Abordar-se-á a temática dos antigos




Дата канвертавання25.04.2016
Памер18.03 Kb.

Virologia 13ª Aula 12-06-2005

Abordar-se-á a temática dos antigos Myxovirus que hoje em dia estão divididos em 2 famílias distintas – Paramyxoviridae e Orthomyxoviridae.

Os primeiros (Paramyxoviridae) são responsáveis por infecções em humanos e chegam mesmo a causar problemas de saúde pública.

O nome Myxovirus deve-se ao facto destes aglutinarem ou terem especial atracção para mucopolissacáridos…
A estratégia de expressão é distinta entre estas 2 famílias: os Paramyxoviridae replicam no citoplasma da célula infectada enquanto os Orthomyxoviridae replicam no núcleo.

Antes de prosseguir, aviso-vos desde já que estes vírus são de RNA de cadeia simples e negativa…

Esta diferença de local de replicação vai interferir com as suas estratégias de expressão…
Os membros mais ilustres dos Paramyxoviridae são: género Paramyxovirus; género Rubulavirus; género Morbillivirus e o género Pneumovirus. São responsáveis por diversas doenças tais como a papeira (graças a um elemento dos Rubulavirus), o sarampo (género Morbillivirus) e pneumonias diversas graças ao Vírus Respiratório Sincicial pertencente ao género Pneumovirus.

O género protótipo desta família é o Paramyxovirus no qual se incluem alguns vírus Parainfluenza.

O vírus Sendai, também pertencente a esta família, é um vírus muito estudado graças a uma técnica de mapeamento humano primordial que o utilizou. Esta técnica era de hibridação somática e consistia em juntar na mesma célula, núcleos de células distintas (humanos e de símios) e deixar estes híbridos crescer em cultura. Iam sendo perdidos sucessivamente cromossomas de uma das espécies (normalmente eram os humanos que quinavam) até uma situação em que se conseguia atribuir a um cromossoma o gene em estudo… O vírus promovia a fusão entre as membranas plasmáticas das duas células com o invólucro viral obtendo-se assim os tais híbridos…
(Há alto stress entre Luísa e prof mas isso não interessa para nada – o que é um facto é que se perderam para aí uns 5 minutos a falar disto que, a meu ver, não interessa para nada… Ahhh! Estava eu a ouvir estes minutos e, quando me preparava para as características dos vírus, de repente ouço a prof a implicar comigo – é no mínimo curioso e paradoxal estar a ouvir isto pela segunda vez… Enfim, devaneios…)
As proteínas presentes nos invólucros destes vírus são:
Proteína F (fusão) – como vimos no Sendai, ele consegue fundir o seu invólucro (não se esqueçam que são vírus ssRNA negativo) com membranas roliças do hospedeiro…

Glicoproteínas – todos eles possuem glicoproteínas – nos Paramyxovirus e nos Rubulavirus existe uma glicoproteína com duas funções – hemaglutinina (propriedade de aglutinação de hemácias) e de neuraminidase. Nos Morbillivirus não temos neuraminidase – apenas possuem hemaglutinina. Os Pneumovirus não têm nenhuma destas duas funções possuíndo apenas uma glicoproteína normal… A presença ou ausência destas funções foi um factor taxonómico entre estes géneros…


Os viriões são pleiomórficos (têm diversas formas).
A presença de uma glicoproteína HN indica que esta apresenta as duas funções de neuraminidase e hemaglutinina simultaneamente. Caso tenhamos apenas uma H apenas terá função de hemaglutinina.

Sob o invólucro e a dar rigidez e estabilidade ao virião temos a proteína M. A proteína M não terá uma estrutura tão rígida como noutras famílias, dessa forma possibilitando o pleiomorfismo destes vírus.

A nucleocápside é helicoidal e constituída por RNA e por uma proteína NP (nucleoproteína) associada ao material genético. Associada à nucleocápside temos polimerases.
A Fusão:

Reconhecimento dos receptores celulares pelos anti-receptores virais (uma glicoproteina que não a F) e a proteína F encarrega-se de fundir o invólucro viral com a membrana plasmática. Há então a entrada da nucleocápside no citoplasma da célula infectada. Será esta entrada dependente de pH? Neste caso não (já vimos anteriormente nos Rhabdoviridae e naqueles que entram na célula através de endossomas que há abaixamento de pH). Aqui tudo ocorre a pH neutro.

Há 2 teorias acerca do mecanismo de fusão – convém dizer antes de prosseguir que a proteína F tem 2 domínios. Voltando às teorias – ambas defendem que a proteína F está na sua conformação normal e, quando se dá a ligação à célula infectada através da ligação de uma glicoproteína, esta é alterada. A diferença entre as hipóteses reside nesta etapa. Uma delas defende que existe um co-receptor na membrana plasmática ao qual se liga a proteína de fusão enquanto a outra teoria diz que o contacto é directo…
Quer o genoma quer o RNA complementar do genoma estão sempre ligados à proteína da nucleocápside. Claro que com os mRNAs tal já não acontece. Todos os mRNAs têm um cap-5’ e uma cauda poli-A. A transcrição é idêntica à dos Rhabdoviridae existindo promotores internos.

Há sequências complementares nas 2 extremidades do genoma de todos os vírus de RNA negativo – dessa forma a molécula circulariza ficando mais estável... Estes vírus replicam na forma linear. A maquinaria replicativa é viral. A replicação ocorre sempre depois da síntese de proteínas (para tal tem de haver transcrição primeiro…). A concentração de nucleoproteína é absolutamente fundamental para o início da replicação do virião.

Nos Paramyxovirus há edição de RNA. Existem 2 proteínas: V e P com a extremidade amina idêntica e com propriedades diferentes. São expressas a partir da mesma região genómica (não do mesmo mRNA mas do primeiro transcrito primário). Pelo reconhecimento do codão STOP existente neste transcrito primário obtemos a proteína V (mais pequena visto a maquinaria reconhecer o codão STOP). No entanto, por vezes há adição de 2 Gs ao transcrito e o frameshift é alterado obtendo-se uma proteína maior – proteína P. Daí que ambas possuam a mesma extremidade amina!

A proteína P é uma fosfoproteína (funções na replicação) enquanto que a V é uma proteína não estrutural. Não se sabe como é regulada esta transcrição alternativa – pensa-se que se deva a estruturas secundárias.


(fig. 2.17)

Neste esquema estão representados as organizações genómicas dos vírus de RNA negativo.

Na região 3’ do genoma estão os genes codificantes para as proteínas do Core do virião (associadas a ele), no centro estão as glicoproteínas e na região 5’ estão as polimerases.

“Há um esquema geral de todos estes vírus então!” – observem bem a figura!

Nos Pneumovirus temos mais genes que o género padrão desta família – Paramyxovirus – mas o esquema mantém-se…

A 5’ temos SEMPRE as polimerases (Rhabdoviridae e Paramyxoviridae)! Nos Orthomyxoviridae isso não acontece.


Orthomyxoviridae:
Replicam no núcleo como vimos no início da aula e também possuem um genoma segmentado mas não multipartido! Os diferentes segmentos genómicos estão todos no mesmo virião. A vantagem disto é a capacidade de recombinação. Infectar uma célula previamente infectada pode levar a uma reassociação de segmentos resultando num virião recombinante e mau como as cobras! A mutação também pode levar a alterações assinaláveis.
Há 3 vírus Influenza. Dois deles têm 8 segmentos genómicos (A e B). O influenza C tem apenas 6 segmentos.

O Influenza A infecta quase exclusivamente humanos; o B afecta humanos e outros animais (perigo de recombinação) e o C deve infectar algo, mas a prof não chegou a mencionar devido às suas divagações por um mar turbulento de ideias existente na sua cabeça…


O RNA designado por 5 codifica para a nucleocápside; o 7 para as proteínas M1 e M2 (a M2 ao que parece é muito interessante); o 6 para a neuraminidase (no Influenza C ela não existe); o 1, 2 e 3 para polimerases (estão envolvidas 3 proteinas a PB1, a PB2 e a PA); o 4 para a hemaglutinina (os Orthomyxovirus têm todos a actividade de hemaglutinina) e o 8 para duas proteínas não estruturais.

O Influenza C tem associado à hemaglutinina uma actividade de esterase.


A partícula não é pleiomórfica. Tem umas espículas com hemaglutinina, outras com neuraminidase, camada lipídica, a proteína M1, a polimerase (PB1, PB2 e PA) e as nucleocápsides helicoidais (RNA negativo intimamente associada a uma proteína - neste caso a N).
A proteína M1 é a responsável pela rigidez e morfogénese do virião. Existem também algumas moléculas M2 importantes na descapsidação.

A proteína M2 é um canal iónico.

Os diferentes segmentos de RNA têm uma extremidade cap e são poliadenilados.

A partir do RNA 7 temos segmentos com um tamanho capaz de levar à produção de mais do que uma proteína senão vejamos – RNA 7 origina M1 e M2 (menor que M1) e o RNA 8 origina NS1 e NEP (Nuclear Export Protein). A NEP ajuda no transporte da proteína N para o interior do núcleo.


O vírus replica no núcleo pois utiliza processos de splicing e consequentemente a maquinaria associada. Os RNAs de menores dimensões são obtidos por splicing. Ocorre também splicing alternativo.
A alpha-aminitina inibe a RNA polimerase II logo toda a transcrição em humanos é inibida. O vírus da gripe não replica em células infectadas com alpha-aminitina – mas no entanto, não usa as RNA polimerases II da célula. O vírus “rouba” a extremidade 5’ dos RNAs heterogéneos (pré-mRNA) precursores dos mRNAs. Ainda existe um produto viral que regula os pré-mRNA – ele assegura que eles continuem a sê-lo… No fundo, os vírus precisam do cap mais 12 a 15 nucleótidos – isto servirá mais tarde de primer!





База данных защищена авторским правом ©shkola.of.by 2016
звярнуцца да адміністрацыі

    Галоўная старонка