisto gaudichaudii e Sagitta gazellae.

Mackintosh(1934), a partir de uma análise de um grande número de amostras de plâncton, foi capaz de identificar os seguintes grupos baseados na temperatura da água em que foram capturados.


Espécies de água quente

a) Espécies praticamente confinadas à água acima de 3o C.


- Euphausia vallentini: Reino: Animália; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca; Subclasse: Eumalacostraca; Ordem: Euphausiacea; Família: Euphausiidae ; Gênero: Euphausia.

Características: Espécies marinhas, pelágicas, de clima polar, distribuídas pela Antártica e sudoeste do Pacífico. Pico de acasalamento em outubro-novembro; recrutamento of post-larval individuals from December-January onwards; fastde pós-larvas de indivíduos a partir de dezembro-janeiro em diante; rápido growth until May; zero winter growth between June and mid-August crescimento até maio, o crescimento é zero no inverno entre junho e meados de agosto due to a minimum feeding activity Feeding activity reaches its devido a uma mínima atividade alimentar; Atinge seu nível mais alto de alimentação entre agosto e início de outubro e é coincidente with maturation, growth recovery, enhancement of sexual dimorphism com a maturação, o crescimento e o início do acasalamento. Importante para a pesca e alimentação de outros animais.

Assuming that juveniles are
b)Espécies típicas de águas quentes.
- Eucalanus sp: Reino: Animália; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda; Ordem: Calanoida; Família: Eucalanidae; Gênero: Eucalanus.
- Candacia sp: Reino: Animália; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda; Ordem: Calanoida;

Família: Candaciidae; Gênero: Candacia .

Caracteristicas: copépode predador, de 2 milímetros de comprimento. Possui grandes garras na boca, grande parte escondida abaixo do animal.
- Heterorhabdus sp: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Ordem: Calanoida; Família: Heterorhabdidae; Gênero: Heterorhabdus .
- Calanus simillimus: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Ordem: Calanoida; Família: Calanidae; Gênero: Calanus.
- Pleuromamma robusta: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Ordem: Calanoida; Família: Metridinidae; Gênero: Pleuromamma .
- Euphausia triacantha : Reino: Animalia; Filo: Arthropoda ; Subfilo: Crustacea  ; Classe: Malacostraca; Ordem: Euphausiacea; Família: Euphausiidae;

Gênero:  Euphausia.

Caracteristicas: Cresce rapido no primeiro verao de vida, cerca de 2,5 mm por mês, o crescimento decresce no inverno, cerca de 1,0 mm por mês; e no segundo verao é cerca de 1,7 mm por mês.
c)Espécies de água quente encontradas em regiões frias.

- Pareuchaeta sp: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Ordem: Calanoida; Família: Euchaetidae; Gênero: Paraeuchaeta .


- Euchaeta Antarctica: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Ordem: Calanoida;

Família: Euchaetidae; Gênero: Paraeuchaeta .


- Euphausia frigida: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca; Ordem: Euphausiacea; Família: Euphausiidae; Gênero:  Euphausia.
Espécies generalizadas

d)Espécies encontradas em todas as isotermas, mas com uma ligeira preferência pelas águas mais quentes.


- Primno macropa: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca ; Subclasse: Eumalacostraca ; Superordem: Peracarida ; Ordem: Amphipoda ; Subordem: Hyperiidea; Infraordem: Physocephalata ; Superfamilia: Phronimoidea ; Família: Phrosinidae ;

Gênero: Primno.


Caracteristicas: vive em águas profundas, zonas abissais.
-Spongiobranchia australis: Reino: Animalia; Filo: Gastropoda ; Classe: Heterobranchia; Ordem: Clionoidea ;Família: Pneumodermatidae; Gênero: Spongiobranchia.
Caracteristicas : corpo alongado, violeta marrom, cabeça arredondada, boca branca, semi séssil, tem um longo apêndice, barbatanas alongadas. Tamanho máximo: 22 mm

Variação: 39,57 º S e 78 ° S, 70 ° W até 0 ° W

Distribuição: Argentina;Ilhas Falkland; Subantárticas: Geórgia do Sul, ilhas Sandwich do Sul; Antártica: Península Antártica, Mar de Weddell; ; d'Orbigny, A. 1834.
Thysannoessa sp: Reino: Animalia ; Filo: Arthropoda ; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca ; Subclasse: Eumalacostraca ; Superordem: Eucarida ; Ordem: Euphausiacea ; Família: Euphausiidae; Gênero: Thysannoessa; Espécie: Thysanoessa macrura, Thysanoessa spinifera .                         
Rhincalanus giga: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda ; Superordem: Gymnoplea;

Ordem: Calanoida; Família: Rhincalanidae; Gênero:  Rhincalanus;


Características: Em adaptação ao ambiente, desenvolve as suas gonodas e coloca um elevado volume de ovos após estimulação por um flocecimento induzida por adubação com ferro.

e) Espécies Neutras.


-Haloptilus sp: Reino: Animalia ; Filo: Arthropoda ; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda ; Subclasse: Copepoda; Superordem: Gymnoplea;

Ordem: Calanoida; Família: Augaptilidae; Gênero:  Haloptilus;  Espécie: Haloptilus spiniceps .

     

Euchirella sp: Reino: Animalia ; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda ; Subclasse: Copepoda ; Superordem: Gymnoplea ;



Ordem: Calanoida; Família: Aetideidae; Gênero:  Euchirella;  Espécie: Euchirella splendens .
-Solmundella sp: Reino: Animalia; Filo: Cnidaria ; Classe: Hydrozoa ; Ordem: Narcomedusae; Superordem: Narcomedusida; Família: Aeginidae; Gênero: Solmundella Haeckel;  Espécie: Solmundella bitentaculata.
Características: Notável por ter apenas dois longos tentáculos e conspícua.

O guarda-chuva pode ser de até 72 mm de largura, mas normalmente é muito menor.

Possui 8 bolsas estômacais (O'Sullivan 1982a).

Solmundella bitentaculata tem uma distribuição circum-polar no Sul do Oceano Atlantico, que ocorrem em qualquer lugar entre a superfície e cerca de 1000 m (O'Sullivan 1982).

-Cyllopus spp.: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca; Subclasse: Eumalacostraca; Superordem: Peracarida;

Ordem: Amphipoda ; Família: Cyllopodidae; Gênero:  Cyllopus; Espécies: Cyllopus lucasii, Cyllopus magellanicus.


f)Espécies encontradas em todas as isotermas, mas com uma ligeira preferência por água fria.
- Calanoides acutus: Reino: Animalia ; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea; Classe: Maxillopoda ; Subclasse: Copepoda; Ordem: Calanoida; Família: Calanidae ; Gênero:  Calanoides.
Caracteristicas: Tem um período de crescimento mínimo no inverno e máximo durante meados de novembro março.
-Vibilia Antarctica: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Malacostraca; Subclasse: Eumalacostraca; Superordem: Peracarida;

Ordem: Amphipoda ; Família: Vibiliidae; Gênero:  Vibilia .


-Calanus propinquus: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda; Ordem: Calanoida ; Família: Calanidae; Gênero:  Calanus .
Espécies de água fria
g)Espécies de água fria que ocorrem em grande número em qualquer parte sul da isoterma de 3º C.

Euphausia superba: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda ; Subfilo: Crustacea; Classe: Malacostraca; Ordem: Euphausiacea; Família: Euphausiidae;

Gênero:  Euphausia; Espécie: Euphausia superba .
Caracteristicas: Krill antártico (Euphausia superba) vive em torno da Antártica. A espécie pode chegar a 6 cm de comprimento e vive em torno de 6 anos. Cada adulto pesa cerca de 2 gramas. Em biomassa, elas são as espécies mais numerosas, cerca 400 milhões de toneladas. É uma espécie chave no ecossistema antártico, porque serve de alimento para muitos outros animais, como o peixe é rico em proteínas e aminoácidos, óleos ômega-3, ricas em pigmentos naturais e de baixo teor em substâncias poluentes. O aumento das temperaturas da superfície, que aumentou o derretimento do gelo de água doce e acrescenta um forte aumento da radiação ultra-violeta ao longo da Antártica, cria um ambiente inadequado por danificar plâncton e krill. Estes efeitos conduzem a um efeito significativo sobre esta área vulnerável, reduzindo a produção. A Euphausia superba realiza migração vertical noturna, passa o dia a profundidades maiores e ascende em direcção à superfície durante a noite, também formam aglomerados à superfície durante o dia para se alimentar e reproduzir, apesar de tal comportamento ser perigoso pois torna o krill muito vulnerável aos predadores.
Cleodora sulcata: Reino: Animalia; Filo: Mollusca; Classe: Gastropoda; Ordem: Pteropoda; Família: Cavolinidae; Gênero:  Cleodora; Espécie: Cleodora sulcata.
-Salpa fusiformis: Reino: Animalia; Filo: Chordata; Subfilo: Urochordata; Classe: Thaliacea; Ordem:Salpida; Família: Salpidade; Gênero: Salpa.
Características: possui taxas de crescimento de até 40% de aumento do comprimento corporal, por dia medido em algumas populações de Salpa fusiformis. Esta espécie possui um núcleo no tubo digestivo compacto, o que a diferencia do grupo Cyclosalpa. O corpo solitaro destes indivíduos têm comprimentos entre 1 e 5 cm e 9 bandas de músculos. Agregados destes indivíduos têm comprimentos de 0,5 a 4 cm e têm 6 bandas de músculos. Os indivíduos dentro de uma cadeia estão alinhados na mesma direção que o eixo da cadeia, facilitando a natação relativamente rápida dos agregados.Salpa fusiformis realiza migração vertical, com caminhadas noturnas para a superfície de até 500 metros. Esta espécie é abundante nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, pode ser encontrados enxames ao longo da costa ocidental e no extremo norte, como no mar de Bering.
-Tomopteris sp.:Reino: Animalia; Filo: Annelida; Classe: Polychaeta; Subclasse: Palpata ;Ordem: Aciculata ; Família: Tomopteridae; Gênero: .Tomopteris 

-Metridia gerlachei : Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea ; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda; Superordem: Gymnoplea;

Ordem: Calanoida; Família: Metridinidae; Gênero: Metridia;
Características: Vive no Mar de Weddell, é uma das espécies mais abundantes na Antártica, tem maior abundancia no outono, vive dispersa por toda coluna de água.

- Clione antarctica : Reino: Animalia; Filo: Mollusca; Classe: Gastropoda; Subclasse: Opisthobranchia; Ordem: Gymnosomata; Família: Clionidae;

Gênero: Clione.

Características: Distribuição: Polar no Hemisfério Sul em águas temperadas e frias, pelágicos. Clione limacina foi anteriormente considerado como tendo uma distribuição bipolar, mas Gilmer & Lalli (1990) mostram muitas diferenças internas e externas entre as populações do norte e o sul do hemisfério e passou a se considerar que as populações do sul deveriam ser considerado como uma espécie distinta, C. antarctica (Smith, 1902).

O pteropodo Clione Antártica (= Clione limacina) possui uma relação de simbiose com um anfípodo Antártico, Hyperiella dilatata; o anfípodo, é presa freqüente de vários peixes da Antarctica, é capaz de apreender C. antarctica da coluna de água e posicionando-o em seu dorso, onde os moluscos se defendem quimicamente para prevenir a predação do anfípodo. Este protetor de pteropodo imóvel mostra a rejeição da anfípodo pelos moluscos bem como os moluscos em si, por peixes predadores, devido a uma substância que protege C. Antártica, e, em última instância, H. dilatata, a partir de predação, chamado de pteroenone
- Limacina helicina: Reino: Animalia; Filo: Mollusca; Classe: Gastropoda; Ordem: Thecosomata; Família: Limacinidae ; Gênero: Limacina .
Características: Esta subpolar / polar espécie pode atingir tamanhos de até 1 centímetro.

O pteropodo, Limacina Helicina, a partir do Golfo do Alasca, está ameaçada pela acidificação

do oceano.
h)espécies típicas das regiões mais fria, que raramente ou nunca abordam a convergência.
- Calycopsis borchgrevinki  : Reino: Animalia; Filo: Cnidaria; Classe: Hydrozoa; Subclasse: Hydroidolina; Ordem: Anthoathecatae; Família: Bythotiaridae; Gênero:  Calycopsis.
Características: caracteres que são adaptações às condições ecológicas nas águas da Antarctica: As gônadas estão embutidas nas dobras do estomago; uma espessa mesogleia sem estrutura, está presente nos tentáculos;
- Vanadis Antarctica: Reino: Animalia; Filo: Annelida; Classe: Polychaeta; Subclasse: Palpata; Ordem: Aciculata; Família: Alciopidae; Gênero:  Vanadis.                   
Características:Um verme marinho que faz parte do macrozooplancton.
- Diphyes antarctica : Reino: Animalia; Filo: Cnidaria; Classe: Hydrozoa; Subclasse: Hydroidolina; Ordem: Siphonophorae; Família: Diphyidae;

Gênero:   Diphyes.                     


-Eurisus antarcticus: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Malacostraca; Subclasse: Eumalacostraca; Ordem: Amphipoda; Família: Eusiridae;

Gênero:  Eusirus.


Características: Encontrado na Península Antártica, no mar de Weddell, um anfípodo antárctico gigante, de quase 100 milímetros.


-Haloptilus ocellatus: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Maxillopoda; Subclasse: Copepoda; Ordem: Calanoida; Família: Augaptilidae;

Gênero:  Haloptilus.


i) Espécies neríticas
- Euphausia crystallorophias:Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Malacostraca; Ordem: Euphausiacea; Família: Euphausiidae; Gênero:   Euphausia.                   
Caracteristicas: Também chamado de krill-do-gelo, é uma espécie de krill que pode ser encontrada nos mares da Antártica normalmente a profundidades entre os 300 e os 650 metros (havendo registos de espécimes encontrados a 4 000 metros de profundidade). O gênero Euphausia nome refere-se a luminescência produzida por grandes órgãos luz (photophores). E. crystallorophias é semelhante a E. superba, mas tem um rostro mais longo, olhos grandes, um menor palpo mandibular, e é mais curto em comprimento total.Os adultos têm um comprimento máximo de 3.5 cm, com as fêmeas ligeiramente maiores que os machos. Substitui a Euphausia superba em zonas ocupadas por banquisas. Efetua migração vertical diária e reproduz-se entre os meses de Dezembro e Fevereiro. Costas polares são áreas de desova para esta espécie. Ë uma espécie que vive em enxames, é uma importante fonte de alimento para predadores costeiros, comidos pelas baleias e outros grandes animais (baleias Minke, Weddell focas, pingüins Adelie, especialmente peixes Pleuragramma antarcticum). E. crystallorophias pode ser o único grande pelágico consumidor de fitoplâncton da Antártida. Esta espécie de krill foi identificada pela primeira vez em amostras recolhidas durante a expedição Discovery liderada por Robert Falcon Scott.

- Antarctomysis máxima: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Crustacea; Classe: Malacostraca; Ordem: Mysida; Família: Mysidae; Gênero:   Antarctomysis.                 


CARACTERÍSTICAS: Vive principalmente na Geórgia do Sul e nas Ilhas Orkney do Sul, a produção de ovos é maior para fêmeas na Geórgia do Sul, os jovens são incubados no inverno em ambos os sítios e são liberadas na Primavera. As fêmeas são claramente capazes de se reproduzir duas vezes na Geórgia do Sul e sugere-se que este também é o caso nas Órcades do Sul, estas podem ser algumas adaptações ao ambiente marinho antártico, alem de possuir outros também exibidos pelos outros invertebrados.
-Ictiofauna
A diversidade da ictiofauna neste ambiente se limita a apenas cerca de 300 espécies, representando 49 famílias de peixes teleósteos (Barrera-Oro, 2002). Segundo White et al. (1996), mesmo que os ovos sejam planctônicos, muitas espécies de peixes antárticos desovam durante os períodos de outono e inverno, quando a grande cobertura de gelo e as condições de tempo restringem o acesso à região, dificultando a captura. A família Nototheniidae foi a mais representativa apresentando 69,44% do total de indivíduos coletados na Operação Antártica XXI (verão de 2002/03). As espécies mais abundantes em 2002/03 foram Pleuragramma antarcticum, Lepidonotothen. kempi , Chionodraco rastrospinosus e Trematomus scotti.

O número reduzido de espécies encontradas, bem como os baixos valores de densidade encontrados, podem ser considerados como típicos da região, sendo registrados na quase totalidade dos trabalhos realizados em ambientes extremos (ex.Sinque et al., 1986; Sinque et al., 1988; Loeb, 1993; Hoddell et al., 2000, dentre outros).


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