Biologia de serpentes para estudo: Livros: a vida dos Vertebrados




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Biologia de Serpentes – TÓPICOS DA AULA

BIOLOGIA DE SERPENTES
Para estudo:

Livros:

- A vida dos Vertebrados. POUGH, F.H.; HEISER, J.B.; MCFARLAND, W.N. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora, São Paulo, 2 ed., p. 798, 1999.

- Biologia dos Vertebrados: ORR, R. T. Biologia dos Vertebrados. 5a ed., Rocca, São Paulo. 1986.

Introdução:

Subfilo Vertebrata



Classe Reptilia

Subclasse Lepidosauria

Ordem Squamata  4 subordens

1) Sphenodontia

2) Sauria

3) Amphisbaenia

4) Serpentes

SERPENTES

No Mundo 24 Famílias de serpentes viventes, com aproximadamente, 450 Gêneros e 2500 espécies. No Brasil são encontradas 10 famílias de serpentes com cerca de 370 espécies.

As quatro principais famílias de serpentes no Brasil são:

Boidae gibóias, sucuris

Colubridae cobra – cipó, falsa – coral, cobras – d’água

Elapidae cobra – coral (verdadeira)

Viperidae Cascavel, jararacas e surucucus

Fonte: http://www.sbherpetologia.org.br/



CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS SERPENTES


As serpentes ou “COBRAS” são animais que apresentam como características diagnosticas gerais:

  1. Ausência de patas ou cintura escapular

  2. Ausência de pálpebras móveis

  3. Sem tímpano ou ouvido externo

  4. Língua completamente retrátil e bífida

  5. Corpo muito alongado, a maioria dos órgãos das cobras são alongados, acompanhando a forma do corpo;

Habito e Habitats das serpentes


As cobras podem apresentar atividades diurnas, noturnas ou nos dois períodos.

Suas atividades ocorrem Para: busca de alimento, de parceiros para acasalamento, de locais para desovar, ou locais para controle de temperatura.



Temperatura - Tolerância térmica nas serpentes

São ectotérmicos – “sangue frio”- Sua temperatura corpórea varia com a do ambiente (temperatura interna é influenciada pela temperatura do ambiente).

As serpentes suportam - 0oC a 47oC temperatura ideal 25oC

Suportam bem temperaturas amenas, mas não resistem muito às altas temperaturas.

As serpentes peçonhentas têm hábitos noturnos, com atividade entre as16:00h indo até às 08:00 do dia seguinte.

Tanto as serpentes peçonhentas como as não-peçonhentas evitam os períodos mais quentes durante o dia - a grande maioria das cobras são noturnas. Durante o período mais quente do dia elas se resguardam em locais sombreados.


Alimentação

São Carnívoras Alimentam-se de: Roedores; Pássaros; outros repteis; anfíbios; peixes; moluscos, ovos de aves e repteis, girinos e de vários invertebrados.

Podem se alimentar várias vezes no mesmo dia ou em dias consecutivos, principalmente as serpentes criadas em cativeiros.

Ingestão do alimento:

Não há mastigação - o alimento é engolido inteiro - Os dentes servem somente para a retenção da presa (em serpentes não venenosas).

Nas serpentes venenosas os dentes atuam também como aparelhos inoculadores de veneno.

A digestão é lenta - podendo durar desde horas até vários dias - depende da espécie, do tamanho da presa e do estado fisiológico do animal.


Obtenção de alimento


Serpentes peçonhentas - Bote + ação do veneno - ingestão da presa (geralmente se inicia pela região da cabeça).

Serpentes Não-Peçonhentas :

Família Boidae - Constritoras: dão o bote, seguram a presa com a boca e imediatamente se enrolam no corpo da presa matando-a através de constrição do corpo.

Família Colubridae - São constritoras ou abocanham a presa e vai ingerindo imediatamente (algumas vezes a presa é ingeria ainda viva).




Órgãos dos sentidos



Ausência de ouvido (abertura externa), tímpano:

As cobras não escutam (capacidade auditiva nula ou quase) - elas sentem as vibrações do solo através da superfície do corpo.

A grande sensibilidade das serpentes está na percepção de vibrações no substrato, principalmente na localização de presas.


Visão

Olhos sem pálpebras móveis, sempre abertos; de tamanhos variados.

Apresentam deficiência visual.

Não possuem glândulas lacrimais- há uma lente transparente que protege os olhos, a qual é renovada a cada muda.

Formato das pupilas: Pupilas redondas - Serpentes de hábito diurno

Pupilas elípticas ou verticais - Serpentes de hábito noturno (peçonhentas)

Olfato: Extremamente desenvolvido

É efetuado por intermédio da língua e dos órgãos de Jacobson.

A língua transmite aos órgãos de Jacobson os odores do meio externo - auxilia na percepção da aproximação e na captura das presas.

Fosseta Loreal: termorreceptor

É uma abertura que existe entre os olhos e a narina - nas espécies de serpentes da família Viperidae - Botrops, Crotalus; Lachesis.

É um órgão TERMORRECEPTOR - permite a localização exata de fontes térmicas. Percepção de calor.

Glândulas de Veneno e Dentes

Localizada ao longo do maxilar superior - são glândulas salivares que produzem uma saliva modificada que é em parte veneno.

Nas serpentes peçonhentas a contração dos músculos no momento da picada causa uma pressão sobre a glândula provocando a saída violenta do veneno através das presas.

Várias serpentes reconhecidas “popularmente” como não venenosas apresentam veneno - o que elas, na maioria das vezes, não possuem são presas inoculadoras de veneno eficientes ou suas presas estão na parte posterior da boca.

De acordo com o tipo de dente as serpentes podem ser classificadas em 4 categorias:

Áglifas: não apresentam dentes especializados para inoculação de veneno.

Opistóglifas: localizado na maxila superior, na região posterior - Dente sulcado, por onde escorre o veneno.

Proteróglifa: Dente sulcado na região anterior da maxila (Coral verdadeira)

Solenóglifas: Dente anterior oco, formando um tubo por onde passa o veneno (cascavel, jararacas e Surucucus)
Coloração

Variado padrão de cores e manchas, os padrões de colorido geralmente estão associados ao ambiente em que a serpente vive.

Mimetismo

Camuflagem



Reprodução:

Dimorfismo sexual, na maioria das serpentes, só é percebido quando o animal é manuseado.

Quando há dimorfismo sexual - as diferenças são em relação:

Tamanho do corpo, geralmente as fêmeas são maiores que os machos

Em muitas espécies a cauda dos machos é mais longa e mais grossa

Característico do macho = presença do Hemipênis (órgão copulador) - duplo e eversível.

Fêmeas podem ser:

ovíparas : põe ovos com casca, de onde eclodem os filhotes

vivíparas: armazenam seus ovos no interior do corpo, parindo seus filhotes já formados (Botrops, Crotalus, Boidae e alguns Colubrídeos).

A reprodução pode ocorrer durante todo o ano, ou na estação quente e chuvosa.



Extra:

INFORMAÇÕES SOBRE ACIDENTES COM SERPENTES


Ofidismo: Acidentes, Ação do veneno,Sintomas e Tratamento


Acidente Botrópico: causado por Jararacas e urutus

é o acidente ofídico de maior ocorrência no Brasil (90% dos casos)



Ação do veneno: Proteolítico, Coagulante e Hemorrágico

Sintomas: Dor e Edema no local da picada, bolhas, Equimoses e sangramento no local da picada.

Complicações que podem surgir: Bolhas, gangrena, necrose, abcesso e insuficiência renal aguda

Tratamento: administrar o mais rápido possível o Soro Antibotrópico (SAB)
Acidente Crotálico: causado por cascavel

7,7% dos acidentes no Brasil, mas pode representar até 30% em certas regiões apresenta o maior coeficiente de letalidade.



Ação do veneno: Neurotóxico, Miotóxico,Coagulante

Sintomas: Não há dor local, Mal estar, prostração, sonolência ou inquietação, sudorese, náuseas, vômitos e secura da boca podem aparecer precocemente.

Após as primeiras horas do acidente

Faces miastênicas (ou neurotóxicas) evidenciada por ptose palpebral, flacidez da musculatura da face, alteração do diâmetro pupilar, incapacidade de mover os olhos e visão turva.

Dificuldades para engolir, alteração do paladar e olfato

Urina fica avermelhada tornando se escura (cor de coca-cola) e sangramento na gengiva e mucosas



Tratamento: administrar o mais rápido possível o Soro Anticrotálico (SAC)

Acidente Laquético: causado por Surucucus (Lachesis muta)

Ação do veneno: Proteolítico, Coagulante, Hemorrágico e Neurotóxico

Sintomas: bastante semelhante aos provocados por acidentes botrópicos.

Dor e edema, que podem progredir por todo o membro, bolhas e hemorragia no local da picada.

Tonturas, escurecimento da visão, cólicas intestinais e diarréia

Infecções, abcesso e necrose local e do membro.

Tratamento - admistrar soro Antilaquético (SAL) ou soro antibotrópico-Laquético (SABL).


  1. Acidente Elapídico: causado por cobra Coral verdadeira

 Corresponde a 0,4% dos acidentes registrados no Brasil.

Ação do veneno: Neurotóxico (NTX de ação pós-sinaptica e NTX de ação pré-sinaptica) Veneno ataca o Sistema Nervoso.

Sintomas: podem surgir precocemente, em menos de uma hora após a picada.

 Há discreta dor local, dificuldade em abrir os olhos

 “cara de bêbado” - face miastênica

Falta de ar, dificuldade em engolir



Insuficiência respiratória aguda


  1. Acidentes por Colubrídeos: causados por serpentes “tidas como não venenosas “que são Opistóglifas (principalmente Cobra-verde, cobra-cipó, mussurana ou cobra-preta).

Sintomas: Edema local, dor, inchaço. Não é muito conhecido.


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