Capítulo 10 fitorremediaçÃo com macrófitas aquáticas flutuantes




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CAPÍTULO 10

FITORREMEDIAÇÃO COM MACRÓFITAS AQUÁTICAS FLUTUANTES
Marcelo Ricardo de Lima1

Carlos Bruno Reissmann2

Angela Daniela Taffarel3

10.1. INTRODUÇÃO

Em muitas cidades brasileiras, o abastecimento público de água depende, total ou parcialmente, da água armazenada em lagos naturais ou artificiais. A morfometria destes corpos de água, muitas vezes pode se caracterizar como favorável à eutrofização devido a aspectos como reduzida profundidade média ou grande tempo de residência da água no reservatório. Além disso, as bacias contribuintes, muitas vezes apresentam intensa ocupação agrícola e urbana, determinando o ingresso de grande quantidade de nutrientes, que pode se refletir no intenso desenvolvimento de fitoplâncton ou de macrófitas aquáticas.


As fontes de poluição que atingem estas massas de água são provenientes de fertilizantes e agrotóxicos aplicados na agricultura, dejetos dos animais de criação, esgotos domésticos não tratados, as lixívias provenientes de depósitos de lixos e cargas de efluentes oriundas de indústrias.
As adições de nutrientes, através do lançamento de efluentes (rurais, domésticos ou industriais), ou por drenagem de áreas agrícolas, permite o aumento de substâncias (fosfato, amônio e nitrato, principalmente), que, em geral, são encontrados em baixas concentrações nos ambientes aquáticos (ESTEVES e BARBOSA, 1986).
As algas, em particular, podem causar graves problemas de odor e sabor na água de distribuição, dificultando o processo de tratamento, e com um risco potencial de surgimento de espécies que possam gerar compostos tóxicos na água. Em função dos problemas apresentados em muitos destes mananciais, a identificação das fontes de nutrientes que possam estar contribuindo na eutrofização, e a remediação da eutrofização, é de fundamental importância. Assim, o uso destas águas depende de medidas que garantam a manutenção da qualidade da água em níveis adequados.
Contudo admite-se que, se forem desenvolvidas medidas mitigadoras deste risco, haverá possibilidade de manutenção das atividades humanas de forma sustentável à montante dos pontos de captação de água para tratamento. Uma das possibilidades de reduzir a disponibilidade de nutrientes nestes corpos de água é a utilização de macrófitas aquáticas flutuantes, através da fitorremediação.
O objetivo geral deste capítulo é analisar aspectos das macrófitas aquáticas flutuantes, e sua capacidade na purificação da água poluída por nutrientes.


10.2. CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS MACRÓFITAS AQUÁTICAS FLUTUANTES
A importância das macrófitas aquáticas está amplamente discutida na literatura, sendo sua utilização como bioindicadoras da qualidade da água em ambientes lóticos e lênticos uma das mais relevantes (Pedralli citado por THOMAZ e BINI, 2003 ). Porém, para seu uso faz-se necessário ter conhecimento prévio das suas características, bem como das condições que limitam sua ocorrência e crescimento; da proliferação e manejo da espécie utilizada.
No Brasil as macrófitas aquáticas flutuantes mais estudadas são o aguapé (Eichornia crassipes), a alface ou repolho da água (Pistia stratiotes) e a salvínia (Salvinia molesta). Estas espécies são nativas e as mais reportadas causando problemas de crescimento excessivo em reservatórios (THOMAZ, 2002). Além destas espécies ainda são comuns a Eichornia azurea (aguapé), Azolla caroliniana (azola), Lemna minor (lentilha da água) e Spirodela polyrrhiza (lentilha da água) (KLEIN e AMARAL, 1988).
O aguapé é uma planta com raízes longas (até um metro), rizomas, estolões, pecíolos, folhas e inflorescências, podendo atingir uma altura variando desde alguns centímetros fora d’água, até um metro. É uma planta suculenta, composta por cerca de 950 g água/kg matéria fresca (MANFRINATO, 1991). A reprodução do aguapé pode ser vegetativa, ou por sementes, sendo que estas apresentam longevidade de até 15 anos (PEDRALLI, 1989).
Segundo GRECO e FREITAS (1996), em condições favoráveis, o aguapé pode duplicar sua massa em até duas semanas, portanto quando em situações ideais, dez dessas plantas podem cobrir um acre (0,405 hm2) em apenas dez meses.
A velocidade de crescimento e reprodução do aguapé está diretamente relacionada à disponibilidade de nutrientes e às condições de temperatura e luminosidade do ambiente. Assim, os resultados obtidos em determinado ambiente não podem ser transferidos para outro automaticamente. O aguapé não suporta baixas temperaturas, mas rebrota rapidamente com o aumento da temperatura (PEDRALLI, 1989).
Segundo MUKUNO e VALIO (1985) os fatores que promovem o alongamento das folhas do aguapé são baixas intensidades luminosas, temperaturas do ar entre 26 e 30 0C, fotoperíodos longos e alta densidade de plantas.
Em regiões onde ocorre pequena variação sazonal das características físicas e químicas da água e uniformidade climática, não deve ser constatado um padrão de variação da biomassa, como foi constatado em E. azurea (HENRY-SILVA e CAMARGO, 2003) e Salvinia molesta (RUBIM e CAMARGO, 2001) no litoral sul de São Paulo. No entanto, em condições climáticas e de composição da água variáveis ao longo do ano, o aguapé pode apresentar grandes diferenças em termos de produção de biomassa (LIMA et al., 2003a, 2003b).
A alface da água é uma planta com brotamento lateral de estolões que soltam regularmente, de espaço a espaço, raízes para baixo e folhas para cima. Possui folhas espiraladas com pecíolo curto; lâmina foliar obcordada, com tercido aerenquimatoso ao longo das nervuras paralelas na face interior (KLEIN e AMARAL, 1988). Esta espécie apresenta raízes fibrosas, porém mais curtas que o aguapé, com aproximadamente 20 a 30 cm de comprimento, em grande número (POLI et al., 1999). A reprodução de Pistia stratiotes é principalmente vegetativa. As plantas jovens priorizam o desenvolvimento de folhas, enquanto plantas adultas priorizam a produção de estolões. A reprodução sexual, embora ocorra, é menos eficiente (SILVA, 1981).
A salvínia é uma planta pequena, de folhas pedunculares em verticilos de três. Duas destas folhas são verdes, inteiras e flutuantes, e a terceira intersecta, penetrando na água, não raro sendo confundida com a raiz (KLEIN e AMARAL, 1988). Sob condições ideais a Salvinia auriculata chega a produzir 650 g de biomassa seca por m2 por ano (LORENZI, 1991).
A lentilha da água (Lemna minor) é uma planta de tamanho diminuto, provida apenas de folhas solitárias, ou em grupos de 2 a 4, contendo uma única raiz não ramificada (LORENZI, 1991), e consequentemente sua quantidade de massa por área é menor que as outras espécies acima. Esta espécie se reproduz por sementes e, principalmente, por meios vegetativos, a partir de brotos laterais que se soltam da planta-mãe (KLEIN e AMARAL, 1988).
A lentilha d’água, sob condições ótimas dobra o seu número a cada três dias. Os rendimentos médios da lentilha d’água podem chegar a 8 Mg de proteína hm-2 ano-1. O seu conteúdo de proteínas pode ser manejado de acordo com a variação dos nutrientes fornecidos na água. Quando o conteúdo de nitrogênio da água é de 20 a 30 mg dm-3 os valores de proteína ficam em torno de 350 a 400 g/kg de massa seca, o que representa um alto rendimento (Preston4, citado por ASSESSORIA, 2002).
Quando se analisa especificamente o comportamento das macrófitas aquáticas em reservatórios artificiais, como aqueles criados para o abastecimento público de água, segundo THOMAZ (2002), há a alteração das condições originais, tais como: a) redução da velocidade da água e aumento do desenvolvimento de margem; b) aumento das taxas de sedimentação; c) redução da diversidade de habitats; d) aumento da exposição ao vento; e) alteração do regime de flutuação dos níveis de água, na área alagada e a jusante. Todas estas mudanças tendem a alterar a diversidade e produtividade das macrófitas aquáticas, não somente das flutuantes, como também daquelas submersas.
Os reservatórios tem sido os ambientes mais afetados pelo crescimento excessivo de macrófitas aquáticas, pois, ao contrário de seus ambientes naturais, as terras alagáveis, não há ciclos de inundação e seca que atuam como um mecanismo natural de controle (Bonetto5, citado por THOMAZ, 2002).
10.3. FITORREMEDIAÇÃO
Conforme foi definido na introdução deste capítulo, a qualidade das águas de reservatórios públicos visando a captação de água, pode estar sendo afetada pelas atividades humanas na bacia hidrográfica a montante da represa ou do ponto de captação. Assim é necessário estudar um conjunto de medidas mitigadoras deste impacto, visando reduzir a possibilidade de que o uso humano da bacia seja inviabilizado pelo impacto ambiental que pode causar.
Para reduzir o impacto no frágil ambiente da bacia hidrográfica, podem ser tomadas várias medidas, tendo em vista que uma única proposta dificilmente resolveria um problema que é amplo e interdisciplinar. Neste sentido, a melhoria das condições da água através de cultivos que possuam a característica de remoção de nutrientes (prinicipalmente fósforo e nitrogênio), é uma das alternativas possíveis.
Os cursos e reservatórios de águas são constantemente ameaçados por agentes poluentes, quer sejam de processos erosivos das terras cultivadas, quer sejam oriundos de esgotos urbanos e industriais. Muito tem sido pesquisado a respeito de plantas que possam atuar como atenuadoras deste processo. Ação esta também denominada fitodepuração, que resulta em uma melhoria da qualidade da água enquanto as plantas se desenvolvem. Isto é relevante tanto ao uso agrícola deste recurso natural, como a irrigação das culturas ou o fornecimento aos animais de criação, quanto ao abastecimento público de água a casas e indústrias.
Um método que pode ser eficiente e tem baixo custo de implantação, é a utilização de plantas aquáticas e sua microbiota com o fim de remover, degradar ou isolar substâncias tóxicas do ambiente. A utilização de plantas aquáticas como “agente purificador” em hidroponia, justifica-se pela sua intensa absorção de nutrientes e pelo seu rápido crescimento, como também por oferecer facilidades de sua retirada das lagoas e ainda pelas amplas possibilidades de aproveitamento da biomassa colhida (GRANATO, 1995).
A espécie mais citada visando a fitodepuração de massas de água é o aguapé, porém o nível de poluição não pode ser excessivamente alto. Por outro lado sua população também regride quando as águas se tornam pouco poluídas. De qualquer forma, seu emprego requer técnicas de manejo no sentido de controlá-lo, pois apesar de ser considerado uma planta ornamental, é também visto como planta daninha (TOKI et al., 1994). Ao lado disso oferece muitas vantagens, como ser uma planta com elevada capacidade produtiva de biomassa, chegando a 22,17 g m-2 de matéria seca, em estudos conduzidos no Brasil nos meses mais quentes do ano (GRECO, 1996). Na Índia, em ambiente poluído sua produção de biomassa num período de 10 meses foi de 40 kg ha-1 contra apenas 17 kg ha-1 em área não poluída (SRIWASTAVA et al., 1994). Isto significa que nutrientes absorvidos são convertidos em conteúdo exportável proporcionalmente à biomassa produzida.
Segundo algumas pesquisas, muitas das espécies utilizadas na fitodepuração melhoram a oxigenação das águas profundas, como é o caso de Lemma minor (COSSU et al., 2001). Segundo JEDICKE et al. (1989) o aguapé pode duplicar a concentração de oxigênio dissolvido na água, proveniente da fotossíntese das folhas e fluxo interno de gases.
No entanto, este efeito é dependente da morfologia da macrófita aquática. Em Eichornia crassipes o sistema lacunar é contínuo entre os órgãos aéreos e raízes, suportando a afirmação de que há transporte interno de gases das folhas às raízes, enquanto em P. stratiotes as lacunas estão ausentes no caule (BOEGER, 1997).
No caso dos recursos hídricos, vale citar uma experiência desenvolvida na Austrália com Phragmites australis, que pode se desenvolver em águas bastante rasas. Além disso, além de despoluir as águas também contribui com a oxigenação, e quando o nível de poluição atinge níveis muito altos sua população diminui, sugerindo que a mesma também pode ser utilizada como planta indicadora de águas impróprias (MASSACCI et al., 2001).
Outros sistemas, especialmente da Austrália, recomendam um conjunto de espécies submergentes, sugerindo que as mesmas são mais eficientes na remoção de N e P dos cursos de água (MARS et al., 1999). Neste caso em particular, recomendam que um sistema de tanques, aliando-se um conjunto de plantas é mais eficiente que sistemas de monoculturas para extrair e reciclar nutrientes, purificando a água.
As possibilidades de testar outras espécies, ou um conjunto de espécies mostra-se altamente promissor para a melhoria da qualidade de águas de abastecimento público, tendo em vista a grande diversidade de espécies nativas que ocorrem ao longo dos cursos d'água. O patrimônio biológico no Brasil, pode-se supor, deve ser altamente promissor para esta finalidade.
Outros estudos comprovam que algumas macrófitas possuem efeitos alelopáticos. Segundo FERREIRA e AQUILA (2000), foi encontrado que as folhas de aguapé (Eichhornia crassipes (Mart.) Solms.) tiveram efeito alelopático sobre invasora. O próprio aguapé mostrou ser um poderoso algicida contra a alga verde Chlamydomonas reinhardtii. Também foi encontrado que Pistia stratiotes inibiu o crescimento de algas. Esta planta apresentava vários metabólitos secundários com alguma atividade alelopática, capazes de mostrar sinergismo no meio aquoso ao potencializar o efeito alelopático (GRECA et al., 1999). A presença de plantas aquáticas com potencial alelopático pode resultar em decréscimo do crescimento de algas ou outros organismos indesejados. Deve-se salientar que no meio aquático os aleloquímicos movimentam-se com muito maior velocidade do que no solo.
10.3.1. Capacidade das macrófitas aquáticas flutuantes na absorção de elementos químicos
Segundo GUERREIRO et al. (1999), TRIPATHI e SHUKLA (1991) e MANFRINATO (1991), as plantas aquáticas além de impedir o crescimento de algas permitem também a remoção de nitrogênio, fósforo, sólidos suspensos, carga orgânica e alcalinidade. Neste sentido, tem sido muito usado na China, para tratar esgoto doméstico e industrial (LI et al., 1995); e em Portugal, para descontaminar os lagos do Porto Urban de N e P (MOREIRA et al., 1999). Pertinente ainda a estes dois elementos, N e P, mostrou-se ainda altamente eficiente na Coréia (AHN et al., 1998), Índia (SRIVASTAVA et al., 1994); Japão (AOYAMA et al., 1993).
Fica evidente que o aguapé é uma planta utilizada em larga escala. No entanto, uma grande variedade de outras plantas podem ser utilizadas dependendo das circunstâncias. Um exemplo é a utilização do arroz irrigado, cana-de-açúcar, e inclusive, rabanete em diferentes sistemas de manejo no sentido de diminuir a carga de P na região dos "everglades" (IZUNO et al., 1995).
A capacidade extratora de nutrientes pelas macrófitas aquáticas flutuantes é muito influenciada pela concentração dos mesmos na água. Segundo BINI et al. (1999), em estudo realizado na represa de Itaipu, dentre diversas variáveis que poderiam afetar a distribuição de macrófitas aquáticas (principalmente Salvinia auriculata, Pistia stratiotes e Eichornia crassipes), o principal preditor era a concentração de nutrientes na água e sedimentos.
Embora macrófitas aquáticas flutuantes normalmente proliferem em ambientes com altas concentrações de nitrogênio e fósforo, as necessidades nutricionais das espécies podem ser bastante distintas (CAMARGO et al., 2003).
Ainda deve ser ressaltado que, em uma mesma concentração de nutrientes, as diferentes espécies de macrófitas aquáticas flutuantes apresentam diferenças em sua capacidade de absorção. Resultados de pesquisa conduzidos por BENASSI e CAMARGO (2000), em condição de baixas concentrações de fósforo e nitrogênio, indicam que S. molesta apresenta maior habilidade competitiva do que P. stratiotes, sendo que esta última inclusive reduziu a sua massa fresca total ao longo do estudo.
Quando se observa no aguapé raízes e parte aérea separadamente, nota-se diferença significativa para nitrogênio e potássio. Esta diferença se deve ao fato de que o aguapé acumula sódio e magnésio nos estômatos e raízes, e cálcio, potássio, fósforo e nitrogênio nas folhas (WOLVERTON e McDONALD, 1979).
Uma vantagem apresentada pelo aguapé, é que esta espécie também é capaz de absorver também metais pesados (WOLVERTON e MCDONALD, 1979). Este fato foi notado também por PERAZZA et al. (1981). Segundo LENZI et al. (1994) o aguapé poderia ser utilizado na descontaminação de águas poluídas com baixas concentrações de cromo (até 10 mg dm-3).
Uma característica que deve ser notada no caso do aguapé é que, em seu processo metabólico, esta espécie pode absorver alguns elementos poluidores da água, e os transforma em biomassa fresca, através da fotossíntese; a matéria tóxica que é retirada por ele, cerca de 95 a 98%, acumula-se no sistema radicular, preservando as folhas da contaminação (MANFRINATO, 1991). No entanto, LENZI et al. (1995) observaram que o cobre se acumula em maior concentração nas folhas do que nas raízes desta espécie.

10.3.2. Possibilidades para o uso da biomassa produzida
O aguapé pode ser utilizado como fertilizante ou como alimento de animais, dependendo obviamente, de seu índice de toxidez (PERAZZA et al., 1981). Portanto, antes de se destinar o aguapé à sua utilização, devem ser feitas análises de concentrações de macro e micronutrientes, bem como metais pesados, encontrados nas amostras.
Uma das possibilidades de utilização da biomassa de macrófitas aquáticas é a incorporação destes materiais à dieta de ruminantes e na composição de rações. Em estudo de composição química de macrófitas aquáticas, realizado por HENRY-SILVA e CAMARGO (2002), foi observado por estes autores o potencial de lâminas foliares de E. crassipes e S. molesta, e a planta toda de P. stratiotes com esta finalidade, condicionado a estudos de aceitabilidade pelos animais. O aguapé pode ser utilizado em proporção de até 3% em rações de poedeiras comerciais (BENÍCIO et al., 1993a) e frangos de corte na fase inicial (BENÍCIO et al., 1993b).
Depois de seca a lentilha da água estaria pronta para ser utilizada tanto para complementação de ração animal, como para incorporação no solo (Preston6, citado por ASSESSORIA, 2002), enquanto que o aguapé e a alface d’água precisam ser triturados e moídos, dependendo da utilização. Em qualquer dos casos é importante frisar que é fundamental conhecer a natureza dos contaminantes. Quais os outros elementos que estão associados ao N e P, por exemplo, e que podem ser tóxicos aos animais que se alimentarão da ração.
A reciclagem de nutrientes perdidos pela erosão dos solos agrícolas para os corpos de água, através da utilização de plantas aquáticas flutuantes, seria, segundo KLEIN e AMARAL (1988) uma forma barata e eficiente de proporcionar uma maior estabilidade no ciclo dos nutrientes na bacia hidrográfica.
Se houver a disponibilidade de se fazer a compactação do aguapé, ele é considerado um excelente substrato para orquídeas, podendo substituir o xaxim (PERAZZA et al., 1981).
No entanto, considerando o importante papel ecológico das macrófitas aquáticas, uma parcela de suas populações deve sempre ser mantida no sentido de preservar estes benefícios. Assim, embora em muitas situações o manejo seja necessário no sentido de reduzir a população de macrófitas, em outras este deveria ser exercido para estimular a colonização e o incremento desta vegetação (THOMAZ, 2002).
10. 4. ABSORÇÃO DE NUTRIENTES POR MACRÓFITAS AQUÁTICAS – UM ESTUDO DE CASO NA BACIA DO RIO CANGUIRI.
Os mananciais do altíssimo Rio Iguaçú são responsáveis por cerca de 70% do total da água distribuída na cidade de Curitiba. Para aumentar a disponibilidade de água deste manancial, foi construída a barragem do Iraí, que representa quase 20% da água distribuída na cidade. A área estudada faz parte da bacia do Canguiri, que é afluente do Rio Iraí.
Devido às condições ambientais e uso atual, existem situações de eminente contaminação dos corpos de água na bacia do Rio Iraí, devido às atividades humanas existentes. Para minimizar este fato, principalmente no que concerne à poluição pelo aumento da concentração de nutrientes na água, foi estudado o cultivo de espécies que pudessem contribuir para reduzir este impacto.
Através do confinamento de espécies aquáticas em um sistema de tanques independentes entre si, mas ligados à fonte alimentadora de uma represa, foi testada a capacidade das espécies em absorver e incorporar em sua biomassa, os elementos da eutrofização. No caso, representados particularmente por N e P total.
Um estudo foi implantado na Estação Experimental Canguiri da UFPR, na bacia hidrográfica do Rio Canguiri. Cada unidade experimental era um tanque com volume de 500 dm3, recebendo água constantemente de uma fonte eutrofizada por atividades agropecuárias. Os tratamentos foram o cultivo de aguapé (Eichhornia crassipes), alface da água (Pistia stratiotes) e lentilha da água (Lemna minor). O delineamento foi em blocos ao acaso, com sete repetições (Figura 10.1).

(INSERIR FOTO EM PRETO E BRANCO)



Fig. 10.1. Vista do experimento de comparação de macrófitas aquáticas
O experimento de verão foi implantado em 10 de dezembro de 2002 e a colheita foi realizada no dia 06 de março de 2003 (LIMA et al., 2003a). O plantio do experimento de inverno foi realizado em 07 de maio, e a colheita em 25 de agosto de 2003 (LIMA et al., 2003b), sendo plantado 1 kg de matéria fresca em cada parcela.
O material vegetal foi separado em parte aérea e raízes (incluindo os estolões) no caso do aguapé e alface d’água. Nas amostras foi determinada a massa fresca, e após secagem a 60 0C , a massa seca.
Amostras do material fresco foram lavadas em água deionizada , secas e moídas para determinação de macronutrientes primários (nitrogênio, fósforo e potássio totais). O nitrogênio total foi determinado pelo método Kjeldahl descrito por HILDEBRAND (1977). O fósforo e o potássio na planta foram extraídos com HCl 3 mol dm-3 a partir das cinzas (HILDEBRAND, 1977), sendo determinados pelas metodologias de JACKSON (1958) e PERKIN ELMER (1976), respectivamente. Antes de retirar as plantas dos tanques, também foram recolhidas amostras da água a 10 e a 30 cm de profundidade, sendo tomadas seis subamostras em cada tanque. Nestas amostras foram determinados o nitrato (MIYAZAWA et al., 1985), o fósforo (MURPHY e RILEY, 1962) e o potássio (PERKIN ELMER, 1976) solúveis.
10.4.1. Experimento de verão
Os rendimentos de massa fresca e massa seca totais (Tabela 10.1) do aguapé foram superiores aos demais tratamentos, e a alface d’água foi superior à lentilha d’água. O aguapé também apresentou maior massa seca e fresca da parte aérea e radicular em relação à alface d’água (Tabela 10.2).
Tabela 10.1. Massa fresca total e massa seca total, em três espécies de macrófitas aquáticas, na Estação Experimental do Canguiri (Pinhais - PR).

Espécie

massa fresca total

(g/parcela)

massa seca total

(g/parcela)

Aguapé


4084 a

208,09 a

Alface


1926 b

108,37 b

Lentilha

284 c

23,77 c

CV %


20,97

19,73

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. C.V. = Coeficiente de variação.
Tabela 10.2. Massa da parte aérea e radicular e relação massa radicular/parte aérea, em duas espécies de macrófitas aquáticas, na Estação Experimental do Canguiri (Pinhais - PR).

ESPÉCIE

Massa fresca parte aérea (g/parcela)

Massa fresca raízes (g/parcela)

Relação raízes/aérea (massa fresca)

Massa seca parte aérea (g/parcela)

Massa seca raízes (g/parcela)

Relação raízes/aérea (massa seca)

AGUAPÉ

1484 a

2600 a

1,85 a

80,08 a

128,00 a

1,74 a

ALFACE

667 b

1259 b

2,09 a

56,75 a

51,63 b

0,91 b

C.V. %

25,25

28,54

22,83

24,39

27,26

19,89

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste F. C.V. = Coeficiente de variação.
A relação raízes/parte aérea da massa fresca do aguapé pode ser equiparada ao da alface d’água, não havendo diferença significativa entre as espécies.
A quantidade de massa seca da parte aérea (Tabela 10.2), não apresentou diferença significativa entre os tratamentos. Porém, o aguapé foi o que apresentou maior rendimento de massa seca de raízes (128,01 g/parcela em média) em relação à alface d’água (51,63 g/parcela), sendo significativa a diferença entre os tratamentos.
Observa-se que o aguapé apresenta maior relação massa seca de raízes/parte aérea, do que a alface d’água (Tabela 10.2). O aguapé é uma planta com raízes longas (até um metro), enquanto a alface d’água apresenta raízes mais curtas, com aproximadamente 20 a 30 cm de comprimento (MANFRINATO,1991; POLI et al., 1999), podendo estar aí o motivo para a superioridade do aguapé.
A grande diferença encontrada na massa fresca (4084 g/parcela) e na massa seca (208,09 g/parcela) deve-se ao fato do aguapé ser uma planta suculenta, composta por cerca de 950 g água/kg matéria fresca, segundo MANFRINATO (1991), que foi semelhante ao encontrado para o aguapé neste experimento (949 g água/kg matéria fresca, conforme a Tabela 10.1). Além do baixo conteúdo de matéria seca, outro inconveniente do aguapé é a necessidade do mesmo ser triturado e moído para o seu uso, pois apresenta grande volume após secagem. Estes processos seriam dispensados no caso da lentilha d’água, a qual, após a secagem, já está adequada ao uso no solo ou em rações, apesar de apresentar massa seca média de 23,77 g/parcela, quantidade bastante inferior ao do aguapé.
A quantidade de nitrogênio encontrada na planta (Tabela 10.3) não apresenta diferença significativa entre o aguapé, a alface d’água e a lentilha d’água. Porém, quando se observa no aguapé raízes e parte aérea separadamente, nota-se diferença significativa para nitrogênio e potássio. Esta diferença se deve ao fato de que o aguapé acumula sódio e magnésio nos estômatos e raízes, e cálcio, potássio, fósforo e nitrogênio nas folhas (WOLVERTON e McDONALD, 1979).
A concentração de fósforo não apresenta diferença significativa entre os tratamentos (Tabela 10.3). As quantidades de potássio encontradas na parte aérea do aguapé foram maiores que na alface d’água, e esta em relação à lentilha d’água. A alface d’água apresentou intensa deficiência deste elemento, evidenciada por clorose das folhas mais velhas , seguida de necrose das pontas e margens. Nas regiões lesadas acumula-se a putrescina (NH2(CH2)4.NH2), que provoca apodrecimento precoce das plantas (MALAVOLTA, 1980). Possivelmente, por esse motivo, as raízes de alface d’água apodreceram rapidamente após a colheita.
Tabela 10.3. Concentração de macronutrientes primários na massa seca de diferentes espécies de macrófitas aquáticas, na Estação Experimental do Canguiri (Pinhais - PR).

Espécie

nitrogênio

(g/kg)


fósforo

(g/kg)


potássio

(g/kg)


Aguapé parte aérea

27,9 a

1,74 a

44,8 a

Aguapé raízes

12,0 b

1,35 a

17,6 c

Lentilha

26,2 a

1,48 a

12,6 c

Alface parte aérea

25,4 a

1,21 a

28,0 b

C.V. %

16,8

40,4

17,1

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey a 5%. C.V. = Coeficiente de variação.
Tabela 10.4. Concentração de fósforo e potássio solúveis no momento da colheita, em duas profundidades, na água das parcelas experimentais cultivadas com diferentes espécies de macrófitas aquáticas na Estação Experimental do Canguiri (Pinhais - PR)




fósforo (g/dm3)

potássio (mg/dm3)




10 cm

30 cm

Média

10 cm

30 cm

Média

Aguapé

0,606

0,659

0,632

0,67

0,61

0,64 b

Lentilha

0,591

0,568

0,579

1,35

1,35

1,35 a

Alface

0,629

0,606

0,617

1,36

1,36

1,36 a

Média

0,608

0,611




1,35

1,34




Médias seguidas por letras distintas, minúsculas na coluna e maiúsculas na linha, diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey a 5%. C.V.(P) =16,7% e C.V.(K)=39,3%
Diante dos resultados encontrados de concentração de fósforo total (Tabela 10.4) presentes na água dos tanques, pode-se observar que as três espécies apresentaram capacidade semelhante em termos de manter a concentração de fósforo na água, pois não há diferença significativa entre os tratamentos. Este aspecto também se expressa na concentração deste nutriente na matéria seca, que não difere entre os tratamentos (Tabela 10.3).
A concentração de potássio solúvel (Tabela 10.4) encontrado nos tanques de aguapé é significativamente menor do que as concentrações encontradas nos outros dois tratamentos (alface d’água e lentilha d’água), que se equivalem estatisticamente. Observa-se que a espécie que mais retirou potássio da água foi o aguapé, o que também é evidenciado pela concentração deste elemento na parte aérea do aguapé que foi a maior dentre as espécies testadas (Tabela 10.3). Segundo TRIPATHI e SHUKLA (1991), o aguapé absorve da água elementos químicos, especialmente, de nitrogênio e fósforo. No entanto, neste experimento, o aguapé não foi superior nem à lentilha, nem à alface d’água em termos de remoção destes dois nutrientes, sobressaindo-se na absorção de potássio.
10.4.2. Experimento de inverno
O rendimento de massa seca total (Tabela 10.5) da alface d’água foi superior aos demais tratamentos. Este aspecto reflete situação contrária ao período de verão, quando o aguapé apresenta desenvolvimento superior à alface d’água e lentilha d’água (LIMA et al., 2003a).
A alface d’água também apresentou maior massa seca e fresca da parte aérea em relação ao aguapé (Tabela 10.6). Também pode ser observado na Tabela 10.6 que a alface d’água apresenta menor relação massa fresca aérea/radicular em comparação ao aguapé, evidenciando que o aguapé, embora tenha desenvolvido o sistema radicular, apresentou pequeno desenvolvimento da parte aérea no inverno. Este aspecto apresenta importância na cobertura na lâmina d’água, o que se refletiu na observação de maior quantidade de algas nas parcelas com aguapé. No período de verão o aguapé e a alface d’água apresentavam relação massa fresca da parte aérea/radicular semelhantes (LIMA et al., 2003a).
A quantidade de massa seca e fresca da parte radicular (Tabela 10.6), não apresentou diferença significativa entre o aguapé e a alface d’água. O aguapé é uma planta com raízes longas (até um metro), enquanto a alface d’água apresenta raízes mais curtas, com aproximadamente 20 a 30 cm de comprimento (MANFRINATO,1991; POLI et al., 1999), podendo estar aí o motivo para o aguapé ter se equiparado à alface d’água nestes atributos, apesar do menor desenvolvimento da parte aérea.
Tabela 10.5. Massa seca total, em três espécies de macrófitas aquáticas, no período de inverno em Pinhais (PR).

Espécie

massa seca total (g/parcela)

massa fresca total (g/parcela)

Aguapé


99,7 b

1812 b

Alface d’água


180,1 a

2630 a

Lentilha d’água

90,9 b

824 c

CV %


26,4

27,7

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. C.V. = Coeficiente de variação.
Tabela 10.6. Massa da parte aérea e radicular e relação massa radicular/parte aérea, em duas espécies de macrófitas aquáticas, no período de inverno, em Pinhais (PR).

ESPÉCIE

Massa fresca parte aérea (g/parcela)

Massa fresca raízes (g/parcela)

Relação raízes/aérea

(massa fresca)



Massa seca parte aérea (g/parcela)

Massa seca raízes (g/parcela)

AGUAPÉ

625 b

1187 a

1,92 a

33,88 b

65,83 a

ALFACE

1105 a

1525 a

1,35 b

97,93 a

82,08 a

C.V. %

26,3

29,8

8,7

28,1

29,6

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste F. C.V. = Coeficiente de variação.
Conforme discutido no capítulo 10.4.1. há uma grande diferença entre a massa fresca (1812 g/parcela) e na massa seca (99,7 g/parcela) do aguapé, conforme dados das Tabelas 10.5 e 10.6). Além do baixo conteúdo de matéria seca, outro inconveniente do aguapé é a necessidade do mesmo ser triturado e moído para alguns usos, pois apresenta grande volume após secagem. Estes processos seriam dispensados no caso da lentilha d’água, a qual, após a secagem, já está adequada ao uso no solo, como adubo orgânico.
A concentração de Ca e Mg foi semelhante na parte aérea do aguapé e da alface d’água (Tabela 10.7). Porém, quando se compara a parte aérea com a parte radicular destas mesmas espécies, se observa que há concentração de Ca e K na parte aérea, e Na e Mg na parte radicular. Esta diferença pode ser atribuída, em parte, ao fato do aguapé acumular sódio e magnésio nos estômatos e raízes, e cálcio, potássio, fósforo e nitrogênio nas folhas (WOLVERTON e MCDONALD, 1979).
A alface d’água apresenta maior capacidade de acumular Na e Mg no sistema radicular do que o aguapé. No entanto, o aguapé apresenta maior concentração de K nas raízes em comparação com a alface d’água (Tabela 07).
Tabela 10.7. Concentração de alguns elementos químicos na massa seca em três espécies de macrófitas aquáticas, no período de inverno, em Pinhais (PR). Isto só pode ser conteúdo! Acho que tem algum erro ai.

Espécie

Ca

K

Na

Mg




----------------------------------------g/kg----------------------------------------

Aguapé aérea

22,1a

40,3a

2,8d

3,3c

Aguapé raízes

11,1b

24,7c

6,1b

6,8b

Alface aérea

25,5a

29,4b

6,2b

3,7c

Alface raízes

12,1b

20,2d

15,6a

10,0a

Lentilha

10,7b

15,6e

4,5c

1,6d

C.V. (%)

24,9

8,3

5,5

13,8

Médias seguidas por letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey a 5%. C.V. = Coeficiente de variação.


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1 Engenheiro Agrônomo, Doutorando (Agronomia - Produção Vegetal/UFPR), Professor do DSEA/UFPR. Rua dos Funcionários, 1540, CEP 80035-050, Curitiba (PR), e-mail: mrlima@ufpr.br

2 Engenheiro Florestal, Doutor (Universidade de Freiburg - Alemanha), Professor Titular do DSEA/UFPR. Rua dos Funcionários, 1540, CEP 80035-050, Curitiba (PR), e-mail: reissman@ufpr.br

3 Acadêmica de Agronomia da UPFR. Bolsista CNPq.

4 T. R. PRESTON. Hacia sistemas integrados a partir de recursos locales. Leisa - Revista de Agroecologia, Ileia (Peru), v. 18, n. 1, p. 17, jun 2002.

5 BONETTO, A.A. Hydrologic regime of the Parana River and its influence on ecosystems. In: HASLER, A.D. Coupling of land and water systems. New York: Springer Verlag, 1975. p. 175-197.

6 T. R. PRESTON. Hacia sistemas integrados a partir de recursos locales. Leisa - Revista de Agroecologia, Ileia (Peru), v. 18, n. 1, p. 17, jun 2002.


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